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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Herdeiro da Samsung escapa à prisão preventiva

O herdeiro e vice-presidente do gigante sul-coreano Samsung, Lee Jae-yong, escapou na terça-feira à prisão preventiva, pedida pelo Ministério Público na investigação da controversa fusão de duas das filiais do grupo, anunciou o juiz.

“Não havia razões suficientes para justificar a sua detenção”, disse o magistrado Won Jung-sook, numa declaração após uma audiência de nove horas, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).”Os procuradores parecem já ter obtido uma quantidade considerável de provas no decurso da investigação”, afirmou, acrescentando que o julgamento irá determinar se Lee praticou atos ilegais.

O herdeiro do maior conglomerado da Coreia do Sul aguardou as deliberações num centro de detenção. Saiu por volta das 02:40 de segunda-feira à noite (18:40 em Lisboa), recusando-se a fazer qualquer declaração.

A Procuradoria de Seul anunciou na quinta-feira que tinha solicitado um mandado de detenção para Lee Jae-yong por suspeita de manipulação de preços durante a controversa fusão de duas subsidiárias da Samsung, Cheil Industries e C&T, em 2015.

O vice-presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, foi condenado em 2017 a cinco anos de prisão no âmbito do escândalo de corrupção que levou à demissão e prisão da ex-Presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye.

O empresário, de 51 anos, foi libertado um ano depois, mas está atualmente envolvido noutro processo judicial.

Lee Jae-yong é acusado de ter participado num caso de fraude em 2015, quando a Cheil Industries, uma subsidiária especializada em moda, alimentação e lazer, assumiu o controlo da Samsung C&T (BTP).

Essa fusão foi vista como um passo decisivo para garantir uma transição tranquila do grupo Samsung para a terceira geração.

No entanto, foi criticado pelo facto de o valor da C&T ter sido deliberadamente subvalorizado durante a transação.

O fundo nacional de pensão (NPS), um grande acionista da Samsung, havia dado luz verde a esta operação.

A Procuradoria também solicitou um mandado de prisão contra dois ex-executivos da Samsung pelo seu papel na fusão.

Banco Mundial está a prever a pior recessão desde a II Guerra Mundial

O Banco Mundial avisa que a recessão será especialmente grave na Europa. Reviu as previsões e aponta, agora, para uma queda de 9,1 por cento na Zona Euro este ano.

É a pior previsão de todas as regiões do mundo. Estados Unidos e Japão devem cair cerca de seis por cento.

O Banco Mundial sublinha que, desde 1870, que não havia tantos países a registar, ao mesmo tempo, quebras no PIB per capita – uma consequência direta da pandemia e das medidas de confinamento que praticamente pararam a atividade económica à escala global.

México ultrapassa a barreira de 14 mil mortos

As autoridades de saúde mexicanas registaram no sábado 354 novas mortes por covid-19, atingindo 14.053 óbitos desde o início da pandemia.

Segundo dados oficiais, o território mexicano regista um total de 120.102 infeções confirmadas, o que representa um aumento de 2.999 nas últimas 24 horas.

As autoridades de saúde também registam 1.284 mortes suspeitas que estão em processo de estudos de laboratório para confirmar se a causa da morte foi devido à covid-19.

Investigações jornalísticas apontaram que, em lugares como a capital mexicana, o número de mortos devido à covid-19 pode ser até três vezes maior que o oficial.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 404 mil mortos e infetou mais de sete milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Membro do Ku Klux Klan acusado de conduzir carro contra manifestantes

Um homem que admitiu ser “líder” do grupo racista Ku Klux Klan (KKK) foi acusado na segunda-feira, nos Estados Unidos, de conduzir um automóvel contra manifestantes, durante protestos pela morte de George Floyd, foi hoje anunciado.

O homem, de 36 anos, é acusado, para já, de agressão, ofensas à integridade física e vandalismo, mas pode vir a enfrentar também acusações de crimes de ódio, de acordo com um comunicado oficial divulgado na rede social Twitter pela procuradora Shannon Taylor, do condado de Henrico, no estado da Virgínia.

O arguido, que admitiu pertencer ao KKK, “é um reconhecido líder do Ku Klux Klan e um propagandista da ideologia confederada”, acrescentou a procuradora. “Estamos a analisar se as acusações de crimes de ódio são aplicáveis”, precisou.

O incidente deu-se em 07 de junho, quando o acusado conduzia “imprudentemente” na Lakeside Avenue, naquela localidade, pode ler-se na nota. O arguido terá então acelerado contra um grupo de pessoas que se manifestavam pacificamente, tentando atropelá-los.

Os meios de comunicação social norte-americanos noticiaram que um manifestante foi ferido no ataque. A vítima foi examinada no local, mas recusou tratamento posterior.

A manifestação fazia parte da onda de protestos contra a brutalidade policial e o racismo que se espalhou pelos Estados Unidos e por todo o mundo após a morte de George Floyd.

O afro-americano, de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos, numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

O agente compareceu em tribunal na segunda-feira, acusado de homicídio.

Desde a divulgação das imagens da detenção nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Novo coronavírus pode ter se espalhado na China em agosto, segundo Harvard

O novo coronavírus pode ter se espalhando pela China em agosto de 2019, de acordo com uma pesquisa da Harvard Medical School baseada em imagens de satélite de padrões de viagens hospitalares e dados de mecanismos de busca.

A pesquisa utilizou imagens de satélite de alta resolução de estacionamentos de hospitais em Wuhan – onde a doença surgiu no final de 2019 – e dados para consultas relacionadas a sintomas nos mecanismos de busca para itens como “tosse” e “diarréia”.

“O aumento do tráfego hospitalar e os dados de pesquisa de sintomas em Wuhan precederam o início documentado da pandemia de SARS-CoV-2 em dezembro de 2019”, de acordo com a pesquisa.

“Embora não possamos confirmar se o aumento do volume estava diretamente relacionado ao novo vírus, nossas evidências corroboram outros trabalhos recentes que mostram que a emergência ocorreu antes da identificação no mercado de frutos do mar de Huanan.”

“Essas descobertas também corroboram a hipótese de que o vírus surgiu naturalmente no sul da China e potencialmente já estava circulando na época do cluster Wuhan”, segundo a pesquisa.

Ele mostrou um aumento acentuado na ocupação do estacionamento do hospital em agosto de 2019.

“Em agosto, identificamos um aumento único nas pesquisas por diarréia, que não foi observado nas temporadas anteriores da gripe nem refletido nos dados de pesquisa da tosse”, segundo a pesquisa.

Caução do ex-polícia acusado de assasssino de Floyd fixada em 1 milhão de dólares

Derek Chauvin acusado do assassínio de George Floyd compareceu perante uma juíza, que lhe fixou uma caução de um milhão de dólares (885 mil euros) para ficar em liberdade condicional.

O ex-polícia Derek Chauvin acusado do assassínio de George Floyd compareceu pela primeira vez perante uma juíza, que lhe fixou uma caução de um milhão de dólares (885 mil euros) para ficar em liberdade condicional.

Depois de uma curta audiência, que decorreu por videoconferência a partir da prisão onde Chauvin está detido, como constatou uma correspondente da AFP, a juíza Jeannice Reding, do condado de Hennepin, em Minneapolis, marcou para 29 de junho a próxima audiência.

O antigo agente, de 44 anos, que está detido em uma prisão de alta segurança, apareceu com o uniforme cor-de-laranja de prisioneiro.

É acusado de assassínio por ter asfixiado, em 25 de maio, George Floyd, um afro-americano, de 46 anos, com o joelho no pescoço durante cerca de nove minutos, apesar de este dizer que não conseguia respirar.

O drama, cujas imagens captadas por uma transeunte se tornaram virais, suscitou uma vaga de manifestações no mundo inteiro.

Os quatro polícias envolvidos no assassínio foram despedidos.

Chauvin está acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

EUA: Projecto de lei dos Democratas contra uso excessivo de força pela polícia

Enquanto os Democratas pretendem reduzir a má conduta policial, há cidades a planear acabar com os departamentos de polícia ou reduzir-lhes os fundos.

Os deputados Democratas apresentaram, esta segunda-feira, no Congresso, um projeto de lei que visa acabar com o uso excessivo de força por parte da polícia e identificar e julgar os autores das más práticas policiais, noticia o jornal The New York Times.

Este projeto de lei surge na sequência da morte de George Floyd e de outros afro-americanos às mãos da polícia e da onda de protestos que se têm multiplicado pelo país. A proposta inclui algumas das medidas que os ativistas dos direitos humanos reclamam há vários anos e que têm encontrado sempre oposição por parte da polícia e respetivos grupos sindicais.

Os Republicanos já disseram estarem interessados em discutir uma legislação de regulamentação da ação da polícia, mas não é claro como se vai comportar o Senado perante este projeto de lei, refere o jornal The Wall Street Journal. Sobretudo porque Donald Trump não deverá ter interesse em fazer grandes mudanças na polícia em véspera de eleições.

As manifestações contra a polícia multiplicam-se por todo o país, com os manifestantes a dizerem que com a pandemia e a perda de empregos lhes sobra tempo e que quanto mais a polícia reprime os protestos, mais força têm para lutar, noticia o jornal The New York Times.

Em várias cidades já se fala em reduzir o financiamento às forças policiais, diminuir o número de efetivos ou mesmo acabar com os departamentos de polícia.

Coreia do Norte anuncia corte de contactos com “inimigo” sul-coreano

A Coreia do Norte acabou com a maior parte dos seus contactos com a Coreia do Sul depois do fracasso da cimeira com Trump, em 2019, que deixou negociações sobre o nuclear norte-coreano em ponto morto.

A Coreia do Norte anunciou que tenciona cortar esta terça-feira os seus canais de comunicação, nomeadamente militares, com o “inimigo” sul-coreano, anunciou a agência noticiosa estatal norte-coreana KCNA.

O anúncio segue-se à ameaça de envio de panfletos anti-Pyongyang para o território do norte da península coreana por parte de militantes antirregime.

Pyongyang “vai cortar completamente a ligação entre as autoridades do Norte e do Sul”, bem como outros canais de comunicação, nomeadamente entre as forças armadas dos dois Estados ou entre os partidos políticos governantes em Seul e Pyongyang, detalhou a KCNA.

O início da interrupção está programa para as 12h locais (1h30 de Lisboa), acrescentou a agência. A ameaça foi feita quando as relações entre os dois países estão no impasse, apesar de três cimeiras em 2018 entre o dirigente norte-coreano Kim Jong Un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in.

A Coreia do Norte ameaçou na semana passada fechar o gabinete de ligação com a Coreia do Sul e tomar medidas suplementares para fazer “sofrer” Seul.

A influente irmã de Kim Jong Un, Kim Yo Jong, também já ameaçou tornar caduco o acordo militar entre os dois Estados, se Seul não impedir os militantes de enviar os panfletos anti-Pyongyang.

A Coreia do Norte acabou com a maior parte dos seus contactos com o Sul depois do fracasso da cimeira de Kim com Donald Trump, em 2019, em Hanói, que deixou as negociações sobre o nuclear norte-coreano em ponto morto.

Democratas ajoelham-se em honra de Floyd

Durante oito minutos e 46 segundos, o tempo durante o qual o polícia teve o joelho no pescoço de Floyd, uma série de representantes do Partido Democrata ajoelharam-se e mantiveram o silêncio.

No dia em que o polícia Derek Chauvin foi presente a tribunal pela primeira vez e o corpo de George Floyd chegou a Houston, uma série de líderes e senadores do Partido Democrata, incluindo Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, reuniram-se no “Hall da Emancipação” antes de apresentarem uma proposta de reforma da polícia. Durante oito minutos e 46 segundos, o tempo durante o qual o agente teve o joelho no pescoço de Floyd, que acabou por morrer, ajoelharam-se e mantiveram o silêncio.

O momento foi guiado por Nancy Pelosi, que, tal como os restantes membros, tinha no pescoço um cachecol normalmente usado pelos membros do Congressional Black Caucus, que representa os membros afro-americanos.

Estamos aqui para honrar George Floyd. Vamos ter um momento de silêncio, de oito minutos e 46 segundos, para honrar George Floyd e tantos outros que perderam as suas vidas ou foram abusados devido à brutalidade policial”, disse Nancy Pelosi antes de passar a palavra ao líder do Senado.

Chuck Shumer recordou que os Democratas do Senato tiveram uma iniciativa semelhante na semana passada: “Para todos nós foi muito difícil. Pareceu uma quantidade de tempo insuportável. Foi doloroso sentir o que este homem e tantos outros afro-americanos sofreram”.

“Todos os norte-americanos deveriam tentar ficar em pé em silêncio durante oito minutos e 46 minutos para reconhecer a dor de George Floyd e do racismo”, apelou ainda, antes de Pelosi e os outros membros citarem os nomes de alguns dos afro-americanos que sofreram nas mãos da polícia.

No mesmo dia, os democratas apresentaram no Congresso um projeto de lei que visa acabar com o uso excessivo de força por parte da polícia, proibindo detenções com recurso a estrangulamento, e identificar e julgar os autores das más práticas policiais.

Estado recupera quatro biliões de meticais em impostos nos combustíveis

O Estado moçambicano recuperou quatro biliões de meticais em impostos sonegados na comercialização de combustíveis entre 2018 e 2019. Entretanto, 30 por cento do combustível em trânsito no país é vendido ilegalmente.

O processo de marcação de combustíveis em Moçambique foi introduzido em 2018, com o objectivo de controlar a qualidade e combater o contrabando deste produto no mercado, em particular, nos portos moçambicanos que abastecem alguns países da região.

A sua implementação já se faz sentir nos cofres públicos. Entre Agosto de 2018 e Agosto de 2019, o Governo diz ter recuperado quatro mil milhões de meticais em impostos sonegados pelas gasolineiras.

“Um total 134 processos foram instaurados no tribunal aduaneiro, relacionados com a sonegação de impostos neste negócio”, disse Moisés Paulino, director nacional de hidrocarbonetos e combustíveis, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira em Maputo.

E mais, com a marcação de combustíveis, o Governo conseguiu eliminar 40% do comércio de petróleo de iluminação no mercado interno. “Acreditamos que este petróleo era usado para adulterar a qualidade da gasolina e gasóleo”, apontou Moisés Paulino.

Entretanto, e apesar dos ganhos o controlo do combustível em trânsito nos portos moçambicanos é ainda um grande desafio. O director nacional de hidrocarbonetos e combustíveis fez saber que 30% dos cerca de 1700 metros cúbicos que o país importa anualmente, é vendido ilegalmente no mercado.

Visando travar o contrabando de combustíveis, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia vai lançar, em finais deste mês, um concurso público para seleccionar a empresa que irá proceder com o processo de marcação deste produto.

O vencedor do concurso público para a marcação de combustíveis deverá ser conhecido em Agosto próximo. Actualmente, o processo é desenvolvimento por uma empresa suíça, já em fim de contrato.

PREÇO DE COMBUSTÍVEIS

Depois do reajuste no mês passado, com o preço da gasolina a passar a custar 2,3 meticais a menos (o litro era vendido a 66,49 meticais agora passa para 64,22) e o gasóleo de 63.5 para 60.1 meticais o litro, o Governo voltar a mexer na tabela este mês.

Sem, no entanto, adiantar se os preços vão subir ou não, o director nacional de hidrocarbonetos e combustíveis justifica que qualquer mexida vai depender da variação dos meses de Abril e Março.

Doentes vão ao hospital em estado grave

Há cada vez menos pessoas a irem ao Hospital Central de Nampula e os doentes que lá se dirigem tendem a apresentar um quadro clínico grave, por causa da má interpretação da limitação das consultas externas. Por outro lado, o pessoal de saúde olha como normalidade a infecção de 13 colegas pela Covid-19.

O banco de socorros do Hospital Central de Nampula atendeu de sexta-feira a domingo, 278 pacientes – um número que antes da pandemia da COVID-19 correspondia a uma média de atendimento diário.

A descida drástica deve-se às medidas restritivas nas consultas externas para minimizar o risco de contaminação e propagação do coronavírus, mas é mesmo sobre esta mensagem de “ficar em casa” que surge um outro problema: as pessoas, mesmo doente, não vão ao hospital e quando o fazem, geralmente, apresentam um quadro clínico grave.

“Sempre foi claro que as consultas que não sejam de urgência são feitas no centro de saúde próximo do local (de residência). Em algum momento notamos que com o ‘fica em casa’, alguns mesmo adoecendo permanecem em casa, não quer dizer que devem ficar em casa. As recomendações são as mesmas, não mudou nada”, esclareceu Dalva Khossa, cirurgiã pediatra e porta-voz do banco de socorros do Hospital Central de Nampula.

A província de Nampula conta com 13 profissionais de saúde contaminados com o coronavírus, apesar disso, reina calma no seio da classe. “Contaminação ao nível do pessoal de saúde não é de se admirar. Os profissionais de saúde estão em risco em toda a parte do mundo. Estes profissionais estão assintomáticos e estão em tratamento ambulatório ao domicílio”.

Esta semana inicia a testagem de casos suspeitos da COVID-19 em Nampula, o que vai reduzir o tempo de espera pelos resultados, quando tudo era feito em Maputo.

“Isto vai nos ajudar a descartar os positivos o mais rápido possível e termos o seguimento deles para evitar a disseminação”, concluiu a médica.

COVID-19: Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde com novos casos da doença

O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou nesta segunda-feira, 8, mais nove casos positivos da Covid-19, elevando o total de infectados para 433.

A directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, acrescentou que 11 dos 15 novos casos foram registados na província de Nampula e os restantes na cidade de Maputo.

Do total, 391 casos são de transmissão local e 33 importados, havendo registo de dois mortos.

Na Guiné-Bissau, o coordenador do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) também revelou hoje mais 21 casos da Covid-19, elevando o total acumulado para 1.389.

Dionísio Cumba acrecentou haver 153 doentes recuperados e que o número de mortes mantém-se em 12.

Cabo Verde também viu o total de casos acumulados subir para 567, após mais 13 novas infeções registadas na cidade da Praia, a capital do país, epicentro da epidemia.

O país, segundo o Ministério da Saúde, tem 294 casos ativos. Cinco pessoas morreram devido à doença.

A Guiné-Bissau continua a ser o país lusófono em África com mais casos, 1.368 no total, incluindo 12 vítimas mortais e 153 recuperados.

As autoridades de saúde não atualizaram os dados hoje, tal como em São Tomé e Príncipe, onde o total de casos é de 514, sendo, 427 em isolamento domiciliar, 68 recuperados e sete internados no hospital de campanha.

O país regista 12 mortos.

Angola tem 91 casos.

Tribunal chumba recurso de arguidos das “dívidas ocultas”

O Tribunal Supremo de Moçambique, chumbou o recurso interposto por arguidos do caso das dívidas ocultas, o que para o jurista José Machicame, abre caminho para que o julgamento deste processo, que se arrasta há mais de um ano, possa ter início.

A notícia relativa à recusa do recurso foi avançada pela televisão pública moçambicana (TVM), que anunciava ainda a soltura de uma arguida, por falta de provas, sem, no entanto, adiantar pormenores.

O diário O País, também de Maputo, escreve que a cidadã solta é Márcia Amélia Biosse de Caifaz Namburete.

Para o jurista José Machicame, se esse recurso tiver sido decidido, ultrapassou-se uma etapa importante para que o julgamento possa ganhar o seu curso.

“Está pendente esse recurso, e se o mesmo tiver sido decidido, claramente que se remove um grande travão ao julgamento do caso”, realçou aquele jurista.

Machicame afirmou haver “indicações fortes para que o caso seja julgado ainda este ano”, mas não sabe que influência é que as restrições impostas pela Covid-19 podem provocar, anotando, no entanto, que “as audiências estão a realizar-se normalmente”.

Contudo, José Machicame não acredita que seja possível recuperar o dinheiro desviado no âmbito das dívidas ocultas, porque, “normalmente, os recusos ilicitamente obtidos, muitos desses recursos são drenados para o consumo, são dissipados e já passa muito tempo”.

“Sei que há muitos bens que foram confiscados pela justiça, mas não acredito que esses bens tenham valor idêntico aos valores ilicitamente apropriados pelas pessoas que venham a ser responsabilizadas por esta trama”, concluiu.

Entretanto, para o antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, “se houver dinheiro a ser devolvido a Moçambique isso é útil; que estratégias existem, não sei, mas se há maneiras de o fazer não seria mau”.

As dívidas ocultas estão relacionadas com as garantias prestadas pelo Governo do antigo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, a favor de empréstimos de cerca de 2, 2 mil milhões de dólares, para as empresas Ematum, MAM e ProIndicus.

Condenado à prisão perpétua no Senegal: Hissène Habré regressa à prisão

O antigo presidente do Tchad, Hissène Habré, condenado à prisão perpétua por uma jurisdição africana, em Dakar, no Senegal, por crimes contra a humanidade, regressou este domingo 07, à prisão.

Habré teve dispensa de dois meses por causa da Covid-19.
O Senegal começou a diminuir progressivamente as medidas impostas, desde Março passado, para travar a progressão da pandemia.

Nyusi tem bases para afirmar que a guerra em Cabo Delgado sustenta o ego das elites

A instabilidade na província de Cabo Delgado continua a preocupar os moçambicanas, e o Presidente da República, Filipe Nyusi, dá indicações sobre quem poderá estar por detrás da insurgência naquela ponto do norte do país.

“Os moçambicanos não tolerarão de forma repetida a chantagem da guerra cíclica movida por grupos de Indivíduos manipulados para sustentar o ego das elites internas e externas”, disse, recentemente, o presidente Filipe Nyusi.

Para Calton Cadeado e Muhamed Yassine, ambos professores de relações internacionais, com Nyusi endureceu a sua posição, mas ainda não foi concreto sobre a identificação dos autores dos ataques.

Cadeado diz que “não é a primeira vez que o presidente fala de atores internos (…) que estão a alimentar o conflito, mas desta vez a grande diferença é o tom”.

“Ele afinal de contas é um órgão, só pode ter dito isso com base no conhecimento trazido pelos serviços de segurança”, diz Yassine.

“Na semana que findou”, continua Yassine, “o Presidente da República disse que há elites militares que se beneficiam da guerra, que põem dinheiro nos bolsos como resultado da guerra; então vamos partir do princípio que o Presidente da República foi muito bem assessorado e já percebeu a dimensão real do problema de Cabo Delgado”.

Por seu turno, o jornalista Alexandre Chiúre diz que “na verdade ficou surpreendido com a declaração do Presidente da República, uma vez que “o que nós sabíamos era que os atacantes eram sem rosto, não se sabia quem eram eles”.

Na semana passada, a Organização das Nações Unidas associou os ataques ao tráfico de drogas que passa por aquela região, o que não é descartado pelos nossos analistas.

Yassine diz que a “fraca capacidade de proteção das fronteiras – o caso da fronteira aberta na região de Namoto entre Moçambique e a Tanzânia”, é um aspecto que pode contribuir para a região ser “um corredor apreciável para o tráfico de drogas”.

Para este analista é preciso prever dois pressupostos: “Moçambique tem que estar aberto para aceitar uma colaboração das Nações Unidas para o combate do tráfico de estupefacientes, que é uma lei que o país tem, mas nunca pediu a colaboração; e o passo que Moçambique deu ao nível da tróika da SADC, na qual pediu aos países da região para que ajudasse a combater o terrorismo”.

Calton enquadra a declaração das Nações Unidas nas “novas guerras da atualidade, que são uma mistura que envolvem o terrorismo, tráfico de drogas, crime organizado, ou seja muitas coisas que já não se consegue ver a fronteira onde começa uma coisa é onde termina a outra”.

“Se este relatório das Nações Unidas for robusto podemos enquadrar o que está acontecer em Cabo Delgado na teoria de Novas Guerras, de Mary Kaldor”.

Governo quer maior envolvimento na preservação dos ecossistemas marinhos

O governo quer maior envolvimento da sociedade na preservação e conservação dos ecossistemas marinhos. Segundo a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, o envolvimento dos moçambicanos passa por uso racional dos recursos marinhos que abundam na costa e ao abandono de práticas que concorrem para a degradação dos ecossistemas.

Augusta Maíta falava esta segunda-feira 08, em Maputo por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos.

“Temos constatado que tanto na pesca artesanal como na pesca industrial, infelizmente temo-nos confrontado com situações de pesa ilegal e outras práticas nocivas à saúde dos habitats marinhos, o que indiscutivelmente contraria os esforços que empreendemos com vista ao desenvolvimento integral e sustentável da actividade pesqueira, o que resulta em perdas económicas calculadas em mais de 600 milhões de dólares anuais”, disse.

O Dia Mundial dos Oceanos celebra-se sob o lema” Inovação para sustentabilidade dos oceanos, mar limpo, ecossistema protegido.

 

 

Reduzem mortes por Sida no país

O número de pessoas que morrem devido a problemas relacionados com o HIV/Sida tem vindo a reduzir no país, com a introdução dos anti-retrovirais e outros serviços que garantem a adesão ao tratamento.

Em mais de 20 anos de luta contra a epidemia, Moçambique conseguiu colocar cerca de 1.3 milhão de pessoas em tratamento anti-retroviral, dos cerca de 2.2 milhões que se estima que vivam com o HIV no país.

Fazendo o balanço dos 20º aniversário da criação do Conselho Nacional de Comabte ao SIDA (CNCS), o secretário-executivo deste organismo falou dos principais progressos, assim como das fragilidades que concorrem para a não adesão ao tratamento e a prevalência de novas infecções.

“Começamos com números baixos de mortes, depois subiram. Porém, com a introdução de antiretrovirais, a tendência é de decrescer. Atingimos o pico de mortes em 2006, altura em que as estimativas mostravam para 76 mil óbitos, mas, de lá para cá, reduzimos e actualmente se calcula em 51 mil mortes por ano”, explicou Mbofana.

Apesar deste ganho, a fonte diz que ainda há desafios de adesão ao tratamento pois, segundo ele, cerca de 30 por cento das pessoas abandona o TARV por várias razões, entre as quais o estigma e as dificuldades de idas frequentes ao hospital à busca de medicamentos.

Referiu que a falta de adesão é mais crítica entre jovens do sexo masculino com idade entre 20 e 29 anos, em que a taxa de desistência chega a atingir 50 por cento.

Para inverter o quadro, Mbofana conta que as autoridades sanitárias introduziram os modelos diferenciados de saúde baseados na dispensa trimestral ou semestral de medicamentos.

Referiu-se também aos grupos de apoio à adesão comunitária e às paragens únicas para que as necessidades dos indivíduos no hospital sejam resolvidas numa única porta.

Avançou ainda que está em curso um trabalho de capacitação dos distritos para que conheçam a sua epidemia e, por esta via, as principais acções para uma melhor resposta.

Os 20 anos da criação do organismo decorrem sob o lema “CNCS coordenando a resposta nacional do HIV/SIDA – numa perspectiva de que vamos alertar sobre a questão do HIV que ainda é um problema actual e que precisamos de nos lembrar disso”.

Nova embarcação de transporte de passageiros Maputo/ Ka Nyaka

Os ilhéus de Ka Nyaka, na cidade de Maputo, dispõem desde sábado (06) de uma nova embarcação para o transporte de pessoas e bens.

A embarcação denominada Ribjwene, possui a capacidade de transporte de 60 pessoas e é fruto de uma parceria com uma empresa de navegação marítima.

O presidente do município de Maputo, Eneas Comiche, disse que a embarcação vai aumentar o fluxo de pessoas e bens da região insular ao continente e vice-versa.

A embarcação baptizada Ribjwene, nome de um dos bairros que compõe Ka Nyaka, foi adquirida pelo Conselho Municipal por um milhão e cento e setenta mil meticais, através de um financiamento da MSC, que opera igualmente no manuseamento de cruzeiros.

“Os que estão a entregar as armas depois vão juntar-se a nós” Nhongo

O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, considera o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado daquele maior partido, reatado quinta-feira na província de Sofala, “nulo”.

Em contacto telefónico com a comunicação social na cidade da Beira, Mariano Nhongo disse que não foi notificado sobre a desmilitarização do braço armado do partido, considerando o processo nulo e reiterando que é necessária a renegociação do acordo.

“O que eles estão a fazer não é nada. Os próprios guerrilheiros que estão a entregar as armas depois vão juntar-se a nós”, afirmou Mariano Nhongo.

O antigo líder de guerrilha da Renamo exige melhores condições de reintegração e a demissão do actual líder do partido, Ossufo Momade, acusando-o de ter desviado o processo negocial dos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em Maio de 2018, quando decorriam conversações de paz com o Presidente Filipe Nyusi.

Apesar de ameaças e incursões da autoproclamada Junta Militar da Renamo, nas províncias de Sofala e Manica, o processo do desarmamento do braço armado da Renamo previsto no acordo de 06 de Agosto do ano passado continua.

Pelo menos 38 guerrilheiros da Renamo em Sofala entregaram, entre quinta e sexta-feira, as armas no âmbito do processo de DDR.

A desmobilização deste grupo está a ser feita por fases, devido às medidas de prevenção contra a pandemia da Covid-19.

A primeira fase decorreu na quinta-feira e foram abrangidos 20 guerrilheiros, que entregaram as armas e foram reintegrados na vida civil.

A segunda fase decorreu sexta-feira na presença do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, e do presidente da Renamo, Ossufo Momade, e abrangeu mais 18 guerrilheiros.

Na quinta-feira, o Ministro da Defesa, Jaime Neto, empossou Aníbal Rafael Chefe, um oficial da guerrilha da Renamo, no cargo de director do Departamento de Comunicações no Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Polícia alveja mortalmente quatro supostos criminosos

A Polícia da República de Moçambique a nível da cidade de Maputo alvejou nesta segunda-feira 08, mortalmente quatro supostos criminosos, suspeitos de integrar uma quadrilha que praticava crimes na capital do país.

De acordo com Leonel Muchina, porta-voz da PRM em Maputo, a Polícia vinha seguindo a quadrilha há muito tempo e esta segunda feira em concreto teve informações segundo as quais o grupo ia efectuar mais um assalto na baixa da cidade de Maputo.

O grupo fazia se transportar em duas viaturas e por volta das 17 horas apercebeu-se da presença da polícia que estava à paisana tendo depois se dispersado. Um dos veículos dos supostos malfeitores seguiu pela avenida 10 de Novembro e vendo-se cercados sacaram uma das armas e efectuaram alguns disparos. Com isso, iniciou a troca de tiros que culminou com a morte por baleamento no local dos quatro ocupantes da viatura.
Seguiu -se depois a revista da viatura onde foram encontradas duas pistolas e uma arma do tipo AKM. A outra viatura em que seguia outra parte do bando não foi mais localizada.
A Polícia prossegue com as investigações.

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Estrada Cuamba–Malema deverá estar concluída até Abril de 2027

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Hospital Central de Nampula realiza operação bem-sucedida e retira tumor de 20 quilos

O Hospital Central de Nampula (HCN) anunciou a realização de uma cirurgia bem-sucedida que resultou na remoção de uma gigantesca massa abdominal de 20...

Encontro entre Moçambique e Rússia fortalece laços históricos

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria Lucas, tem agendado um encontro de trabalho com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov....