O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse, esta terça-feira, que a morte do jornalista Jamal Khashoggi foi planeada com dias de antecedência por responsáveis sauditas.

O chefe de Estado turco fez esta afirmação durante uma intervenção, que ainda decorre, no parlamento da Turquia, na qual prometeu revelar “toda a verdade” sobre a morte do jornalista saudita asilado nos EUA.

Erdogan afirmou que o jornalista foi vítima de um “assassínio selvagem” e avisou que não pode haver encobrimento do caso. O chefe de Estado exigiu ainda saber onde se encontram os restos mortais de Khashoggi.

Jamal Khashoggi, de 60 anos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 02 de Outubro, para obter um documento para se casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto.

O jornalista saudita, que colaborava com o jornal The Washington Post, estava exilado nos Estados Unidos desde 2017 e era um reconhecido crítico do poder em Riade.

No sábado, a Arábia Saudita admitiu que Jamal Khashoggi foi morto nas instalações do consulado saudita em Istambul. Durante vários dias, as autoridades sauditas tinham afirmado que ele saíra vivo do consulado.

JN