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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Veado rouba espingarda a caçadores na República Checa

Um veado assustado carregou sobre um grupo de caçadores na República Checa e fugiu com a espingarda de um deles presa nas hastes.

A polícia pediu ajuda para tentar encontrar o animal.

Dortmund atento a Christian Eriksen

Contratação sonante em janeiro de 2019, Christian Eriksen não se conseguiu impor no Inter de Milão e procura a saída na reabertura do mercado. De acordo com o Tuttomercato, o Borussia Dortmund está atento à situação do internacional dinamarquês.

O médio de 28 já afirmou publicamente que quer deixar Milão, um trunfo que o conjunto alemão pretende utilizar para baixar o preço exigido pelo Inter.

Formado no Ajax, Christian Eriksen soma sete jogos esta temporada pelo Inter de Milão. Recorde-se que o médio encontra-se contratualmente ligado ao conjunto italiano até 2024.

O plano do Manchester City para convencer Messi

O Manchester City vai novamente tentar a contratação de Lionel Messi, garante-se em Inglaterra, uma vez que o argentino está no último ano de contrato com o Barcelona.

O jornal The Times adianta agora novo dado sobre a proposta que os responsáveis do clube inglês estão a preparar para apresentar a Messi, contemplando contrato de longa duração, mais precisamente de 10 anos.

A ideia seria maximizar os potenciais benefícios da contratação do jogador, proporcionando-lhe posteriormente a possibilidade de seguir para um dos oito satélites do clube, como o Yokohama Marinos (Japão), o Melbourne City (Austrália) ou o New York City (Estados Unidos).

Mais: quando Messi decidir encerrar definitivamente a carreira passaria a ser embaixador do Manchester City por todo o mundo.

Guiné-Bissau: Autoridades dizem que haverá fome

As autoridades guineenses dizem que, este ano, vai haver fome, em virtude de os campos de cultivo terem sido destruídos pelas intensas chuvas.

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, citando dados preliminares, disse que mais de nove mil famílias camponesas vão ser afectadas pela fome.

Aquela autoridade disse que as causas incluem inundações nos campos de cultivo de arroz, a base da dieta alimentar dos guineenses.

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, citando dados preliminares, disse que mais de nove mil famílias camponesas vão ser afectadas pela fome.

Aquela autoridade disse que as causas incluem inundações nos campos de cultivo de arroz, a base da dieta alimentar dos guineenses.

“América está de volta”, diz Joe Biden

Presidente eleito apresenta equipa de diplomacia e segurança nacional e diz que Estados Unidos estão “prontos para liderar o mundo”.

O Presidente eleito americano Joe Biden declarou na terça-feira, 24, que os Estados Unidos estão “prontos para liderar o mundo e não recuar dele”.

“América voltou”, afirmou o democrata no dia em que formalmente começou o processo de transição com vista à sua posse a 20 de janeiro.

Biden garantiu que o país está “pronto para enfrentar nossos adversários, não rejeitar nossos aliados e pronto para defender nossos valores”.

Ao apresentar os primeiros membros do seu Governo, responsáveis da política externa e segurança nacional, em Wilmington, no Estado de Delaware, Joe Biden afirmou que “eles incorporam a minha crença central de que a América é mais forte quando trabalha com seus aliados”.

“É assim que realmente mantemos a América segura, sem nos envolver em conflitos militares desnecessários, e nossos adversários sob controlo e terroristas sob controlo”, reiterou o democrata, destacando que eles “não apenas irão reparar, eles irão reimaginar a política externa americana e a segurança nacional para a próxima geração”.

Na sua intervenção, Biden acrescentou que “para o povo americano, esta equipa nos deixará orgulhosos de ser americanos”, porque trará “experiência e liderança, pensamento e perspectiva renovados e uma crença implacável na promessa da América”.

O pelotão da diplomacia e segurança

Como anunciado anteriormente, Anthony Blinken foi confirmado no cargo de secretário de Estado.

Ele foi conselheiro de Biden durante muito tempo e sub-secretário de Estado durante os últimos anos da Administração Obama.

O Presidente eleito confirmou a ex-vice-directora da CIA, Avril Haines, como primeira mulher para o cargo de Director Nacional de Inteligência, enquanto Alejandro Mayorkas, natural de Cuba, é o primeiro latino a assumir o Departamento de Segurança Interna, responsável pela imigração.

Jake Sullivan, de 43 anos de idade, será o novo Conselheiro de Segurança Nacional.

Entre outras importantes nomeações consta a de Linda Thomas-Greenfield, diplomata com 35 anos de carreira e sub-secretária de Estado para Assuntos Africanos durante o último mandato de Barack Obama, que vai ser a embaixadora junto das Nações Unidas.

O antigo senador, ex-candidato presidencial e secretário de Estado na Administração Obama, John Kerry, foi o escolhido como enviado presidencial especial para o Clima e fará parte do Conselho de Segurança Nacional

É a primeira vez que o NSC incluirá um enviado dedicado às mudanças climáticas, o que, segundo a equipa de Biden, reflecte o compromisso do Presidente eleito de abordar as mudanças climáticas como uma questão urgente de segurança nacional.

Transição

Entretanto, a Casa Branca confirmou hoje que Joe Biden passará a receber os relatórios de inteligência que são enviados a Donald Trump, um importante capítulo do processo de transição.

Esses relatórios contêm informações confidenciais sobre segurança nacional e ameaças à paz tanto nos EUA quanto no mundo.

Também nesta terça-feira, o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, admitiu que o órgão vai enviar relatórios ao à equipa de Biden e prometeu uma transição “profissional, cooperativa e colaborativa”.

Apesar do processo em curso, o Presidente Donald Trump ainda não deu qualquer indicação de pretender aceitar a vitória de Biden e reiterou que continuará a batalha legal.

Hoje, os Estados da Pensilvânia e Nevada confirmaram a vitória de Biden, que oficialmente tem 306 delegados contra 232 de Trump.

Ontem, Michigan também confirmou a vitória de Biden, depois de na sexta-feira a Geórgia ter feito o mesmo.

“Sheka”, antigo senhor da Guerra na RDC, condenado a prisão perpétua

Ele foi considerado culpado dos crimes de homicídio, violação, escravidão sexual e recrutamento menores de 15 anos. O antigo senhor da guerra na República Democrática do Congo (RDC) Ntabo Ntaberi, conhecido por “Sheka” foi condenado nesta segunda-feira, 23, à prisão perpétua por crimes de guerra e violação em massa de civis, em 2010

O tribunal militar de Goma considerou-o culpado dos crimes de “homicídio, violação, escravidão sexual e recrutamento de menores de 15 anos”.

O porta-voz das vítimas, Kahindo Fatuma, disse à agência AFP que “este veredicto é um sinal forte para os outros senhores da guerra” e admitiu que “as vítimas ficarão um pouco aliviadas”.

Noutra reacção, a representante da Organização das Nações Unidas (ONU) em Kinshasa, Leila Zerrougui, congratulou-se com a sentença e afirmou que “a impunidade não é uma fatalidade”.

“Sheka” tinha a sua base de guerra à frente do grupo Nduma Defesa do Congo (NDC) na província do Kivu do Norte, onde lutava contra rebeldes hutus ruandeses das Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR).

Entretanto, de acordo com uma denúncia da ONU, o NDC foi acusado de, entre 30 de julho e 2 de agosto de 2010, ter atacado “13 aldeias, morto 287 pessoas, enquanto 380 mulheres, homens e crianças foram violados”.

“O NDC também recrutou pelo menos 154 crianças para as suas fileiras”, concluiu a investigação.

‘Sheka’ rendeu-se aos soldados da Missão das Nações Unidas no Congo (Monusco) em julho de 2017.

Ministro da Defesa celebra conquistas em Cabo Delgado, mas analistas sugerem cautela

“Não é por se ter recuperado a vila de Muidumbe, que tinha sido ocupada pelos insurgentes, que se vai celebrar a vitória”, diz analista Francisco Matsinhe.

O ministro moçambicano da Defesa Nacional, Jaime Neto, diz que a situação militar em Cabo Delgado está sob total domínio das forças de defesa e segurança, mercê de operações que estão a ser desencadeadas por terra, ar e mar, mas analistas consideram isso um triunfalismo exagerado do governante.

Jaime Neto, citado pela Rádio Moçambique, disse que a par das operações militares, o Executivo moçambicano está também a levar a cabo uma ofensiva diplomática, junto dos países vizinhos, para reforçar a segurança na linha da fronteira, na tentativa de impedir a entrada, em Cabo Delgado, de indivíduos que pretendam integrar o grupo dos insurgentes.

Refira-se que Moçambique e a Tanzania assinaram, semana passada, um memorando de entendimento que visa partilhar informações e reforçar as patrulhas, para travar a insurgência terrorista.

“A situação militar em Cabo Delgado está sob controlo das forças de defesa e segurança, que estão a perseguir e a aniquilar os terroristas, principalmente os seus cabecilhas, para cortarmos as ligações que têm tanto no interior, como no exterior do país”, afirmou aquele governante.

Neto avançou que neste momento, “os terroristas não estão a ter sucesso, estão a correr de um lado para outro, porque, diariamente, a ação das forças de defesa e segurança estão a intensificar-se”.

Triunfalismo exagerado

Mas o analista Francisco Matsinhe diz tratar-se de um triunfalismo exagerado do ministro da Defesa Nacional. “Não é por se ter recuperado a vila de Muidumbe, que tinha sido ocupada pelos insurgentes, que se vai celebrar a vitória”.

Por seu turno, o investigador Borges Nhamire afirma não saber quem está a perseguir a quem na guerra em Cabo Delgado, “mas parece-me que neste momento, os terroristas é que estão a perseguir as forças de defesa e segurança de Moçambique e não o contrário”.

Exclusão económica

Entretanto, noutra análise, o jornalista Fernando Lima considera que o conflito em Cabo Delgado constitui uma grande ameaça para o futuro do país, e decorre, sobretudo, da percepção política errada sobre o que se passa naquela província, “porque enquanto a questão for eminentemente militar, não vamos a nenhum lado”.

“Este conflito tem causas internas e externas que devem ser resolvidas”, considera João Feijó, para quem, as causas internas têm a ver com a exclusão económica e social de determinados grupos da sociedade.

Feijó defende que é preciso apostar num desenvolvimento inclusivo e rever, completamente, a euforia em terno da indústria extractiva, “que apenas serve criar elevadas expectativas e frustrá-las, porque não se vai resolver o problema das pessoas individualmente”.

EUA impõem restrições a vistos a cidadãos de quatro países africanos de língua portuguesa

Cidadãos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe terão de pagar uma garantia que pode chegar a 15 mil dólares

Os cidadãos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Principe terão que pagar uma garantia de entre cinco mil e 15 mil dólares americanos para poderem visitar os Estados Unidos, ao abrigo de uma ordem temporária emitida pelo Departamento de Estado.

A medida entra em vigor a 24 de dezembro e prolonga-se até junho do próximo ano e abrange diversos países a maior parte dos quais africanos, cujos cidadãos têm grandes níveis de violação de prazos de estada ao abrigo dos seus vistos de turismo e de negócios.

A Administração Trump disse que a medida de seis meses servirá para testar a capacidade de se recolher a garantia e funcionará de dissuasão diplomática àqueles que pretendem violar os prazos de estada no país.

A medida exige que funcionários consulares americanos requeiram aos viajantes desses países, em deslocações de turismo e negócios com um nível de violação de mais de 10 por cento em 2019, o pagamento de uma quantia reembolsável que pode ser de cinco mil, 10 mil ou 15.000 dólares.

Entre os países abrangidos contam-se, além dos quatro de língua portuguesa, a República Democrática do Congo, Libéria, Sudão, Chade, Burundi, Djibouti, Eritreia, Gâmbia, Mauritânia, Burkina Faso, Líbia, Afeganistão, Butão, Irão, Síria, Laos e Iémen.

Moçambique é o único lusófono em África não abrangido pela medida.

Frelimo saúda ação diplomática do governo, oposição aponta “incapacidade”

A Frelimo, partido no poder em Moçambique, considerou “excelente” a ação diplomática do executivo em relação aos ataques em Cabo Delgado. No entanto, os partidos da oposição têm opiniões diferentes.

A Frelimo, partido no poder em Moçambique, saudoua ação diplomática do governo na luta contra os grupos armados no norte do país, enquanto os dois partidos da oposição parlamentar apontaram a incapacidade em travar a violência armada. A atuação do governo no combate aos grupos armados em Cabo Delgado foi abordada numa sessão de perguntas e respostas entre os deputados do parlamento e os membros do executivo.

Ana Rita Sithole, deputada da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e membro da comissão permanente da Assembleia da República, considerou “excelente” a ação diplomática do executivo visando mobilizar o mundo para o que considerou de “jihadismo” internacional.

Vale a pena felicitar o nosso Governo pelo excelente trabalho de diplomacia para que a comunidade internacional se aproprie da luta que as nossas gloriosas Forças de Defesa e Segurança travam contra os terroristas”, declarou a deputada.

Os contactos que Maputo tem encetado junto dos parceiros internacionais, prosseguiu Ana Rita Sithole, têm permitido uma condenação firme à ação dos grupos armados e manifestações de solidariedade e apoio.

Mas a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro partido com assento parlamentar, fizeram uma leitura diferente da atuação do Governo em relação à violência armada em Cabo Delgado.

António Muchanga, destacado deputado da Renamo, acusou o governo de ter estado em negação durante muito tempo perante o crescimento da violência armada em Cabo Delgado.

Aqui, em sede do parlamento, não há muito tempo, o governo veio dizer que a questão de Cabo Delgado era um assunto do Estado moçambicano e que competia ao Estado moçambicano resolvê-lo”, afirmou Muchanga.

O deputado do principal partido da oposição acusou o executivo da Frelimo de “teimosia” na desvalorização da gravidade da situação em Cabo Delgado no início da crise militar na região. O MDM considerou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a mostrar incapacidade no combate aos grupos armados e na proteção das populações.

“O que temos visto é uma clara incapacidade das FDS no combate aos grupos armados que protagonizam a barbárie em Cabo Delgado”, afirmou Fernando Bismarque, porta-voz e deputado do MDM. Bismarque considerou que as FDS estão impreparadas para proteger a população civil nas zonas atingidas pelos ataques armados e comunidades inteiras têm sido obrigadas a fugir da violência.

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

OMS quer escolas abertas durante a pandemia

O diretor da Organização Mundial da Saúde para a Europa afirmou que os confinamentos “podem ser evitados” caso haja mais medidas de proteção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu a necessidade de manter as escolas abertas durante a pandemia de Covid-19 e considerou que podem evitar-se os confinamentos se forem aumentadas as medidas de proteção.

“Devemos assegurar o ensino aos nossos filhos”, afirmou o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, sublinhando que as crianças e adolescentes não são impulsionadores principais do contágio e que o fecho de escolas não é eficiente.

Hans Kluge frisou também que os confinamentos são “uma perda de recursos” e que provocam muitos efeitos secundários, como danos na saúde mental ou aumento da violência de género.

De acordo com o mesmo responsável, esta medida seria evitável se o uso de máscaras fosse superior a 90% entre a população.

Rússia. Buscas a domicílio de Testemunhas de Jeová

As autoridades russas fizeram buscas ao domicílio a Testemunhas de Jeová. Num vídeo, consegue-se ver dois seguranças a derrubar uma porta com um machado. Jeovás falam em perseguição religiosa.

As autoridades russas lançaram nas últimas horas um raid às Testemunhas de Jeová no país, no âmbito de uma investigação judicial levada a cabo pelo comité de investigação da Rússia. As buscas a domicilios resultaram na detenção de seis pessoas. Num vídeo partilhado pelas entidades russo, vê-se dois seguranças a entrarem numa casa com um machado nos arredores de Moscovo. A comunidade religiosa, considerada um grupo extremista naquele país, fala em campanha de perseguição.

As diligências ter-se-ão concentrado num apartamento em Moscovo, onde a comunidade realizaria “reuniões” de conspiração. Em causa, estava o estudo “da literatura religiosa e propagação dos valores” da comunidade religiosa. Além disso, as autoridades russas acusam a comunidade de “doutrinar e recrutar novos membros na capital e em outras regiões para participar neste movimento religioso”, dá conta a BBC.

Yaroslav Sivulskiy, porta-voz da Associação Europeia de Testemunhas de Jeová, referiu à Reuters que o grupo estava a ser alvo de uma campanha de perseguição e negou qualquer atividade ilícita no apartamento.

Um vídeo, partilhado pelas autoridades russas, permite ver dois agentes a abrirem a porta com um machado e realizarem buscas no apartamento, tendo encontrado livros e notas em dólares, euros e rublos.

Jovem negro preside conselho estudantil de Harvard

Outros dois estudantes negros já lideraram o conselho estudantil da Universidade de Harvard, mas Noah Harris, de 20 anos, é o primeiro negro a ser eleito pelo corpo estudantil.

Um estudante de 20 anos do Mississipi tornou-se o primeiro negro a ser eleito presidente do conselho estudantil da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Noah Harris, de Hattiesburg, no Estado do Mississipi, foi eleito presidente do Undergraduate Council [Conselho Estudantil, em português] de Harvard em 12 de novembro, segundo noticia o jornal Hattiesburg American, citado pela agência AP.

O estudante de gestão é o primeiro negro a ser eleito pelo corpo estudantil, após dois outros estudantes negros já terem liderado o Undergraduate CouncilHarris disse, em declarações ao jornal, que não considerava esta nomeação de forma leviana.

Especialmente após tudo o que aconteceu este verão, com a morte de George Floyd, Breonna Taylor e Ahmaud Arbery, e todos os protestos que aconteceram neste momento de luta racial neste após”, destacou.

“Esta é uma declaração importante por parte do corpo estudantil de Harvard para confiar a um homem negro um momento sem precedentes na sua história”, acrescentou.

A candidatura de Noah Harris envolveu uma procura de diversidade com a inclusão da futura vice-presidente do Undergraduate Council, Jenny Gan, estudante de neurociências de Cleveland. O objetivo do mandato é o foco na melhoria da saúde física e mental dos alunos.

China responde a polémica com filho de Bolsonaro

Filho de Jair Bolsonaro acusou a China de usado o 5G com propósitos de espionagem. O tweet foi eliminado, mas a embaixada no Brasil respondeu num comunicado: é “totalmente inaceitável”.

A embaixada da China no Brasil repudiou as declarações de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileira e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, sobre uma adoção “segura” da tecnologia 5G, “sem espionagem da China”. A embaixada sugeriu que as palavras do político “prejudicam a imagem do Brasil” e “solapam a atmosfera amistosa entre os dois países”.

“Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos”, indica um comunicado publicado esta terça-feira nas redes sociais oficiais da embaixada.

UE manifesta “grande preocupação” com aumento de violência na Etiópia

O Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, manifestou terça-feira “grande preocupação” pelo aumento da violência étnica na Etiópia, por causa de um conflito que “está a destabilizar seriamente” aquele país.

Em comunicado, Josep Borrell considera que a Etiópia está “a enfrentar um período desafiante”, mas expressa “grande preocupação em relação ao aumento da violência étnica, várias vítimas e violações dos direitos humanos e da lei internacional humanitária”.

O conflito em território etíope “está a destabilizar seriamente a região”, analisa o responsável pela diplomacia europeia.

Borrell reuniu na terça-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Etiópia, Demeke Mekonnen, onde discutiram a “deterioração da situação humanitária no país”, razão pela qual é necessário intensificar os esforços para a “proteção de civis”.

A mensagem da UE “é clara”: todas as fações envolvidas no conflito têm de trabalhar no sentido de permitir “as condições que facilitarão o acesso desimpedido a pessoas em necessidade, a cessação das hostilidades, a não interferência de qualquer parte exterior, e a liberdade da comunicação social”.

Na sexta-feira, Cyril Ramaphosa, Presidente da África do Sul, que ocupa atualmente a presidência rotativa da União Africana, anunciou, em comunicado, que os antigos presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano, da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, e da África do Sul, Kgalema Motlanthe, serão enviados à Etiópia para tentar concretizar a mediação do conflito.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou em 04 de novembro uma operação militar na região de Tigray, após meses de tensão crescente com as autoridades regionais da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês).

Desde então, a região tem sido palco de ofensivas militares por ambas as partes, com o disparo de foguetes e de incursões para a captura de cidades.

Estima-se que mais de 40 mil pessoas tenham abandonado a região em direção ao Sudão.

Na passada sexta-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontou que cerca de 2,3 milhões de crianças necessitam de ajuda humanitária em Tigray.

Segundo o representante especial da Unicef no Sudão, Abdullah Fadil, as crianças e jovens até aos 18 anos representam cerca de 45% dos refugiados que têm fugido nos últimos dias da Etiópia para o Sudão.

Quarentena tornou mulheres mais vulneráveis à violência na Venezuela

A quarentena tornou as mulheres mais vulneráveis à violência de género, alertou hoje a embaixadora da União Europeia (UE) na Venezuela, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa.

“Aviolência de género aumentou durante os meses de confinamento, reforçou a situação de isolamento em que vivem milhares de mulheres com os seus agressores e também têm mais dificuldade de acesso a recursos de proteção e serviços de apoio”, disse.

Trata-se de “um fenómeno amplo, e mulheres e meninas são vítimas de violência em casa, no trabalho, escolas e universidades, na rua e, cada vez mais, na internet por meio da violência cibernética e do incitamento ao ódio”.

Segundo a diplomata “assumindo uma dimensão global, com estatísticas assustadoras, um terço das mulheres sofreu algum tipo de violência física ou sexual em algum momento da sua vida”, na Europa, “apesar do compromisso de erradicar todos os tipos de violência, ainda estamos longe de vencer este desafio”.

Por outro lado, precisa que a América Latina é uma região com números “alarmantes” e que dados da Comissão Económica para a América Latina e as Caraíbas (CEPAL) dão conta que até novembro de 2019 “3.800 mulheres morreram justamente por causa dessa condição (ser mulher)”.

No caso da Venezuela, explica, os assassinatos de mulheres “são uma realidade dolorosa e uma notícia muito frequente na imprensa”.

“Sem números oficiais recentes, o trabalho das organizações e da imprensa é muito importante como mecanismo de denúncia, e estima-se que entre janeiro e setembro de 2020, 195 mulheres tenham sido assassinadas no país, em média 5 cada semana”, afirma.

“É imprescindível construir entre todos uma sociedade atenta e sensibilizada para este problema, pois existem silêncios que oprimem e matam, e que esteja fortemente empenhada em promover a educação para a igualdade como base para eliminar a violência de género”, explica.

A embaixadora alerta que a agenda para 2030, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, “está longe de ser alcançada em muitos países” apesar de desenvolvimentos e esforços de políticas públicas.

“As meninas recebem menos educação a distância do que os meninos, têm 17% menos acesso à Internet e 26% menos acesso a tecnologias de telefonia móvel. Os empregos das mulheres são 1,8 vezes mais vulneráveis a ser eliminados e (…) o fenómeno da ‘feminização da pobreza’ se intensificará, como manifestação da violência socioeconómica sob os efeitos da pandemia (da covid-19)”.

Por outro lado, sublinha que, na Venezuela, a UE está empenhada em trabalhar “para reforçar os serviços às vítimas e familiares, abordando as causas profundas da violência e promovendo o empoderamento, desenvolvimento e educação das mulheres” sendo necessário um compromisso firme ao nível institucional, internacional, da sociedade civil e da população.

“Priorizamos projetos de cooperação com foco no empreendedorismo e no empoderamento económico das mulheres, para promover o direito à saúde sexual e reprodutiva, em resolver o problema da gravidez precoce e fornecer assistência jurídica e psicológica para vítimas de violência. Também para empoderar e dar voz às mulheres defensoras dos Direitos Humanos”, explica.

Pela última vez, Trump perdoa peru pelo Dia de Ação de Graças

Presidente fez primeira aparição pública após autorizar transição formal de poder.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perdoou um peru pelo Dia de Ação de Graças, dando continuidade a uma tradição da Casa Branca.

“O Dia de Ação de Graças é uma data especial para os perus. Acho que provavelmente uma não muito boa, se você for pensar”, disse em um rápido discurso, que não incluiu menções à conjuntura política do país.

Cibercrimes aumentaram de 463 para 798 casos entre 2019 e 2020

Os cibercrimes aumentaram de 463 casos, de Janeiro a Outubro de 2019, para 798, em igual período deste ano. A informação foi avançada pela Procuradoria-Geral da República, durante um seminário sobre a matéria dirigido a procuradores, juízes e investigadores do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

Com a pandemia da COVID-19, as plataformas digitais foram o caminho que muitos moçambicanos encontraram para se reinventar e garantir o seu sustento. Mas a implicação foi o aumento em 72% dos crimes, em que se utiliza um computador ou uma rede de computadores como instrumento ou base de ataque, comparativamente ao ano passado.

Os cibercrimes mais comuns, segundo a Procuradora-Geral adjunta, Amabélia Chuquela, foram furtos informáticos de moeda, burla informática de comunicação e fraudes electrónicas.

De acordo com a magistrada do Ministério Público, os crimes em referência aconteceram nas províncias de Maputo, Gaza e Zambézia.

Moçambique ainda apresenta fragilidades para lidar com os cibercrimes, dai que surge a necessidade de formar os magistrados juízes e investigadores do SERNIC.

“Nós esperamos que a partir desta formação todos os profissionais de justiça criminal possam estar dotados de conhecimentos para saber lhe dar com criminalidade informática”, bem como recolher provas electrónicas, da investigação ao julgamento, disse Amabélia Chuquela.

A formação, com duração de três dias é sobre legislação contra o cibercrime e cooperação judicial internacional, em parceria com o Concelho da Europa.

PR quer ensino técnico-profissional como ferramenta para o desenvolvimento

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu na terça-feira (24), que o ensino técnico-profissional deve ser uma ferramenta para desenvolver o país, apelando à inclusão da pessoa com deficiência e da mulher no processo de formação.

“Queremos fazer do ensino técnico-profissional uma ferramenta para rapidamente desenvolver Moçambique”, disse Filipe Nyusi, durante a tomada de posse do secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional.

O chefe de Estado quer ainda incentivar a participação de pessoas com deficiência e da mulher no ensino técnico-profissional, considerando que há provas das suas competências.

“Os nossos irmãos com deficiência, atribuídas as habilidades, também fazem com cuidado, aliás têm muita calma e paciência e, por isso, temos de incluir uma quota para esse tipo de pessoas na formação que nós vamos fazer”, referiu Filipe Nyusi.

Agostinho Francisco Langa Júnior tomou posse como o novo secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional tendo, antes da nomeação, desempenhado a função de secretário de Estado do Ensino Superior e Técnico-Profissional.

“O setor foi meio esquecido, há infraestruturas em degradação e há falta de formadores. É essa aposta que nós temos neste momento”, disse à comunicação social Agostinho Francisco Langa Júnior, após a sua tomada de posse.

O Presidente moçambicano extinguiu, este mês, o Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, tendo, a partir desta entidade, criado duas: Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Secretaria de Estado do Ensino Técnico-Profissional.

Instituto ilegal forma professores e enfermeiros em Chimoio

Uma instituição de ensino técnico-profissional está a operar ilegalmente, desde Março deste ano, na cidade de Chimoio, em Manica.

Trata-se do Instituto Médio Politécnico de Emprego e Gestão de Negócios, que segundo apurou “O País”, não tem alvará nem autorização para funcionar.

Cerca de 200 estudantes estão inscritos para os cursos de formação de professores, enfermagem, saúde materno infantil, agro-pecuária, contabilidade e auditoria e administração e gestão de recursos humanos.

Em 2018, a instituição requereu legalização ao ministro que superintende a área de formação técnica e profissional mas ainda não recebeu resposta.

Por causa da demora, o instituto abriu as portas em Março passado e duas semanas depois encerrou devido à pandemia do novo Coronavírus.

O Instituto Médio Politécnico de Emprego e Gestão de Negócios retomou as aulas presenciais no mesmo período em que o Governo deu aval para o efeito em alguns subsistemas de ensino.

Os alunos pagavam mensalidades que variam de 2.500 a 3.500 meticais e só na semana passada tomaram conhecimento de que a instituição é ilegal, na sequência de um contacto com o Departamento de Ciência e Tecnologia em Manica.

Moisés Faraó, patrono e director do instituto, reconheceu que a instituição não tem alvará nem autorização para funcionar. A abertura sem reunir requisitos visava aliviar contas atrasadas.

“Ficamos à espera da autorização” depois da visita das autoridades locais. “Analisamos e vimos que já tínhamos cumprido tudo. Daí que presumimos que” não tendo havido resposta ao pedido para abrir as portas, “eles autorizaram de forma tácita”, considerou Faraó.

Sociedade civil exige anulação do concurso para a selecção membros a CNE

Pelo menos 11 organizações e plataformas da sociedade civil, exigem anulação o concurso público lançado para a composição da nova Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Quando faltam dois dias para o fim do prazo das candidaturas da sociedade civil, um grupo de dez organizações, que incluem o Fórum Mulher, Fórum das Rádios Comunitárias, de entre outros, exigem que o processo seja anulado, por falta de objectividade nos critérios de eleição.

“Considerando que falta  objectividade nos critérios de elegibilidade dos candidatos das organizações da sociedade civil anunciados pela Comissão Adhoc, com a inclusão de termos com algum sentido dúbio, tal como “reconhecido mérito moral e profissional e probos..exigimos que o processo seja anulado” indicam os signatários da petição.

O Centro de Integridade Pública (CIP) figura na liderança do grupo e considera que o posicionamento em causa visa apenas mudar o paradigma e trazer para a nova CNE, outra postura que venha assegurar transparência e garantias de profissionalismo aos processos eleitorais.

“Nós exigimos coisas muito claras. Que se anule este processo de selecção e se faça um debate amplo, envolvendo a própria sociedade civil sobre a forma como os seus representantes devem ser conduzidos até a Comissão Nacional de Eleições” explicou Borge Nhamire, pesquisador do CIP.

A questão do fundo, no processo actual é que a sociedade civil, apesar de ser a maioria, “é uma maioria coaptada. Aqueles sete membros da sociedade civil que estão lá, os partidos políticos dividiram-se entre eles. Eles não respondem nem reportam aos seus pares, que somos nós (organizações), simplesmente foram coaptados” detalhou Nhamire.

Apesar da contestação ser pública, a nossa reportagem sabe que o processo está a andar e há várias candidaturas submetidas e outras em marcha, até mesmo de organizações signatárias da petição.

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