O Atlético de Madrid voltou às vitórias na Liga Espanhola depois de três empates seguidos. A equipa colchonera bateu por 0x5 o Osasuna, numa partida marcada por João Félix, que fez o seu primeiro bis ao serviço da equipa da capital espanhola.
O internacional português fez o 1×0 aos 27 minutos, aproveitando uma bola perdida na área e fuzilando sem qualquer hipótese para o guarda-redes da equipa da casa.
O bis do antigo jogador do Benfica chegou aos 56 minutos e foi certamente um dos mais fáceis da carreira. Após uma desmarcação e passe de Diego Costa, o português só teve de encostar.
Já sem João Félix em campo, o Atlético de Madrid passeou rumo à goleada com mais três golos. Marcaram Marcos Llorente, Morata e Carrasco fazendo o resultado final em claros 0x5.
Com esta vitória o Atlético de Madrid chega aos 49 pontos e sobe à condição ao 4º lugar da La Liga. Já o Osasuna mantém os 35 pontos e está tranquilo no meio da tabela.
O antigo conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, John Bolton, acusa o presidente dos Estados Unidos de procurar a ajuda da China para conseguir a reeleição.
A acusação é feita num livro a publicar em 23 de junho, intitulado “The Room Where It Happened, A White House Memoir” (A Sala Onde Aconteceu, Uma Memória da Casa Branca).
O antigo conselheiro disse que, em junho de 2019, Donald Trump “desviou a conversa sobre as próximas eleições presidenciais, aludindo à capacidade económica da China e apelando a Xi para que a fizesse prevalecer”, de acordo com excertos publicados simultaneamente pelo Wall Street Journal, o New York Times e o Washington Post.
Durante esta reunião, à margem da Cimeira do G20, em Osaka, o presidente americano “salientou a importância dos agricultores e o aumento das compras chinesas de soja e trigo sobre o resultado das eleições”, escreve nas suas memórias Bolton.
As fugas para a imprensa chegaram no dia seguinte ao anúncio da administração Trump de um processo judicial para tentar travar o lançamento do livro.
“As conversas de Trump com Xi refletem não só as inconsistências na sua política comercial, mas também a interligação na mente de Trump entre os seus próprios interesses políticos e o interesse nacional americano”, diz John Bolton, 71 ano.
O Conselheiro Nacional de Segurança, entre de abril de 2018 e setembro de 2019, afirma que “esta e inúmeras outras conversas semelhantes com Trump confirmaram um comportamento fundamentalmente inaceitável que corrói a própria legitimidade da Presidência”.
John Bolton refere o processo de destituição promovido no Congresso dos EUA pelos democratas contra Donald Trump, no final de 2019, por causa do caso ucraniano, no qual não tinha testemunhado.
“Se os democratas que defenderam a acusação [de Trump] não tivessem estado tão obcecados com a sua guerra-relâmpago sobre a Ucrânia em 2019, se tivessem tido tempo para investigar mais sistematicamente o comportamento de Trump em todo o espetro da sua política externa, o resultado da acusação poderia ter sido muito diferente”, disse.
O livro já tinha tido impacto na vida política americana quando parte foi divulgada à imprensa em janeiro, em pleno processo de destituição.
Nestes primeiros excertos, Bolton relatou uma conversa em agosto passado em que Donald Trump lhe teria explicado que não queria desbloquear ajuda crucial à Ucrânia até que este país investigasse o seu opositor democrata Joe Biden, agora a concorrer contra o presidente americano nas eleições presidenciais de 3 de Novembro.
As autoridades russas instalaram uma câmara desinfetante que asperge os visitantes e todos os produtos que transportam quando acedem à residência do Presidente Vladimir Putin para evitar os perigos de contaminação de covid-19.
Após o início da pandemia, o chefe de Estado russo passou a trabalhar numa residência localizada em Novo-Ogoriovo, arredores de Moscovo. Com o objetivo de proteger o Presidente da contaminação pelo novo coronavírus, os visitantes têm de passar através de um aparelho que os asperge com um produto desinfetante, de acordo com as imagens que foram divulgadas esta quarta-feira pelos jornalistas na conta da rede social Twitter da agência pública Ria Novosti.
Segundo as autoridades de Penza, onde o aparelho foi fabricado, a câmara desinfetante “garante a segurança do chefe de Estado e de todos os que se encontram na residência”. O fabricante da máquina é especializado em dispositivos de limpeza automatizados para o setor da indústria.
O aparelho que foi instalado na casa de Putin mede também a temperatura dos visitantes e está equipado com tecnologia de reconhecimento facial, de acordo com o fabricante.
O Kremlin já informou anteriormente que o presidente russo é submetido a testes médicos com regularidade. A partir de agora, os visitantes vão também efetuar testes de despistagem antes dos encontros agendados com o chefe de Estado.
Apesar das medidas que foram implementadas no país, muitos altos responsáveis políticos russos foram infetados pela covid-19, entre os quais o porta-voz da Presidência, Dmitri Peskov; o primeiro-ministro, Mikahil Michoustine, e alguns ministros e deputados.
Em março, Vladimir Putin cumprimentou com a mão e esteve em contacto, sem máscara de proteção sanitária, com o chefe dos médicos de um dos principais hospitais de Moscovo onde estão internados os doentes infetados pela pandemia. O médico, Denos Protsenko, que esteve com o presidente esteve em quarentena por ter sido infetado pouco tempo depois.
Na Rússia morreram 7.478 pessoas de coronavírus e registam-se 533.000 casos de infeção, de acordo com os números oficiais.
O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM) decidiu reduzir a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 100 pontos base, para 10,25%. A decisão foi suportada por uma nova revisão em baixa das perspectivas de inflação para o médio prazo, num cenário em que se prevê uma procura agregada mais contraída em 2020 e retoma branda em 2021, reflectindo as restrições na actividade económica associadas aos desafios impostos pela COVID-19 tanto a nível doméstico como internacional.
De acordo com uma nota de imprensa do Banco Central recebida pela redacção da Miramar, as perspectivas de médio prazo apontam para uma inflação baixa. Em Maio, a inflação anual de Moçambique desacelerou para 3,02%, após 3,32% no mês precedente. O BM prevê que até ao fim do ano de 2020 e de 2021 a inflação se mantenha baixa, na banda de um dígito
Espera-se maior contracção da actividade económica até ao final de 2020, seguida por uma retoma branda em 2021.
O mercado dispõe de divisas suficientes para apoiar a actividade económica no curto e médio prazos. No mercado monetário interbancário, a liquidez mantém-se em níveis elevados
Por outro lado, mantêm-se as perspectivas de elevada pressão sobre as contas públicas. As medidas de mitigação da COVID-19 poderão afectar o perfil das contas públicas, mas espera-se que parte significativa da pressão seja minimizada pelos apoios dos parceiros de cooperação. Entretanto, desde a última sessão do CPMO, a dívida pública interna, excluindo contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, diminuiu de 163.670 milhões para 160.135 milhões de Meticais.
Para o horizonte de curto a médio prazo, agravam-se os riscos e incertezas na economia doméstica. Os riscos e incertezas agravaram-se significativamente, com destaque para a instabilidade militar na zona norte do país, e a magnitude do impacto da COVID-19.
Com seis anos de idade, a menina a quem a brutalidade de um polícia roubou o pai tem recebido a solidariedade de artistas célebres, e não só.
A cantora Barbra Streisand ofereceu um pacote de ações da Disney à filha de George Floyd, o negro assassinado por um polícia em Minneapolis, escreve o jornal “The Guardian”. Gianna Floyd, de seis anos, publicou no Instagram uma foto onde apareceu com uma pasta vermelha onde estão as ações.
“Obrigado @barbrastreisand pelo meu pacote, agora sou uma Accionista da Disney graças a si.” Além das ações, cujo valor não foi revelado, Streisand enviou a Gianna cópias de dois dos seus álbuns.
Desde que a morte do seu pai desencadeou manifestações maciças contra o racismo nos Estados Unidos e pelo mundo fora, Gianna recebeu ofertas de vários tipos. Uma das mais importantes foi a da Texas Southern University, que se ofereceu para garantir-lhe uma bolsa completa se ela quiser ir para lá.
O rapper Kanye West também se comprometeu a pagar-lhe integralmente os estudos. E no GoFundMe, um site de angariação pública de fundos, uma conta a favor de Gianna já ultrapassou os dois milhões de dólares.
Quanto ao Instagram, onde a menina está apenas há uns dias, os seus seguidores já rondam os trinta mil. Uma das pessoas que ela própria segue é Streisand, que se tem referido com frequência ao seu pai nas redes sociais, descrevendo o seu assassinato como um linchamento e apoiando o movimento Black Lives Matter.
Foram 3 dias de muitas incertezas para muitos vendedores, porém a finalidade era reorganizar o mercado de Xipamanine.
Esta quinta-feira, findo prazo da restrição de venda, o mercado municipal já estava a ser preenchido pelos proprietários e as bancas de venda de produtos de primeira necessidade, de limpeza entre outros já estavam abertas.
A reportagem da Miramar constatou que a edilidade colocou marcos na maior parte das bancas, o que sinaliza retirada para dar espaço ao cumprimento do distanciamento.
Para maior parte dos vendedores, foram 3 dias de muita incerteza, por não saberem se regressavam ou não, mas aconteceu, já podem exercer actividade comercial, embora alguns reclamem de deterioração dos seus produtos.
O lado de fora, a parte informal, está um caos, os vendedores informais estão sem rumo, não têm espaço para vender e muito menos foram atribuídos. Estão à deriva e as vozes de indignação são dezenas. Por enquanto, a “bonança” foi apenas para os que estão do lado de dentro do mercado.
Nas últimas décadas, dezenas de milhares de soldados norte-americanos estiveram estacionados na Alemanha, uma parte essencial da defesa da Europa.
Mas agora Donald Trump quer retirar 9 mil militares como castigo pela baixa despesa da defesa alemã.
O Presidente dos Estados Unidos considera que a “Alemanha é muito delinquente nos seus pagamentos à NATO, paga 1% e supostamente deveriam pagar 2% e os 2% são muito baixos, devendo ser muito mais do que isso.”
Uma decisão de Donald Trump, sobre a qual o Secretário-Geral da NATO revelou à Euronews que não foi consultado nem avisado antecipadamente.
Jens Stoltenberg considera que “os Estados Unidos deixaram agora claro é que não foi tomada qualquer decisão final sobre como e quando essa intenção será implementada”.
O Secretário-geral da NATO lembra, no entanto, que “a presença dos EUA na Europa não se trata de proteger a Europa, mas sim de projetar o poder dos EUA para além da Europa. Sabemos que muitas das operações norte-americanas no Iraque, no Afeganistão, em África, saem de bases dos EUA na Europa. O Comando Africano dos Estados Unidos não está em África. É em Estugarda, na Alemanha”.
De acordo com um estudo preliminar divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde de Moçambique, metade dos pais moçambicanos deixaria os filhos regressar à escola caso diminuíssem os casos de Covid-19 ou mediante condições de prevenção da propagação da pandemia.
Cerca de 50% dos pais mandariam as crianças para a escola mediante a “diminuição de casos ou fim da pandemia, existência de medidas de higiene e segurança ou preparação psicológica das crianças”, disse Khátia Munguambe, docente na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior instituição de ensino superior do país.
Khátia Munguambe falava hoje em Maputo no primeiro dia da conferência científica sobre a Covid-19 em Moçambique.
A docente acrescentou que os pais iriam preferir também que as escolas pudessem fazer o rastreio das crianças nos escolas.
Mas há desafios básicos nas escolas: não têm água, quanto mais sabão para lavagem das mãos.
O outro desafio é a dificuldade de garantir que as crianças cumpram medidas como o uso da máscara e o distanciamento nas salas de aulas.
O estudo indica ainda que há desconfiança dos pais sobre a capacidade das escolas de garantir tais condições.
A realização do estudo envolveu dez mil entrevistados em 222 bairros de pelo menos nove províncias moçambicanas.
Moçambique tem total acumulado de 638 casos positivos de Covid-19 e quatro óbitos.
O país vive em estado de emergência desde 1 de abril, prorrogado por duas vezes até 29 de junho.
Estão em vigor várias restrições: todas as escolas estão encerradas, espaços de diversão e lazer também estão fechados, estão proibidos todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos essenciais para tratar
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 438 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Presidente chinês, Xi Jinping, acolhe, esta quarta-feira 17, por vídeo-conferência, uma cimeira extraordinária China-África de solidariedade contra a pandemia de covid-19, anunciou o Governo chinês.
De acordo com a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, citada pela agência Xinhua, a cimeira foi proposta conjuntamente pela China, África do Sul, que detém a presidência rotativa da União Africana (UA), e Senegal, que co-preside ao Fórum de Cooperação China-África.
No encontro virtual está prevista a participação dos membros da assembleia de chefes de Estado e de Governo da UA, dos presidentes em exercício das principais organizações sub-regionais africanas e do presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, também participarão como convidados especiais.
A China tem sido um dos principais parceiros da União Africana na mobilização de materiais e equipamentos para a luta contra a pandemia no continente, tendo doado milhões de testes, máscaras e alguns ventiladores.
O comunicado final do encontro de quinta-feira do comité dos chefes de Estado e de Governo da Assembleia da União Africana, esta terça-feira divulgado, sublinha a “significativa contribuição” da China para os esforços de combate à pandemia em África, anunciando a existência de uma reserva chinesa de 30 milhões de testes, 10 mil ventiladores e 80 milhões de máscaras por mês para o continente africano.
Estes materiais estão disponíveis para serem encomendados, caso os países necessitem, através da recém-criada Plataforma de Compras de Material Médico em África da União Africana.
Durante a reunião, foram também assinalados os progressos alcançados pelos enviados especiais da UA para a negociação com países do G-20 e com a China com vista à redução da dívida externa africana e à aprovação de uma moratória para os pagamentos dos juros.
Depois de um primeiro surto de covid-19 na cidade de Wuhan, no centro da China, Pequim anunciou, esta terça-feira, vai voltar a encerrar todas as suas escolas e universidades após um recrudescimento de casos na capital chinesa.
Pequim diagnosticou mais de 100 casos da covid-19 desde sexta-feira, após a detecção de um surto no principal mercado abastecedor da capital, fazendo temer uma nova onda de contaminação quando parecia que o país já tinha conseguido conter o vírus.
O coronavírus que causa a covid-19 apareceu no final de 2019 no centro da China, em Wuhan, antes de se espalhar por todo o planeta.
A China soma quase 90 mil casos acumulados de infecções por covid-19 e 4.645 mortes.
Em África, há 6.769 mortos confirmados em quase 252 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Globalmente, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 436 mil mortos e infectou mais de oito milhões de pessoas.
Moçambique registou mais 13 casos positivos de Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de 638 para 651, anunciou a diretora de Saúde Pública, Rosa Marlene. O número de óbitos continua a ser quatro.
“Os novos casos registados hoje são de nacionalidade moçambicana”, estando todos em isolamento domiciliar, disse Rosa Marlene, falando durante a conferência de imprensa de atualização de dados sobre a pandemia no Ministério da Saúde, em Maputo.
Os 13 novos casos foram registados nas províncias de Nampula (oito), província de Maputo (três), Cabo Delgado (um) e cidade de Maputo (um).
“Neste momento decorre o processo de mapeamento dos seus contactos”, acrescentou a responsável.
Do total de 651 casos registados no país, 588 são de transmissão local e 63 são importados, havendo também o registo de quatro óbitos.
As autoridades registaram ainda 169 pessoas recuperadas.
O país tem 477 casos ativos, dos quais oito estão internados, um em estado grave e os restantes “apresentam sintomatologia leve a moderada”, além de “boa evolução clínica”, avançou Rosa Marlene.
Desde o anúncio do primeiro caso de covid-19 em Moçambique, a 22 de março, o país testou 21.014 casos suspeitos e rastreou 1.032.498 pessoas a partir dos diversos pontos de entrada no país.
Foram colocadas em quarentena domiciliária 18.676 pessoas suspeitas de covid-19 e 2.236 continuam a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde.
A província de Nampula lidera com o maior número de casos ativos de covid-19, com 204 casos, seguida de Cabo Delgado, com 103, e cidade de Maputo, com 59, estando os restantes distribuídos entre as outras províncias.
Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril, prorrogado por duas vezes até 29 de junho.
Estão em vigor várias restrições: todas as escolas estão encerradas, espaços de diversão e lazer também estão fechados, estão proibidos todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos essenciais para tratar.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 443 mil mortos e infetou mais de 8,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Um eclipse solar vai ocorrer no próximo domingo, dia 21 de Junho, que será total em algumas regiões do Mundo e parcial noutras.
Em Moçambique o eclipse será parcial. Dadas as características deste eclipse, o local onde o fenómeno será observado por mais tempo em Moçambique é na localidade de Quionga, no distrito de Palma, em Cabo Delgado, com a duração de uma hora e cinquenta minutos e cobertura de sol de 24.58 por cento.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) recomenda a tomada de medidas de precaução, que incluem a observância do eclipse usando óculos especiais, respeitando os intervalos de tempo recomendado pela OMS que são 20 segundos de observação com uma pausa de 30 segundos entre as observações.
O INAM recomenda igualmente o uso de pedaço de vidro fumado e observar por via de projecção, que é o método mais seguro.
No dia em que o Parlamento Europeu debatia o racismo e a violência policial, uma eurodeputada alemã, de origem africana, declara ter sido vítima de violência por parte da polícia belga.
A eurodeputada, Pierrette Herzberger-Fofana contou, no hemiciclo: “Ao sair da Gare du Nord, em Bruxelas, vi nove polícias a assediar dois jovens negros. Eu tinha o meu telemóvel e tirei uma fotografia da cena com ele, o que é legal. Os polícias vieram então ter comigo e arrancaram-me o telefone das mãos. Quatro dos nove polícias armados empurraram-me brutalmente contra uma parede, agarraram violentamente a minha bolsa, bloquearam-me contra a parede, pernas abertas, e um polícia quis revistar-me. Fui tratada de uma forma humilhante”.
O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, pediu à deputada que lhe contasse os detalhes do ocorrido para poder pedir explicações às autoridades belgas. Os factos terão ocorrido na terça-feira. A Eurodeputada já apresentou queixa.
A polícia diz que Herzberger-Fofana não tirou só fotografias. Dirigiu-se aos agentes e imiscuiu-se na ação deles. A porta-voz da polícia de Bruxelas, Amal Ihkan, alega que a eurodeputada passou a fazer parte do incidente no momento em que começou a filmar. Segundo a mesma fonte, Herzberger-Fofana ter-se-á recusado inicialmente a mostrar os seus documentos de identidade e, uma vez identificada, foi autorizada a sair.
A polícia afirma ter lançado uma investigação interna sobre o incidente.
As autoridades de saúde de Berlim colocaram 369 famílias em quarentena depois de dezenas de pessoas terem testado positivo para a covid-19.
De acordo com as autoridades do distrito de Neukölln, no sul da capital alemã, o surto envolveu sete habitações em diferentes locais.
O presidente da Câmara Municipal, Martin Hikel, informou que as autoridades perceberam, rapidamente “que estavam em causa blocos inteiros de apartamentos” e que era necessário colocá-los em quarentena. Hikel realçou que “as condições de alojamento são extremamente apertadas e que não é fácil manter oito pessoas trancadas num apartamento de dois quartos, durante duas semanas”.
O caso de Berlim não é o único na Alemanha. Registou-se um novo surto envolvendo, possivelmente, centenas de casos suspeitos de estarem infetados pelo novo coronavírus numa fábrica de carne na região da Vestfália.
O epidemiologista Antoine Flahault, alerta que apesar de a Europa estar “numa posição extremamente privilegiada, são se pode dar ao luxo de baixar a guarda porque existe um grande risco de uma segunda vaga. O coronavírus ainda não foi eliminado, continua a propagar-se, continua a espalhar-se.”
Esta segunda-feira, foi lançada na Alemanha a Corona-App, que tem o apoio do Governo germânico. A aplicação alerta os utilizadores que estão em contacto próximo com pessoas que testaram positivo para a covid-19.
Em quatro dos seis distritos da zona norte da província de Sofala, o decreto presidencial no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19 não estão a ser observados.
Crianças e adultos ignoram as recomendações dadas pelo governo convivendo sem observar o distanciamento social e sem usarem máscaras.
Trata-se dos distritos de Muanza, Cheringoma, Caia e Marromeu, onde as crianças fazem-se a rua para brincarem e ou exercerem actividades de rendimentos. Os adultos não observam o distanciamento social e há mercados sem produtos de higienização para o público. Estes factos foram constatados nos últimos dias pela presidente da Assembleia provincial de Sofala, que esteve em visita de trabalho naquelas áreas.
Antónia Charre, dialogou com várias crianças e vendedores formais e informais assim como transportadores, sensibilizando os mesmos a seguirem com rigor o decreto presidencial com vista a prevenirem-se da doença.
A presidente da Assembleia Provincial de Sofala, nos quatro distritos em alusão, manteve contactos com as autoridades locais administrativas e comunitárias, a quem pediu maior fiscalização no cumprimento das medidas de prevenção obrigando a população a observar com rigor o decreto presidencial.
Importa referir entretanto, que no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19, a ONUHABITAT está a reforçar a prevenção em áreas urbanas. O município de Dondo foi o primeiro a receber o apoio directo com vista a minimizar os impactos da contaminação, com a disponibilização de fontenários, estações de lavagem das mãos e máscaras.
Índia e China agravaram a tensão entre ambos os governos após confrontos militares na fronteira dos Himalaias entre os dois gigantes asiáticos.
Pelo menos 20 soldados indianos morreram na segunda-feira na região de Ladakh, na Caxemira disputada, na sequência de um frente-a-frente por clarificar com forças chinesas.
Do lado chinês, foram reportadas apenas vítimas, sem precisar números nem em que condições.
Numa declaração televisiva, o primeiro-ministro da Índia assegurou que “a morte dos soldados indianos não será em vão”.
“A Índia defende a paz, mas, se for provocada, será capaz de dar uma resposta adequada”, garantiu Narendra Modi.
O confronto aconteceu no Vale do rio Galwan, numa região de fronteira disputada entre chineses e indianos, agora conhecida como Linha de Controlo Atual.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de ambos os governos estiveram em contacto esta quarta-feira.
O chefe da diplomacia indiana acusou a China de “uma ação premeditada de provocação”.
O porta-voz chinês acusou a Índia de ter “violado os termos de acordo estabelecido a seis de junho” através da entrada provocatória na Linha de Controlo Atual pelos soldados indianos.
A conversa entre os dois ministros foi inconclusiva, mas manteve a via do diálogo aberta, após apelos de vários países, incluindo os Estados Unidos e a Rússia.
A União Europeia também apelou a China e Índia para acalmar uma região onde a tensão tem vindo a crescer há várias semanas.
O Governo decidiu exonerar o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique (EDM), Aly Sicola, após ocupar o cargo durante um ano e meio e no seu lugar nomeou Marcelino Gildo Alberto. Com a troca, o Governo pretende imprimir uma nova dinâmica na empresa.
A mudança na gestão da empresa é feita poucos dias após o incidente que deixou a região sul do país às escuras como forma de se salvar a vida de um cidadão pendurado em um dos postes de transmissão de energia de alta tensão.
Trata-se de uma decisão explicada pelo Executivo nos seguintes termos: “Não é comum que se tragam essas abordagens sobre os motivos, o que posso adiantar é que a administração pública funciona desta forma, somos todos chamados a dar a nossa contribuição quando se entenda imprimir uma nova dinâmica ou colocar pessoas que compreendam os processos eventualmente mais importantes num certo momento”.
O novo PCA da EDM era até a sua nomeação assessor do Presidente do Conselho de Administração da EDMl em matérias estratégicas e transversais. Era coordenador da elaboração da Estratégia da EDM 2018-2028 e coordenador da Elaboração do Plano de Negócios 2020-2024, funções que exercia desde 2018.
Marcelino Gildo Alberto, pós-graduado em Gestão de Empresas, foi ainda director Interino do Projecto da Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa e Membro do Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa.
Sua nomeação acontece um dia após Carlos Yum, administrador da EDM ter sido nomeado director do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa.
Ainda na sessão do Conselho de Ministros desta quarta-feira, o Governo decidiu rever o decreto sobre as remunerações do pessoal das Forças de Defesa e Segurança, como forma de valorizar o seu desempenho, numa altura em que o país enfrenta conflitos militares nas regiões centro e norte.
“O decreto estabelece um suplemento de empenhamento, rotatividade, quando no teatro operacional, aos militares que revelam, espírito combativo, entrega abnegada e bravura”, avançou o porta-voz do Conselho de Ministros.
O Governo também apreciou e aprovou o decreto que sobre o licenciamento dos Laboratórios de Engenharia Civil e de Materiais de Construção.
“O regulamento visa estabelecer o regime jurídico do licenciamento do laboratório de engenheira civil e de materiais de construção, bem como as condições e procedimentos aplicáveis para o exercício, modificação, suspensão ou extinção da actividade”, referiu ainda o porta-voz do Governo.
Na sessão, o Governo determinou ainda a realização de Funeral Oficial para o Major-General Pedro Juma, veterano da Luta de Libertação Nacional.
O Governo diz estar preocupado com o incumprimento das medidas de prevenção da COVID-19 e promete endurece-las na próxima semana caso não haja mudanças. O Executivo faz a promessa porque, no seu entender, muitas medidas que anunciou estão a ser ignoradas pela população. Por isso, na sessão ordinária do Conselho de Ministros de hoje, avisou que poderá reforçar as medidas como forma de evitar novas contaminações pela doença.
“Esta sessão olhou com muita preocupação a questão da não observância da quarentena, o não encerramento de alguns estabelecimentos, a não observância do distanciamento social imposto, situação que leva a que ao longo da próxima semana, em função da evolução que se constatar, tenha de ser feita outra tipologia de análise visando a tomada de outro tipo de medidas, visando inverter o cenário”, referiu o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suazi.
O Conselho de Ministros também decidiu fixar em 30 por cento o subsídio de risco para alguns profissionais da Saúde como forma de reconhecimento do trabalho difícil prestado por eles, que neste momento se encontram na linha da frente no combate da pandemia da COVID-19.
“O decreto pretende rever o subsídio de risco atribuído aos profissionais da Saúde do Serviço Nacional de Saúde e as áreas afim que trabalham em situações excepcionais ou em situações de grande incidência endêmica ou epidémica e as que envolvem exposição ao raio X, substâncias radioactivas e tóxicas para minimizar o desgaste físico e psicológico causados pela constante exposição aos riscos biológicos, que leva ao desenvolvimento a doenças infecto-contagiosas como HIV, tuberculose pulmonar, hepatite, lesões musculo-esquelécticas e doenças cancerígenas”, detalhou Filimão Suazi.
O decreto abrange profissionais enquadrados na carreira de saúde de regime especial diferenciado e não diferenciado, nas carreiras de regime geral, motoristas de ambulâncias, serventes, maqueiros, profissionais de carreira de regime geral específico afectos a unidades laboratoriais e de investigação em Saúde.
O Governo nomeou Carlos Yum para diretor do Gabinete de Implementação do Projeto Hidroelétrico da Mphanda Nkuwa, foi ontem anunciado, através de comunicado oficial.
“Com a indicação do responsável daquele Gabinete, o projeto marca um passo importante rumo ao início de diversos processos, entre eles estudos ambientais, estudos científicos, e mobilização de financiamentos visando a sua materialização”, lê-se numa nota do gabinete do ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela.
Prevista há vários anos para produção de eletricidade, a ideia de Mphanda Nkuwa foi relançada em 2018 pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e poderá ser a maior barragem de Moçambique depois de Cahora Bassa, situada 60 quilómetros a jusante desta, também no rio Zambeze, interior centro de Moçambique – 1.500 quilómetros a noroeste de Maputo.
Carlos Yum, engenheiro eletrotécnico formado pela Universidade Eduardo Mondlane, a mais antiga instituição de ensino superior no país, era, até a data da sua nomeação, administrador da Eletricidade de Moçambique.
“A iniciativa da construção da barragem Hidroelétrica de Mphanda Nkuwa apresenta-se como um projeto estruturante para o país, devendo contribuir para responder ao desafio do aumento da disponibilidade de energia para o desenvolvimento económico e social e para fazer de Moçambique uma referência no fornecimento de energia na África Austral”, acrescenta o documento.
Em setembro de 2019, o Governo moçambicano selecionou um consórcio de quatro empresas para prestar assistência técnica na elaboração do projeto de Mphanda Nkuwa.
Em entrevista à Lusa, há um ano – após relançado o projeto – o vice-ministro da Energia e Recursos Minerais, Augusto de Sousa, referiu que a barragem de Mphanda Nkuwa deverá demorar, pelo menos, mais uma década até estar construída e em funcionamento.
O historiador francês Michel Cahen considerou ontem que a Junta Militar da Renamo “não tem uma dinâmica de expansão”, porque o grupo é “uma dissidência minoritária” do centro de Moçambique com reivindicações que podem ser resolvidas com “vontade política”.
A Junta Militar da Renamo opõe-se ao Acordo de Paz e Cessação das Hostilidades Militares assinado no ano passado entre o Governo moçambicano e a liderança da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, e é acusada de protagonizar ataques a alvos civis e das Forças de Defesa e Segurança (FDS) nas províncias de Sofala e Manica, centro de Moçambique.
Numa videoconferência sobre o tema “Renamo Pós-Dhlakama”, Michel Cahen, autor de várias obras sobre Moçambique, considerou que as reivindicações da Junta não têm a adesão da maioria dos guerrilheiros do braço armado do principal partido da oposição e as suas ações armadas não ameaçam expandir-se para além do centro de Moçambique.
“A Junta Militar da Renamo é uma questão séria, mas sem grandes consequências políticas. Com vontade política, seria fácil de resolver, se não for resolvido, é porque há quem não tenha vontade de resolver”, enfatizou o académico francês.
Michel Cahen avançou que a maioria dos mais de cinco mil guerrilheiros que a Renamo pretende entregar para desarmamento e desmobilização quer ir para casa e é leal a Ossufo Momade.
“A maioria é fiel a Ossufo Momade e está ansiosa por fazer parte do desarmamento, desmobilização e reintegração”, frisou.
O surgimento de uma dissidência na Renamo, prosseguiu, pode ser resultado de clivagens entre um setor militar urbano do principal partido da oposição e um outro do mato.
“Ossufo Momade [presidente da Renamo] é decisivamente um militar da cidade e Mariano Nhongo [líder da junta] é um militar do mato”, comparou Michel Cahen.
Apesar de ter sido um importante comandante militar da guerrilha durante a guerra civil que terminou em 1992, Ossufo Momade perdeu o contacto com os homens armados do partido que continuaram nas matas, após a assinatura do Acordo Geral de Paz, enquanto Mariano Nhongo nunca deixou as bases da organização.
Para Michel Cahen, a questão regional também pode ajudar a explicar a contestação à liderança de Ossufo Momade, pois este é oriundo da província de Nampula, norte de Moçambique, enquanto a Renamo foi fundada no centro do país e os seus anteriores presidentes eram desta região.
Aquele historiador assinalou que o facto de Ossufo Momade pertencer a uma etnia diferente dos líderes fundadores da Renamo é uma questão relevante, mas não predominante, porque o atual líder do partido é proveniente do maior círculo eleitoral do país e venceu as eleições internas também com o apoio do segundo maior círculo eleitoral, a província da Zambézia.
“A identidade étnica tem de ser vista dentro de um leque de fatores, como a questão social e regional”, frisou.
A questão da rotura de “stock” de antirretrovirais de segunda linha no país “é um problema real”, mas a ONUSIDA e o governo angolano estão a trabalhar para encontrar uma resolução.
O representante da ONUSIDA em Angola, Michel Kouakou, disse esta quarta-feira que a questão da rotura de “stock” de antirretrovirais de segunda linha no país “é um problema real”, referindo que a organização e governo angolano trabalham para resolução.
“É um problema real, obviamente como ONUSIDA temos que trabalhar em coordenação com outras agências, porque quando se trata de tratamento a responsabilidade é da Organização Mundial da Saúde (OMS), então trabalhamos com a OMS para poder tornar isso efetivo”, afirmou esta quarta-feira em declarações à Lusa.
O Fundo Global é atualmente responsável pela aquisição de 30% de fármacos e testes de VIH em Angola e o governo angolano adquire os restantes 70%, segundo Michel Kouakou.
Para o representante da ONUSIDA em Angola, o “encerramento de fronteiras e o cancelamento de voos, devido à Covid-19”, concorreram para a atual situação de carência de antirretrovirais de segunda linha no país.
Nesse período da Covid-19, “que apareceu sem avisar ninguém, os atos mudaram, todo o mundo ficou preocupado e o governo angolano tomou a medida certa para conter a propagação,”.
Com os voos suspensos, as encomendas não chegaram a tempo, então isso explica em parte essas medidas, mas outra medida salutar que foi tomada em finais de março e início de abril era dar três meses de medicação às pessoas vivendo”, realçou.
Então, observou, “o perigo é a partir agora em finais de junho, obviamente que é complicado fazer uma pesquisa para saber quantas pessoas estão nesta situação sem acesso aos medicamentos de segunda linha”. “Mas, mesmo que for uma ou dez pessoas já é uma preocupação”, notou.
A problemática da rotura de stock de antirretrovirais, sobretudo de segunda linha, em Angola foi apresentada na quinta-feira passada pela Anaso, que em carta aberta enviada à Lusa, onde alertava que a situação “poderá se alargar” para os fármacos de primeira linha.
Em reação, o governo angolano de conta que a rotura de stock de antirretrovirais no país, “decorre da conjuntura internacional, devido à Covid-19”, garantindo que “tudo está a ser feito para que esses medicamentos não faltem doentes”.
“Quanto aos antirretrovirais dizemos que é um desafio por esta altura, não só em Angola, mas é um desafio mundial, Angola tem reforçado também o seu stock, tem feito o seu melhor, mas há sempre um ou outro fármaco em que há uma dificuldade”, afirmou a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta, na sexta-feira passada.
Michel Kouakou assinala que “várias ações estão em curso para resolver a situação o mais breve possível”, garantindo que há disposição dos responsáveis regionais e mundiais da ONUSIDA “em apoiar o Governo angolano a partir das alternativas que vier a sugerir”.
“Felizmente os voos devem retomar em 30 de junho e acreditamos que nos próximos dias esse problema seja superado”, frisou.
Em relação à pretensão de protestos públicos de pessoas vivendo com o VIH/Sida sobre a carência de antirretrovirais, anunciada hoje pela Anaso, o responsável da ONUSIDA no país sublinhou que “manifestar é um direito humano”.
“Sei que a Anaso tem recebido essas preocupações e quando eles chegam entramos em contacto com o Ministério da Saúde para encontrar soluções porque realmente tecnicamente a rotura de stock não quer dizer que não há mais”, apontou. Mas, explicou, “não há o suficiente para abastecer todos, então ainda acredito que existe o mínimo para acudir algumas pessoas”.
Segundo estatísticas da Anaso, Angola conta com cerca de 350.000 pessoas vivendo com o VIH/Sida, das quais 93.000 estão a fazer terapia antirretroviral e destas cerca de 30% faz tratamento de segunda linha.
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