O presidente Donald Trump admitiu na quarta-feira que o príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman é o responsável de última instância pela morte do jornalista Jamal Khashoggi.
Trump, que tem oscilado entre o apoio ao reino saudita e as críticas, disse ainda que a operação que vitimou o jornalista foi “um fiasco total”, desde a execução ao encobrimento.
“O príncipe é quem gere as coisas, muito especialmente agora. Ele gere-as e, por isso, se alguém teria [a responsabilidade], seria ele”, afirmou o presidente dos EUA, na que é a primeira acusação directa ao líder saudita desde o desaparecimento de Khashoggi, no dia 2 de Outubro.
Trump considerou também que o homicídio “nunca devia ter acontecido”, mas antes disso frisou que a operação foi mal planeada e pior executada. E falou mesmo “do pior encobrimento de sempre”. O presidente turco, Tayyip Erdogan, reiterou ontem que os culpados serão punidos. “Não permitiremos um encobrimento deste homicídio e garantiremos que os responsáveis enfrentam a Justiça, dos que ordenaram o crime aos que o cometeram”, afirmou.
Entretanto, a polícia foi autorizada a fazer buscas num poço no jardim da casa do cônsul saudita, onde na véspera se dizia que teria sido encontrado o corpo do jornalista.
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