Um avião da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) foi forçado a realizar uma aterragem de emergência, após apresentar graves falhas técnicas durante um voo com destino à cidade da Beira.
O incidente ocorreu por volta das 07h10, quando a aeronave, que se encontrava em voo há quase uma hora, foi obrigatoriamente chamada a regressar ao Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo.
O comandante do voo comunicou aos passageiros a necessidade de retorno à base devido a um suposto problema técnico que não poderia ser resolvido em pleno ar.
Após a aterragem de emergência, a LAM organizou uma nova viagem para a cidade da Beira, que foi efectivada através de uma outra aeronave, desta vez pertencente a uma companhia sul-africana. Este episódio levanta preocupações sobre a segurança das operações aéreas e a manutenção das aeronaves da companhia nacional.
Informações adicionais sobre as causas das falhas técnicas ainda não foram divulgadas pela LAM.
Um trágico acidente levou à morte de pelo menos 32 pessoas num naufrágio no rio Malale, na Nigéria. O incidente foi causado pela sobrecarga da embarcação e uma colisão com um cepo de árvore, conforme revelou a Agência de Gestão de Emergências (SEMA) em comunicado oficial.
Abdullahi Baba Arah, funcionário da SEMA, informou que, além dos 32 mortos confirmados, existem ainda oito pessoas desaparecidas e 50 sobreviventes já resgatados. A tragédia a bordo do barco, que transportava mais de 80 passageiros, incluindo homens, mulheres e crianças, ocorreram enquanto os viajantes se dirigiam da aldeia de Tugan Sule para Dugga, com o intuito de prestar condolências após uma morte.
O naufrágio aconteceu nas proximidades de Gausawa, uma aldeia situada no distrito de Borgu. Usman Ibrahim, um residente da aldeia de Tugan Sule, partilhou informações sobre o ocorrido, destacando a gravidade da situação.
Infelizmente, naufrágios de embarcações são comuns nos rios da Nigéria, frequentemente atribuídos a embarcações sobrelotadas, falta de manutenção e incumprimento das normas de segurança. Em Agosto, outro naufrágio semelhante no estado de Sokoto resultou em três mortos e 25 desaparecidos. Em Julho, seis meninas perderam a vida após o barco onde se encontravam ter virado durante um trajecto de regresso a casa.
As autoridades policiais apontaram que a falta de cumprimento das precauções de segurança, como o uso de coletes salva-vidas, e as condições desfavoráveis, como a escuridão e o aumento do nível da água, contribuíram para o naufrágio recente. Dois dias antes deste incidente, pelo menos 13 pessoas tinham já perdido a vida num acidente de barco no estado do Níger.
O Banco Mundial anunciou a disponibilização de 201 milhões de dólares norte-americanos para financiar o sistema de saúde de Moçambique.
A informação foi revelada por João Pires, Chefe de Projetos de Saúde do Banco Mundial, durante o lançamento do projeto de Preparação, Resposta e Resiliência em Emergências de Saúde (HEPR), realizado na capital moçambicana.
Pires sublinhou que este suporte reflete o compromisso regional, global e nacional do Banco em investir em sistemas de saúde. O objectivo principal é fortalecer a resiliência do sistema de saúde moçambicano, promovendo uma melhor preparação e resposta intersetorial a emergências de saúde pública, que incluem surtos epidémicos e desastres naturais.
O financiamento destina-se a beneficiar cerca de 50.000 profissionais de saúde, num momento em que a assistência financeira externa enfrenta sérias dificuldades. O responsável reconheceu que esta assistência tem diminuído, enquanto as necessidades da população continuam a crescer.
O Ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, salientou que o apoio permitirá o estabelecimento de plataformas de gestão de recursos humanos em saúde digital, o desenvolvimento de currículos para especializações em medicina, enfermagem e outras áreas da saúde, bem como a criação de um portal de emprego para facilitar o recrutamento eficaz de profissionais.
Isse acrescentou que os fundos serão utilizados também para a atribuição de bolsas de estudo e subvenções para formação a nível doutoral, mestrado, especialização e pós-graduação, com o intuito de incentivar os profissionais de saúde a adquirirem competências na área da saúde digital.
Além disso, o programa visa melhorar o acesso a produtos de saúde de qualidade, promovendo a capacitação para a produção local de medicamentos e produtos de saúde, estabelecendo um ambiente regulatório e legal favorável para esta produção, e optimizando a detecção precoce e resposta a emergências de saúde através de uma abordagem intersetorial.
Por último, o programa irá apoiar a vigilância intersetorial colaborativa e a diagnosticação laboratorial, garantindo a verificação, investigação e avaliação de riscos de alertas de forma célere, expandindo a capacidade laboratorial e testando ameaças à saúde humana, animal e ambiental.
O julgamento de Jair Bolsonaro, ex-Presidente do Brasil, iniciou no Supremo Tribunal Federal (STF) com a ausência do arguido, que justificou a sua falta por motivos de saúde.
O juiz relator, Alexandre de Moraes, garantiu que o processo será conduzido com imparcialidade e sem cedências a pressões internas ou externas.
Bolsonaro enfrenta acusações graves, incluindo a liderança de um plano de golpe de Estado que previa a morte do actual Presidente, Lula da Silva. Este processo judicial, considerado histórico, poderá resultar numa pena superior a 40 anos de prisão. O procurador sublinhou a gravidade dos actos imputados ao ex-Presidente, afirmando que constituem um ataque às instituições democráticas.
Na sessão inaugural do julgamento, Moraes realçou a relevância deste caso para a soberania brasileira, reafirmando o compromisso do tribunal em garantir justiça. O colectivo de juízes, composto por cinco membros, decidirá sobre o destino de Bolsonaro no próximo dia 12 de Setembro.
O ex-Presidente é acusado de cinco crimes e é um dos principais responsáveis pelo que é descrito como a “trama golpista”, que culminou em eventos de violência em Janeiro de 2023, quando radicais invadiram as sedes dos poderes legislativo, executivo e judiciário, exigindo a derrubada do novo governo.
O processo atraiu uma atenção significativa, com mais de 3 mil pedidos de assistência ao julgamento, que se espera que dure duas semanas.
Um empresário indiano, que se encontrava em cativeiro desde Julho, foi resgatado pela polícia sul-africana na localidade de Alexandra, situada ao norte da cidade de Joanesburgo.
O desenrolar dos acontecimentos começou na tarde anterior, quando um cidadão moçambicano, suspeito de liderar o grupo responsável pelo rapto, foi abatido durante um confronto armado com a polícia e agentes de segurança privada em Kempton Park.
As autoridades relataram que, na conta bancária do indivíduo falecido, foram encontradas quantias significativas de dinheiro, que se presume terem sido pagas pela família do empresário indiano.
O empresário já se reuniu com os seus familiares, após o resgate que trouxe alívio à sua família e à comunidade indiana na região.
A Primeira-Ministra moçambicana, Benvinda Levi, anunciou que o governo do Zimbabwe deu início ao processo de inventário de locais históricos e dos cidadãos do país que faleceram em Moçambique durante a luta pela libertação do colonialismo.
O Zimbabwe conquistou a sua independência do domínio britânico a 18 de Abril de 1980. Durante a luta pela libertação, muitos cidadãos zimbabuanos estabeleceu-se em território moçambicano, especialmente na província central de Manica, onde ambos os países partilham uma fronteira.
Levi, que falava a jornalistas em Maputo, logo após uma reunião de cortesia com o Vice-Presidente do Zimbabwe, Kembo Dugish Mohadi, afirmou que “o Vice-Presidente veio a Moçambique numa missão relacionada com os monumentos erigidos em homenagem aos cidadãos zimbabuanos falecidos em solo moçambicano.”
A Primeira-Ministra esclareceu que a missão zimbabuana irá contar com a presença de especialistas, incluindo arqueólogos, que se encarregarão de reunir as informações necessárias para proporcionar aos zimbabuanos um melhor entendimento sobre a sua jornada histórica em direcção à independência.
Por sua vez, Mohadi revelou que, durante a reunião, ambos os países abordaram várias questões, sublinhando a “preocupação em criar melhores condições para os povos de ambos os países, moçambicanos e zimbabuanos.”
“Discutimos ainda o que devemos fazer para melhorar a vida dos nossos cidadãos em termos económicos; enfatizámos que, sim, temos a nossa independência, temos os nossos parlamentos, temos o nosso sistema judicial. Contudo, o que ainda nos falta é a independência económica”, afirmou o Vice-Presidente.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – ECHO Child Protection. Saiba mais.
Um incêndio devastador consumiu diversas bancas de comerciantes no mercado Fonseca, situado na zona da Subestação, na cidade de Nampula. Os danos materiais são estimados em 90 mil meticais.
De acordo com informações recolhidas no local, a origem do incêndio está relacionada a um curto-circuito. A prontidão dos bombeiros foi crucial, pois conseguiram controlar as chamas, evitando a sua propagação para outras bancas da área.
As bancas afectadas armazenavam materiais de construção, incluindo barrotes e capim, entre outros. Os proprietários das bancas, visivelmente abalados, expressaram a sua desolação, uma vez que o negócio constituía a sua única fonte de rendimento.
O Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM) desmentiu as alegações de favorecimento à empresa Future Technologies of Mozambique, a qual se sagrou vencedora de um concurso público no valor de 130 milhões de meticais, destinado à criação de uma plataforma tecnológica.
Segundo o IAOM, a selecção da empresa foi fundamentada em critérios rigorosos de avaliação técnica e financeira. A proposta da Future Technologies destacou-se pela inclusão de sete módulos inovadores, pela utilização de tecnologia de reconhecimento facial e pelo potencial de duplicar as receitas do sector, elevando-as para 1000 milhões de meticais em um período de cinco anos.
Embora a Future Technologies não possua uma experiência consolidada, o seu sucesso no concurso deve-se a uma parceria estratégica com uma empresa internacional de prestígio.
Entretanto, o processo encontra-se suspenso e está envolto em suspeitas de interferência por parte do ministro da Agricultura. Esta situação motivou a constituição de uma comissão interna de inspecção, a qual tem sido considerada pouco imparcial por diversas organizações da sociedade civil.
O Centro de Integridade Pública (CIP) apela para que a investigação seja conduzida por entidades independentes, como o Ministério Público ou o Tribunal Administrativo, de modo a garantir a transparência, a fiscalização cidadã e a confiança da população.
Um cidadão moçambicano foi sentenciado a duas penas de prisão perpétua pelo Tribunal Superior de Joanesburgo, após se declarar culpado de um crime horrendo que envolveu o estupro e o assassinato de uma menor sul-africana de apenas seis anos.
Phethe Simião, de 25 anos, foi ainda punido com dois anos de prisão adicional por sequestro, bem como outros dois anos por violação da Lei de Imigração. O tribunal determinou que todas as penas devem ser cumpridas em simultâneo, considerando os aspectos agravantes do caso.
O tribunal sublinhou a gravidade do crime, tendo em conta que a vítima, Amantle Samane, era uma criança indefesa que foi sequestrada, abusada e, posteriormente, assassinada. A tragédia ocorreu em Outubro do ano passado, quando o corpo da menor foi encontrado na residência de Phethe Simião, em Orlando, Soweto.
O primeiro dia do julgamento referente à tentativa de golpe de Estado no Brasil culminou com os advogados de defesa de vários réus a pedirem a absolvição dos seus clientes, após a acusação solicitar a condenação de todos os envolvidos.
Na parte da tarde, a defesa do antigo assessor do ex-presidente brasileiro apresentou os seus argumentos, defendendo a inocência do seu cliente e enfatizando que este desempenhou um papel crucial na investigação, ao fornecer pistas de “extrema relevância” para o caso.
O advogado Jair Alves Pereira argumentou que, sem as declarações de Mauro Cid, muitos dos pormenores discutidos com os comandantes poderiam permanecer desconhecidos.
As revelações de Mauro Cid foram consideradas fundamentais na construção da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus da sua administração, que enfrentam potencial penas de prisão superiores a 40 anos. Cid alegou que Bolsonaro recebeu, leu e alterou um decreto destinado a declarar estado de sítio, revertendo a vitória eleitoral de Lula da Silva e ordenando a prisão de várias autoridades, incluindo juízes do Supremo Tribunal.
Subsequentemente, os advogados de defesa de outros réus, como o deputado federal e ex-director da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, e o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, apresentaram as suas argumentações. O advogado de Ramagem garantiu que o seu cliente não esteve envolvido em qualquer esquema de espionagem durante o governo de Bolsonaro, negando as alegações de que tenha disseminado informação falsa sobre a integridade do processo eleitoral de 2022.
Em relação ao ex-comandante da Marinha, cuja defesa refutou as acusações que o ligam a um suporte militar no plano de impedir a posse de Lula da Silva, a narrativa da acusação foi igualmente contestada.
Por fim, a defesa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que enfrenta acusações de ter em sua posse um documento relacionado a um plano de golpe de Estado e de colaborar com uma alegada “organização criminosa”, também negou as acusações, considerando que a versão apresentada pelo Ministério Público não corresponde à verdade.
Na última noite, quatro menores lograram atingir a costa de Ceuta na zona de Tarajal, após nadarem com a ajuda de factos especiais e boias, conforme relataram as autoridades policiais locais.
A chegada dos jovens foi presenciada por várias pessoas que se encontravam nas praias da região.
Em resposta a esta situação, o presidente da cidade autónoma espanhola, Juan Jesús Vivas, apelou por “maior apoio” para enfrentar a “situação insustentável” que Ceuta enfrenta, especialmente no que diz respeito à pressão migratória relacionada com menores.
Actualmente, a cidade regista cerca de 520 migrantes, um número que excede em muito a capacidade prevista de acolhimento, que é de apenas 27. Durante a sua intervenção na cerimónia institucional do Dia de Ceuta, Vivas expressou a sua preocupação face ao facto de as capacidades de acolhimento estarem a ser ultrapassadas em 500%.
Além disso, salientou que a região autónoma está a multiplicar por 25 vezes o rácio nacional de acolhimento, com 80% dos menores a serem alojados em recursos provisórios e de emergência.
A Electricidade de Moçambique (EDM) revelou que, no primeiro semestre deste ano, processou mais de 300 indivíduos na província de Sofala devido a roubo de energia eléctrica por meio de ligações clandestinas.
Este fenómeno tem gerado preocupações significativas, especialmente nas cidades da Beira e Dondo, onde mais de metade dos casos reportados se concentraram.
Aníbal da Barca, director da EDM em Sofala, expressou a sua preocupação face à vandalização de infraestruturas eléctricas e à crescente prática de ligações ilegais. Os danos causados por estas actividades estão a aumentar, tornando-se um obstáculo para a expansão da rede eléctrica e para a melhoria da qualidade de energia na região.
O director explicou que existem dois tipos de trato para estes casos. O primeiro é o tratamento administrativo, onde a dívida gerada pela fraude é calculada e inserida na conta do cliente, que a amortiza à medida que consome energia. O segundo envolve o processo judicial, que segue as normativas legais até à procuradoria e, posteriormente, ao tribunal. Este procedimento visa dissuadir os clientes de continuarem a adoptar práticas ilegais.
Barca reforçou a necessidade de promover uma consciência cívica e económica entre os clientes, frisando que o roubo de energia e a vandalização de equipamentos eléctricos representam perdas para toda a comunidade. O gestor ainda destacou a importância do sistema CREDELEC, que permite aos clientes gerir o seu consumo de energia de forma mais flexível e segundo as suas possibilidades financeiras.
A situação continua a provocar impactos negativos em diversas áreas, que exigem uma intervenção urgente para assegurar a sustentabilidade e a melhoria contínua dos serviços prestados pela EDM.
Durante uma audiência na 7.ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, o chefe das operações no Porto de Maputo revelou que o contentor onde foram descobertas 644 pontas de marfim não chegou a embarcar devido à falta de conformidade com os procedimentos de fiscalização estabelecidos.
O responsável afirmou que as imagens do scanner do contentor não estavam disponíveis no sistema da Janela Única, o que impossibilitou a passagem da carga, que estava disfarçada em sacos de milho. Além disso, destacou que o contentor não possuía o carimbo de autorização “pode carregar/embarcar”, uma exigência imprescindível para a movimentação de mercadorias.
O despachante, L. Tivane, arguido neste caso, falhou em apresentar os documentos necessários para a obtenção do selo exigido, levantando preocupações sobre a segurança e a vigilância no manuseio de cargas potencialmente ilegais no porto.
Uma tragédia abalou o bairro Jorge Dimitrov, na cidade de Maputo, quando um homem perdeu a vida após uma acesa discussão com a sua esposa. O incidente chocou a comunidade local e deixou a família em luto.
Segundo a esposa, a discussão iniciou após um conselho sobre a importância da honestidade em relação às crianças. “Eu e meu marido discutimos e ele zangou-se quando eu disse para ele não mentir que nossa filha está doente enquanto estou para viajar”, relatou a mulher, visivelmente abalada com os acontecimentos.
Momentos antes de tomar a fatal decisão, o homem dirigiu-se aos seus quatro filhos com uma mensagem perturbadora: “a partir de hoje, considerem que morri”. Essas palavras deixaram a esposa em estado de choque, levando-a a questionar as intenções do marido.
As autoridades locais foram chamadas ao local, e o caso está a ser investigado. A comunidade encontra-se em luto, reflectindo sobre as consequências trágicas que disputas familiares podem desencadear.
O governo de Moçambique aprovou a revisão do regulamento que regia o controlo da produção, comercialização e consumo de bebidas alcoólicas, em vigor desde Outubro de 2013.
A decisão foi formalizada durante a 30ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, conforme informado em comunicado à AIM.
O novo regulamento visa reforçar o quadro jurídico aplicável a essas bebidas, com o intuito de mitigar os efeitos prejudiciais do consumo excessivo e proteger os direitos dos consumidores. A sua aplicação estende-se a todas as bebidas alcoólicas disponíveis no território nacional, tanto as produzidas internamente como as importadas.
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros deliberou sobre a alteração do regulamento que regula a Gestão de Fertilizantes, que se encontrava em vigor há um ano. Esta alteração procura adaptar o regulamento às condições actuais do mercado, promovendo um ambiente de negócios mais favorável.
O regulamento modificado estabelece que o título de registo de fertilizantes será concedido apenas às empresas que registam fertilizantes para comercialização, instituições de investigação e académicas, assim como a empresas agrícolas com áreas iguais ou superiores a 50 hectares.
Adicionalmente, foi autorizada a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) a adquirir a totalidade das acções que representam 70% do capital social da ENH-KOGAS, sociedade anónima controlada pela KOGAS Moçambique Lda. Esta ação visa fortalecer a posição da ENH no mercado e promover o aumento do consumo de gás nas áreas da cidade de Maputo e no distrito de Marracuene.
O governo também deu luz verde à constituição de uma sociedade de objecto específico, propriedade das três empresas accionistas das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), nomeadamente a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE). O objectivo principal desta sociedade é assegurar o financiamento necessário para a aquisição de participação na LAM.
Por último, o Executivo autorizou o pagamento das prestações anuais da dívida da LAM, garantida pelo Estado junto de bancos comerciais, e concedeu ao Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) a autorização para constituir um veículo de propósito específico, com o intuito de gerir e liquidar a referida dívida.
Durante a sessão, o Conselho de Ministros também analisou as propostas da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT) sobre a fixação dos salários mínimos em oito sectores de actividade, cuja vigência teve início em 01 de Julho. Outras matérias discutidas incluíram o Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico do Corredor de Nacala e a implementação dos programas de segurança social básica entre Janeiro e Julho de 2025, bem como o estado da implementação dos acordos com países para o fornecimento de mão-de-obra moçambicana.
O Governo de Moçambique aprovou uma resolução que autoriza o pagamento em prestações anuais da dívida acumulada das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
Este processo será garantido pelo Estado junto dos bancos comerciais, conforme divulgado no comunicado de imprensa do Conselho de Ministros.
Com esta medida, o Executivo visa assegurar a sustentabilidade da LAM, que tem operado de forma condicionada devido a problemas financeiros. A resolução prevê, ainda, a autorização ao Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) para instituir um veículo financeiro específico, com o intuito de gerir e liquidar a dívida da companhia aérea.
Adicionalmente, o Governo aprovou a constituição de uma sociedade de objecto específico, que será detida pelas três empresas accionistas da LAM: Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE). Esta sociedade terá como principal objectivo assegurar o financiamento necessário para a aquisição da participação na LAM.
Uma explosão devastadora resultou na morte de pelo menos 13 pessoas e deixou cerca de 30 feridos durante um comício político no sudoeste do Paquistão.
O incidente ocorreu quando um bombista suicida se fez explodir nas proximidades de um cemitério, junto a um estádio, em Quetta, a capital da província do Baluchistão.
Waseem Baig, porta-voz de um hospital governamental local, confirmou que a instituição recebeu 13 corpos e numerosas vítimas, algumas das quais se encontram em estado crítico. O ataque teve lugar durante uma reunião organizada pelo Partido Nacional do Baluchistão (BNP), que contou com a presença de centenas de membros.
Segundo informações do chefe da polícia local, Majeed Qaisrani, a explosão ocorreu numa área movimentada, intensificando a preocupação com a segurança em eventos políticos na região. As autoridades estão a investigar o caso na tentativa de identificar os responsáveis por esta tragédia.
O Instituto Nacional de Governo Electrónico (INAGE) está a intensificar a sua capacidade técnico-operacional nas instituições públicas e académicas, com o intuito de prevenir e responder a incidentes de segurança cibernética no país.
A informação foi divulgada pela Inspectora-geral das Comunicações e Transformação Digital, Igna Macule, durante a cerimónia de abertura de um workshop dedicado ao fortalecimento do Centro de Operações de Segurança (SOC) e da Equipa de Resposta a Incidentes de Segurança Informática (CSIRT) do Governo e da Academia.
Igna Macule referiu que tais medidas são uma resposta ao aumento significativo de ataques cibernéticos verificados nos últimos anos em Moçambique. A responsável sublinhou que o Governo tem promovido esforços estratégicos, amparados por instrumentos jurídicos como a Lei das Transacções Electrónicas, Lei nº 13/2017, que estabelece as bases para transacções electrónicas seguras no país.
“Temos assistido ao crescimento acentuado de ataques cibernéticos. O Governo tem adoptado acções claras, investindo, colaborando e reforçando as nossas capacidades defensivas no espaço cibernético”, expôs Macule.
A segurança cibernética, segundo a Inspectora-geral, representa um desafio global que exige a colaboração entre actores nacionais e internacionais. “Não se trata apenas de tecnologia, mas também de garantia de direitos humanos, confiança e qualidade de vida”, afirmou.
Uma sociedade digital segura, prosseguiu, permite que os cidadãos acedam a serviços públicos digitais com confiança e utilize plataformas digitais para educação, saúde e negócios, sem receios fatais associados à fraude, assegurando a protecção dos seus dados pessoais.
O Governo desenvolve igualmente campanhas de sensibilização sobre segurança da informação, criando CSIRT governamentais e académicos com o propósito de proteger a infra-estrutura de tecnologias de informação e comunicação (TIC), coordenar respostas a incidentes cibernéticos e estabelecer capacidades técnico-operacionais nas instituições.
Sérgio Mapsanganhe, director-adjunto do INAGE, salientou o apoio do Banco Mundial na implementação da política e estratégia nacional de segurança cibernética. “Várias instituições beneficiárias, incluindo o INAGE, têm desenvolvido atividades específicas para a concepção do CICERT e do SOC do Governo”, explicou.
O workshop, com a duração de dois dias, visa reforçar a capacidade técnica e institucional do SOC/CSIRT, promovendo a cooperação entre o Governo e a Academia e garantindo uma maior resiliência perante as crescentes ameaças no ciberespaço.
epa12037883 US President Donald Trump meets fishermen and women from American Samoa as he signs a proclamation expanding fishing rights in the Pacific islands in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 17 April 2025. EPA/CHRIS KLEPONIS / POOL
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou acusações contundentes contra os líderes da China, Rússia e Coreia do Norte, afirmando que estes estariam a conspirar contra os interesses norte-americanos.
A declaração foi feita durante as celebrações do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, realizadas em Pequim.
Trump utilizou a rede social Truth Social para enviar uma mensagem dirigida ao Presidente chinês, Xi Jinping, onde expressou os seus “mais calorosos cumprimentos” a Vladimir Putin e Kim Jong-un, sublinhando a alegada conivência entre os três líderes.
O desfile militar, que teve a participação de vários líderes mundiais, destacou-se como um momento significativo nas relações internacionais, com a presença notável do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
A acusação de Trump surge num contexto de tensões geopolíticas entre os EUA e os referidos países, reflectindo a complexidade das dinâmicas de poder em curso no cenário global.
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