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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Moçambique intensifica transporte de combustível com expansão do oleoduto

A Mozambique-Zimbabwe Pipeline Company (CPMZ) está a planear aumentar a sua capacidade de transporte de combustível, passando dos actuais três milhões para cinco milhões de metros cúbicos por ano.

A CPMZ, uma parceria público-privada, é responsável por um oleoduto que liga o porto da Beira, em Moçambique, à região de Feruka, no Zimbabwe, desde 1982. António Laice, antigo presidente do Conselho de Administração da CPMZ, fez estas afirmações durante uma conferência de imprensa em Maputo. O encontro aconteceu após uma audiência com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.

Laice sublinhou que o desenvolvimento da infra-estrutura logística do porto da Beira é essencial para a expansão do corredor da Beira, especialmente face à concorrência de outros portos no interior. “Os desafios actuais relacionam-se com a capacidade do porto da Beira, de onde o petróleo bombeado é transportado numa extensão de aproximadamente 294 quilómetros até à região de Feruka, nas proximidades da capital zimbabweana, Harare,” afirmou.

Ao longo de mais de 40 anos, a CPMZ tem transportado petróleo com sucesso para outros países do interior, “porque nunca paramos.” Entre 2008 e 2014, a empresa renovou completamente o oleoduto e, desde 2018, está a desenvolver um projecto para aumentar gradualmente a capacidade de carga transportada.

Laice destacou que, para além de uma complexa infra-estrutura de bombagem de combustível, a CPMZ implementa equipamentos e sistemas baseados nas tecnologias mais avançadas, cumprindo os mais altos padrões de engenharia.

Venezuelana María Corina Machado é a vencedora do Prémio Nobel da Paz

Venezuelana María Corina Machado é a Vencedora do Prémio Nobel da Paz

A venezuelana María Corina Machado foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz, uma decisão que o comité justificou pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e pela sua luta em prol de uma transição justa e pacífica do regime autoritário para a democracia.

Num comunicado, o comité destacou que, no último ano, María Corina Machado foi forçada a viver na clandestinidade devido a ameaças à sua vida. Contudo, a sua decisão de permanecer no seu país serviu de inspiração para milhões de venezuelanos. A organização responsável pela atribuição do prémio sublinhou a importância de reconhecer a coragem dos defensores da liberdade em tempos de autoritarismo.

O comité também alertou para o declínio da democracia a nível global, onde regimes autoritários têm desafiado as normas e recorrido à violência. Assim, consideraram que a democracia é um pré-requisito para alcançar uma paz duradoura.

María Corina Machado, opositora do regime de Nicolás Maduro e ex-deputada da Assembleia Nacional da Venezuela entre 2011 e 2014, é vista como um dos exemplos mais notáveis de coragem civil na América Latina nos últimos tempos.

O Prémio Nobel da Paz é o único atribuído em Oslo pelo Comité do Nobel Norueguês, enquanto as outras categorias são anunciadas em Estocolmo, na Suécia. Este ano, 338 indivíduos e organizações foram nomeados para o prémio, cuja lista permanecerá em segredo durante 50 anos.

Em 2024, o Nobel da Paz foi atribuído à organização japonesa Nihon Hidankyo (Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas de Bombas A e H), composta por sobreviventes das bombas atómicas lançadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial e que defende a abolição das armas nucleares.

Sismo de 7,4 na ilha de Mindanau gera desabamentos e alerta de tsunami

Um sismo de magnitude 7,4 abalou a ilha de Mindanau, no sul das Filipinas, conforme informações do Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS). O epicentro do tremor localizou-se a cerca de 20 quilómetros da cidade de Manay.

As autoridades reportam já a morte de pelo menos duas pessoas, resultado de desabamentos causados pelo sismo, especialmente na região de Davau, situada no sudeste da ilha. Bernardo Rafaelito Alejandro, secretário adjunto do Gabinete de Defesa Civil, confirmou a informação e acrescentou que o tremor provocou também danos significativos em edifícios, além de interrupções no fornecimento de energia.

Em resposta à situação, o Governo das Filipinas cancelou as aulas e suspendeu as actividades na função pública, com a excepção dos serviços de emergência. Um alerta de tsunami foi emitido e permanece activo em várias províncias do arquipélago, levando as autoridades a ordenar a evacuação forçada de moradores das zonas costeiras.

Os habitantes das áreas afectadas foram instados a procurar refúgio em locais mais altos e a afastarem-se das zonas de risco. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico enfatizou a urgência desta recomendação.

Este tremor de terra ocorre apenas 11 dias após um forte sismo que resultou em 74 mortes e deixou cerca de 72 mil pessoas desalojadas na ilha central de Cebu. As autoridades continuam a monitorizar a situação e a fornecer apoio às comunidades afectadas.

Nampula: Mulher de 62 anos dá à luz à primeira filha

Uma mulher de 62 anos fez história ao dar à luz à sua primeira filha, num acontecimento que se destaca como um dos casos mais raros no país.

Este notável acontecimento ocorreu num hospital da cidade de Nampula e foi acompanhado por uma equipa médica especializada.

De acordo com fontes hospitalares, tanto a mãe quanto a recém-nascida apresentam um bom estado de saúde após um parto considerado de alto risco. Médicos que participaram do procedimento descreveram o nascimento como um verdadeiro “milagre da vida”, elogiando a coragem e a determinação da mãe. Um dos profissionais de saúde declarou: “Foi um parto de alto risco, mas correu tudo bem graças ao esforço conjunto da equipa e à força desta mulher extraordinária.”

A notícia rapidamente se disseminou pelas redes sociais, onde milhares de pessoas manifestaram admiração e alegria pelo acontecimento. O episódio tem sido considerado um símbolo de esperança, fé e superação por muitos que acompanharam a história.

Este caso em Nampula não apenas marca um marco na vida da mãe, mas também na história da medicina em Moçambique, sublinhando a importância dos avanços na saúde reprodutiva e do acompanhamento médico em gestações de risco.

Parlamento peruano aprova destituição da Presidente Dina Boluarte até eleições de 2026

O Parlamento do Peru tomou a decisão de destituir a Presidente Dina Boluarte, numa altura em que o país se confronta com um aumento significativo de criminalidade. 

A deliberação foi anunciada pelo presidente do parlamento, José Jerí, no final de uma sessão à qual a Presidente não compareceu, apesar de ter sido convocada.

Com a destituição aprovada, caberá ao presidente do parlamento assumir interinamente o poder até às eleições gerais previstas para Abril de 2026. A situação política no Peru tem gerado preocupação entre os cidadãos, que aguardam ansiosamente por uma solução para os desafios que o país enfrenta.

Governo assegura que funcionários fantasmas não constituem encargo para o Estado

O Governo de Moçambique anunciou que os mais de 18 mil funcionários considerados fantasmas não representam qualquer encargo financeiro para o Estado. Esta informação foi divulgada através de um comunicado do Ministério das Finanças.

Segundo o documento, os funcionários em questão foram progressivamente suspensos da folha de salários devido à ausência da prova de vida anual, uma exigência obrigatória.

O Governo refere ainda que tem implementado diversas medidas inovadoras com o intuito de melhorar a eficiência na gestão dos recursos humanos do Estado. Uma dessas medidas é o Sistema Nacional de Gestão de Recursos Humanos.

Este sistema informático permite o controlo abrangente do ciclo de vida dos funcionários e agentes do Estado, desde a sua admissão até à sua desvinculação, que pode ocorrer por aposentação, demissão, expulsão, exoneração, licença ilimitada ou morte.

Adicionalmente, antes da geração da folha de salários, cada gestor de recursos humanos deve registar a efectividade dos seus funcionários, assim como outras informações pertinentes, de forma a garantir uma gestão eficaz e responsável dos recursos humanos do Estado.

Líderes mundiais aplaudem acordo de paz entre Israel e Hamas

Diversas figuras proeminentes no cenário internacional manifestaram o seu apoio ao acordo de paz entre Israel e o Hamas, anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Este entendimento é considerado um marco, pois sinaliza o fim iminente da guerra em Gaza e a libertação de reféns após dois anos de intenso conflito.

Trump revelou que Israel e o movimento islamita concordaram com a “primeira fase” do seu plano de paz. Este plano prevê a retirada parcial das tropas israelitas da Faixa de Gaza e a libertação de 20 reféns ainda vivos em troca de prisioneiros palestinianos.

O presidente norte-americano expressou optimismo ao afirmar: “Todos os reféns serão libertos muito em breve e Israel retirará as suas tropas para uma linha acordada como primeiros passos para uma paz forte, duradoura e eterna”, através da sua conta na rede Truth Social.

A notícia foi recebida com grande entusiasmo. O Presidente da Argentina, Javier Milei, descreveu o entendimento como “histórico” e anunciou a sua intenção de propor Trump para o Prémio Nobel da Paz, sublinhando que “qualquer outro dirigente com semelhantes conquistas já o teria recebido há muito tempo”.

Por sua vez, o Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney, felicitou Trump pela sua “liderança essencial” e expressou alívio pela iminente libertação dos reféns. Carney declarou: “A paz finalmente parece possível. Instamos todas as partes a aplicarem rapidamente os termos do acordo”.

O Japão também manifestou o seu apoio ao entendimento, com o porta-voz governamental, Yoshimasa Hayashi, a considerar o acordo como “um passo importante para acalmar a situação”, agradecendo aos Estados Unidos, ao Egipto e ao Qatar pelos esforços de mediação.

Por último, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, citado pela Lusa, descreveu o acordo como “um avanço desesperadamente necessário”. Guterres apelou para a plena implementação do entendimento, destacando que “é uma oportunidade para reconhecer o direito à autodeterminação do povo palestiniano e avançar para uma solução de dois Estados”.

Duas empresas manifestam interesse em recuperar solos degradados pela mineração em Manica

Duas empresas manifestaram a sua intenção de serem contratadas pelo governo da província de Manica para a reposição dos solos degradados resultantes da actividade mineira. 

Esta iniciativa surge num contexto em que todas as actividades de mineração estão suspensas na região.

Rafael Manjate, director provincial do desenvolvimento territorial e ambiente de Manica, elucidou que o governo encontra-se a implementar um programa de reparação dos danos ambientais provocados pela mineração. O foco principal desta acção é a recuperação dos solos afectos, visando promover um ambiente mais sustentável na província.

O interesse destas empresas na reabilitação ambiental surge como uma oportunidade para mitigar os impactos negativos da mineração e contribuir para a restauração da biodiversidade na área.

CTA sequestro de empresário português e alerta para insegurança no país

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) manifesta a sua indignação pelo sequestro do empresário português Francisco José Casquinha, ocorrido na passada terça-feira no centro de Maputo. 

O empresário, proprietário da empresa NBC, especializada na venda de acessórios automóveis, motos e outros veículos, foi raptado quando se dirigia às suas instalações na Avenida Zedequias Manganhela.

Em comunicado emitido pela CTA, sublinha-se que este ato delituoso continua a prejudicar o ambiente de negócios no país. A confederação expressa assim a sua profunda preocupação e condena veementemente o crime perpetrado contra o empresário. Este sequestro se soma a outros seis registos de rapto já ocorridos este ano, que permanecem sem explicação adequada.

O comunicado ressalta que este tipo de crime representa um grave revés às iniciativas de recuperação económica, que investidores e empresários têm estado a desenvolver para tirar o país da crise económica, fruto de vandalismo, pilhagens e destruição das infraestruturas empresariais, acontecimentos que tiveram lugar há menos de um ano, após as turbulências eleitorais resultantes de resultados amplamente considerados fraudulentos.

A CTA acredita que actos de sequestro desincentivam os negócios interessados em investir em Moçambique. “A insegurança e a instabilidade são armas que minam um ambiente de negócios saudável e atractivo”, sublinha a declaração. “Reafirmamos o nosso compromisso em continuar a lutar por um Moçambique mais seguro para o desenvolvimento da actividade empreendedora e de negócios prósperos numa sociedade de justiça social e segurança para todos”.

O comunicado ainda alerta para a disseminação de actos de terrorismo na província nortenha de Cabo Delgado. “Recentemente, também ocorreram actos terroristas no distrito de Memba, na província de Nampula, agravando a incerteza e desmotivação entre os principais intervenientes na promoção do emprego e desenvolvimento nacional”, indica a organização.

Até ao momento, as autoridades policiais não se pronunciaram sobre o sequestro do empresário em Maputo. Tal como em raptos anteriores, a vítima foi capturada a plena luz do dia, numa rua movimentada. Os raptores utilizaram um veículo que se afastou rapidamente em direção à cidade vizinha de Matola, sem que haja indícios de que a polícia tenha tentado interceptar o automóvel.

IMD e AR assinam memorando para promover boa governação e inclusão democrática

O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), uma organização da sociedade civil em Moçambique, anunciou o seu compromisso em apoiar as actividades da Assembleia da República (AR) durante os próximos cinco anos. 

A formalização deste apoio ocorrerá através de um memorando de entendimento, que será assinado em breve.

O anúncio foi feito por Hermenegildo Mulhovo, director-executivo do IMD, durante uma conferência de imprensa realizada após uma audiência com a presidente da AR, Margarida Talapa, na capital moçambicana. Mulhovo enfatizou que o apoio do IMD se destina a fortalecer as actividades parlamentares ao longo da IX legislatura, que começou em Janeiro deste ano.

“Os resultados desta reunião consistem principalmente no reforço da nossa cooperação através do memorando de entendimento, onde nos comprometemos a empenhar recursos para apoiar as actividades do parlamento”, afirmou Mulhovo.

O apoio do IMD irá abranger áreas como o desenvolvimento de capacidades humanas e técnicas da AR, com especial foco na fiscalização. Mulhovo expressou que a AR demonstrou uma abertura notável para dialogar com as organizações da sociedade civil, um aspecto considerado crucial para colaborações futuras.

O director-executivo do IMD salientou a importância de fortalecer o intercâmbio de experiências com países parceiros como Irlanda, Finlândia e Holanda, sublinhando que a AR pode tirar proveito dessas parcerias para um desempenho mais eficaz.

O IMD também defendeu a necessidade de maior inclusão na 10ª legislatura, de modo a garantir que todos os segmentos da sociedade se sintam representados. “Apelamos à senhora presidenta da Assembleia da República para que, na sua capacidade individual e institucional, reforce iniciativas que promovam a participação das mulheres em processos de paz e reconciliação”, acrescentou.

Mulhovo reafirmou que o fortalecimento do papel do parlamento na representação dos cidadãos é um dos principais focos do IMD. “Neste momento, o país vive um processo de diálogo político inclusivo, e acreditamos que a Assembleia da República deve garantir que ninguém fique fora das decisões”, concluiu.

A colaboração entre o IMD e a AR promete contribuir significativamente para o fortalecimento da democracia em Moçambique e para a promoção de uma governação mais inclusiva.

Moçambique aumenta despesa pública e prevê défice de 113 mil milhões no Orçamento do Estado

O porta-voz do governo moçambicano, Inocêncio Impissa, anunciou que o Orçamento do Estado para 2026 apresenta um défice estimado em 113 mil milhões de meticais. 

O total da despesa está avaliado em 535 mil milhões de meticais, o que representa um incremento face ao défice de 126,8 mil milhões registado em 2025, quando o orçamento se fixou em 512.749,9 milhões de meticais.

Hoje, na habitual conferência de imprensa após a 34ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, Impissa revelou que se prevê uma receita de 421 mil milhões de meticais para o próximo ano. O Plano Económico Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026 foi aprovado pelo Conselho e será submetido à Assembleia da República para apreciação.

Conforme indicado por Impissa, o PESOE orienta a utilização estratégica dos recursos públicos, com uma ênfase particular no investimento em infra-estruturas produtivas, logística e sociais, destacando áreas como transportes, digitalização, estradas, educação e saúde. As prioridades deste plano visam assegurar a estabilidade macroeconómica, a eficiência na despesa pública e a promoção da transparência e prestação de contas.

A 2ª sessão ordinária da Assembleia da República está marcada para iniciar a 22 de Outubro, onde constará na agenda a discussão do PESOE para 2026.

Respondendo a questionamentos sobre o défice orçamental e a necessidade de contratação de mais professores para fazer face à crescente demanda no ensino pré-escolar, Impissa reconheceu as dificuldades existentes. “O défice de professores é um desafio que se arrasta há vários anos. O sistema educativo enfrenta constantemente a pressão de atender a um milhão de crianças, especialmente num cenário de contenção de despesas”, afirmou.

O porta-voz indicou que o governo está a trabalhar para encontrar soluções viáveis dentro da capacidade orçamental do Estado, prevendo a admissão de pessoal conforme as possibilidades disponíveis, bem como explorando alternativas internas na gestão de recursos humanos.

Impassa garantiu que todas as crianças estarão asseguradas de receber ensino durante o ano lectivo de 2026.

Novos estatutos da Federação Moçambicana de Futebol autorizam três mandatos para o presidente

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou a aprovação dos seus novos estatutos, adaptados para estarem em conformidade com as normas da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e da Confederação Africana de Futebol (CAF). 

A deliberação ocorreu durante uma Assembleia Geral Ordinária, que teve lugar na capital, Maputo, e contou com intensos debates entre os membros presentes.

Um dos principais pontos discutidos foi a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente da FMF. Com a nova redacção, o governante poderá agora cumprir até três mandatos de quatro anos cada, uma alteração significativa em relação à normativa anterior, que limitava a liderança a dois mandatos consecutivos.

Teodoro Wate, presidente da Assembleia Geral da FMF, sublinhou que os novos estatutos não só se alinham com as directrizes internacionais, mas também respeitam a legislação moçambicana, incluindo a lei do desporto. Esses estatutos resultam de uma revisão abrangente dos documentos que estiveram em vigor desde 2016.

Para além da aprovação dos novos estatutos, a sessão ficou marcada pela validação de outros documentos relevantes, como o Relatório de Contas do Exercício de 2024, bem como o Plano de Actividades e o Orçamento para 2026.

Ex-ministro defende maior apoio técnico para impulsionar agricultura em Moçambique

O ex-ministro da Agricultura de Moçambique, Joaquim de Carvalho, enfatizou a necessidade de um aumento no apoio técnico aos pequenos agricultores como uma estratégia vital para impulsionar a produção agrícola e assegurar a segurança alimentar no país.

Na conferência anual do Observatório do Meio Rural (OMR), realizada em Maputo, Carvalho destacou que Moçambique dispõe de condições propícias para garantir a produção necessária para sustentar a sua população. Ele mencionou a relevância da assistência técnica e da disponibilização de sementes de qualidade para potenciar a produtividade agrícola.

“Os pequenos agricultores, os camponeses, enfrentam a dura realidade de não receberem apoio técnico. É imprescindível fornecer sementes de qualidade e acompanhar os pequenos agricultores, criando condições que lhes permitam aumentar a produção”, afirmou Carvalho.

O ex-governante sublinhou que os desafios enfrentados pelos pequenos produtores são variados, o que torna essencial a implementação de medidas sustentáveis e coordenadas para fortalecer o sector agrícola e promover a autossuficiência alimentar. Propôs também uma reflexão sobre as razões pelas quais a agricultura em Moçambique tem progredido a um ritmo lento, especialmente em comparação com outros países da região.

Com uma média de rendimento que varia entre 2 a 3 toneladas por hectare, Carvalho notou que Moçambique está aquém de países vizinhos que alcançam produções de até 8 a 10 toneladas.

A directora não-executiva do OMR, Uacitissa Mandamule, corroborou a visão de Carvalho, defendendo que é essencial uma ação articulada que envolva todos os intervenientes, incluindo o governo, associações e os próprios agricultores. Mandamule ressaltou que o conhecimento ecológico tradicional dos camponeses deve ser valorizado e integrado nas soluções para os desafios que enfrentam.

Vagas de emprego do dia 09 de Outubro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 09 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Site Environmental Advisor

A Saipem pretende recrutar um (1) Site Environmental Advisor. Saiba mais.

2. Vaga para Health Economics and Financing Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Economics and Financing Experts. Saiba mais.

3. Vaga para Nutrition Specialist (Nutrition in Emergencies)

A UNICEF pretende recrutar um (1) Nutrition Specialist (Nutrition in Emergencies). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Senior Planning/ Scheduling Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Planning/ Scheduling Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Gestor (a) Provincial de Projecto

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Gestor (a) Provincial de Projecto. Saiba mais.

3. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

4. Vaga para Motorista

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Qualidade de Cuidados-Oficial QoC

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Oficial de Qualidade de Cuidados-Oficial QoC. Saiba mais.

6. Vaga para Oficial de Mudança de Comportamento Social (SBC)

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Oficial de Mudança de Comportamento Social (SBC). Saiba mais.

7. Vaga para Consultor para Avaliação Final Externa do Projeto OMAMI

A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Avaliação Final Externa do Projeto OMAMI. Saiba mais.

8. Vaga para Brewing Technical Expert

A AB InBev pretende recrutar um (1) Brewing Technical Expert. Saiba mais.

9. Vaga para Project Officer (Climate Change and Environment) (P)

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Project Officer (Climate Change and Environment) (P). Saiba mais.

10. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

11. Vaga para Vendedor Júnior

A EP Management & Consultancy Services pretende recrutar um (1) Vendedor Júnior. Saiba mais.

12. Vaga para Commercial Finance Business Partner

A Vodafone pretende recrutar um (1) Commercial Finance Business Partner. Saiba mais.

13. Vaga para Manager: GTM & Trade Marketing

A Vodacom pretende recrutar um (1) Manager: GTM & Trade Marketing. Saiba mais.

14. Vaga para USSD and VAS Support

A Vodafone pretende recrutar um (1) USSD and VAS Support. Saiba mais.

15. Vaga para Developer Platform Support Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Developer Platform Support Engineer. Saiba mais.

16. Vaga para Head of Administrative

A EP Management & Consultancy Services pretende recrutar um (1) Head of Administrative. Saiba mais.

17. Vaga para Human Resources Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) Human Resources Officer. Saiba mais.

18. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

19. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

20. Vaga para Provincial M&E Specialist

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) Provincial M&E Specialist. Saiba mais.

21. Vaga para Sales Regional Manager

A Transsion pretende recrutar um (1) Sales Regional Manager. Saiba mais.

22. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

23. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

24. Vaga para Procurement Senior Officer

A UNOPS pretende recrutar um (1) Procurement Senior Officer. Saiba mais.

25. Vaga para Specialist – Postpaid Billing, CRM & CLM

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist – Postpaid Billing, CRM & CLM. Saiba mais.

26. Vaga para Cloud Infrastructure & NFV/CNF Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cloud Infrastructure & NFV/CNF Engineer. Saiba mais.

27. Vaga para HR Assistant

A Good Neighbors Mozambique pretende recrutar um (1) HR Assistant. Saiba mais.

Moçambique regista 17 mil mortes anuais por cancros de mama e colo do útero

Moçambique enfrenta uma alarmante realidade no que diz respeito aos cancros de mama e do colo do útero, com registos de cerca de 17 mil mortes anuais. 

A revelação foi feita ontem por Cesaltina Lorenzoni, chefe do Programa Nacional do Cancro, durante uma mesa-redonda no âmbito do Mês de Consciencialização sobre a doença, também conhecido como Outubro Rosa.

Lorenzoni destacou que o país contabiliza aproximadamente 25 mil novos casos destas patologias por ano, um cenário que tende a agravar-se devido a mudanças nos hábitos de vida da população.

Esta informação sublinha a necessidade de intensificação das campanhas de sensibilização e diagnóstico precoce, essenciais para a redução da mortalidade associada a estas doenças.

Província de Maputo regista aumento de casos de malária

A província de Maputo registou, desde o início do ano, mais de 26 mil casos de malária, segundo revelou a directora provincial de Saúde, Yolanda Tchamo.

Este número representa um aumento de 1% em relação ao ano anterior, que contabilizou aproximadamente 25 mil diagnósticos da doença.

A informação foi divulgada durante a décima nona sessão dos Serviços de Representação do Estado. Neste contexto, Yolanda Tchamo sublinhou a importância da prevenção, especialmente durante a época das chuvas.

A directora destacou a necessidade de adoptar diversas medidas, que vão desde a pulverização até a melhoria do saneamento básico. “É fundamental evitar o acúmulo de lixo e utilizar redes mosquiteiras nas residências”, afirmou.

Os distritos de Manhiça e Magude destacam-se na província como os locais com maior incidência de casos de malária, revelando a urgência de acções eficazes para combater a propagação da doença.

Manica: Cidadãos chineses detidos por desrespeito à suspensão da exploração mineira

Um grupo de cidadãos de nacionalidade chinesa foi detido, na semana passada, na província de Manica, por desobediência à ordem do Governo que suspendeu a exploração mineira na região.

A informação foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no término de mais uma sessão do Executivo.

Inocêncio Impissa revelou ainda que o Governo estabeleceu uma comissão técnica encarregada de avaliar os planos de gestão ambiental de quatro empresas mineradoras na província de Tete. Este trabalho terá a duração estimada de 30 dias.

Sudão: Bombardeamento em maternidade provoca oito mortos no Darfur

Oito pessoas perderam a vida num ataque aéreo realizado por um ‘drone’ contra uma maternidade na cidade de Al-Fashir, no Sudão. 

A informação foi divulgada hoje por uma fonte médica que aponta o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) como responsável pelo bombardeamento.

Al-Fashir, a última grande cidade da vasta região do Darfur que ainda escapa ao controlo pleno das RSF, tem sido foco de confrontos entre este grupo e o exército sudanês desde Abril de 2023. O ataque, que ocorreu na terça-feira, resultou também em sete feridos assistidos no hospital local, além de causar danos a edifícios e equipamentos médicos.

Este hospital é um dos poucos estabelecimentos de saúde ainda operacionais em Al-Fashir, que tem sofrido uma intensificação dos ataques por parte das RSF, com disparos de artilharia e bombardeamentos desde Agosto, numa tentativa de assumir o controlo total da cidade.

Desde o início do conflito em Abril de 2023, as Forças de Apoio Rápido têm conseguido conquistar cada vez mais áreas de Al-Fashir. A guerra já causou a morte de dezenas de milhares de pessoas e resultou no deslocamento de mais de 14 milhões, tanto dentro como fora do país.

A ONU classificou a situação no Sudão como a “pior crise humanitária do mundo” e advertiu sobre a necessidade urgente de intervenções internacionais para evitar ataques adicionais à cidade de Al-Fashir. Em Setembro, um ataque aéreo semelhante, atribuído a paramilitares, resultou na morte de 75 pessoas numa mesquita da cidade. Todas as tentativas de diálogo entre as partes envolvidas têm falhado até ao momento.

Moçambique dá luz verde à concessão para construção da hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa

Na sua última sessão ordinária, o Conselho de Ministros de Moçambique aprovou o decreto que concede ao consórcio encarregado a construção e a operacionalização da central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.

O decreto aprovado estabelece um quadro claro de direitos, deveres e responsabilidades entre as partes envolvidas, o que assegura a segurança jurídica e a transparência necessárias para a execução do projecto. Impissa sublinhou que o contrato de concessão visa regular a parceria entre o Estado moçambicano e a entidade concessionária, promovendo previsibilidade nas operações da futura central.

Adicionalmente, foi delegada ao ministro dos Recursos Minerais e Energia a responsabilidade pela assinatura do contrato de concessão, iniciativa que reforça o compromisso governamental com a implementação do projecto.

O empreendimento inclui a construção de uma barragem no rio Zambeze, na província de Tete, localizada no centro de Moçambique. Com este investimento, o Governo pretende posicionar o país como um centro energético na região, almejando também o desenvolvimento industrial e o acesso a electricidade limpa.

O consórcio que lidera o projecto é formado por entidades de renome, incluindo a Électricité de France, a petrolífera TotalEnergies e a multinacional japonesa Sumitomo Corporation.

Governo de Moçambique lança avaliação ambiental nas principais minas de Tete

As autoridades moçambicanas estão a focar-se em quatro companhias mineiras na província de Tete, com o objectivo de avaliar o impacto das suas actividades sobre o meio-ambiente. 

As empresas em causa são a Vulcan Mozambique, a JSPL Mozambique Minerais, o grupo ICVL, Minas de Benga e Minas de Moatize.

O porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, anunciou a criação de uma comissão técnica multissectorial, cuja missão será realizar intervenções no sector ambiental relacionado com os empreendimentos minerais em Tete. Esta declaração foi proferida após a 34ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada na terça-feira, em Maputo.

Impissa, que também ocupa o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, sublinhou que, apesar de as empresas possuírem licenças ambientais, a implementação dos planos de gestão ambiental tem apresentado desafios significativos, evidenciando um padrão de incumprimento.

A comissão é composta por especialistas dos Ministérios da Agricultura, Ambiente e Pescas, Recursos Minerais e Energia, Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Planificação e Desenvolvimento, Economia, Trabalho, Género e Ação Social, Saúde, além da Procuradoria-Geral da República. O relatório final deverá ser apresentado num prazo de 30 dias, com o intuito de diagnosticar a situação em campo e propor medidas que possam mitigar o impacto ambiental.

Durante a mesma sessão, o Executivo procedeu à alteração da lei que estabelece o Millennium Challenge Account Moçambique (MCAM) e aprovou o respectivo estatuto orgânico. Esta revisão visa ajustar o enquadramento legal e institucional do MCAM às actuais exigências de governação e à eficaz implementação do programa de conectividade e resiliência costeira.

O Compacto II, um dos programas do MCAM, tem como principal objectivo a redução da pobreza através do crescimento económico sustentável, promovendo a boa governação, a liberdade económica e o fortalecimento do investimento nos cidadãos moçambicanos.

Por último, o governo ratificou o acordo sobre isenção de vistos para titulares de passaportes diplomáticos ou de serviço com a Colômbia. Este acordo foi assinado em Outubro de 2024, na cidade de Cali, na Colômbia.

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