A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique (CNE) anunciou ontem, em Maputo, os resultados das quintas eleições realizadas em 53 cidades e vilas autárquicas a 10 de Outubro, que confirmam a vitória da Frelimo.
Os resultados indicam que a Frelimo venceu em 44 cidades e vilas, cabendo a Renamo, o maior partido da oposição oito municípios. O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior partido da oposição, reteve o controlo do município da cidade portuária de Beira.
Uma breve análise dos resultados conclui-se que a Renamo teve um desempenho assinalável comparativamente aos anos anteriores.
Devido ao seu boicote nas autárquicas de 2013, a Renamo não controlava nenhum município no início deste ano. Depois das presentes eleições a Renamo passa a controlar oito municípios, incluindo três grandes cidades, nomeadamente Nampula, Quelimane e Nacala.
Também fez alguns progressos nas autarquias que anteriormente eram consideradas como sendo zonas de influência da Frelimo no extremo norte de Moçambique, vencendo em Chiúre na província de Cabo Delgado e Cuamba no Niassa.
Em termos de votos, a Frelimo ganhou 51,95 por cento – que é o pior resultado de todas as eleições. A Renamo conquistou 38,71 por cento dos votos, o MDM 8,5 por cento e os restantes partidos da oposição 0,84 por cento.
O MDM sofreu uma pesada derrota. Em 2013, quando era a única formação política a disputar com a Frelimo, controlava quatro municípios e tinha uma forte presença em muitas das assembleias municipais. Agora, controla apenas uma cidade e sua presença nas assembleias municipais foi drasticamente reduzida.
Uma equipa de 30 médicos do Hospital Universitário de Londres conseguiu reparar uma malformação na coluna de dois bebés ainda no útero, semanas antes de nascerem.
A spina bífida é uma malformação que ocorre no primeiro mês de gestação e, simplificando, significa “espinha dividida em dois”, segundo a associação portuguesa que representa e apoia os portadores desta doença. Ocorre quando algumas vértebras da espinhal medula não se formam totalmente, permitindo que parte da medula se projecte pela abertura dos ossos, causando danos ao sistema nervoso central.
Dois bebés com esta malformação foram operados ainda no útero da mãe, numa cirurgia inédita no Reino Unido, realizada por uma equipa de 30 médicos do Hospital Universitário de Londres.
Normalmente, este procedimento cirúrgico é realizado após o nascimento e quanto mais cedo ocorrer melhores são os resultados de saúde e mobilidade a longo prazo.
A cirurgia demorou 90 minutos e realizou-se no verão passado. Os médicos abriram o útero mãe e corrigiram a anomalia na espinhal medula dos bebés, semanas antes de nascerem.
O procedimento é arriscado e pode causar parto prematuro. “Demos alguns medicamentos à mãe que ajudou os bebés a relaxar, mas continua a ser arriscado”, explicou Anne David, especialista em obstetrícia e medicina fetal do hospital universitário londrino.
Tanto a mãe como os bebés estão a recuperar bem, segundo o hospital.
Em casos anteriores, as mães tinham de ser operadas nos Estados Unidos, Bélgica e Suíça. “É fantástico”, disse a professora Anne David, citada pela BBC. “As mulheres já não têm de sair do Reino Unido. Podem ter a família com elas. Há menos custos. É tudo positivo”, acrescentou.
Helena Taipo é acusada de ter desviado cerca de 100 milhões de meticais do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). A antiga ministra do Trabalho e actual embaixadora de Moçambique em Angola é arguida num processo que envolve cinco pessoas.
Trata-se de mais um caso que vem confirmar as velhas suspeitas: longe de ser uma instituição que cuida das poupanças de milhares de trabalhadores, o INSS transformou-se num saco para alguns dirigentes públicos.
Segundo escreve o jornal Notícias na edição desta quarta-feira, o Ministério Público está a investigar um esquema de corrupção no INSS e que envolve a antiga ministra do Trabalho, Helena Taipo.
Em 2014, último ano do seu mandato como ministra do Trabalho, Helena Taipo terá recebido cerca de 100 milhões de meticais desviados do INSS.
Citando o Ministério Público, o jornal Notícias escreve que o dinheiro foi transferido do INSS para as contas da Helena Taipo como forma de agradecer a ministra pela assinatura de contratos de investimentos em imobiliária e prestação de serviços entre o instituto e diversas empresas.
E uma das empresas que terá pago comissão à antiga ministra do Trabalho para assegurar contratos de investimentos na área imobiliária é a OPWAY Moçambique.
Em 2014, o INSS assinou contratos com a OPWAY e posteriormente com a NADHARI/OPWAY Moçambique Limitada para a construção de prédio na baixa da cidade de Maputo. Recentemente, o INSS rompeu o contrato com a NADHARI/OPWAY supostamente devido ao incumprimento dos prazos para a entrega deste edifício.
A investigação da Inspecção-Geral das Finanças citada pelo Notícias indica que a OPWAY usou empresas, pessoas singulares e de confiança da antiga ministra do Trabalho para fazer o dinheiro de pagamento de comissões. E uma das empresas citadas pelo Ministério Público é a FINAL – Financiamento, Investimentos e Agenciamentos Limitada. Um nome muito sugestivo.
Outra empresa que ganhou concursos do INSS é a ARCOS Consultores, que trabalha na fiscalização de obras públicas. Depois de receber pagamentos do INSS, a empresa FINAL transferiu parte do valor para agradecer à Helena Taipo.
A CALMAC Limitada também é citada no processo como tendo emitido cheques para intermediários que, após receberem o valor, trataram de efectuar transferências para contas tituladas pela antiga governante.
A lista de empresas que pagaram luvas a Helena Taipo inclui a Académica Magic Impressão Gráfica, uma sociedade unipessoal de Nampula. Esta empresa ganhou um concurso para a prestação de serviços ao INSS e, para não fugir à lógica, também transferiu uma gratificação à antiga ministra do Trabalho.
Além de comissões, a antiga ministra do Trabalho também é acusada de recebimento indevido de ajudas de custos durante as viagens. Numa única viagem, Helena Taipo não só recebia ajudas de custo do Ministério do Trabalho, como também recebia dinheiro do INSS. E como se isso não bastasse, as ajudas de custos do INSS chegavam a ser pagos pelo dobro dos dias da viagem.
Segundo o jornal Notícias, Helena Taipo já foi notificada para uma audição a decorrer nos próximos dias no Gabinete Central de Combate à Corrupção.
Actualmente embaixadora de Moçambique em Angola, Helena Taipo foi ministra do Trabalho nos dois mandatos de Armando Guebuza e de 2015 a 2018, foi governadora de Sofala.
O presidente Donald Trump admitiu na quarta-feira que o príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman é o responsável de última instância pela morte do jornalista Jamal Khashoggi.
Trump, que tem oscilado entre o apoio ao reino saudita e as críticas, disse ainda que a operação que vitimou o jornalista foi “um fiasco total”, desde a execução ao encobrimento.
“O príncipe é quem gere as coisas, muito especialmente agora. Ele gere-as e, por isso, se alguém teria [a responsabilidade], seria ele”, afirmou o presidente dos EUA, na que é a primeira acusação directa ao líder saudita desde o desaparecimento de Khashoggi, no dia 2 de Outubro.
Trump considerou também que o homicídio “nunca devia ter acontecido”, mas antes disso frisou que a operação foi mal planeada e pior executada. E falou mesmo “do pior encobrimento de sempre”. O presidente turco, Tayyip Erdogan, reiterou ontem que os culpados serão punidos. “Não permitiremos um encobrimento deste homicídio e garantiremos que os responsáveis enfrentam a Justiça, dos que ordenaram o crime aos que o cometeram”, afirmou.
Entretanto, a polícia foi autorizada a fazer buscas num poço no jardim da casa do cônsul saudita, onde na véspera se dizia que teria sido encontrado o corpo do jornalista.
Os parlamentares etíopes nomearam hoje pela primeira vez e por unanimidade uma mulher, Sahle-Work Zewde, como Presidente do país, após a renúncia de Mulatu Teshome.
A diplomata de carreira Sahle-Work torna-se assim o quarto chefe de Estado na Etiópia desde a adopção da Constituição de 1995, que prevê a eleição de um presidente para um máximo de dois mandatos de seis anos.
Sahle-Work era até agora representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres, para a União Africana (UA).
Anteriormente, tinha sido embaixadora do Djibuti (Senegal), em França, e Representante Permanente da Etiópia junto à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, o bloco regional da África Oriental.
Antes de nomearem Sahle-Work, as duas câmaras do parlamento anunciaram a demissão do Presidente Mulatu Teshome, que ocupava o cargo desde 2013.
Não foi dada nenhuma justificação relativamente à renúncia de Mulatu, mas os observadores acreditam que é resultado das negociações entre os quatro partidos que formam a coligação no poder, a Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (EPRDF).
O presidente da Etiópia é oficialmente o chefe de Estado, mas as suas responsabilidades são essencialmente simbólicas e honorárias. A maior parte do poder está nas mãos do primeiro-ministro, que representa o país nas grandes cúpulas internacionais.
Em Abril, o EPRFD escolheu Abiy Ahmed como o novo primeiro-ministro e, pela primeira vez, um membro do maior grupo étnico do país, o Oromo.
Desde que foi eleito, Abiy iniciou uma ampla agenda de reformas, incluindo a libertação de dissidentes e a abertura do espaço democrático e de paz com a vizinha Eritreia.
Metade dos cargos do governo de Abiy Ahmed são ocupados por mulheres.
Mulatu, também do grupo étnico Oromo, renunciou um ano antes do final do seu mandato.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Analista de Consumo. Saiba mais.
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director para a Área de Administração e Finanças. Saiba mais.
A TJ Consultants é uma Consultoria Estratégica de Recursos Humanos que está a recrutar para seu cliente que actua na área de Lotaria um (1) Gestor de Operações-Inclusão Financeira. Saiba mais.
A TJ Consultants é uma empresa de Consultoria Estratégica de Recursos Humanos que está a recrutar para uma empresa cliente que actua na área de Casino (Jogos online), um (1) Gestor Financeiro. Saiba mais.
A TJ Consultants é uma empresa de Consultoria Estratégica de Recursos Humanos que está a recrutar para uma empresa cliente que actua na área de Gambling (Jogos online), um (1) Gestor de Marketing. Saiba mais.
O Centro Internacional para Saúde Reprodutiva-Moçambique (ICRH-M) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Responsável de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Get People – Human Resources está a recrutar em Moçambique – Maputo, para seu cliente, um (1) Coordenador de Formação/ Produção de Conteúdos Pedagógicos. Saiba mais.
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Assistente em Sistema de Aviso Prévio (SAP). Saiba mais.
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar um (1) Consultor Sénior para o Fortalecimento do Sistema de Aviso Prévio de Cheias e Ciclones nas Comunidades da Bacia do Rio Licungo. Saiba mais.
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), os principais partidos da oposição moçambicana, pedem a intervenção das organizações da sociedade civil e dos observadores eleitorais para resolver o imbróglio pós-eleitoral, resultante dos resultados eleitorais das autárquicas de 10 de Outubro.
Os dois partidos continuam a contestar os resultados eleitorais que dão vitíria à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) na maioria dos 53 municípios. Na província da Zambézia, no centro, a Renamo apresentou queixas de fraude e roubo contra a Frelimo junto ao Conselho Constitucional e dos tribunais distritais. Segundo a Renamo, as eleições foram fraudulentas e lamenta que até então nenhum órgão competente tenha resolvido o problema pós-eleitoral, quando passam já 12 dias depois da votação.
Perseguição e detenções
Na autarquia de Alto Molocué, a norte da Zambézia, vários membros da oposição continuam detidos. Um deles é Alfane Alfane, da Renamo. O segundo vice-presidente da Comissão Distrital de Eleições contou à DW África que está a ser perseguido pela polícia.
Oposição na Zambézia contesta resultados “fraudulentos”
“Eu fui ameaçado por terem dois processos-crime contra mim. O que fiz naquele dia foi apenas perseguir alguém que roubou um computador. Em condições normais, quando se faz um apuramento intermédio, a norma é estarem lá todos partidos políticos e todos os directores. Eles levaram o computador para irem viciar e pôr dados falsos e é este caso que me levou a ficar preso porque andei a contestar e a proibir que assim acontecesse. A situação aqui está um pouco complicada porque a Renamo ganhou em Alto Molocué”, relata.
Alfane Alfane aponta como possível solução abrir processos de negociação para resolver o diferendo localmente: N”ão temos nenhuma esperança, uma vez que o tribunal aqui do distrito podia reunir todas as provas, mas não conseguiu. Podia chamar as pessoas que trabalharam nas mesas de voto e o tribunal não fez. A única esperança que temos é o Conselho Constitucional e se eles inverterem a situação, dizendo também que a Frelimo é que ganhou, isso significará claramente que o processo eleitoral em Alto Molocué foi fraudulento.”
800 euros de caução para libertar político
As disputas eleitorais na Zambézia também se estendem ao distrito de Maganja da Costa, onde continua preso o director do gabinete da campanha eleitoral do MDM, acusado de fazer a campanha no dia da votação.
A libertação de Assane António está condicionada ao pagamento de 800 euros, explica o cabeça de lista do MDM naquela autarquia. “Ele continua preso, foi condenado a uma pena de um ano e três meses. Nós até agora não conseguimos ter provas, falamos com o juiz para saber qual foi o partido que se queixou e o juiz não sabe, diz que foi a polícia que o apanhou. Isso foi só abuso de poder pela polícia, foi a polícia que abusou. Lá no tribunal pediram 55 mil meticais (800 euros) para o libertar”, diz Alberto Alface.
O presidente da comissão provincial de eleições da Zambézia, Emílio Mpanga, diz que estes casos são da responsabilidade dos órgão da Justiça. “Isso não é convosco, é um caso que se deve tratar com órgãos de gestão e administração da justiça, é só junto do tribunal que se deve consultar”, explicou à DW África.
Milhares de pessoas foram retiradas, entre elas turistas, devido ao impacto iminente do furacão Willa nas costas dos estados mexicanos de Sinaloa e Nayarit, informou esta quarta-feira a Coordenação da Protecção Civil do Governo.
“Cerca de 50% da população das zonas vulneráveis foi retirada“, afirmou Luis Filipe Puente, responsável pela coordenação, que confirmou que 40 mil estão em refúgios nestes estados e que uma quantidade de pessoas ainda maior optou por ficar em casas de amigos e familiares.
O furacão Willa, agora de categoria 3, tem ventos sustentados de 195 quilómetros por hora e rajadas que podem chegar aos 240 quilómetros e, na mais recente actualização, estava a 80 quilómetros a sudoeste de Escuinapa, em Sinaloa, e a 80 quilómetros a norte das Ilhas Marias, informou o Serviço Nacional Meteorológico.
O furacão está a deslocar-se a uma velocidade de 17 quilómetros por hora e é esperado que toque terra nas próximas horas, nas proximidades de Escuinapa, caso mantenha a sua actual trajectória.
Os meteorologistas alertam que o furacão Willa vai provocar ventos fortes, chuvas e possíveis inundações e deslizamentos de terras. Mais a sul do México, a tempestade tropical Vicente continua a causar chuvas fortes, existindo registo de pelo menos 11 vítimas mortais, confirmou Luis Filipe Puente.
Furacão Willa causa apagões no México, autoridades sem registo de vítimas
O furacão Willa atingiu cidades costeiras, vilas piscatórias e quintas no México com ventos de 195 quilómetros por hora na noite de terça-feira (madrugada de esta quarta-feira em Lisboa), causando apagões de energia, mas sem registo de vítimas.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos informou que a tempestade de categoria 3 atingiu terra perto de Isla del Bosque, no estado de Sinaloa. As autoridades federais adiantaram que houve relatos de apagões de energia em alguns locais e danos em estruturas frágeis que tinham telhados de zinco.
A avaliação dos danos está a ser dificultada pela escuridão e pela interrupção das comunicações. O furacão, contudo, está a perder força enquanto prossegue o seu caminho em terras mexicanas.
O Willa atingiu terra a cerca de 80 quilómetros a sudeste de Mazatlan, uma cidade que tem grandes hotéis e cerca de meio milhão de pessoas. As chuvas torrenciais começaram à tarde e as autoridades mexicanas informaram que foram obrigadas a deslocar mais de 4.250 pessoas em cidades costeiras, tendo montado 58 abrigos antes da chegada da tempestade.
O furacão também atingiu as Ilhas Marias, situadas a cerca de 100 quilómetros do continente, nas quais se encontram uma reserva natural e uma prisão federal.
Dívida e mais dívida, assim vão as contas públicas de um país há muito mergulhado na crise, na sequência do escândalo dos “empréstimos ocultos”. Prova disso é o contínuo agravamento do endividamento interno.
Dados do Banco de Moçambique (BM) revelam que o fluxo da dívida pública contraída com recurso a Bilhetes de Tesouro, Obrigações de Tesouro e adiantamentos do Banco Central aumentou em termos acumulados, ou seja, em mais de dois biliões de meticais, para o saldo de 107.460 milhões de meticais em Outubro corrente.
O valor é equivalente a 12,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Mas os montantes não tomam em consideração outros valores de dívida de pública interna, tais como contratos mútuos e de locação financeira”, apontou o governador do BM, Rogério Zandamela.
Em paralelo, o clima económico deteriorou-se pelo terceiro mês consecutivo. Este cenário, segundo o Banco de Moçambique, reflecte as perspectivas pessimistas das empresas em relação às expectativas de emprego e preços, com maior pessimismo nos sectores de produção industrial, construção e de comércio, que se sobrepuseram à avaliação positiva dos ramos de alojamento, restauração, transportes e armazenamento.
Outro ponto negativo é o agravamento do défice da balança comercial do país, com as importações a superiorizar-se às vendas no exterior no fecho do terceiro trimestre deste 2018, por exemplo.
Dados provisórios indicam que o défice da conta de bens aumentou em 248 milhões de dólares norte-americanos, o incremento das importações em USD 706 milhões, relativamente ao igual período do ano passado. Maquinaria diversa, combustíveis, automóveis e alumínio bruto lideram as compras moçambicanas no exterior.
Contudo, nem todos indicadores macroeconómicos mostram-se desfavorável, as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) mantêm-se em níveis confortáveis, ou seja, após ter reduzido para USD 3.125,3 milhões no dia 31 de Agosto, o saldo das reservas internacionais brutas recuperou para USD 3.195,7 milhões até à terceira semana de Outubro corrente, cifra que permite cobrir sete meses de importação de bens e serviços, excluindo as transacções dos grandes projectos.
Para o Banco Central, as condições actuais da economia continuam a favorecer a projecção de uma inflação baixa e estável, em torno de um dígito, no curto e médio prazos, mas com riscos domésticos elevados, os quais, associados à intensificação das incertezas na vertente internacional, exigem prudência redobrada da política monetária.
A nível interno, mantém-se o risco associado à sustentabilidade da dívida pública, bem como às incertezas quanto à evolução dos preços dos bens administrados. Na componente externa, destacam-se os riscos associados ao recrudescimento da tensão comercial e geopolítica, bem como o fortalecimento do dólar americano e a oscilação dos preços das commodities no mercado internacional, com realce para o incremento do preço do crude.
Parte da população abrangida pela área onde será erguida a Base Logística de Pemba contesta os valores de compensação atribuídos pela expropriação das suas terras para dar lugar a construção da Base Logística de Pemba.
Para além dos “valores irrisórios”, moradores de quatro bairros de Pemba queixam-se da falta de atribuição de terra de substituição.
O presidente do município de Pemba, Tagir Carimo, diz que a edilidade efectuou o pagamento das compensações pela expropriação de terras de acordo com os valores disponibilizados e definidos pelos portos de Cabo Delegado que inclusive aumentaram o valor a compensar por metro quadrado.
Por seu lado, a administradora do Distrito de Pemba, Isaura Conceição, aclara não haver espaço naquela urbe para atribuir terras aos afectados.
Um total de 784 famílias viram as suas terras expropriadas, num processo que abrangeu cerca de 8 mil hectares fixados em 2014.
A sociedade responsável pelo projecto, Portos de Cabo Delgado(PCD), definiu 7.50 meticais como valor a pagar por cada metro quadrado, devendo cada agregado familiar receber valores que variam entre os dois mil e 430 mil meticais que não são do agrado dos abrangidos.
A fixação dos valores de compensação “não passou por nenhum diálogo com o município nem com o PCD, quando fomos chamados ao Município indicavam-nos o valor”, afirma Ajustar Zacarias, um dos chefes de família que recusou-se a receber o valor da compensação.
O edil de Pemba, Tagir Carimo, diz que foram observados todos os procedimentos previstos na lei, o que obrigou os Portos de Cabo Delgado a aumentar o valor da compensação de dois para 7.50 meticais o metro quadrado.
Carimo acrescenta que “nós lideramos o processo de reunir as famílias e dissemos naquela altura de que queríamos ter a certeza de que as pessoas iriam receber efectivamente esses valores e aí o PCD, de facto, respondeu a esse quesito, transferiu os valores para os cofres do município e iniciou o processo de compensação”.
O presidente de Pemba revela que foram aplicados neste processo 40 milhões de meticais, contra os anteriores 14 milhões de meticais, referindo qualquer pedido para o PCD.
“Se há uma abordagem de que a compensação não foi justa, às pessoas foram impostas uma compensação o que nós temos aconselhado é que se apresente as contrapropostas e isso se negoceie com o PCD”, rematou Tagir Carimo.
Por seu turno, a administradora do distrito de Pemba, Isaura Conceição Máquina, diz não perceber o por quê das reclamações das populações cujas terras foram expropriadas para dar lugar a Base Logística de Pemba.
Isaura Conceição Máquina reitera que houve consultas junto da comunidade dai que as compensações foram de comum acordo.Em relação à terra de substituição, Máquina advoga que este processo não pode ser comparado com o de Palma, tendo em conta que nenhuma das famílias residia no local ora expropriado.
“O distrito está aberto a ajudar a população a encontrar parcelas aráveis em negociação com o distrito de Metuge que tem várias extensões de terra, falamos também com o próprio PCD para criar alguma situação de responsabilidade social para aquela população”, garante Isaura Conceição Máquina.
Os terminais Portuários e Logísticos de Pemba foram concessionados pelo Governo por 30 anos ao Porto de Cabo Delgado, que por sua vez sub-conceccionou o projecto ENH Integrated Logístics Services, um consórcio formado pela Nigeriana Orlean Invest e ENH Logístics.
A Polícia Nacional e a Guarda Civil espanholas apreenderam hoje mais de cinco toneladas de cocaína que estavam escondidas em bananas num parque industrial perto de Málaga, numa operação em que foram detidas pelo menos 15 pessoas.
Fontes da investigação indicaram à agência de notícias espanhola EFE que foram detidas pelo menos 15 pessoas, mas prevê-se que venham a ser mais de 30.
A droga, que foi apreendida no parque industrial nos arredores de Málaga, estava escondida em bananas provenientes da América do Sul.
A operação envolve elementos da Unidade de Drogas e Crime Organizado (UDYCO, sigla em espanhol) da polícia e da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil.
Os sete corpos achados numa mata e imediatamente enterrados numa vala comum, no distrito de Murrupula, província de Nampula, foram na terça-feira (23) exumados e submetidos à autópsia para efeitos de sua identificação e verificação das causas a morte.
As vítimas, com idades compreendidas entre 21 a 36 anos de idade, foram enterrados de troncos nus. Segundo o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, é prematuro avançar detalhes sobre a ocorrência.
Ele disse que o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a PRM fizeram-se à localidade de Muarapaz, no posto administrativo de Chinga, onde os cadáveres foram enterrados.
O Ministério da Saúde (MISAU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também escalaram o sítio para ajudar a esclarecer o que se passou naquele povoado.
A justiça chilena negou na terça-feira que tenha sido deliberada qualquer condenação contra o Arcebispado de Santiago no caso de abusos cometidos por Fernando Karadima, entretanto expulso do sacerdócio pelo papa.
A presidente do Tribunal de Recurso de Santiago, Dobra Lusic, confirmou esta informação, afastando noticias avançadas durante o fim de semana de que teria revertido uma decisão de primeira instância condenando a igreja chilena a pagar uma indemnização a três vítimas do padre Fernando Karadima, acusado de, durante décadas, abusar sexualmente de menores.
Segundo as vítimas, citadas no domingo pela agência EFE, a Igreja deverá pagar 450 milhões de pesos (580 mil euros) a James Hamilton, Juan Carlos Cruz e José Andrés Murillo, após uma decisão unânime do tribunal.
A notícia, segundo a EFE, terá sido avançada pelo diário “La Tercera”. Dora Lusic disse aos jornalistas que o presidente do nono juízo, Miguel Vásquez, lhe informou que não houve qualquer deliberação e que não existe sequer um projecto nesse sentido.
Os três denunciantes, que há alguns meses foram recebidos pelo papa Francisco no Vaticano, processaram o arcebispado e acusaram os cardeais Francisco Javier Errázuriz e Ricardo Ezzati, o arcebispo emérito de Santiago e o actual titular da arquidiocese, respectivamente, de encobrir os abusos de Karadima, Karadima, a quem os tribunais chilenos consideraram culpado, mas sem o condenar por prescrição dos crimes, foi um influente pároco num bairro abastado de Santiago e formador de cinquenta sacerdotes, dos quais cinco se tornaram bispos.
Segundo dados da Procuradoria Nacional do Chile, anualmente existem 119 investigações em andamento contra 167 pessoas relacionadas à Igreja acusadas de supostos abusos sexuais e 178 vítimas, das quais 79 eram menores à data dos factos.
O papa aceitou a renúncia de sete bispos chilenos, depois de em maio os 34 bispos do país terem apresentaram a sua renúncia ao pontífice, reconhecendo que cometeram “erros e omissões graves”.
A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique (CNE) anuncia hoje, em Maputo, os resultados finais oficiais das eleições autárquicas de dia 10 deste mês, disse à Lusa o porta-voz daquele órgão, Paulo Cuinica.
Os resultados que a CNE vai divulgar correspondem ao designado apuramento geral, que, ao abrigo da legislação moçambicana, está a cargo daquela entidade e é feito com base nos resultados processados pelas comissões distritais de eleições (apuramento intermédio).
Os dados já divulgados pelas comissões distritais de eleições dão vitória à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, em 44 municípios, à Renamo em oito autarquias, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, ganhou no município da Beira.
Relativamente a 2013, a Frelimo perde cinco municípios para a oposição.
Os tribunais distritais reprovaram os recursos apresentados pela Renamo e MDM contra os resultados de alguns municípios.
O Centro de Integridade Pública (CIP), organização da sociedade civil moçambicana, estima que a participação média nas eleições autárquicas de 10 de Outubro atingiu um valor recorde de 60,3%.
O CIP referiu em comunicado que o valor significa “um aumento significativo” em relação às eleições anteriores, em que as taxas de participação foram de 46% em 2013, 46% em 2008 e 28% em 2003.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Analista de Consumo. Saiba mais.
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director para a Área de Administração e Finanças. Saiba mais.
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A TJ Consultants é uma empresa de Consultoria Estratégica de Recursos Humanos que está a recrutar para uma empresa cliente que actua na área de Casino (Jogos online), um (1) Gestor Financeiro. Saiba mais.
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A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Assistente em Sistema de Aviso Prévio (SAP). Saiba mais.
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Um sismo de magnitude 5,9 foi esta terça-feira registado na costa leste da ilha de Taiwan, indicou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Não há, até ao momento, registo de vítimas mortais e não foi emitido qualquer alerta de ‘tsunami’.
O USGS, que regista a actividade sísmica em todo o mundo, localizou o sismo a 104 quilómetros do condado de Hualien, na costa leste da ilha e a uma profundidade de 31,3 quilómetros, no Oceano Pacífico.
Sete corpos abandonados por desconhecidos foram encontrados nas matas do posto administrativo de Chinga, distrito de Murrupula em Nampula. A descoberta foi feita por populares que de imediato comunicaram às autoridades, que por sua vez autorizaram o enterro dos mesmos no local.
Ainda não se conhece a proveniência dos corpos, bem como a sua identidade ou as causas da morte. Chinga fica a cerca de sessenta e oito quilómetros da vila sede do distrito de Murrupula, num percurso por zonas quase não habitadas o que pode ter facilitado o cometimento do crime.
Os corpos foram encontrados numa mata densa que dispõe apenas de um único acesso. Dentre os cadáveres encontrados dois são do sexo feminino. Os populares residentes nas redondezas afirmaram ter ouvido um motor de um carro por volta das 23 horas e 30 minutos da passada quinta-feira.
José Manuel, um dos residentes disse à nossa reportagem que não era possível identificar a viatura que chegou a meio da noite.
“O carro não se via. Vimos só as luzes. Foram curvar ali na escola e depois foram deixar os corpos naquele mato. Eram quase 23 horas”, explicou
Um outro residente do povoado de Muarrapaz, que se identificou como Diolindo Gabriel, falou à nossa reportagem e colocou de fora a hipótese de as vítimas serem residentes locais. “Desses corpos, cinco homens e duas mulheres nenhum era conhecido a nível local”.
Ainda de acordo com os populares, os corpos, já enterrados numa vala comum por decisão das autoridades locais, não apresentavam vestígios de violência. A descoberta destes corpos criou uma situação de insegurança nos povoados vizinhos, principalmente no de Muarapaz que fica a poucos quilómetros do local e com poucos residentes. A polícia ainda não se pronunciou sobre este assunto. O distrito de Murrupula faz fronteira a norte, noroeste e oeste com o distrito de Ribaué, a sul com o distrito de Gilé (distrito da província da Zambézia), a leste com o distrito de Mogovolas e a nordeste com o distrito de Nampula. O distrito está dividido em três postos administrativos nomeadamente Chinga, Murrupula e Nehessine. Em 2007, o Censo indicou que tinha uma população de 140 311 residentes. Este distrito foi fortemente fustigado pela guerra dos 16 anos e muito recentemente registou alguns incidentes a quando dos confrontos entre as forcas governamentais e os homens armados da Renamo.
Desde Outubro de 2017, registaram-se na província moçambicana de Cabo Delgado, perto da fronteira com a Tanzânia, cerca de quarenta ataques armados, que vitimaram mortalmente mais de 90 pessoas, a maior parte decapitadas.
Em declarações numa conferência de imprensa esta semana, em Dar es Salaam, na Tanzânia, o Inspector Geral da Polícia, Simon Sirro, explicou que, nos últimos meses, as forças de segurança lançaram uma operação contra estes “criminosos, mas que alguns deles conseguiram fugir”.
“Durante essa operação, alguns criminosos foram presos, alguns morreram e outros escaparam. Aqueles que escaparam estão a tentar atravessar a fronteira para Moçambique com o objectivo de estabelecerem lá uma base”, disse Simon Sirro, acrescentando que esta informação foi confirmada à polícia pelos próprios indivíduos. “No interrogatório, eles disseram que iam lá [para Moçambique] para se juntarem a campos radicais”.
“Eles escondem-se nas florestas, aprendem a usar armas de guerra como a AK-47 [também conhecidas como Kalashnikov]. É uma tendência que vem de países estrangeiros, não existe na Tanzânia”, acrescentou.
Julgamento
No início deste mês, a justiça moçambicana iniciou o julgamento contra cerca de 180 arguidos, suspeitos de estarem envolvidos nos ataques em Cabo Delgado. Destes, vários são tanzanianos.
“Estes criminosos querem estabelecer uma base em Moçambique. Mas enganam-se porque temos boas relações com Moçambique e com os outros países vizinhos”, disse Simon Sirro.
Segundo o Inspetor Geral da Polícia, os tanzanianos envolvidos, incluindo raparigas jovens, faziam parte de um grupo responsável por vários assassinatos de polícias e funcionários administrativos na província de Pwani, na Tanzânia, em 2016 e 2017. Não se sabe quais as motivações que levaram a estes crimes. Mas, após os assassinatos em Pwani, o presidente John Magufuli afirmou que: “Não há fé religiosa que ensine as pessoas a matar”.
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse, esta terça-feira, que a morte do jornalista Jamal Khashoggi foi planeada com dias de antecedência por responsáveis sauditas.
O chefe de Estado turco fez esta afirmação durante uma intervenção, que ainda decorre, no parlamento da Turquia, na qual prometeu revelar “toda a verdade” sobre a morte do jornalista saudita asilado nos EUA.
Erdogan afirmou que o jornalista foi vítima de um “assassínio selvagem” e avisou que não pode haver encobrimento do caso. O chefe de Estado exigiu ainda saber onde se encontram os restos mortais de Khashoggi.
Jamal Khashoggi, de 60 anos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 02 de Outubro, para obter um documento para se casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto.
O jornalista saudita, que colaborava com o jornal The Washington Post, estava exilado nos Estados Unidos desde 2017 e era um reconhecido crítico do poder em Riade.
No sábado, a Arábia Saudita admitiu que Jamal Khashoggi foi morto nas instalações do consulado saudita em Istambul. Durante vários dias, as autoridades sauditas tinham afirmado que ele saíra vivo do consulado.
A abertura de vala de drenagem e estradas no bairro Maraza, na cidade da Beira, por parte da edilidade, esta a gerar polémica, porque, alguns moradores, protestam a forma como decorre o processo e exigem indemnizações.
A cobrança das indemnizações surgem pelo facto de as casas, estarem abrangidas pelo traçado e se encontraram em via de destruição.
O secretário do bairro, Luís Bonga, disse que a reivindicação dos munícipes não faz sentido, porque “os mesmos foram comunicados atempadamente, que algumas casas seriam destruídas para dar lugar a este projecto”, tendo acrescentado que “todas as obras abrangidas foram erguidas ilegalmente”.
O Secretário de Estado na cidade de Maputo, Vicente Joaquim, apelou aos funcionários e agentes do Estado para unirem esforços no combate à corrupção,...
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