A crise da electricidade agravou-se ainda mais ontem (10) na África do Sul, depois de a empresa nacional ter decidido intensificar o racionamento de energia imposto aos seus utilizadores durante vários dias por causa do mau tempo.

Estas “descargas” são dos problemas mais graves dos últimos dez anos naquele país, que é a primeira potência industrial do continente africano.

Desde quinta-feira (05), o grupo público Eskom, que fornece 95% da electricidade do país, foi obrigado a suspender o fornecimento de electricidade a parte dos seus clientes de forma rotativa devido, segundo a empresa, às chuvas que molharam os ‘stocks’ de carvão que abastece as centrais eléctricas.

Ontem, um problema técnico numa central eléctrica obrigou-a a reduzir o abastecimento em 6.000 megawatts, de uma capacidade total de produção de 44.000 megawatts.

As chuvas incessantes começaram a inundar as centrais eléctricas, o que reduziu ainda mais a nossa capacidade de produção”, justificou o grupo público, mostrando um certo constrangimento.

Na sequência destes cortes, a empresa de diamantes Petra Diamonds anunciou hoje a suspensão das suas actividades na África do Sul devido à falta de electricidade.

A maior parte da electricidade produzida pela Eskom provém de centrais eléctricas a carvão mal concebidas, antigas e mal conservadas, uma situação que provoca regularmente interrupções.

O grupo também está estrangulado com uma dívida abissal de 26 mil ME e anunciou em Julho um prejuízo líquido recorde de 20,7 biliões de rands (1,3 mil ME) do ano que terminou em Março passado.

msn