O dicionário Merriam-Webster, o mais antigo nos Estados Unidos, vai modificar a definição da palavra “racismo”, por sugestão de uma jovem negra, que defendeu que a versão atual não reflete o seu impacto sobre a população.
Kennedy Mitchum, recentemente licenciada pela Drake University, no estado do Iowa, tinha contactado a instituição, que publica os seus dicionários desde 1847, para propor uma atualização.
“Disse-lhes que tinham de incluir o facto de um grupo de pessoas ser sistematicamente oprimido. Não é só `não gosto de alguém`”, explicou ao canal local de televisão KMOV (CBS), numa declaração citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O responsável editorial da Merriam-Webster, Peter Sokolowski, confirmou à AFP que a definição vai ser alterada, por causa da proposta de Mitchum, sublinhando no entanto que a segunda das três definições da palavra “racismo”, na versão atual do dicionário, já incluía o conceito. “Vamos torná-lo ainda mais claro na nossa próxima versão”, disse o responsável da editora.
Na versão atual, a segunda entrada define “racismo” como “uma doutrina ou programa político baseados no racismo e destinados a aplicar os seus princípios” ou “um sistema político ou social baseado no racismo”.
“Este é o tipo de atualização contínua que mantém o dicionário atualizado”, defendeu Peter Sokolowski, “apoiado por critérios rigorosos e de investigação, para poder descrever a linguagem tal como ela é realmente utilizada”.
Um dos editores do dicionário disse à jovem que as definições das outras palavras “relacionadas com o racismo ou com conotações raciais” também seriam atualizadas, sem especificar quais.
“Pedimos desculpa pelos danos causados por não termos agido mais cedo”, escreveu o editor, de acordo com uma mensagem publicada pela Drake University e reformulada por Kennedy Mitchum.
O site Merriam-Webster na Internet, disponível gratuitamente, teve quase 50 milhões de visitantes únicos em maio, de acordo com o site SimilarWeb.
As autoridades moçambicanas e cabo-verdianas anunciaram mais casos do novo coronavírus nesta terça-feira, 9, enquanto em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Angola não houve qualquer atualização dos dados da pandemia nas últimas 24 horas.
A diretora nacional de Saúde Pública de Moçambique, Rosa Marlena, revelou mais 20 casos positivos da Covid-19, elevando o total de infetados para 453.
Os 20 novos doentes, três dos quais menores, foram registados nas províncias de Maputo (7), Nampula (10) e cidade de Maputo (3).
Em Cabo Verde, o Ministério da Saúde confirmou mais 18 pessoas infetadas, todas na ilha de Santiago, epicentro da doença, elevando o acumulado de casos desde 19 de março a 585.
Os 308 pacientes que continuam ativos, segundo o comunicado do Ministério, estão em isolamento e com evolução favorável.
Guiné-Bissau mantém até agora 1.389 acumulados, São Tome e Príncipe, tem 514, e Angola 91.
No continente africano foram registadas até a manhã de hoje 5.354 mortes e quase 198 mil casos.
Mais de 800 empresas moçambicanas comunicaram ao Governo prejuízos e, pelo menos, 39 mil trabalhadores viram os seus contratos suspensos, em resultado das medidas contra o novo coronavirus.
“Temos 823 empresas com suspensão de contratos de trabalho, temos 144 em férias coletivas, 18 com encerramento definitivo, 96 no sistema de rotatividade, 16 em teletrabalho e 25 com redução dos trabalhadores”, disse a Ministra do Trabalho, Margarida Talapa.
Talapa disse que os trabalhadores com contratos suspensos serão pagos em conformidade com o artigo 123 da Lei de Trabalho, que “prevê o pagamento dos salários em 75%, no primeiro mês; 50 %, no segundo; e 25% no terceiro”.
“A nossa grande preocupação é o que será depois do terceiro mês”, disse Talapa.
Para a Confederação das Associações Económicas (CTA) a situação é preocupante no sector da indústria extrativa, disse Chivambo Mamadhusen, do pelouro dos recursos minerais, hidrocarbonetos e energia.
“Até ao momento, 32% das empresas associadas às indústrias extrativas registam uma redução de 100%, portanto empresas em fase de falência; 59% dessas empresas teve uma redução a 50% no seu volume de negócios”, disse Mamadhusen.
Face ao cenário, o economista Caldas Chemane disse que o Governo deve adoptar medidas claras, que podem incluir o apoio alimentar aos trabalhadores afetados.
Os Estados Unidos pediram esta terça-feira 09, à Coreia do Norte, que anunciou o desejo de cortar canais de comunicação com a Coreia do Sul, para “retomar o caminho da diplomacia”.
A agência estatal norte-coreana KCNA anunciou que Pyongyang cortará “totalmente” todos os “elos entre autoridades do Norte e do Sul”, bem como outros canais de comunicação, inclusivamente entre as forças armadas e partidos políticos no poder em ambos os países.
“Estamos dececionados com as recentes decisões da Coreia do Norte”, disse um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, enfatizando que Washington “sempre apoiou o progresso nas relações inter-coreanas”.
“Pedimos à Coreia do Norte que retome o caminho da diplomacia e da cooperação”, acrescentou o mesmo porta-voz, acrescentando que Washington permanece “em estreita coordenação (com Seul, um aliado dos EUA) (…) sobre os esforços para negociar com a Coreia do Norte”.
O rompimento de comunicação entre as duas Coreias insere-se no atual impasse nas negociações entre Seul e Pyongyang, por um lado, e entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, por outro lado, após um retomar de conversas diplomáticas, em 2018, quando se iniciou um ciclo de cimeiras históricas, a primeira delas entre um Presidente americano e um líder norte-coreano.
O rover Perseverance juntar-se-á ao Curiosity na exploração do ‘Planeta Vermelho’. Tudo parece estar pronto para a nova missão a Marte da NASA, a qual colocará o rover Perseverance na superfície do ‘Planeta Vermelho’.
Como nota o CNet, a agência espacial norte-americana está a tratar dos últimos preparativos para o lançamento. A ocasião continua marcada para o dia 17 de Julho, com a chegada a Marte a acontecer apenas em Fevereiro de 2021.
Será aqui que o Perseverance se juntará ao rover Curiosity na missão de continuar a estudar a morfologia de Marte.
A capital espanhola está disponível para receber a final da Liga dos Campeões de futebol, disse o presidente da câmara de Madrid, mostrando-se favorável a uma candidatura junto da UEFA.
O presidente da câmara de Madrid afirmou esta terça-feira que a capital espanhola está disponível para receber a final da Liga dos Campeões de futebol, suspensa devido à pandemia de covid-19, mostrando-se favorável a uma candidatura junto da UEFA.
“Sei que existem passos nessa direção [candidatura] e desejo, em nome da cidade, mostrar apoio total e absoluto para que a final da Liga dos Campeões possa acontecer em Madrid”, afirmou José Luís Martinez-Almeida, em declarações aos jornalistas espanhóis.
A cidade espanhola recebeu a final da ‘Champions’ da última época, no Wanda Metropolitano, ‘casa’ do Atlético Madrid, num encontro em que o Liverpool bateu o Tottenham, por 2-0.
Caso isso aconteça, será uma forma de demonstrar que Madrid tem a capacidade de recuperar em muito pouco tempo da situação dramática que vivemos. Temos as infraestruturas, os serviços necessários e seria uma mensagem para o mundo de que Madrid está de volta”, considerou o governante.
Espanha é um dos países europeus com mais casos registados de Covid-19 (acima de 241 mil) e também um dos que registou mais mortes (27.136).
Antes da pandemia, que levou à suspensão da Champions, Istambul tinha sido a cidade oficialmente designada para receber a final da prova, situação que ainda se mantém, mas que deverá ser alterada na próxima reunião do Comité Executivo da UEFA, em 17 e 18 de junho.
Além de Madrid, a cidade de Lisboa também é apontada pela comunicação social como uma possibilidade para receber o jogo decisivo da Liga dos Campeões, assim como Frankfurt e Moscovo.
Na semana passada, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa expressou mesmo publicamente que existia a possibilidade de Portugal em agosto receber uma “boa notícia em termos de futebol internacional”.
Também de acordo os media, a mesma cidade poderá receber os restantes jogos da maior prova de clubes europeus, quando falta disputar parte das oitavos-de-final, os ‘quartos’ e as meias-finais, além da final.
Embora se sinta “orgulhoso” por liderar “o governo mais etnicamente diverso da história” do Reino Unido, o primeiro-ministro britânico admite que é preciso fazer mais para combater o racismo no país.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reconheceu o “inegável sentimento de injustiça” vivido por pessoas negras e de outras etnias minoritárias e defendeu que o Reino Unido deve fazer melhor como sociedade para combater o racismo.
“A morte de George Floyd ocorreu a milhares de quilómetros de distância – noutro país, sob outra jurisdição – e, no entanto, simplesmente não podemos ignorar a profundidade da emoção que foi desencadeada por esse incidente, de um homem negro perder a vida nas mãos da polícia”, afirmou, numa declaração à publicação The Voice.
As últimas palavras de Floyd “não consigo respirar”, refere Johnson, “despertaram uma raiva e um sentimento de injustiça generalizado e incontestável e inegável, um sentimento de que pessoas de grupos étnicos negros e minoritários enfrentam discriminação: na educação, no emprego, na aplicação do direito penal”.
Embora se sinta “orgulhoso” por liderar “o governo mais etnicamente diverso da história” do Reino Unido, o primeiro-ministro britânico admite que é preciso fazer mais para combater o racismo no país. Porém, Boris Johnson criticou aqueles que participaram em manifestações durante o fim de semana sem cumprir as regras de distanciamento social e condenou os confrontos com a polícia e atos de vandalismo, prometendo que os responsáveis serão castigados de acordo com a lei.
Nós temos uma democracia neste país. Se quiserem mudar a paisagem urbana, podem candidatar-se às eleições ou votar em alguém que o faça”, vincou.
A intervenção do primeiro-ministro segue-se a cerca de 200 manifestações durante o fim de semana com mais de 100 mil pessoas em cidades como Londres, Bristol, Manchester, Edimburgo e Glasgow.
Embora a maioria dos protestos tenham sido pacíficos, confrontos em Londres resultaram ferimentos em 35 polícias e na detenção de 36 pessoas.
Em Bristol, uma estátua do comerciante de escravos do século XVII Edward Colston, um controverso monumento de bronze erigido em 1895 no centro da cidade, foi derrubada, arrastada pelas ruas e lançada para as águas do porto da cidade.
O assassínio do afro-americano George Floyd, em 25 de maio, nos EUA, gerou uma onda de protestos pacíficos e manifestações contra o racismo em muitos países, para exigir o fim da brutalidade policial e da discriminação das pessoas negras.
O Tribunal Superior de Recurso de Maputo mandou libertar Márcia Namburete, uma das arguidas do processo das dívidas ocultas, devido à existência de dúvidas sobre o seu envolvimento no esquema.
Segundo o jornal O País, por outro lado, a instância de recurso manteve as acusações contra outros 19 arguidos. Através de um despacho, o Tribunal Superior de Recurso manteve as acusações contra 19 arguidos do processo das dívidas ocultas e decidiu mandar libertar Márcia Amélia Biosse de Caifaz Namburete por dúvidas em reacção a sua participação no esquema.
A decisão de libertação surge como resultado de um recurso interposto pelos arguidos do processo que não concordam como o despacho que pronúncia feito pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.
Uma nota de imprensa do Tribunal Supremo dá a conhecer que “em acórdão proferido no dia 05 de Junho de 2020, negou provimento aos recursos interpostos pelos co-réus do despacho de pronúncia proferido pelo Tribunal de 1ª instância, em sede do Processo N°18/2019-C, mantendo em consequência, o referido despacho e as medidas de coação aplicadas em relação a todos co-réus naquela instância, exceptuando Márcia Amélia Biosse de Caifaz Namburete, despronunciada por subsistirem dúvidas quanto a sua participação nos crimes de que vinha indiciada, tendo sido de imediato ordenada a sua soltura”.
Márcia Namburete aguardava julgamento em prisão no Estabelecimento Penitenciário Feminino de Ndlavela, na Matola. Ela é esposa de Sérgio Namburete, o empresário que em 2014 terá criado a empresa SEN-Consultoria e Investimentos e que celebrou um contrato com o Grupo Privinvest para receber 877 mil euros, valor que de acordo com a acusação era de pagamento a Inês Moiane, antiga secretária do ex-presidente, Armando Guebuza.
Da transação, Sérgio Namburete terá recebido 127.500 euros de agradecimento, tendo transferido 50 mil euros para sua esposa Márcia Namburete, agora libertada pela justiça. Dos 50 mil euros recebidos, Márcia devolveu 10 mil euros ao marido e gastou o remanescente em pequenas parcelas que variam de 1 000 a 5 000 euros e por cheques emitidos a seu favor e do marido.
A morte do Presidente do Burundi assinala o fim de um período de 15 anos no poder, caracterizado por forte violência policial e a retirada do país do Tribunal Penal Internacional.
Évariste Ndayishimiye, eleito Presidente do Burundi nas presidenciais de 20 de maio, prestou condolência à família de Pierre Nkurunziza. O chefe de Estado estava prestes a transmitir o cargo ao seu sucessor. Ndayishimiye sublinhou que Nkurunziza deixa “um legado que nunca será esquecido”.
Em declarações no seu perfil no Twitter, o novo Presidente do Burundi, que ainda vai ser empossado, prometeu “continuar o trabalho” de Pierre Nkurunziza.
Entretanto, o legado do antigo chefe de Estado está marcado pela violência. Para entender Pierre Nkurunziza, é preciso considerar o papel que desempenhou como líder rebelde na guerra civil, que durou de 1993 até 2005.
“Como líder rebelde, foi capaz de formar um movimento rebelde. E, por causa deste envolvimento, conseguiu negociar o seu caminho até à Presidência. Então, o seu estilo de liderança é resultado direto desses anos de violência”, explicou o politólogo Phil Clark, da Universidade de Londres, numa entrevista à DW em 2018.
Terceiro mandato
Com o fim da guerra civil, Pierre Nkurunziza tomou posse em 2005 com o apoio do Parlamento. Após dois mandatos, o ex-líder rebelde anunciou em 2015 a sua candidatura para um terceiro mandato. Desde então, o Burundi vive uma grave crise política, que já resultou em pelo menos 1.200 mortes e mais de 400 mil deslocados.
Em 2017, o Tribunal Penal Internacional (TPI) abriu uma investigação sobre crimes cometidos no país entre abril de 2015 e outubro de 2017. O procedimento irritou Pierre Nkuruziza, que decidiu retirar o Burundi da Corte de Haia.
A violência foi desencadeada pela contestação ao possível terceiro mandato do Presidente, considerado inconstitucional pela oposição. No entanto, o chefe de Estado surpreendeu ao anunciar, em junho de 2018, que não seria mais candidato, apesar de a nova Constituição, aprovada por referendo daquele mesmo ano, permitir-lhe ficar no poder até 2034.
“Eterno líder supremo”
O ativista dos direitos humanos Pierre Mbonimpa, que sobreviveu à violência política no país, lamentou a morte do Presidente, mas também o facto de que Nkurunziza não poderá mais responder por seu atos na Justiça.
“Como ativista dos direitos humanos, sempre dói quando alguém morre. Mas, nesse caso, Nkurunziza não será mais processado. Estávamos à espera de justiça, mas agora será difícil”, afirmou.
Em vez concorrer a um terceiro mandato, Pierre Nkurunziza apontou Évariste Ndayishimiye como candidato e recebeu do partido do Governo o título de “eterno líder supremo”, com vários analistas a admitirem que continuaria a exercer o poder nos bastidores.
Na opinião de alguns analistas, a morte de Nkurunziza significa que o novo chefe de Estado vai ter “rédea solta”, mas nem todos estão otimistas em relação a isso. “Sabemos como os generais e oficiais reagem. Mesmo se Ndayishimiye tomar posse como Presidente, o antigo sistema continuará no Governo”, sublinhou o ativista Pierre Mbonimpa.
No mesmo dia em que foi anunciada a morte de Nkurunziza, a oposição do Burundi reconheceu os resultados das presidenciais de 20 de maio. De acordo com o calendário estabelecido, Nkurunziza deveria passar a pasta da Presidência a Evariste Ndayishimiye em agosto.
A morte de Pierre Nkurunziza foi anunciada esta terça-feira (09.06). O chefe de Estado foi vítima de um ataque cardíaco aos 55 anos. O país, em plena pandemia, declarou luto oficial de uma semana.
O Presidente cessante do Burundi, Pierre Nkurunziza, morreu na segunda-feira 08, de um ataque cardíaco fulminante, aos 55 anos de idade. A notícia foi avançada pelo Governo do país.
Segundo o Governo, Nkurunziza foi hospitalizado no sábado à noite, depois de assistir a uma partida de voleibol. Em comunicado, o porta-voz do Executivo, Prosper Ntahogwamiy, afirmou que o país perdeu “um filho digno, um Presidente da República, um líder supremo de patriotismo nacional”.
O Executivo decretou sete dias de luto nacional, a partir desta terça-feira (09.06). A bandeira do país será hasteada a meio mastro em todos os edifícios públicos.
“Apelamos ao povo para manter a calma e continuar a rezar. Tudo o resto será comunicado mais tarde”, afirmou o porta-voz Prosper Ntahogwamiye em entrevista ao serviço da DW em francês.
Novo Presidente terá “rédea solta”
Pierre Nkurunziza estava no poder desde o final da guerra civil, em 2005, e liderou o Burundi com autoritarismo crescente. Dez anos depois de chegar à Presidência, a candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato, em 2015, gerou controvérsia e mergulhou o país numa grave crise política.
Pelo menos 1.200 pessoas morreram devido à violência que se seguiu, e 400 mil pessoas foram obrigadas a fugir, enquanto as autoridades reprimiam opositores e jornalistas.
A morte do Presidente cessante ocorre no mesmo dia em que o principal partido da oposição, o Conselho Nacional para a Liberdade (CNL), anunciou que aceita a decisão do Tribunal Constitucional sobre os resultados das presidenciais de 20 de maio, que deram a vitória ao candidato escolhido por Nkurunziza, Evariste Ndayishimiye.
Para o especialista Thierry Vircoulon, do International Crisis Group, a morte inesperada de Pierre Nkurunziza – a quem foi dado o título de “eterno líder supremo” – significará necessariamente que o novo Presidente terá “rédea solta”.
“Depois das eleições, questionava-se que papel Pierre Nkurunziza desempenharia: se seria um obstáculo ao novo chefe de Estado ou, pelo contrário, se haveria uma boa compreensão mútua. Esta questão deixa de se colocar. O novo Presidente do antigo regime tem rédea solta”, disse Vircoulon à DW.
De acordo com o calendário estabelecido, Nkurunziza deveria passar a pasta da Presidência a Evariste Ndayishimiye em agosto próximo.
O governo aprovou, esta terça-feira o decreto-modelo de declaração periódica da taxa sobre os combustíveis.
Segundo o porta-voz da vigésima sessão ordinária do Conselho de Ministros, Filimão Suázi, o instrumento visa assegurar a recolha sistemática da informação sobre as operações que integram a cadeia de distribuição e consumo de combustíveis, permitindo a determinação clara da matéria tributável e o apuramento do valor da taxa devida.
“ Nós não alteramos a legislação que estava em vigor, tudo que estava em vigor, continua em vigor. O que se aprovou foi um instrumento complementar, que é um simples modelo em que se preenchem dados de quem importa, de quem transporta, de quem recebe, de modo a facilitar a identificação de quem deve pagar, quanto deve pagar e como deve pagar. Portanto não é uma nova legislação que determine prazos e actores, é apenas um modelo, se quisermos, é um documento a ser preenchido mas que e notou que era um instrumento importante de acordo com as dificuldades que estavam sendo enfrentadas pelas pessoas a quem cabe trabalhar com esta matéria frisou.
Na mesma sessão o governo informou-se sobre a situação da Ciovid-19 no país, tendo constatado a necessidade de uma contínua observância das medidas de prevenção com destaque para o uso de máscaras e o cumprimento do distanciamento social.
O presidente da Tanzania, John Magufuli, declarou o país “livre de coronavírus”, graças às orações dos cidadãos. “A covid-19 foi eliminada graças a Deus”, disse Magufuli a fiéis em uma igreja na capital, Dodoma.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com a estratégia do governo daquele país.
O governo parou de publicar dados sobre o número de casos de coronavírus no país.
Em 29 de abril, no último dia em que os dados oficiais foram divulgados, houve 509 casos, com 21 mortes na Tanzânia. No entanto, Magufuli disse na semana passada que apenas quatro pacientes estavam em tratamento.
No mês passado, o governo da Tanzânia rejeitou uma embaixada dos EUA alertando que os hospitais em Dar es Salaam estavam “sobrecarregados” e que as chances de contrair o vírus eram “extremamente altas”. Magufuli disse repetidamente que a crise da saúde foi exagerada e instou as pessoas a comparecerem a cultos em igrejas e mesquitas, dizendo que as orações “podem derrotar” o vírus.
O Governo poderá reabrir os centros de formação profissional encerrados devido ao novo Coronavírus. A informação foi avançada pelo Secretário de Estado da Juventude e emprego, Osvaldo Petersburgo.
A Secretaria de Estado de Juventude e Emprego poderá voltar a reabrir os centros de formação profissional, caso haja um relaxamento nas medidas de prevenção contra o Coronavírus.
A intenção de reabertura dos centros de formação profissional foi anunciada pelo Secretário de Estado da Juventude e emprego, durante a sua recente visita a província de Cabo Delgado.
Na sua visita a província de Cabo Delgado, o secretário de Estado da Juventude e Emprego reuniu-se com os formadores de alguns centros de formação, e manteve encontros com jovens, dos distritos de Chiúre, Montepuez e da cidade de Pemba.
A província de Cabo Delgado terá um laboratório de testagem do Coronavírus até final deste mês. A construção do laboratório de testagem do Coronavírus na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, foi confirmada no final da habitual reunião do Centro Operativo de Emergência.
O governo da província está a criar todas condições para controlar a propagação do Coronavírus, mas está preocupado com o incumprimento de medidas de prevenção por parte de alguns cidadãos.
Apesar da constante violação do Estado de emergência por parte de alguns cidadãos, em Cabo Delgado, o governo descarta a possibilidade de uso de força para evitar a rápida propagação do Coronavírus que já infectou centenas de pessoas incluindo profissionais de saúde.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista – Projecto Spotlight, SB-2. Saiba mais.
.A Empresa do Grupo A, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente Técnico para Zona Norte. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado (ANDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo para Mossurize. Saiba Mais.
A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado (ANDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo para Machaze. Saiba Mais.
A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado (ANDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de M&A e Comunicação Estratégica. Saiba Mais.
A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado (ANDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Procurment & Logística. Saiba Mais.
A Global Alliance Seguros, com sede em Maputo, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente
Financeiro, para trabalhar em Maputo. Saiba Mais.
A WASI Metallic Works uma empresa de construção metálica e sistemas de alumínio, encontra-se a recrutar um (1), Chefe de montagem de fachada de alumínio . Saiba mais.
A Solenta Aviation Mozambique SA, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) de Gestor/a de Base (Oficial de Operações de Aeronaves). Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA Agro-negócio e Consultoria Lda) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Cinco (5) Oficiais Distritais de Género e Protecção. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA Agro-negócio e Consultoria Lda) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/(a) Assistente de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA Agro-negócio e Consultoria Lda) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Técnicos Distritais de Campo. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 25, pretende contratar um (1) Técnico de Procurement. Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion, pretende recrutar para Sofala, um(a) especialista de
saúde no contexto da pandemia da covid-19. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Técnico Jurídico. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Engenheiro de Software. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Engenheiro de Sistemas . Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Engenheiro de Redes. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Gestor Comercial. Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e sessenta e quatro (164) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e oitenta e quatro (184) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e cinquenta e dois (152) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar trezentos e vinte e nove (329) Agentes de Extensão Rural (médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e trinta e dois (132) Agentes de Extensão Rural (médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar duzentos e vinte e cinco (225) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e sessenta e dois (162) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O candidato presidencial democrata Joe Biden visita nesta segunda-feira, 8, a família de George Floyd, cidadão morto por um polícia americano em Mineápolis.
O antigo vice-presidente, que falou com alguns familiares após a morte de Floyd, também gravará uma mensagem em vídeo, que será transmitida durante o funeral que se realiza amanhã.
Na semana passada, Biden prometeu “curar as feridas raciais que há muito atormentam nosso país, não usá-las para obter ganhos políticos”.
Também hoje, o polícia acusado de provocar a morte de Floyd, Derek Chauvin será ouvido pela primeira vez no tribunal, que está sob fortes medidas de segurança.
Os outros três cúmplices (ex-polícias) foram ouvidos na semana passada e o juiz impôs uma fiança de um milhão de dólares para aguardarem o julgamento em liberdade, mas continuam presos.
Manchester United's Bruno Fernandes, left, celebrates after scoring his side's first goal during the English Premier League soccer match between Everton and Manchester United at Goodison Park in Liverpool, England, Sunday, March 1, 2020. (AP Photo/Jon Super) Britain Soccer Premier League
Contratado no fim de janeiro ao Sporting por €55 milhões (mais eventuais €25 M em bónus), Bruno Fernandes depressa se impôs no Manchester United. O impacto, aliás, foi tão grande que segundo o Observatório do Futebol – CIES é já o médio mais valioso do mundo.
O organismo com sede em Neuchatel, na Suíça, publicou a lista semestral dos jogadores com maior valor de mercado nas cinco grandes ligas mundiais – Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França. E Bruno, que surge pela primeira vez – na atualização de 6 de janeiro ainda jogava em Portugal -, ultrapassa todos os outros médios, colocando-se à frente de Mount (Chelsea), Frenkie de Jong (Barcelona) e Rodri (City). Maddison (Leicester), que era o médio mais bem cotado em janeiro, surge agora apenas em 20.º entre os jogadores da sua posição.
Bruno Fernandes não é, ainda assim, o jogador português com maior valor de mercado – calculado com base num algoritmo de avaliação de performance mas onde a idade e a duração do contrato também têm peso essencial. Essa honra cabe, sim, a Bernardo Silva, 12.º jogador mais valioso e que ultrapassou João Félix – o jogador do Atl. Madrid subiu, em relação a janeiro, de 18.º para 14.º e valorizou-se em 7,3 milhões de euros, mas a ascensão do extremo do City foi ainda mais acentuada – em janeiro era 22.º do mundo e estava avaliado em menos €15,4 milhões do que agora.
Os dados do CIES não contemplam quebras significativas devido à pandemia de Covid-19 e às dificuldades financeiras em que muitos clubes se viram mergulhados: se é verdade que os dois primeiros do ranking, Mbappé (PSG) e Sterling (Man. City), veem os seus valores caírem €7M e €29M, respetivamente, houve também suficientes valorizações para que sejam agora 22 os jogadores com avaliação de mercado superior a 100 milhões de euros, contra apenas 20 em janeiro.
Cristiano Ronaldo (o mais velho do top-100) e Rúben Neves são os outros portugueses duma lista da qual caíram Diogo Jota e Gonçalo Guedes.
Os procuradores judiciais turcos da cidade de Esmirna ordenaram hoje a detenção de 191 soldados da Força Aérea da Turquia por suspeitas de ligações ao grupo do oposicionista Fethullah Gulen, acusado de preparação da tentativa de golpe de Estado de 2016.
Pelo menos 143 soldados já foram detidos, numa operação que decorre em 22 das 81 províncias do país, indica hoje a agência de notícias oficial Anadolu.
Entre os suspeitos encontram-se oito tenentes e 173 oficiais subalternos no ativo, sendo que os restantes já tinham sido expulsos das Forças Armadas.
Na semana passada, mais de uma centena de militares foram detidos sob a mesma acusação.
Desde 2016 mais de 19.500 membros das Forças Armadas turcas foram expulsos por alegados vínculos à tentativa de golpe de Estado.
Cerca de 120 mil funcionários públicos foram destituídos dos cargos por alegadas ligações ao grupo de Gulen, estando 50 mil pessoas presas.
FethullahGulen, que se encontra refugiado nos Estados Unidos desde 1999, foi no passado o maior apoiante do atual presidente da Turquia.
Gulen nega qualquer envolvimento na intentona militar de 2016.
Matheus Nunes assinou na passada quinta-feira 08, a estreia na equipa principal do Sporting, sendo que o médio é visto como uma carta a apostar nos próximos tempos por Rúben Amorim.
Desta forma e projetando a tão desejada valorização do jovem jogador, os responsáveis leoninos pretendem conseguir a totalidade do passe o quanto antes.
O Sporting detém apenas 50% do passe, sendo que o remanescente é pertença do Estoril. O clube de Alvalade, de acordo com o diário Record, pretende pagar mais 500 mil euros ao clube da Linha, até setembro, por mais 40% do passe, sendo que os derradeiros 10% devem ser adquiridos até janeiro de 2021.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, indicou na segunda-feira 08, que milhões de pessoas “perderam os empregos”, logo após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter classificado de “rara” a possível transmissão da covid-19 por pacientes sem sintomas.
“Após pedirem desculpas pela Hidroxicloroquina, agora a OMS conclui que pacientes assintomáticos (a grande maioria) não têm potencial de infetar outras pessoas. Milhões ficaram trancados em casa, perderam seus empregos e afetaram negativamente a Economia”, escreveu Bolsonaro na rede social Twitter, ao publicar também uma notícia sobre as recentes declarações da OMS sobre pacientes sem sintomas.
As declarações de Bolsonaro surgem após o Presidente brasileiro ter ameaçado na sexta-feira retirar o país da OMS, depois de acusar a entidade de atuar de forma “política”, “partidária” e “ideológica” num momento de pandemia de covid-19.
“Eu adianto aqui, os Estados Unidos saíram da OMS. Nós estudamos isso, no futuro… ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou saímos de lá também. Não precisamos de gente de lá de fora a dar palpite na saúde aqui dentro”, afirmou Bolsonaro à entrada do Palácio da Alvorada, a sua residência oficial em Brasília.
“Ou a OMS realmente deixa de ser uma organização política e partidária ou nós estudamos sair de lá”, acrescentou.
Bolsonaro aproxima-se assim da posição tomada pelo seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que no final de maio afirmou que os Estados Unidos iriam deixar de financiar a OMS e “redirecionar os fundos para outras necessidades urgentes e globais de saúde pública que possam surgir”.
“O Trump cortou o dinheiro deles [OMS] e eles voltaram atrás em tudo. É só tirar o dinheiro que eles começam a pensar diferente”, disse ainda Bolsonaro na sexta-feira05, fazendo referência ao facto de a Organização ter retomado estudos clínicos com hidroxicloroquina para tratamento da covid-19, fármaco fortemente defendido pelo chefe de Estado brasileiro no combate à pandemia.
Jair Bolsonaro, um dos líderes mais céticos em relação à pandemia da covid-19, chegou a classificar de “absurdas” as medidas de isolamento social adotadas pelos governadores do país para conter o avanço da pandemia e vem apelando, diariamente, à reabertura da economia.
O Brasil registou 679 óbitos e 15.654 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando 37.134 mortes e 707.412 casos confirmados desde o início da pandemia, anunciou na segunda-feira o Ministério da Saúde brasileiro.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 404 mil mortos e infetou mais de sete milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.
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