Um homem entrou a disparar num hospital na cidade de Ostrava, na República Checa, e fez seis mortos, adiantou a polícia local e o ministro do Interior checo, citados pela Reuters.
O atirador de 42 anos esteve durante algumas horas em fuga, mas a polícia acabou por encontrá-lo morto num carro. “Estamos a tentar identificar o homem que se suicidou com um tiro na cabeça”, confirmou a polícia no Twitter.
O ataque aconteceu na sala de espera do hospital por volta das 7h da terça-feira (10) e, além dos seis mortos, duas pessoas ficaram feridas com gravidade. A polícia evacuou o hospital universitário e todos os acessos à unidade hospitalar situada no campus da Universidade de Ostrava ficaram encerrados. O homem disparou sobre si mesmo quando um helicóptero da polícia sobrevoava o carro em que se encontrava.
Não são ainda conhecidas as motivações do ataque, mas o primeiro-ministro checo, Andrej Babis, disse que se tratou de “um acto individual”.
A polícia checa começou por divulgar uma fotografia de um homem, com um casaco vermelho, pedindo ajuda para o localizar, “com a máxima cautela”. Pouco tempo depois, a polícia retirou a imagem das redes sociais, dizendo que se tratava de uma testemunha importante e não do suspeito.
A cidade de Ostrava fica no nordeste da República Checa, perto da fronteira com a Polónia, a 370 quilómetros da capital Praga.
A Reuters diz que este foi um dos tiroteios mais graves da República Checa, onde são raros os crimes com armas de fogo. O último aconteceu em 2015, quando um homem matou oito pessoas, suicidando-se, depois, num restaurante na cidade de Uhersky Brod, perto da fronteira com a Eslováquia.
Jackub Jackson Hildreth, de 19 anos, foi preso pela polícia de San Antonio, Texas (EUA), na sexta-feira (06) após tatuar o próprio nome na testa da namorada, Catalina Mireles, de 22 anos. O rapaz usou uma faca.
Ele gravou o apelido “Jack” na quinta-feira (05). Além disso, Hildreth desferiu dez socos no rosto de Catalina. O casal teve uma discussão e a jovem sofreu tortura da manhã até a tarde do dia em que ocorreu o crime.
A região de Paris enfrentava ontem (11) de manhã cerca de 460 quilómetros de filas de transito e as linhas de metro da cidade, exceptuando duas, estavam encerradas como consequência das greves no país, anunciaram as autoridades.
As pessoas também usaram outros meios além dos carros para chegarem ao trabalho, como bicicletas e ‘scooters’ compartilhadas.
Muitos franceses ainda expressam apoio às greves, que já duram há sete dias consecutivos, apesar do caos instalado e por medo de que as suas reformas sofram cortes com o novo plano para reformas e pensões do Presidente francês, Emmanuel Macron.
Centenas de milhares de manifestantes irados marcharam pelas cidades francesas.
Os sindicatos temem que um novo sistema de reformas, que substitua os muitos que existem actualmente, alguns que dão privilégios especiais a determinados sectores com destaque para o dos transportes, force as pessoas a trabalhar mais para posteriormente terem pensões de reforma mas baixas.
O Governo diz que não aumentará a idade da reforma acima dos 62 anos.
O primeiro-ministro francês apresenta hoje ao país o plano de reforma das pensões, em que procura atender a algumas preocupações das principais classes profissionais afectadas.
Na terça-feira (10) à tarde, na Assembleia Nacional, Edouard Philippe antecipou que não fará nenhum “anúncio mágico”.
Se alguns sindicatos só aceitam parar a mobilização caso o Governo abandone completamente a instituição de um sistema universal através de pontos, há alguns tópicos que podem melhorar o estado das negociações.
Edouard Philippe pode retardar a entrada em vigor desta reforma prevista para 2025, tentar acomodar melhor os regimes especiais — como os trabalhadores dos transportes – e ainda compensar alguns funcionários públicos como professores e enfermeiros que sairão prejudicados com as mudanças propostas.
A Procuradoria Geral da República de Moçambique (PGR) na província de Gaza, sul do país, abriu um processo autónomo para o suspeito em fuga no caso de homicídio, em Outubro, de Anastácio Matavel, activista e observador eleitoral, disse à Lusa fonte da entidade.
O processo autónomo visa a responsabilização de um dos suspeitos que se encontra foragido desde o dia do homicídio, a 07 de Outubro, explicou fonte PGR, acrescentando que, à luz do mandato de captura já emitido, decorrem investigações para sua localização.
Em Novembro, o Ministério Público moçambicano deduziu uma acusação provisória para oito arguidos de um total de nove pessoas suspeitas pelo homicídio, quatro dos quais estão detidas e os restantes respondem em liberdade.
Anastácio Matavel foi morto a tiro por um grupo de quatro polícias de uma unidade de elite e um civil, quando saía de uma acção de formação de observadores eleitorais, na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza, sul de Moçambique, segundo as autoridades moçambicanas.
Dois dos agentes da polícia envolvidos no crime morreram, quando a viatura em que seguiam capotou pouco depois de alvejarem o activista na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza.
A morte de Anastácio Matavel provocou repúdio e condenação em Moçambique e fora do país, por se tratar de um activista da sociedade civil envolvido na observação eleitoral e que morreu numa província conhecida pela intolerância política contra opositores da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).
A vice-presidente da Zâmbia, Inonge Wina, disse, na terça-feira (10), em Lusaka, que o Governo está aberto a discutir a possibilidade de abolição da pena de morte, noticiou a imprensa local.
De acordo com o jornal Lusaka Times, a revelação foi feita por Inonge Wina durante as celebrações dos 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na terça-feira em Lusaka.
A Zâmbia é, na prática, considerado um país abolicionista – as últimas execuções foram há 18 anos -, mas a pena de morte permanece na lei e os tribunais continuaram a enviar pessoas para o corredor da morte até 2018.
Inonge Wina sublinhou que o Governo do presidente Edgar Lungu, no poder desde 2015, não executou qualquer sentença de pena morte decidida pelos tribunais, tendo recebido elogios das organizações de direitos humanos por ter comutado em penas de prisão, no início do seu mandato, mais de 300 condenações à morte.
Segundo Wina, o Governo “respeita o direito à vida” e o Presidente Edgar Lungu já comutou mais penas de morte em prisão perpétua do que qualquer outro chefe de Estado na história do país.
A vice-presidente da Zâmbia exortou, por isso, a Comissão de Direitos Humanos a aproveitar a “boa vontade” política e pública actuais para aumentar a sensibilização da sociedade sobre a possibilidade de abolir a pena de morte.
Sublinhando que o Presidente Lungu não tolera a tortura e outras formas de tratamento desumano, apelou às forças de segurança para que apliquem a diretiva presidencial sobre o fim imediato dos actos de tortura na Zâmbia.
Antiga colónia britânica, o país sem litoral que faz fronteira com estados como Angola, República Democrática do Congo ou Moçambique, tornou-se independente em 1964.
A Zâmbia destaca-se pela estabilidade política e por ter conseguido evitar a onda de conflitos pós-coloniais que afectaram muitos países do continente.
Com mais de 16 milhões de habitantes, registou na última década um rápido crescimento económico impulsionado pela sua posição de segundo maior produtor de cobre de África, depois da República Democrática do Congo.
A Zâmbia tem também uma das populações com crescimento mais rápido do mundo, com as Nações Unidas a projectarem que a sua população triplicará até 2050.
O crescimento económico e o forte investimento chinês no país não conseguiram melhorar a vida da maioria dos zambianos, com dois terços ainda a viver na pobreza.
O Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, rejeitou ontem, quarta-feira (11), o pedido do Governo do Governo de Moçambique para que a decisão de extradição do antigo ministro das Finanças Manuel Chang fosse enviado a um tribunal superior em vez de continuar nas mãos do ministro sul-africano da Justiça e Serviços Correcionais.
Maputo já disse que vai recorrer da decisão ao Tribunal Supremo de Recurso.
Ao anunciar a decisão, o juiz-presidente do tribunal, Colin Lamont, justificou que, “após ouvir e analisar os argumentos das partes, este tribunal chegou à conclusão que não existe perspectiva razoável de uma outra instância de tribunal chegar a uma conclusão diferente”.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçcambique recorreu da decisão de 1 de Novembro dos juízes Colin Lamont, Denise Fisher e Edwin Molahlehi, que ordenaram ao Governo sul-africano rever a extradição de Manuel Chang, detido na África do Sul por fraude e corrupção internacional.
“A imunidade de Chang não é absoluta, mas condicional e nesse sentido, a imunidade a que se refere o artigo 4 (e) não se aplica a Chang”, sustentou o Ministério Público moçambicano na missiva de recurso em que acusa os juízes de terem errado ao considerar que o protocolo de extradição da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) impedia a extradição de Manuel Chang para Moçambique.
A PGR de Moçambique argumentou que aquele instrumento legal regional “apenas proíbe a extradição daqueles que têm imunidade absoluta”.
Para justificar o facto de o antigo ministro das Finanças e actual deputado não ter sido indiciado no país, a PGR justificou a sua posição com as provas que estava à espera dos Estados Unidos.
Com esta sentença, o ministro da Justiça e Assuntos Correccionais, Ronald Lamola, continua com a responsabilidade de decidir se Manuel Chang será extraditado para os Estados Unidos ou para Moçambique.
Não há uma prazo para a decisão.
Chang está detido na África do Sul desde 29 de Dezembro de 2018 a pedido dos Estados Unidos que quer julgá-lo por crimes de branqueamento de capitais e por defraudar investidores americanos.
Ele era o ministro das Finanças quando se deu o conhecido caso das “dívidas ocultas”.
Circular pela Avenida das Indústrias, que liga os bairros da Liberdade e Malhampsene no município da Matola, tornou-se um autêntico martírio para os automobilistas, devido aos buracos que voltaram a “assaltaram” a estrada.
Um pouco por toda a via, desde a zona das bananeiras até a Escola Primaria de Sikwama, os buracos tomaram conta da avenida, obrigando os automobilistas a fazerem autênticas gincanas para fugirem dos mesmo, onde o mais difícil é encontrar a estrada no meio de tantos orifícios.
Em alguns pontos da via, os automobilistas não tem alternativas, apenas devem escolher o “melhor” buraco ou seja aquele que acham que vai criar menos danos a sua viatura.
Com a chuva que caiu desde a noite do último sábado (07) e que só começou a dar lugar ao sol na tarde desta quarta-feira, o problema acentuou-se, principalmente na zona do banco, na Fibre Class, e nas lombas que estão perto da Escola de Sikwama.
Os automobilistas, principalmente os chapeiros pedem a edilidade para que reabilite a via, pois a cada dia que passa as suas viaturas vão ficando cada vez mais danificadas, e algumas deixam de circular devido a problemas criados pelos buracos.
Alguns alertam que se a edilidade continuar a fazer ouvidos de mercador, só irá abrir os olhos quando a estrada estiver totalmente cortada, ou quando os chapas decidirem paralisar as suas actividades prejudicando os passageiros.
O Tribunal Provincial de Inhambane condenou a 40 anos de prisão o cidadão das Ilhas Maurícias, que em Março do ano em curso, violou sexualmente seis menores no distrito de Vilankulo.
O violador de 52 anos de idade deverá também pagar a favor de cada uma das vítimas uma indemnização de cerca de 500 mil meticais.
O caso foi despoletado por trabalhadores de uma casa de férias onde, até a data dos factos, o cidadão residia e violava as menores.
O Procurador provincial de Inhambane, José Manuel, afirma que por ordem do tribunal, depois de cumprir a pena, o cidadão estrangeiro devera ser expulso do país.
A venda de energia eléctrica pré-paga, vulgo Credelec Online, será interrompida apartir desta quinta-feira (12), das 22 horas as 6.30 horas de sexta-feira, segundo um comunicado da Electricidade de Moçambique.
De acordo com a Electricidade de Moçambique, a medida visa a manutenção manual da base de dados do sistema.
O Centro de Formação Profissional Young Africa, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador para o Programa de Oficina Móvel. Saiba mais.
Centro de Formação Profissional Young Africa, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador para o Programa de Oficina Móvel. Saiba mais.
A Braz & Associados, Lda empresa líder na prestação de serviços na área da propriedade industrial, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente Oficial de Propriedade Industrial. Saiba mais.
A Residência Xisaka & Centro de Bem-Estar, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador do Departamento de Holística e Actividades. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas. Saiba mais.
A Women and Law in Southern Africa Research and Education Trust (WLSA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora da WLSA. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Associado de Finanças e Administração. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Programa – População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Arsenal bateu o West Ham, na segunda-feira (09), por 3 a 1, pela 16ª rodada da Premier League. Em jogo disputado no London Stadium, os Gunners voltaram a vencer depois de sete jogos sem saber o que era triunfar. Com a vitória, o Arsenal chega aos 22 pontos.
O Jogo
O início da partida não foi nada animador. Antonio teve a primeira chance para o West Ham aos quatro minutos, mas isolou a bola. A partir de então, os dois times pouco ameaçavam. O Arsenal tinha a bola, mas pouco produzia. Ou melhor, não produzia.
Bellerín, lateral-direito do Arsenal, estava escalado para ser titular, mas sentiu lesão momentos antes da partida e foi substituído por Maitland-Niles. Se a situação já não era das melhores, a outra lateral do Arsenal teve mais um problema. Tierney machucou o ombro e foi substituído por Kolašinac.
Aos 37 minutos, o placar foi inaugurado. Após cobrança de escanteio pela esquerda, a zaga do Arsenal não conseguiu cortar e a bola ficou viva. Fornals cruzou na segunda trave e Ogbonna subiu para abrir o placar. A bola ainda desviou em Maitland-Niles antes de entrar.
VIRADA RELÂMPAGO NO SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou e a impressão era de que o West Ham quem precisava do resultado. Os Hammers buscavam mais o jogo e quase ampliaram o marcador aos 10 minutos. Xhaka atravessou mal a bola e Snodgrass só não fez o gol porque foi travado pela marcação.
O West Ham não ampliou e o Arsenal aproveitou. Aos 15 minutos, Kolašinac fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. O brasileiro Gabriel Martinelli apareceu sozinho na área para empatar o jogo e fazer o seu primeiro gol na Premier League. Aos 21′, Aubameyang deixou para Pépé na direita. O camisa 19 cortou para o meio e acertou lindo chute de esquerda para virar. Três minutos depois foi o inverso. Cruzamento de Pépé e Aubameyang pegou de voleio para fazer o terceiro.
SITUAÇÃO E PRÓXIMOS JOGOS
O Arsenal chegou aos 22 pontos e pulou para a nona colocação. Na próxima quinta-feira, os Gunners enfrentam o Standard Liège, na Bélgica, pela Europa League. No domingo o adversário será o Manchester City, em casa, pela Premier League. O West Ham permanece na 16ª colocação, com 16 pontos. Os Hammers só voltam a campo no sábado, quando enfrentam o Southampton, fora de casa, pelo Campeonato Inglês.
Se alguém vaticinasse há uns anos que o Maxaquene, cinco vezes campeão nacional e com nove Taças de Moçambique, poderia descer de divisão, seria chamado de louco. Os tricolores, em regra garantiam um lugar nos três primeiros postos. Porém em 2020, ano em que comemoram 100 anos de vida, vai acontecer algo tão inédito quão impensável: a descida à divisão de honra, o chamado campeonato dos quarteirões.
O desaire poderá ser um mal a vir por bem, se a próxima temporada maxaca acabar em festa, com o clube a conseguir reorganizar-se e voltar ao Moçambola em 2021. Têm a palavra os sócios e amigos do desporto deste país, de forma a não se “afundar” um dos mais gloriosos emblemas moçambicanos.
Com o histórico riquíssimo, invejáveis instalações e uma falange de apoio como poucos, efectivamente o lugar dos maxacas não é nos chamados quarteirões.
E se recordarmos ao tempo do Sporting de Lourenço Marques, veremos que foi neste clube que evoluíram alguns dos melhores futebolistas que o país levou ao Mundo, com destaque para Eusébio, Hilário e Armando Manhiça.
UM AFUNDAR PAULATINO
A descida dos tricolores fica a dever-se a uma crise financeira – e não só – de há uns anos a esta parte, que já fazia prever o que acabou acontecendo.
Nas últimas temporadas, os “maxacas” já haviam abdicado da luta pelo título, tendo o espectro da despromoção cada vez mais latente.
As crises que têm afectado os principais patrocinadores – as LAM e a Empresa Aeroportos de Moçambique – reduzindo uma parte dos apoios, inibiram o clube de fazer contratações de vulto, passando a priorizar jogadores da formação.
Um grupo de sócios, um tanto rebelando-se contra a situação, elegeu uma nova direcção. Mas a falta de apoios financeiros falou mais alto. Numa altura em que os clubes mais poderosos buscam os melhores, facilmente os seus talentos foram sendo aliciados.
Na temporada finda, até o técnico Antoninho Muchanga “mudou de ares”, sendo rendido por Amide Tarmamade. Meses depois, o jovem mister acabou por ser “chicoteado” para dar lugar a António Figueiredo, que não conseguiu salvar a turma da descida.
Pela positiva, há a destacar a permanente presença da massa associativa que, seguramente, acompanhará o seu clube, no esforço de regressar nos próximos anos ao convívio dos grandes.
DE SPORTING, ASAS… A MAXAQUENE
Designava-se Sporting de Lourenço Marques até que, poucos depois da Independência Nacional, num comício muito concorrido, o Presidente Samora Machel disse, de forma enérgica, que não fazia mais sentido os clubes moçambicanos continuarem a ostentar designações dos colonizadores, de cariz tribal ou religioso.
A definição de um novo nome para aquele que era, e é, um dos símbolos nacionais no desporto, não foi de todo pacífica.
Para dar resposta ao delicado assunto da mudança de nomes, foi convocada a primeira AG nesse sentido. Decidiu-se pela designação de Leões da Gorongosa, como forma de manter-se o símbolo e a génese leonina.
Houve palmas e aplausos. Mas o que o Presidente Samora queria eram mudanças efectivas e não cosméticas. Dias depois, o grande líder declarava: “mudaram de Sporting para leões, para nos enganarem. É como mudar a água de uma garrafa verde para um vasilhame branco e dizer que já não é água. Mudem de facto, queremos designações bem nacionais”.
Nova AG, nova tentativa, novo fiasco. Pela ligação às Linhas Aéreas, o novo nome proposto foi o de Asas de Moçambique. A aprovação não agradou a todos. Assim, mesmo antes da publicação no BR, a Direcção foi obrigada a convocar uma nova sessão magna. Aí sim, veio a designação Maxaquene, nome do bairro em que o clube estava inserido, por proposta do saudoso sócio Domingos Moura, adepto de quatro costados…
Quebrou-se a filiação ao Sporting de Lisboa, passando o clube a ser integrado em empresas nacionais ligadas à aviação. E foi com um nova designação e cores, que a colectividade obteve inúmeros troféus, sobretudo em basquetebol, onde conquistou, em masculinos e femininos, títulos africanos.
O IMBRÓGLIO DO CAMPO
Um processo inacabado com a empresa Afrin, colocou o futebol deste clube na situação de não ser nem carne e nem peixe. O campo junto à sede, com um piso em péssimas condições, é utilizado para treinos, nos dias em que não é alugado para espectáculos musicais. A equipa principal nos jogos utiliza o campo da Afrin como que por empréstimo.
Esta situação não favorece a formação, que apenas vai “apanhando boleias” nos tempos livres do campo anexo.
O antigo presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno “Zenu” dos Santos, filho do ex-presidente José Eduardo dos santos, e o ex-governador do Banco Nacional de Angola, Válter Filipe, começam na segunda-feira (09) a ser julgados por peculato e branqueamento de capitais.
O juiz aceitou que José Eduardo dos Santos, o antigo presidente, seja interrogado. A defesa do ex-governador do Banco de Angola, coarguido no processo da transferência irregular de 500 milhões de dólares, solicitou a audição do ex-presidente angolano para garantir que Válter Filipe só fez o que lhe mandaram.
O advogado de José Filomeno dos Santos fez questão de frisar que é um advogado oficioso e deu a entender que existem falhas na investigação do ministério público.
De acordo com uma das acusações, o Presidente norte-americano abusou do seu poder ao colocar os seus interesses à frente dos interesses do país, e a outra tem que ver com a sua alegada obstrução às tentativas do Congresso de o investigar.
Os democratas da Câmara dos Representantes dos EUA apresentaram ontem, terça-feira(10), dois artigos de ‘impeachment’, isto é, acusações formais, contra Donald Trump.
De acordo com uma das acusações, o Presidente norte-americano abusou do seu poder ao colocar os seus interesses à frente dos interesses do país, e a outra tem que ver com a sua alegada obstrução às tentativas do Congresso de o investigar.
Dois antigos primeiros-ministros argelinos, Ahmed Ouyahia e Abdelmalek Sellal, foram condenados 15 e 12 anos de prisão, respetivamente. Os réus foram julgados por favorecimento na indústria automóvel.
Um tribunal argelino condenou, na terça-feira (10) por corrupção, dois antigos primeiros-ministros, Ahmed Ouyahia e Abdelmalek Sellal, respectivamente a 15 e 12 anos de prisão, num julgamento histórico, indicou a agência oficial APS.
O anúncio do veredicto ocorre a dois dias das eleições presidenciais da Argélia rejeitadas pela rua, que critica os candidatos em disputa, todos directa ou indirectamente ligados ao poder do ex-presidente Abdelaziz Bouteflika. Ouyahia e Sellal, antigos responsáveis da era do presidente Bouteflika, obrigado à demissão sob a pressão da rua em Abril, foram julgados com outros ex-altos dirigentes políticos e grandes empresários.
Abdeslam Bouchouareb, antigo ministro da Indústria, que fugiu para o estrangeiro, foi condenado à revelia a 20 anos de prisão, segundo a APS. Dois outros ex-ministros da Indústria, Mahdjoub Bedda e Youcef Yousfi, receberam a pena de 10 anos de prisão e a ex-governadora Nouria Yamina Zerhouni cinco anos.
O antigo presidente da principal organização patronal do país, que presidia também ao maior grupo privado da Argélia, Ali Haddad, foi condenado a sete anos de prisão. Três outros empresários, Ahmed Mazouz, Hassen Arbaoui e Mohamed Bairi, receberam penas de sete, seis e três anos de prisão, respectivamente.
Abdelghani Zaalane, antigo ministro dos Transportes e ex-director de campanha de Bouteflika para as presidenciais de Abril de 2019, que foram anuladas, foi absolvido. O juiz disse ainda que os bens do conjunto dos funcionários e os das suas famílias foram confiscados.
Os réus foram julgados na última semana por favorecimento na indústria automóvel, através de parcerias entre marcas estrangeiras e grandes grupos argelinos, propriedade de empresários ligados à administração do presidente deposto.
Foi a primeira vez desde a independência da Argélia em 1962 que foram julgados dirigentes deste nível e esta foi a condenação por corrupção mais destacada desde o início do movimento de protesto antigovernamental em Fevereiro.
De modo invulgar, o julgamento foi transmitido por televisão, tentando as autoridades mostrar que levam a sério as preocupações dos manifestantes sobre a corrupção.
O anúncio das penas atribuídas a Ouyahia e Sellal — que foram ainda condenados a uma multa de 16 mil e 8 mil dólares (14,4 e 7,2 mil euros) respectivamente — foi recebido com vivas por parte de uma multidão de activistas pró-democracia que se concentrou junto ao tribunal.
Alguns dos manifestantes gritaram “gangue de bandidos” e agitaram bandeiras da Argélia sob o olhar da polícia que cercava o tribunal.
A Força Aérea do Chile informou, em nota oficial publicada em seu site, que um avião Hércules C130, do Grupo de Aviação Nº 10, desapareceu dos radares no fim da tarde desta segunda-feira (09). A aeronave com 38 pessoas – 17 tripulantes e 21 passageiros – viajava à Base Aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártica.
De acordo com as informações oficiais, o avião havia decolado pouco mais de uma hora antes de sumir, da Base Aérea Chabunco, na cidade chilena de Punta Arenas.
A crise da electricidade agravou-se ainda mais ontem (10) na África do Sul, depois de a empresa nacional ter decidido intensificar o racionamento de energia imposto aos seus utilizadores durante vários dias por causa do mau tempo.
Estas “descargas” são dos problemas mais graves dos últimos dez anos naquele país, que é a primeira potência industrial do continente africano.
Desde quinta-feira (05), o grupo público Eskom, que fornece 95% da electricidade do país, foi obrigado a suspender o fornecimento de electricidade a parte dos seus clientes de forma rotativa devido, segundo a empresa, às chuvas que molharam os ‘stocks’ de carvão que abastece as centrais eléctricas.
Ontem, um problema técnico numa central eléctrica obrigou-a a reduzir o abastecimento em 6.000 megawatts, de uma capacidade total de produção de 44.000 megawatts.
As chuvas incessantes começaram a inundar as centrais eléctricas, o que reduziu ainda mais a nossa capacidade de produção”, justificou o grupo público, mostrando um certo constrangimento.
Na sequência destes cortes, a empresa de diamantes Petra Diamonds anunciou hoje a suspensão das suas actividades na África do Sul devido à falta de electricidade.
A maior parte da electricidade produzida pela Eskom provém de centrais eléctricas a carvão mal concebidas, antigas e mal conservadas, uma situação que provoca regularmente interrupções.
O grupo também está estrangulado com uma dívida abissal de 26 mil ME e anunciou em Julho um prejuízo líquido recorde de 20,7 biliões de rands (1,3 mil ME) do ano que terminou em Março passado.
O Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, na África do Sul, deve analisar nesta quarta-feira, 11, um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique que solicita a intenção de recorrer da decisão de 1 de Novembro dos juízes Colin Lamont, Denise Fisher e Edwin Molahlehi, que ordenaram ao Governo sul-africano rever a extradição de Manuel Chang, detido na África do Sul por fraude e corrupção internacional.
“A imunidade de Chang não é absoluta, mas condicional e nesse sentido, a imunidade a que se refere o artigo 4 (e) não se aplica a Chang”, diz o Ministério Público de Maputo que, na missiva, acusa os juízes de terem errado ao considerar que o protocolo de extradição da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) impedia a extradição de Manuel Chang para Moçambique.
A PGR de Moçambique argumenta que aquele instrumento legal regional “apenas proíbe a extradição daqueles que têm imunidade absoluta”.
Para justificar o facto de o antigo ministro das Finanças e actual deputado não ter sido indiciado, a PGR justificou a sua posição com as provas que estava à espera dos Estados Unidos.
“Moçambique não indiciou o Sr. Chang devido à assistência judicial que esperava dos Estados Unidos à luz do pedido de assistência legal mútua”, adianta a nota, que acusa ainda a justiça norte-americana de “conduta imprópria nos pedidos de assistência legal mútua”.
As autoridades judiciais de Moçambique, na figura da PGR, insiste que “uma vez que o Parlamento moçambicano consentiu na detenção de Chang, o ex-governante não tinha imunidade na altura do pedido de extradição do seu país”.
Fórum de Monitoria do Orçamento não desarmar
Enquanto se aguarda por um novo entendimento do Tribunal Superior de Gauteng,o ministro da Justiça e Serviços Correcionais da África do Sul, Ronald Lamola, indicou que irá cumprir uma decisão do tribunal no sentido de autorizar Moçambique a recorrer para uma instância superior da Justiça sul-africana.
Entretanto, o Fórum de Monitoria do Orçamento em Moçambique (FMO) continua a pressionar para que Chang seja extraditado para os Estados Unidos, onde, segundo a organização,ele pode ter um julgamento justo, enquanto em Moçambique ele continua a gozar de imunidade.
“As extradições não podem resultar em responsabilização criminal se as pessoas procuradas são deportadas para países onde estão imunes (internamente) de acusação criminal. (..) Além do mais, quando o crime em questão é corrupção”, e escreve o FMO numa missiva enviada à Justiça sul-africana.
Um novo ataque armado a um autocarro no Centro de Moçambique fez um morto e um ferido na noite de segunda-feira (09), disseram à Lusa fontes locais.
Com este incidente sobe para 11 o total de vítimas mortais, desde Agosto, em ataques armados de grupos que deambulam pelas matas da região contra alvos civis e policiais.
O ataque aconteceu na estrada nacional 1 (EN1) junto a Muda Serração, no distrito de Gondola, pelas 19:00 , depois de a noite cair.
O alvo foi um autocarro que fazia transporte de passageiros de Maputo, capital no país, no Sul, para Quelimane, capital provincial da Zambézia, no Centro.
O ferido está a receber tratamento em Gondola, enquanto que a vítima mortal foi transportada para Inchope.
A situação de insegurança afecta dois dos principais corredores rodoviários do país, a EN1, que liga o Norte ao Sul do país, e a EN6, que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbábue e restantes países do interior da África Austral – levando ao reforço do policiamento e a escoltas nalguns troços.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem responsabilizado um grupo de guerrilheiros dissidentes da oposição, a autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), pelos ataques.
As incursões acontecem num reduto da Renamo, onde os guerrilheiros se confrontaram com as forças de defesa e segurança moçambicanas e atingiram alvos civis até ao cessar-fogo de dezembro de 2016.
Oficialmente, o partido afasta-se dos actuais incidentes e diz estar a cumprir as acções de desarmamento que constam do acordo de paz de 06 de Agosto deste ano, mas um grupo dissidente (considerado “desertor” pela Renamo) liderado por Mariano Nhongo permanece entrincheirado, reivindicando melhores condições de desmobilização.
Moçambique e Vietname vão passar a cooperar na transferência e extradição de reclusos, no âmbito de um acordo assinado entre os dois governos em Maputo.
“Nós temos cinco vietnamitas presos aqui e, na base do acordo, vão poder cumprir a pena junto aos seus familiares no seu país”, disse o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Joaquim Veríssimo, citado ontem (10) pela Agência de Informação de Moçambique.
Os acordos sobre transferência de pessoas sentenciadas e sobre extradição foram assinados na segunda-feira, em Maputo, pelo ministro da Justiça moçambicano e o ministro da Segurança Pública do Vietname, To Lam.
Veríssimo desconhece o número exato de moçambicanos presos no Vietname, mas garante que o país tem dado assistência às pessoas que “estão na diáspora em conflito com a lei”.
“Temos provavelmente três ou quatro moçambicanos em conflito com a lei no território vietnamita”, avançou o governante.
Os acordos visam também fortalecer a cooperação entre os dois países, no âmbito da investigação criminal, combate ao crime organizado e ao terrorismo.
O instrumento, que aguarda ratificação, estabelece que nenhum dos dois países pode ser usado como refúgio para pessoas foragidas ou procuradas pela Justiça por prática de actos contrários a lei.
Os acordos são consequência de um processo negocial iniciado em 2014 pelos dois países.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do governo com o empoderamento económico das mulheres, através da implementação do Fundo Pro-Mulher.
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Um projecto ambicioso denominado "Raparigas Alcançam a Igualdade" oferecerá, até 2029, formações técnico-profissionais e material de auto-emprego a mais de dois mil adolescentes e...
A Administração Nacional de Estradas (ANE) na província do Niassa enfrenta um importante desafio: a implementação de projectos viáveis que garantam a durabilidade das...