Um novo ataque armado a um autocarro no Centro de Moçambique fez um morto e um ferido na noite de segunda-feira (09), disseram à Lusa fontes locais.

Com este incidente sobe para 11 o total de vítimas mortais, desde Agosto, em ataques armados de grupos que deambulam pelas matas da região contra alvos civis e policiais.

O ataque aconteceu na estrada nacional 1 (EN1) junto a Muda Serração, no distrito de Gondola, pelas 19:00 , depois de a noite cair.

O alvo foi um autocarro que fazia transporte de passageiros de Maputo, capital no país, no Sul, para Quelimane, capital provincial da Zambézia, no Centro.

O ferido está a receber tratamento em Gondola, enquanto que a vítima mortal foi transportada para Inchope.

A situação de insegurança afecta dois dos principais corredores rodoviários do país, a EN1, que liga o Norte ao Sul do país, e a EN6, que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbábue e restantes países do interior da África Austral – levando ao reforço do policiamento e a escoltas nalguns troços.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem responsabilizado um grupo de guerrilheiros dissidentes da oposição, a autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), pelos ataques.

As incursões acontecem num reduto da Renamo, onde os guerrilheiros se confrontaram com as forças de defesa e segurança moçambicanas e atingiram alvos civis até ao cessar-fogo de dezembro de 2016.

Oficialmente, o partido afasta-se dos actuais incidentes e diz estar a cumprir as acções de desarmamento que constam do acordo de paz de 06 de Agosto deste ano, mas um grupo dissidente (considerado “desertor” pela Renamo) liderado por Mariano Nhongo permanece entrincheirado, reivindicando melhores condições de desmobilização.

Lusa