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Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Ofensiva diplomática chinesa em África

É uma tradição com 30 anos.O início do ano civil marca o arranque de uma visita do chefe da diplomacia chinesa a África. Wang Wi passa desta vez pela Nigéria, República Democrática do Congo, Botsuana, Tanzânia e Seicheles. Para o governo de Pequim a missão faz parte de uma estratégia internacional que inclui também a União Europeia como parceiro.

Nas palavras de Hua Chunying, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, “para ambos os lados, o mais importante é manter o compromisso de coexistência pacífica, cooperação aberta, multilateralismo, diálogo e concertação”. Na conferência de imprensa de apresentação da viagem, fez questão de afirmar que “a cooperação e os entendimentos comuns superam de longe a concorrência e as diferenças”.

“A China e a União Europeia são parceiros estratégicos abrangentes, não rivais sistémicos. A missão mais importante é enfrentar conjuntamente os desafios globais, promover um mundo multipolar, com a globalização económica e uma maior democracia nas relações internacionais, e injectar mais estabilidade e certeza num mundo turbulento e em mudança,” declarou Hua Chunying.

De acordo com dados oficiais, a China participou diretamente na construção em África de mais de 12 mil quilómetros de ferrovias e vias rápidas; vários portos e mais de 80 centrais de energia. Pequim assumiu no último ano o compromisso de apoiar os esforços de contenção da Covid-19 no continente africano.

Irão volta a pedir a prisão de Donald Trump à Interpol

Em causa está o homicídio do general Qassem Soleimani, em 2020. O Irão emitiu um “aviso vermelho” e remeteu à Interpol, pedindo a prisão do ainda presidente norte-americano e de outros 47 funcionários da Administração norte-americana. Já em junho, o Executivo iraniano tinha tomado uma iniciativa idêntica, mas o mandado foi rejeitado.

A sessão desta quarta-feira, presidida por Pence, pode arrastar-se pela noite dentro, apesar de ser esperado que o Congresso valide a votação do Colégio Eleitoral que deu a vitória a Biden. Esta cerimónia é uma das últimas esperanças de Trump, uma vez que se trata do derradeiro passo no processo eleitoral até à tomada de posse agendada para 20 de janeiro.

O Irão emitiu um pedido de “aviso vermelho” e remeteu-o à Interpol, pedindo a prisão de Donald Trump e mais 47 funcionários da Administração norte-americana. Em causa está o assassinato do general Qassem Soleimani, morto num ataque com drones americanos em Bagdade, no Afeganistão. Soleimani era uma das principais figuras do Governo de Teerão, sendo o responsável por supervisionar as operações da Guarda Revolucionária do Irão no Iraque.

Trump pressiona Mike Pence a não certificar a vitória de Joe Biden

O ainda vice-presidente norte-americano assiste esta quarta-feira à contagem de votos do Colégio Eleitoral e vai decretar oficialmente Joe Biden como o próximo presidente dos EUA.

Donald Trump está a pressionar Mike Pence a não certificar a contagem de votos do Colégio Eleitoral, marcada para esta quarta-feira e que decretará oficialmente Joe Biden e Kamala Harris como os novos presidente e vice-presidente dos EUA, respetivamente. De acordo com a CNN, o ainda presidente tem feito força junto do ainda vice-presidente para que este atrase os resultados. Aliás, no Twitter, esta terça-feira, Trump defendeu mesmo que Pence pode rejeitar aquilo a que chama de “delegados fraudulentos”.

Trump defende que Pence não se deve limitar ao seu papel de presidir à cerimónia desta quarta-feira – tal como é descrito pela legislação. O presidente acredita que este tem poder para atrasar a certificação dos resultados eleitorais e levar a questão da vitória à Câmara dos Representes ou até so Supremo Tribunal.

Ora, esta terça-feira, acrescenta a imprensa norte-americana, Pence almoçou na Casa Branca com Trump. No entanto, fonte próxima do vice, citada pela CNN, assegura que Pence vai “seguir a lei e a Constituição”, cumprindo aquilo que é expectável.

Já esta segunda-feira, durante um comício na Geórgia destinado a apoiar os candidatos republicanos ao Senado, Trump prometeu uma “luta dos diabos” para se manter no cargo, apelando ao Congresso para não ratificar a votação do Colégio Eleitoral, que confirmou a vitória de Joe Biden. “Espero que o nosso grande vice-Presidente seja bem sucedido. Ele é um grande homem. Claro que, se não conseguir, não vou gostar tanto dele”, disse Trump, na Geórgia.

Falhas na prevenção podem ditar segunda onda da Covid-19

O Incumprimento das medidas preventivas da Covid-19, que se assiste um pouco por todo o país, está a ditar o aumento da taxa de positividade das amostras testadas e a consequente progressão da pandemia.

A situação pode concorrer para que Moçambique entre, a qualquer momento, numa segunda onda de transmissão da doença, após um primeiro pico registado entre Setembro e Outubro do ano passado.

Informações avançadas ontem pelo Ministério da Saúde (MISAU) na actualização dos dados da doença mostram que tanto a análise semanal como a comparativa dos meses de Novembro e Dezembro indica que a pandemia está a ganhar terreno no país, com mais casos e internamentos, embora Moçambique continue abaixo das outras nações da Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC).

Sérgio Chicumbe, director de Inquéritos no Instituto Nacional de Saúde (INS), disse que, após os 665 casos positivos detectados na semana epidemiológica de 13 a 19 de Dezembro, o número elevou-se para 685 entre os dias 20 e 26, agravando-se para 806 no período de 27 a2 de Janeiro.

Nos primeiros dois dias da presente semana, o país já somou 495 infecções, situação que, segundo Lorna Gujral, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde no MISAU, vai-se intensificar caso as pessoas continuem a relaxar na prevenção.

Alertou que, tendo em conta o período de incubação da doença, os casos vão aumentar nos próximos dias como resultado dos comportamentos registados na quadra festiva.

Embora em alguns casos haja redução, sete províncias representam uma taxa de positividade acima da média nacional, actualmente estimada em sete por cento. Trata-se de Manica, com 7,2, Niassa (7,7), Gaza (8,1), Zambézia (10,9), Maputo (12,4), capital (12,8) e Nampula com 19,1 por cento de casos positivos em cada lote de amostras testadas.

A análise da situação epidemiológica apresentada às segundas-feiras pelo INS aponta ainda que, em termos de meses, a Covid-19 agravou-se em Dezembro, ao registarem-se 2941 casos em 37.875 testes realizados, contra os 2832 detectados em 39.788 amostras suspeitas de Novembro. Nos primeiros quatro dias de Janeiro já foram notificadas 821 infecções em 4664 testes.

Os dados revelam ainda uma mudança no perfil da Covid-19 no país, havendo aumento da sintomatologia. Actualmente, 43 por cento dos infectados é que continuam assintomáticos, 34 têm sintomatologia leve e 17 moderada. Um por cento apresenta-se grave e cinco não têm informação.

Afirma comandante Eugénio Mussa: Insurgência deve acabar em 2021

O Comandante do Teatro Operacional Norte das Forças de Defesa e Segurança (FDS) estacionadas em Cabo Delgado, Major-General Eugénio Mussa, disse que 2021 deve ser um ano decisivo no combate aos grupos armados que protagonizam ataques nalguns distritos a norte desta província.

“O ano de 2021 deve ser decisivo para resolvermos o problema que temos: aniquilar os contra-pátria”, declarou Eugénio Mussa, citado pela Televisão de Moçambique.

O Major-General falava durante uma parada militar no domingo, na província de Cabo Delgado.

Para Eugénio Mussa, as forças governamentais devem actuar com rigor, eliminando, definitivamente, os grupos armados que têm protagonizado ataques na região, há três anos.

“Não podemos continuar com este pendente”, frisou o comandante.

A violência armada em Cabo Delgado começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se, sobretudo, na capital provincial, Pemba.

Para além da capital provincial de Cabo Delgado, os deslocados estão em centros de acolhimento criados nas províncias de Nampula, Niassa, no norte do país, Zambézia, no centro e Inhambane, na zona sul.

Neste mês, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deverá reunir em sessão extraordinária para debater a situação de segurança na região, particularmente em Moçambique.

Movimento de regresso pressiona postos de fronteira

Os postos de fronteira de Ressano Garcia, Namaacha e Ponta doOuro, na província de Maputo, registaram ontem, pelo segundo terceiro dia consecutivo, uma avalanche de pessoas que pretendiam regressar aos seus locais de trabalho na África do Sul, num contexto de restrições impostas pelo novo coronavírus.

Devido a esta situação, formaram-se longas filas, sendo que em Ressano Garcia, a maior fronteira do país, as viaturas que seguiam rumo à África do Sul podiam ser vistas por quilómetros e em algum momento embaraçaram a circulação no sentido contrário.

O cenário começou a registar-se no domingo,e Juca Bata, porta-voz do Serviço Nacional de Migração na província de Maputo, relacionou-ocom a demora da abertura do lado sul-africano da fronteira de Ressano Garcia e a exigência do teste da Covid-19.

Apesar do arranque do posto de Lebombo  (com atraso de cerca de três horas) e activação da paragem única no quilómetro quatro, do lado moçambicano, as dificuldades de travessia prevaleceram, facto associado ao novo protocolo que inclui a apresentação de teste negativo da Covid-19.

Em condições normais,a fronteira abre às seis horas e encerra às 21 mas, segundo Bata, a equipa de rastreio da Covid-19 chegou com atraso de três horas nos dois dias (domingo e ontem), para além de ter encerrado duas horas antes do previsto, pelo menos no último fim-de-semana.

As autoridades sul-africanas exigem que os viajantes voltem a fazer o teste, alegando que o exame rápido, feito na altura da entrada para Moçambique, tem a validade de 72 horas. Assim, os viajantes têm de voltar a despender 170 randes (cerca de 870 meticais).

Para minimizar a situação, foram formados postos de atendimento no quilómetro quatro, dez e quinze, do lado moçambicano, sendo que depois dos procedimentos nestes postos os viajantes são depois escoltados até ao outro lado da fronteira.

Mesmo assim, segundo a fonte, nalgum momento houve casos de “indisciplina” no domingo e ontem que acabaram por provocar congestionamento, não permitindo o fluxo normal de veículos nos dois sentidos.

A força no terreno foi reforçada paracontrolar a situação, mas o movimento de saídas continuava a crescer até ao período da noite de ontem.

O facto é que, contrariamente aos anos passados, a maior parte dos viajantes atravessa em viaturas particulares e não em machimbombos como da Vaal Maseru,que transportavammineiros, número que se adiciona aos camiões de carga.

O comando conjunto Moçambique-África do Sul estava reunido até ao fecho da presente edição para delinear estratégias. Entre as opções na mesa, segundo Bata, constava a abertura da fronteira 24 horas, pelo menos durante um ou dois dias,e a flexibilização do rastreio da Covid-19.

“Nós estamos disponíveis a trabalhar 24 horas, mas os sul-africanos estão a observar o recolher obrigatório a partir das 21 horas”, disse.

Até antes de sábado, tinham passado pela fronteira moçambicana pouco mais de 106 mil pessoas, sendo 68.861 entradas. Mas só nodia 2 de Janeiro houve 3923 saídas e 756 entradas.

Entretanto,e aliado aos testes, pelo menos 23 moçambicanos foram detidos ontem pelas forças de segurança da África do Sul, no posto de Kosi Bay, do outro lado da fronteira da Ponta do Ouro.

Os imigrantes moçambicanos foram detidos separadamente por falta de teste daCovid-19 e tentativa de entrada ilegal na África do Sul.

Ponta do Ouro e Namaacha foram colocadas como fronteiras alternativas pelas autoridades moçambicanas,numa tentativa de descongestionar Ressano Garcia, que, muitas vezes, tem sido vista como a única porta de entrada e/ou saída do país.

Moçambique testa nova variante da Covid-19 nos laboratórios sul africanos

Moçambique  tem estado a seleccionar, aleatoriamente, amostras do coronavírus e enviá-las para análises laboratoriais na África do Sul, visando apurar se se trata ou não da nova variante da doença, detectada no Reino Unido e, posteriormente, no país vizinho.

O facto foi avançado pelo director de Inquéritos no Instituto Nacional de Saúde (INS), Sérgio Chicumbe, apontando que a instituição que lidera a testagem para o coronavírus tem capacidade para detectar janelas de mutações do vírus e não precisamente a nova variante, razão pela qual recorre ao laboratório de referência regional na África do Sul, no quadro da parceria existente entra ambos países .

Chicumbe, que falavasegunda-feira última em Maputo, durante a habitual conferência de imprensa destinada a actualizar os dados da pandemia da Covid-19 no país e no mundo, disse que até ao momento não havia nenhum resultado positivo entre os lotes de amostras encaminhados para testes laboratoriais.

Reiterou que as amostras são seleccionadas de forma aleatória e não por alguma desconfiança e/ou indicação desetratar da nova variante do SARS-coV-2, apontada como mais contagiosa e agressiva a ponto de causar a Covid-19,até em pessoas mais jovens,aparentementeresistentes para a primeira estirpe.

Chicumbeexplicouque o INS está, neste momento, a dotar-se de capacidadespara detectar a nova variante do coronavírus eque,enquanto isso não surge, vai recorrendo aos parceiros sul-africanos, aos quais manda lotes de amostras aleatórias.

O director de Inquéritos chamou atenção para o facto de, segundo a avaliação do número de novos casos, internamentos e óbitos, a pandemia estar a evoluir no país, podendo-se estar a caminhar para uma segunda onda de infecções.

Estatísticas do Ministério da Saúde apontaram que o país registou um pico da pandemia da Covid-19 entre os meses de Setembro e Outubro, altura a partir da qual houve uma relativa redução de infecções. Actualmente, o número diário de novos casos positivos volta a aumentar, situação que Lorna Gujral, chefe de departamento de Vigilância em Saúde, associou-a a um eventual relaxamento nas medidas preventivas da doença.

A médica justificou o relaxamento na prevenção com as aglomerações que se registam um pouco por todo o país, principalmente nos grandes centros urbanos, fraco uso da máscara, intenso movimento de pessoas, desmantelamento dos pontos de lavagem das mãos, entre outros comportamentos assistidos durante a quadra festiva.

Guiné-Bissau: demitido director de gabinete nacional da Interpol

O Director do Gabinete Nacional de Interpol foi demitido das suas funções pelo Ministro da Justiça, Fernando Mendonça. Para o cargo foi nomeado o antigo Procurador-geral da República, Bacari Biai.

Melancio Correia, quadro da Polícia Judiciária guineense, foi exonerado do cargo, depois da Secretária-geral da Interpol ter indeferido a solicitação da publicação do pedido de aviso vermelho, feito a 12 de Dezembro de 2019, pelo Ministério Público da Guiné-Bissau, contra o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

A decisão do Ministro da Justiça, Fernando Mendonça, aconteceu no dia em que os advogados do Presidente do PAIGC consideram, em conferência de imprensa, que o “Gabinete Nacional de Interpol acabou por sair beliscado, por ter permitido a ‘interferência’ do Procurador-geral e do Presidente da República, em aceitar solicitar a emissão de mandado de captura internacional, quando sabia, que tal pedido colide de forma frontal e grosseira com as normas da Polícia Internacional”.

Jovem muda de sexo para poupar dinheiro no seguro do carro

Um jovem canadiano decidiu mudar de sexo para poupar algumas centenas de euros no seguro do carro.

David, de 23 anos, ficou revoltado quando soube que o seguro iria custar-lhe 2888 euros anuais, visto que já tinha um acidente e várias multas no cadastro. Descobriu, porém, que se fosse uma mulher, pagaria apenas 2200 euros, pelo que não hesitou e decidiu mudar de sexo no cartão de identidade, bastando para tal garantir que se identificava como mulher

Líder de grupo de extrema direita detido em Washington DC

O líder do grupo de extrema direita americano conhecido por Proud Boys (Rapazes orgulhosos, em português) foi preso pela polícia de Washington DC na noite de segunda-feira, 4, dois dias antes de partidários do Presidente Donald Trump realizarem manifestações na capital contra a vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial de novembro.

O Departamento de Polícia Metropolitana do Distrito de Colúmbia disse ter prendido Henry “Enrique” Tarrio sob acusação de destruição de propriedade por queimar uma placa de Black Lives Matter que foi arrancada de uma histórica igreja afro-americana durante os protestos em Washington no mês passado.

Tarrio foi detido num taxi depois de chegar à capital americana, enquanto dava uma entrevista a um jornal.

Os Proud Boys devem concentrar-se junto do Capitólio amanhã, 6, durante a reunião conjunta do Congresso que vai formalizar a vitória de Biden.

A polícia local espera protestos violentos dos apoiantes de Trump, enquanto a mayor Muriel Bowser pediu aos residentes que não se dirigem às ruas.

Desde ontem, restaurantes, bares e comércio fecharam as portas para evitar a destruição das suas propriedades.

A polícia e as autoridades de Washington alertaram os apoiantes de Trump para não trazerem armas, por ser ilegal portar armas em campo aberto e sem uma licença local na capital.

A Guarda Nacional de Washington DC disse que reforçará a segurança com 300 membros.

O Presidente Donald Trump incentivou a manifestação, classificando a quarta-feira como um “dia histórico”.

Henry “Enrique” Tarrio, que vive em Miami e é filho de latinos, também enfrenta acusações de porte de arma depois que a polícia encontrou dois carregadores de armas de alta capacidade na sua posse.

Protesto contra Senador Hawley

Com a temperatura em alta nas vésperas da sessão do Congresso, o senador republicano Josh Hawley disse que a família foi alvo de “canalhas da Antifa” que assustaram os seus parentes na sua casa em Washington DC na noite de segunda-feira, 4.

Hawley anunciou que vai contester os votos do Colégio Eleitoral que deu a vitória a Joe Biden.

O grupo envolvido no protesto perto da casa do senador, ShutDown DC, disse que os activistas apenas fizeram uma “vigília” e entregaram uma cópia da Constituição dos Estados Unidos na porta da residência dele.

EUA vão continuar a reconhecer Juan Guaidó como Presidente legítimo da Venezuela

Os Estados Unidos indicaram na terça-feira (05), que continuam a reconhecer Juan Guaidó como Presidente interino e legítimo da Venezuela, defendendo que o líder opositor venezuelano foi o último a ser democraticamente eleito para o Parlamento.

Numa declaração do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo acusa o regime “ilegítimo” de Nicolas Maduro de “encenar” as eleições legislativas “fraudulentas” a 06 de dezembro passado e que a comunidade internacional rejeitou a legalidade da votação.

“Sessenta países de todo o mundo juntaram-se ou em declarações conjuntas, incluindo as da União Europeia, a Organização dos Estados Americanos o Grupo de Lima e o Grupo Internacional de Contacto, ou posicionaram-se individualmente, rejeitando essas vergonhosas eleições”, lê-se no comunicado de Pompeo.

Nesse sentido, o chefe da diplomacia norte-americana acusou a nova Assembleia Nacional, que hoje tomou posse, de ter “ocupado o Palácio Federal Legislativo em Caracas, considerando que o novo Parlamento é “ilegítimo” e que as decisões aí tomadas “não serão reconhecidas” pelos Estados Unidos.

“Os Estados Unidos reconhecem o Presidente interino Juan Guaidó como o Presidente legítimo da Venezuela. O Presidente Guaidó e a Assembleia Nacional legítima foram eleitos democraticamente em 2015 pelo povo venezuelano”, escreveu Pompeo, que lembrou as mudanças no regime então aprovadas pelo Parlamento.

Uma delas, indica Pompeo, foi a aprovação, a 26 de dezembro de 2016, de reformas no Estatuto da Transição que, de acordo com a Constituição venezuelana, atribui bases legais explícitas para que o Parlamento continuasse a desempenhar o seu papel constitucional.

“O Presidente Guaidó e a Assembleia Nacional são os únicos representantes democráticos do povo venezuelano reconhecidos pela comunidade internacional e devem ser libertados do assédio, ameaças, perseguição e outros abusos de Maduro”, afirmou o secretário de Estado norte-americano.

Pompeo defendeu também o desejo de “milhões de venezuelanos” em obter uma solução pacífica para a “situação calamitosa” em que o país se encontra.

Por isso, apelou aos partidos políticos e às organizações da sociedade civil, incluindo estudantes, associações religiosas, “chavistas” (o regime do ex-Presidente da Venezuela Hugo Chavez), famílias militares, trabalhadores e empresários para que se reúnam numa manifestação para exigir uma transição pacífica através de eleições presidenciais e legislativas “livres e justas”.

Os membros da nova Assembleia Nacional venezuelana foram hoje empossados numa sessão solene, tendo sido confirmados 256 deputados dos partidos pró-regime, 20 da oposição (desvinculada de Juan Guaidó) e um do Partido Comunista.

Estes deputados foram eleitos nas legislativas realizadas a 06 de dezembro, num escrutínio não reconhecido pela oposição.

Também hoje, a oposição venezuelana realizou uma sessão parlamentar, conduzida de forma virtual, em que Guaidó jurou que o parlamento oposicionista continuará em funções.

A sessão parlamentar opositora decorreu no formato virtual e ao mesmo tempo em que nos espaços físicos do Parlamento tomavam posse os deputados eleitos nas legislativas de dezembro último.

A oposição venezuelana, liderada por Juan Guaidó, não reconhece Nicolás Maduro como Presidente da Venezuela e denuncia alegadas irregularidades nas eleições presidenciais antecipadas de 2018, acusando o chefe de Estado de estar a “usurpar” o poder.

A Venezuela tem, desde janeiro de 2020, dois Parlamentos parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, e um pró-regime do Presidente Nicolas Maduro, liderado por Luís Parra, que foi expulso do partido opositor Primeiro Justiça, mas que continua a afirmar ser da oposição.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino do país até afastar Nicolas Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas.

Ataques perto do projecto de gás levantam incertezas quanto ao futuro

Os ataques no passado dia 1 dos insurgentes a cerca de cinco quilómetros do local onde a Total está a instalar uma central de gás natural liquefeito em Afungi, no distrito de Palma, província moçambicana de Cabo Delgado, levaram a companhia francesa a evacuar os funcionários estrangeiros e a enviar os trabalhadores moçambicanos para as suas áreas de origem.

A empresa também suspendeu as actividades e, questionada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), respondeu ser “uma resposta à situação existente, incluindo os desafios em curso associados à Covid-19 e à situação de segurança no norte de Cabo Delgado”.

“O ambiente operacional continua em avaliação contínua”, acrescentou o porta-voz da Total, que diz “manter uma comunicação permanente com as autoridades moçambicanas sobre o assunto”.

Em Moçambique, analistas dizem que a redução do número de trabalhadores da petrolífera agrava ainda mais o nível de incerteza relativamente ao projecto de gás natural liquefeito, em Cabo Delgado.

Para a economista e pesquisadora do Centro de Integridade Pública (CIP), Inocência Mapisse, a redução da força de trabalho vai ter graves implicações no calendário de execução do projecto.

Mapisse avança que o nível de incerteza está a ficar cada vez mais elevado “pelo facto de os ataques estarem a ocorrer em locais muito próximos do projecto da Total, e conforme estão a sugerir algumas correntes de opinião, é provável que o projecto seja adiado, o que não é desejável”.

“A execução do projecto vinha ocorrendo de forma satisfatória, mas quando se registam ataques a cerca de cinco quilómetros do acampamento de Afungi, fica-se sem saber se o projecto de gás natural liquefeito vai ser desenvolvido ou não”, afirma o analista Francisco Ubisse, para quem “o Governo deve encarar esta questão com muita seriedade”.

Por seu turno, o também analista Alexandre Chiure considera bastante preocupante a situação “porque julgava que as empresas petrolíferas que operam em Cabo Delgado tivessem uma protecção especial”.

Chiure anotou que a solução para o conflito em Cabo Delgado ainda vai demorar algum tempo, dado que a cooperação de Moçambique com o mundo na luta contra o terrorismo está a ser desenvolvida de forma muito lenta”.

Entretanto, o ministro moçambicano da Defesa Nacional, Jaime Neto, garante que as Forças de Defesa e Segurança estão prontas para proteger não só Afungi como todos os locais que possam ser alvos de ataques terroristas.

EUA responsabilizam Rússia pelos ataques informáticos contra vários departamentos

As principais agências de segurança dos Estados Unidos da América apontaram ontem (05), a Rússia como a responsável pelos ataques informáticos em larga escala contra vários departamentos da administração norte-americana, apontando para um objetivo de “espionagem”.

Segundo a agência AP, esta declaração, expressa em comunicado, representou a primeira tentativa formal do Governo norte-americano de atribuir responsabilidades à Rússia por estes ataques informáticos.

Anteriormente, as autoridades norte-americanas, nomeadamente o procurador-geral William Barr e o secretário de Estado Mike Pompeo tinham responsabilizado a Rússia por estes ataques.

Contudo, há cerca de um mês o presidente demissionário dos EUA, Donald Trump, tinha sugerido que o ataque informático poderia ser responsabilidade da China.

Entretanto, a Embaixada da Rússia nos Estados Unidos já garantiu que “a Rússia não realiza operações ofensivas no ciberespaço”.

Este ataque informático contra vários departamentos da administração norte-americana prolongou-se durante vários meses antes de ser descoberto pelo grupo de segurança informático – FireEye – que também foi alvo de intrusão, em dezembro.

Covid-19: Perda de olfato atinge mais os doentes ligeiros, segundo estudo

Um estudo hoje divulgado revela que a perda do olfato, um dos sintomas da covid-19, prevalece mais nos doentes ligeiros.

O estudo, publicado na revista da especialidade Journal of Internal Medicine, analisou a prevalência da perda do olfato e a sua recuperação em 2.581 doentes, desde os mais ligeiros aos mais graves, em 18 hospitais europeus.

A perda do olfato é um dos sintomas mais comuns da covid-19, uma doença respiratória causada por um novo coronavírus.

De acordo com o estudo, que se baseou em avaliações clínicas, a perda do olfato foi identificada em 54,7% dos casos de covid-19 ligeiros e em 36,6% dos casos moderados a graves.

Menos de metade dos doentes não conseguiu recuperar o sentido do olfato passados dois meses (15,3%) a seis meses (4,7%), adianta em comunicado a editora que publica a revista médica.

A covid-19 é transmitida por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A pandemia da covid-19 já provocou pelo menos mais de 1,8 milhões de mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Comandante policial alerta para perigo dos ataques de insurgentes se alastrarem a Niassa

Niassa faz fronteira com a província moçambicana de Cabo Delgado, onde insurgentes realizam ataques há mais três anos. O comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província do Niassa, Arnaldo Chefo, alertou para a possibilidade de os ataques dos insurgentes em Cabo Delgado se alastrarem para a vizinha província do Niassa.

Ele acrescentou que as frequentes incursões dos insurgentes em Cabo Delgado constituem uma grave ameaça para aquela província, o que, para observadores, é uma possibilidade real.

“Temos uma grande preocupação com o terrorismo em Cabo Delgado, e nós, sendo vizinhos daquela província, temos que estar permanentemente atentos para que os terroristas não penetrem na nossa província”, afirmou aquele oficial da polícia.

No Niassa tem ocorrido ataques armados, que na óptica dos governantes, nada têm a ver com a insurgência em Cabo Delgado.

Sublinhe-se que a província do Niassa acolhe centenas de deslocados fugidos de guerra em distritos do norte e centro de Cabo Delgado.

O analista João Mosca diz que esse alastrar do conflito para o Niassa pode acontecer porque este conflito tem alguma base social de apoio.

O economista e director do Observatório do Meio Rural considera que o facto de os insurgentes estarem a ser combatidos em Cabo Delgado pode fazer com que eles procurem novas posições noutras províncias do norte de Moçambique.

Contudo, para João Mosca, é preciso entender o fenómeno no seu conjunto porque toda a zona norte de Moçambique tem elevados níveis de pobreza e desigualdades, sendo lá onde se registam também diferentes tipos de tráficos.

“É preciso investigar os problemas que fazem com que parte da população apoie esses grupos de atacantes, muitos dos quais são pessoas locais, porque a componente militar, ela sozinha, não vai resolver o problema”, realça João Mosca.

Ele refere ainda ser preciso solucionar os graves problemas que existem na região, “caso contrário, muito possivelmente, o conflito vai continuar, tanto mais que tem alguma base social de apoio”.

Refira-se que na segunda-feira, 4, a polícia em Cabo Delgado confirmou que um grupo de insurgentes tinha sido acolhido em três residências no bairro de reassentamento de Quitunda, em Palma.

Covid-19: Regulador europeu volta hoje a reunir peritos para decidir sobre vacina da Moderna

A Agência Europeia do Medicamento volta hoje a reunir os seus especialistas para decidir se aprova ou não a vacina experimental contra a covid-19 produzida pela empresa de biotecnologia norte-americana Moderna.

Os peritos reuniram-se na segunda-feira (04), antecipando-se em dois dias à reunião que já estava marcada, mas decidiram prosseguir as discussões hoje.

Na terça-feira, o regulador europeu indicou que os seus especialistas estavam “a trabalhar arduamente para esclarecer questões pendentes com a empresa”.

Caso a Agência Europeia do Medicamento dê hoje o seu aval à vacina da Moderna, já autorizada pelo regulador norte-americano, será a segunda vacina autorizada na União Europeia, depois da do consórcio Pfizer-BioNTech, que começou a ser administrada em 27 de dezembro em Portugal e em outros países europeus.

O regulador europeu tem abertos, desde 01 de dezembro de 2020, dois processos de revisão em tempo real das vacinas desenvolvidas pela farmacêutica Janssen, filial da norte-americana Johnson & Johnson, e pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica britânica AstraZeneca, embora nenhuma delas tenha ainda solicitado uma autorização condicional para o seu uso na União Europeia.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos mais de 1,8 milhões de mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.286 pessoas dos 436.579 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

Polícia moçambicana considera falso caso de comandante distrital acusado de união com menor

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia, centro do país, considerou ontem, falsa a denúncia de uma alegada união ilegal envolvendo um comandante distrital da polícia e uma menor de 16 anos.

“Instaurámos uma comissão de inquérito que foi até ao distrito de Morrumbala e constatámos que não há evidências do envolvimento do comandante distrital com esta menor”, disse Sidner Lonzo, em declarações à comunicação social na Zambézia.

Em causa está uma denúncia, há uma semana, de organizações da sociedade civil de um caso de uma alegada união entre o comandante da PRM no distrito de Morrumbala (Zambézia) e uma menor de 16 anos, cuja cerimónia terá, segundo as ONG, sido acompanhada por “alguns funcionários seniores do Estado daquele distrito”.

O caso foi denunciado por um comité comunitário de proteção da criança do distrito de Morrumbala, através de uma carta submetida, em 09 de dezembro, à Procuradoria-Geral da República, ao gabinete provincial de Atendimento à Família e Menor Vítimas de Violência e à Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

“Infelizmente nós [a sociedade] ainda não estamos preparados para este contexto de várias informações falsas”, acrescentou o porta-voz da polícia.

A Procuradoria Provincial da Zambézia havia pedido, na quinta-feira, a suspensão temporária do comandante distrital da polícia, tendo também destacado um grupo para investigar o caso.

Moçambique continua a registar uma das taxas mais elevadas de prevalência de uniões prematuras, com cerca de 48% das raparigas a casarem-se antes de atingir os 18 anos.

Os casamentos são geralmente negociados pelas famílias e usados como estratégia para escapar à pobreza.

Em outubro de 2019, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar a Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras, aprovada em julho do mesmo ano pelo parlamento.

A lei elimina uniões maritais envolvendo pessoas com menos de 18 anos, punindo com pena até 12 anos e multa até dois anos o adulto que se casar com uma criança.

O diploma sanciona ainda com pena até dois anos o adulto que ficar noivo de menor de 18 anos.

A pena é igualmente extensível a adultos que participarem nos preparativos do noivado e a qualquer adulto que aceitar viver numa união arranjada por outras pessoas, quando tenha conhecimento de que o parceiro tem menos de 18 anos.

As sanções estão igualmente previstas para funcionários públicos, líderes religiosos e líderes tradicionais que celebrarem casamentos envolvendo menores de 18 anos, caso em que o servidor público será condenado a pena até oito anos de cadeia.

Agente da polícia suicida-se dentro do posto de trabalho em Inhambane

Um começo de ano sombrio para a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Inhambane. Um agente afecto ao Posto Policial de Mawayela, no distrito de Panda, pegou numa arma de serviço que estava em sua posse e atirou na própria cabeça, tendo perdido a vida imediatamente no local.

Segundo Juma Dauto, do Comando Provincial da PRM em Inhambane, o agente tomou o seu almoço junto dos colegas e, em seguida, despediu-os alegando que ia descansar.

Foi precisamente nesse instante, dentro da casota, que o agente empunhou uma arma do tipo AK-47, carregou-a e atirou na própria cabeça.

Quando os colegas ouviram o tiro, foram a correr para a casota, mas já era tarde e encontraram o corpo do referido agente deitado na cama e ensanguentado.

Juma Dauto disse ao “O Pais” que os colegas directos do membro da PRM disseram ter visto ele por muito tempo ao telefone e a discutir com alguém da família, sem no entanto revelar quem e nem as razões que levaram o malogrado a tomar a decisão de pôr fim à própria vida.

Este é o segundo caso de um agente da Polícia que coloca fim à própria vida em menos de seis meses. Outro caso deu-se em Junho do ano passado, na cidade da Maxixe, e com os mesmos modus operandi. O referido agente estava na sua casa, quando pegou numa arma de fogo e, também, atirou na própria cabeça.

Fontes próximas à família dizem que o agente tinha problemas com a esposa.

O comando da PRM em Inhambane prefere não comentar os casos em particular e diz que não se pode olhar para o fenómeno apenas dentro da corporação.

Aliás, Juma citou como exemplos vários casos de professores, psicólogos, estudantes e até líderes comunitários que colocaram fim as próprias vidas sem motivos aparentes.

Refira-se que os dois agentes da Polícia usaram as armas que lhes tinham sido atribuídas no serviço, para se suicidarem.

Moçambique com 79 novos casos da COVID-19 e 241 recuperados

As autoridades de saúde anunciaram na terça-feira (05), que 241 pacientes ficaram livres do novo Coronavírus. Entretanto, outras 79 pessoas contraíram o vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, dos recuperados da infecção, 186 são cidade da Maputo, 19 da província de Niassa, 15 de Manica, 11 da Zambézia, cinco de Gaza, quatro na província de Maputo e um de Inhambane.

Assim, o total de indivíduos já sem o vírus subiu para 17.069. Ou seja, 87.3% de todas as pessoas infectadas no país, desde Março passado.

Com as 79 novas infecções registadas de segunda para terça-feira, Moçambique soma 19.542, sendo 19.226 resultantes de transmissão local e 316 importados.

O número de doentes hospitalizados reduziu de 89, na segunda-feira, para 80, esta terça-feira, diz uma nota do Ministério da Saúde, esclarecendo que o país regista um cumulativo de 866 internados desde Março do ano passado.

A saúde explica ainda que os doentes acamados padecem de outras doenças crónicas, com destaque para a hipertensão arterial e as diabetes.

Moçambique tem um registo cumulativo de 171 óbitos devido à COVID-19 e 2.298 casos activos.

Houve mais de mil pedidos de bilhetes de identidade num só dia na cidade de Maputo

A Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC) diz que só na segunda-feira deram entrada nos balcões de atendimento da cidade de Maputo mais de 1.000 pedidos para emissão de bilhetes de identidade, muito acima da média diária de 400 unidades.

Este número representa um aumento de 600 pedidos, uma vez que “em dias normais a média para a emissão de bilhetes de identidade tem sido entre 400 e 500”. A informação foi tornada pública pelo porta-voz da DNIC, Alberto Sumbana.

Durante uma conferência de imprensa, a fonte disse que o número deve-se à interrupção de actividades, durante cinco meses, nos serviços de identificação civil, por conta da pandemia do novo Coronavírus.

“Ontem [segunda-feira], por ser o primeiro dia útil do ano, todos correram para tratar bilhetes de identidade porque precisam arranjar emprego, fazer matrículas e outras actividades” que carecem da “apresentação deste documento”, explicou o interlocutor.

Segundo Alberto Sumbana, o “estranho” é que a enchente nos guichês foi verificada apenas na capital moçambicana, no balcão montado próximo ao Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP). Nos noutros pontos da cidade e província de Maputo os pedidos de emissão de bilhetes de identidade não ultrapassaram as habituais 400 unidades/dia.

Conforme explicou o porta-voz da DNIC, algumas pessoas que procuram por estes serviços vêm das províncias de Gaza, Inhambane e de outros pontos da cidade de Maputo, supostamente porque o processo é célere naquele balcão, comparativamente aos seus pontos de origem.

“A pensar do caos que registámos, estamos preparados para atender os utentes e há um esforço que a instituição está a fazer” para responder à demanda.

A fonte apelou os utentes a aproximarem-se igualmente aos balcões de atendimento existentes próximo às suas residências para descongestionar o balcão de atendimento perto do SENSAP, neste momento o mais solicitado.

DESLOCADOS DE CABO DELGADO TERÃO BILHETES DE IDENTIDADE GRATUITOS

Num outro desenvolvimento, Sumbana revelou que mais de 500 mil deslocados pelos ataques terroristas em Cabo Delgado vão beneficiar de bilhetes de identidade gratuitos, mercê de uma campanha com duração de três meses.

“Neste momento, a campanha decorre no distrito de Metuge, mas serão abrangidos todos os centros de deslocados de Cabo Delgado e da província de Nampula”, garantiu Sumbana.

O UNICEF e a Universidade Católica de Moçambique vão financiar a campanha. A acção irá beneficiar igualmente as pessoas que acolheram deslocados dos ataques terroristas em suas casas

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