Os condutores relatam assaltos constantes, à noite, no desvio da Estrada Nacional número 4 (EN4), para aceder à Estrada Circular de Maputo, no município da Matola, província de Maputo, e alertam aos outros automobilistas que usam aquela via para se precaverem.  

Segundo os depoimentos colhidos no local, os supostos amigos do alheio atacam preferencialmente carros que se deslocam da África do Sul para Moçambique. No bairro de Tchumene, na mesma autarquia, há várias ruas que, neste momento, garantem a comunicação terrestre entre a EN4 e a Estrada Circular de Maputo.

No troço onde os assaltos ocorrem há vários buracos na via, ondulações, arbustos nas laterais e não existe iluminação pública. Os malfeitores estão lá a semear medo e terror, de acordo com testemunhas.

Os carros que, regra geral transitam por troço idos da “terra do rand” transportando produtos diversos são atacados e os supostos meliantes apoderam-se de um pouco de tudo. As autoridades policiais dizem ter conhecimento estão a trabalhar para estancar o problema.

Tchumene é um dos bairros da Matola em franco crescimento e com muitas casas desabitadas e inacabadas. Estas servem de albergues de malfeitores, de acordo com relatos de quem já presenciou ou pelo menos ouviu falar de episódios similares aos acima referidos.

No mesmo tom, um dos motoristas que faz o trajecto África do Sul/Moçambique disse à Reportagem do “O País” que já perdeu a conta das vezes que o seu carro foi assaltado.

Uma mulher disse ao “O País”, em anonimato, que em “todas as noites e madrugadas” ouvem-se “gritos e perseguições” no desvio da EN4 (vulgo nó de Tchumene). Há relatos de assaltos ao longo da mesma via, antes de chegar à Estrada Circular de Maputo.
Segundo a mesma fonte, “os produtos roubados são escondidos” em algumas residências desabitadas.

O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) naquele ponto do país assegurou que já destacou equipas para o terreno, onde há agentes a patrulhar a área.

Fernando Manhiça, porta-voz da PRM na província de Maputo, aconselha os automobilistas a se precaverem contra os assaltos  e encoraja-os a denunciar às subunidades policiais, “porque nós não temos registo destas ocorrências, mas estamos no terreno a trabalhar”.

O País