Uma pessoa morreu por cólera, num total de 11 contaminadas, desde a última semana de Dezembro, no distrito de Montepuez, em Cabo Delgado. Por conta da situação, as autoridades declararam o surto da cólera no distrito, o quinto da província a ser assolado pela epidemia.
Depois de Mocímboa da Praia, Macomia, Ibo, Metuge e cidade de Pemba, a epidemia chegou a Montepuez, onde eclodiu em Dezembro último. Além de matar foram detectados 11 doentes internados no Centro de Tratamento de Diarreias.
O facto foi confirmado pelo secretário de Estado na província, Armindo Ngunga, esta terça-feira, numa conferência de imprensa convocada para declarar o surto de cólera, depois de as autoridades de saúde terem reportado os mais de 200 casos de diarreias agudas.
“A vigilância laboratorial para determinar as causas da diarreia permitiu a confirmação de um caso positivo para o vibrião colérico, no dia 20 de Dezembro de 2020. No dia 2 de Janeiro de 2021, mais um caso positivo, o que satisfaz os critérios para a declaração de surto de cólera no distrito de Montepuez. Portanto, estamos com cólera em Montepuez”, afirmou Armindo Ngunga.
O governo de Cabo Delgado está preocupado com o alastramento da cólera para Montepuez, o quinto distrito da província afectado pela epidemia, que já matou mais de dezenas pessoas, desde que eclodiu em Dezembro de 2019.
“De Janeiro de 2020 até 05 de Janeiro de 2021, foram notificados, em toda província, 2.125 casos e 37 óbitos, o que representa uma letalidade de 1.7 por cento, contra 282 casos” e nenhum óbitos, “em igual período de 2019. Portanto, houve um aumento de casos em mais de 100 por cento”, alertou a fonte.
Uma das principais causas que dificulta o combate à cólera, segundo análise de Ngunga, é a “movimentação intensa de pessoas, mas isso não quer dizer que os deslocados sejam os focos de contaminação, porque se formos a ver, Ancuabe também já registou casos de cólera”, mesmo sendo “uma zona em que não há ataques terroristas”.
Houve primeiros relatos de cólera na Ilha do Ibo, tendo-se espalhado a para a cidade de Pemba e o distrito de Metuge. Mais tarde, a epidemia passou para Macomia e Mocímboa da Praia, os dois pontos onde actualmente não há estatísticas exactas e muito menos se conhece a realidade situação da doença. O mais agravante é que parte da população não tem acesso aos cuidados médicos devido aos ataques terrorismo.
Além de grave, a situação é considerada “estranha” uma vez que o aumento de casos e prolongamento da epidemia, por mais de um ano, acontecem numa altura em que se esperava que Cabo Delgado estivesse livre da epidemia, depois da realização de duas campanhas de vacinação. Estima-se que mais de 10 mil pessoas foram abrangidas e tomaram duas doses do medicamento para se manter imune à doença, por um período de cerca de dois anos, segundo o Ministério da Saúde.
O país e o mundo são assolados pelo novo Coronavírus, mas para Moçambique foi mais um “fardo” que se acrescentou aos ataques terroristas em Cabo Delgado e militares em Manica e Sofala.
E sob esta, digamos, dura realidade a vida segue e diferentes sectores reinventam-se. Foi neste contexto que o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano deu início, no passado dia 30 de Novembro de 2020, às matrículas de novos ingressos da primeira classe, cujo término está previsto para 26 de Fevereiro de 2021.
No seu balanço preliminar, o pelouro da Educação e Desenvolvimento Humano calcula que já matriculou, nos primeiros 19 dias do processo, aproximadamente 238 mil alunos de um total de cerca de um milhão e quinhentos previstos em todo o país.
“Para nós, como sector, comparativamente, ao ano passado, pois os pais estão a afluir porque nos outros anos tem sido mais complicado”, apontou Gina Guibunda, sem se esquecer dos condicionalismos impostos pelo novo Coronavírus.
Os dados são satisfatórios até num dos pontos que menos se esperava devido aos ataques terroristas: em Cabo Delegado. Nesta província, há pouco mais e 27 mil crianças inscritas de um universo de pouco mais de 120 mil, o que equivale a 23%, uma percentagem acima da média nacional que é de 15%. Este ponto do país só está abaixo da cidade e província de Maputo com 45 e 29%, respectivamente e “isto, para nós, encoraja-nos”.
Onde os números não são tão encorajadores é nas províncias de Manica, Sofala e Gaza, que, neste momento, estão muito aquém da média nacional. Gina Guibunda esclarece que, para o caso das províncias do centro não tem nada a ver com os ataques.
“Se calhar, os pais possam ter relaxado um pouco, pensando que ainda há tempo até 26 de Fevereiro e poderão matricular os filhos”, justificou Gina Guibunda, para quem os números baixos de matrícula registados no centro do país não têm a ver com os ataques armados, uma vez que “se Cabo Delgado está muito acima da média” pode ser que não tenha “nada a ver com o terrorismo”.
Gina Guibunda apela aos pais e encarregados de educação a matricularem os seus filhos ainda a tempo como forma de dar espaço aos gestores escolares para organizar os alunos em função da nova realidade imposta pela COVID-19. A situação levou à extensão do calendário escolar até Fevereiro de 2021.
No dia 25 de Janeiro iniciam os exames da 7ª classe e os do ensino secundário vão iniciar no dia 01 de Fevereiro, revelou a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
O ano lectivo 2021 vai arrancar no mês de Março e com término previsto para Dezembro.
Subiu de seis para 10 o número de mortes devido à tempestade “Chalane”, em Manica. As pessoas afectadas também aumentaram de 1.800 para 15.448, segundo o balanço provisório do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).
O mau tempo fustigou as províncias de Manica, Sofala e Zambézia, semana passada. As 10 mortes, em Manica, aconteceram por conta do desabamento de casas, afogamento, arrastamento pelas águas da chuva e electrocução.
O INGC aponta ainda para 3.082 pessoas, equivalentes a 15.448 famílias, assoladas pela tempestade “Chalane”.
O fenómeno desalojou ainda 257 famílias em Manica e a maioria vive em cinco centros de acomodação no distrito de Gondola.
No sector da Educação, 6.286 alunos e 118 professores foram afectados em consequência da destruição parcial de 66 salas de aula, diz o INGC.
Na Saúde, 13 unidades sanitárias não foram poupadas pela “Chalane”, que causou igualmente a perda de 84.829 hectares de culturas diversas em Manica.
Um antigo presidente do conglomerado financeiro chinês Huarong foi condenado à pena de morte por “corrupção e bigamia”, informou hoje um tribunal chinês.
LaiXiaomin foi considerado culpado de obter o equivalente a 215 milhões de euros, em subornos.
As quantias eram “extremamente grandes e as circunstâncias particularmente graves, e com intenções extremamente maliciosas”, apontou um tribunal de Tianjin, no norte do país.
O réu também foi condenado por bigamia, por ter “vivido muito tempo com outras mulheres”, fora do casamento, e das quais teve filhos ilegítimos.
Em janeiro de 2020, Lai fez uma confissão, que foi transmitida pela cadeia televisiva estatal CCTV.
As imagens de um apartamento em Pequim, que se acredita pertencer a Lai, com cofres e armários cheios de maços de dinheiro, foram também amplamente divulgadas pela imprensa.
LaiXiaomin garantiu que não “gastou um único cêntimo”.
“Não me atrevi a gastar” o dinheiro, disse.
As fotos também mostraram carros de luxo e barras de ouro que Lai supostamente aceitou como suborno.
Após ascender ao poder em 2013, o Presidente chinês, Xi Jinping, lançou a mais ampla campanha anticorrupção de que há memória na China.
Desde então, mais de um milhão e meio de quadros do Partido Comunista foram punidos.
O ministro da Economia britânico, Rishi Sunak, anunciou ontem, um novo programa de ajudas financeiras de 4.927 milhões de euros (4.500 milhões de libras) para apoio às empresas afetadas pelo novo confinamento sanitário decretado em Inglaterra.
Em comunicado, o ministro explica que os empresários dos setores de hotelaria, retalhistas e locais de diversão podem solicitar novas ajudas até a um máximo de 9.862 euros (nove mil libras) por cada companhia.
Rishi Sunak acrescenta que o objetivo é apoiar as empresas e proteger os postos de trabalho num período de novas restrições contra a pandemia de covid-19 e que podem prolongar-se até à primavera.
De acordo com o ministro, o novo pacote de ajuda financeira vai auxiliar cerca de 600 mil empresas em todo o país.
Paralelamente, Sunak anunciou outro programa de 647 milhões de euros (594 milhões de libras) para as autarquias locais e administrações da Escócia, Gales e Irlanda do Norte destinados a ajudas a empresas que eventualmente não forem abrangidas pelo pacote global.
“A nova variante do vírus (covid-19) coloca-nos um grande desafio enquanto continuamos o processo de vacinação. Tivemos necessidade de endurecer as restrições”, disse o ministro.
Durante os primeiros meses da pandemia, o Governo atuou com “rapidez para proteger vidas”, considerou Sunak, acrescentando que a nova injeção financeira vai “ajudar as empresas a superar os meses que estão pela frente e aguentar os postos de trabalho de forma a que os trabalhadores possam estar preparados para regressar” quando se verificar a “reabertura” das companhias.
As ajudas governamentais vão ser calculadas em função da dimensão de cada “empresa, bar ou café”.
Desta forma, os apoios aos negócios de menor dimensão podem pedir até 4.381 euros (quatro mil libras) e as médias empresas 6.575 euros (seis mil libras).
O Reino Unido voltou a impor o confinamento estrito, tal como em março, perante a propagação da nova variantedo coronavírus e após ter registado um novo máximo de contágios: 548.784 novos casos, na segunda-feira.
Oprimeiro-ministro, Boris Johnson disse na segunda-feira à noite que a nova variante do vírus é 50 a 70% mais transmissível e que se está a propagar de “forma alarmante”.
Por isso, o chefe do Governo instou os cidadãos a manterem-se em casa e saírem apenas “por motivos limitados” como “comprar bens essenciais, ajuda médica, fazer exercício ou para evitar situações de abuso doméstico”.
A partir de hoje e até meadosde fevereiro, as aulas do ensino secundário e universitárias vão realizar-se de forma remota, pela internet.
Os infantários vão manter-se a funcionar.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.843.631 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 7.186 pessoas dos 431.623 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Presidente russo, Vladimir Putin, discutiu com a chanceler alemã, Angela Merkel, a possibilidade de uma “produção conjunta de vacinas” contra o novo coronavírus, anunciou ontem, o Kremlin, enquanto Moscovo procura aumentar as suas capacidades nesta área.
Numa conversa telefónica, os dois líderes abordaram “questões de cooperação na luta contra a pandemia do novo coronavírus” e “a ênfase foi colocada nas possíveis perspetivas de produção conjunta de vacinas”, segundo um comunicado de imprensa do Kremlin.
“Ficou acordado continuar os contactos sobre este assunto entre os Ministérios da Saúde e outras estruturas especializadas dos dois países”, acrescentou a nota.
A vacina russa contra o novo coronavírus, chamada de “Sputnik V” em homenagem ao primeiro satélite lançado pela URSS em 1957, foi recebida com ceticismo na comunidade internacional.
O anúncio da sua aprovação, em agosto, antes mesmo do início de ensaios clínicos em grande escala (da fase 3) e da publicação de resultados científicos, foi considerado prematuro.
A vacinação da população russa com a Sputnik V começou no início de dezembro e foram enviados lotes para a Bielorrússia, Sérvia e Argentina, mas Moscovo admitiu que não tinha recursos de produção suficientes para fabricá-los rapidamente e em quantidade necessária.
A Índia deverá ajudar a produzir 100 milhões de doses doa Sputnik V e parcerias foram firmadas com o Brasil, a China e a Coreia do Sul.
De acordo com o comunicado do Kremlin, Vladimir Putin e Angela Merkel também discutiram a resolução do conflito entre as forças de Kiev e separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, em grande parte congelado desde acordos de paz assinados em 2015, mas cujo componente político está estagnado.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.843.631 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, um/a (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Associação Special Children Inclusion Organization (ASCIO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Agentes de Sensibilização e Mapeamento. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo pretende admitir para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais de Tecnologias de informação e Comunicação. Saiba mais.
O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Enfermeiros Superiores de Saúde Materno Infantil. Saiba mais.
Um homem foi detido no norte do México pelo alegado homicídio dos três filhos à pancada para se vingar da mãe das crianças, disseram os procuradores no domingo.
O gabinete dos procuradores no estado de Sonora (norte) disseram que os rapazes tinham 3,7 e 8 anos. O suspeito telefonou ao pai a contar o que tinha feito e o avô das crianças chamou a polícia.
O suspeito fugiu para Sonora, mas foi imediatamente detido e enviado para Hidalgo, onde ocorreram as mortes, para ser acusado.
Os procuradores acrescentaram que o homem discutiu com a mãe das crianças e matou os filhos “de modo a causar-lhe uma grande dor”.
“Aparentemente, numa vingança contra a mulher, matou os filhos”, de acordo com uma declaração publicada pelo gabinete.
A Índia autorizou duas vacinas contra a Covid-19, abrindo caminho para um enorme programa de inoculação para travar a pandemia do novo coronavírus no segundo país mais populoso do mundo.
O regulador de medicamentos da Índia deu uma autorização de emergência para as vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford e pela biofarmacêutica AstraZeneca, e outra desenvolvida pela empresa indiana BharatBiotech.
O plano inicial de vacinação do país visa vacinar 300 milhões de pessoas até Agosto, desde trabalhadores da Saúde a pessoal da linha de frente, incluindo a Polícia e aquelas consideradas mais vulneráveis devido à sua idade ou outras doenças.
O Instituto Serum da Índia, a maior empresa mundial de fabrico de vacinas, foi contratado pela AstraZeneca para fazer mil milhões de doses para nações em desenvolvimento, incluindo a Índia. Na sexta-feira, O Reino Unido foi o primeiro a aprovar a vacina.
A outra vacina conhecida como Covaxin é desenvolvida pela Bharat Biotech, em colaboração com agências governamentais.
A justiça da República Centro-Africana (RCA) abriu um processo, por “rebelião”, contra o antigo presidente François Bozizé, acusado de liderar uma “tentativa de golpe” durante as eleições presidenciais de dezembro, anunciou hoje o Ministério Público.
“Foi aberto um inquérito judicial” contra o antigo chefe de Estado, que foi derrubado em 2013 e cuja candidatura às eleições tinha sido invalidada, disse, em comunicado citado pela agência France-Presse, o procurador-geral de Bangui, Laurent Lemganmde, segundo o qual estão em causa “atos de desestabilização e rebeliões em curso”.
Bozizé regressou à República Centro-Africana um ano antes das eleições presidenciais e legislativas de 27 de dezembro, apesar de ter sido acusado de “assassinato” e “tortura” durante os seus 10 anos à frente do país (2003-2013).
A sua candidatura presidencial foi invalidada em 03 de dezembro pelo Tribunal Constitucional com o fundamento, entre outros, de que Bozizé se encontrava sob sanções da Organização das Nações Unidas por alegadamente apoiar grupos acusados pela ONU de crimes de guerra e crimes contra a humanidade entre 2013 e 2015, no auge de uma guerra civil que ainda hoje se mantém.
O antigo chefe de Estado aceitou a invalidação da sua candidatura em 15 de dezembro, mas quatro dias depois foi acusado pelo Governo do Presidente FaustinArchangeTouadéra, o favorito para ganhar um segundo mandato, de “tentativa de golpe de Estado”, encabeçando uma coligação de rebeldes que anunciou que queria confiscar “todo o território” e que contestava a realização de eleições.
Em 20 de dezembro, o partido de Bozizé negou a “tentativa de golpe”, mas o antigo presidente anunciou finalmente em 27 de dezembro, dia das eleições, que apoiava a causa da rebelião e apelou a um boicote às urnas de voto.
Mais de duas semanas após o anúncio da sua ofensiva, os grupos armados, que já controlavam dois terços da RCA, quase não ganharam terreno contra o destacamento de forças de segurança, forças de manutenção da paz da ONU e centenas de reforços fortemente equipados, principalmente paramilitares russos enviados por Moscovo e forças especiais ruandesas.
Portugal tem atualmente na RCA 243 militares, dos quais 188 integram a missão da ONU (Minusca) e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até setembro de 2021.
O Real Madrid está já a abrir os dossiers do mercado e para lá do interesse em David Alaba, defesa austríaco do Bayern Munique, o clube orientado por Zinedine Zidane está também de olho em Pau Torres, jogador do Villarreal.
De acordo com a radip Cadena COPE, o Real está interessado no central do Villarreal numa perspetiva de futuro, encarando o jogador de 23 anos, já internacional por Espanha com a confiança de Luis Enrique, como sucessor eventual de Sérgio Ramos.
A polícia nacional deteve 12 pessoas, incluindo trabalhadores que vivam escondidos no local.
Uma organização criminosa geria, a partir de uma vila luxuosa, em Sevilha, uma fábrica de tabaco ilegal capaz de produzir um milhão de cigarros por dia. Para esse feito, o grupo explorava trabalhadores que viviam em quartos sem janelas nos “centros de operação” em Marchena, Écija e Lucena.
A investigação, conta o La Vanguardia, foi levada a cabo pela Autoridade Tributária e a Polícia Nacional e resultou em 12 detenções – de nacionalidade espanhola, bielorrussa e ucraniana – 45.500 maços, 4.200 quilos de tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e 10.320 de folhas de tabaco.
Também foi apreendida maquinaria para a fabricação dos cigarros, vários veículos – um camião, uma carrinha e dois automóveis de gama alta, telemóveis, documentos e aparelhos informáticos. Tudo avaliado em cerca de 1,5 milhões de euros, segundo informou a Polícia Nacional espanhola.
As investigações tiveram início quando foi detetada a comercialização de tabaco, depois disso os investigadores perceberam que poderia existir uma fábrica numa cidade andaluza. As primeiras investigações levaram a Marchena e depois as restantes.
Todas as ações, como os detidos e as mercadorias apreendidas, foram colocadas à disposição do Tribunal de Instrução nº 1 de Marchena e não estão, para já, descartadas novas detenções.
A agência do serviço de informações dos Estados Unidos da América (CIA) lançou hoje uma nova versão do seu portal na internet, pretendendo diversificar os quadros da agência sediada no estado da Virgínia.
A nova versão do ‘site’ da CIA apresenta um menu destinado a ofertas de emprego, com detalhes sobre os salários iniciais, requisitos, setores de ação e um processo de candidatura simplificado.
“Percorremos um longo caminho desde que me candidatei simplesmente através de uma carta que dizia ‘CIA, Washington, D.C.'”, afirmou a diretora da agência, Gina Haspel, na CIA desde 1985.
Numa declaração citada pela Associated Press, Haspel afirmou que espera que o novo portal estimule o interesse dos norte-americanos e lhes dê a ideia de um “ambiente dinâmico que os aguarda”.
Haspel, a primeira mulher diretora da CIA, cargo que ocupa desde maio de 2018, tornou o recrutamento como uma prioridade da agência, que desde então realizou campanhas em serviços de ‘streaming’ e reforçou a sua presença nas redes sociais.
Além de Haspel, os cinco ramos da agência são liderados por mulheres, incluindo os de ciência e tecnologia, operações e inovação digital.
Durante o ano passado, a CIA nomeou Ilka Rodriguez-Dias como a primeira responsável para as relações hispânicas.
“A CIA nunca tinha estado no meu radar”, escreveu num texto publicado pelo jornal Miami Herald depois de alcançar o cargo.
“Não achava que encaixasse no perfil. No fim de contas, todos os espiões que tinha visto na televisão eram homens anglo-saxónicos da Ivy League [das principais universidades privadas norte-americanas], não latinas de Nova Jérsia“, disse então Rodriguez-Diaz, que está há mais de trinta anos na agência.
De acordo com um relatório realizado pelo gabinete do Diretor dos Serviços Nacionais de Informações, com dados de 2019, 61% dos quadros das mais de 12 agências de espionagem norte-americanas eram homens, enquanto 39% eram mulheres.
Negros ou afro-americanos (12%), hispânicos (7%) e asiáticos (4%) representavam as minorias mais presentes nestas agências.
“Mesmo com todos os desafios colocados por 2020, foi um ano de destaque para o recrutamento da CIA. Os próximos caloiros são o terceiro maior número em dez anos e representam a mais diversa reserva de talentos, incluindo pessoas com deficiências, desde 2010″, afirmou a porta-voz da CIA, Nicole de Haay, citada pela AP.
Um relatório apresentado pelo órgão responsável pela Auditoria, Avaliações e Investigações do Congresso dos Estados Unidos em dezembro apontou que a comunidade dos serviços de informações deve tomar passos para aumentar a diversidade.
O documento apontou que “nos últimos anos, a comunidade demonstrou o seu compromisso com a diversidade ao tomar passos para aumentar a proporção de mulheres, minorias éticas ou raciais e de pessoas com deficiências” nos seus quadros, mas que “ainda que algum progresso tenha sido feito”, a representação “continua abaixo dos critérios comparáveis”.
De acordo com a Sky Sports, o novo treinador do Paris Saint-Germain Mauricio Pochettino quer manter Moise Kean para lá do período de empréstimo por parte dos ingleses do Everton.
O avançado internacional italiano marcou nove golos desde que chegou à Cidade-Luz e os Toffees deverão pedir pelo passe qualquer coisa como 35 milhões, mais cinco do que pagaram à Juventus.
Moise Kean marcou quatro golos e fez duas assistências em 37 jogos pelo clube de Liverpool, a grande maioria na condição de suplente utilizado.
Dois candidatos democratas e dois republicanos concorrem hoje aos dois lugares em aberto para o Senado dos Estados Unidos, numa segunda volta que é decisiva para saber quem controlará a câmara alta do Congresso.
As sondagens dizem que está tudo em aberto nas eleições da segunda volta para os dois lugares no Senado pelo estado da Geórgia, onde os democratas não elegem ninguém há 20 anos.
Numa prova da importância política desta disputa, o Presidente eleito, Joe Biden, e o Presidente cessante, Donald Trump, deslocaram-se à capital da Geórgia, Atlanta, para comícios de apoio aos seus candidatos.
Se Jon Ossoff e Raphael Warnock – os candidatos democratas aos dois lugares no Senado pela Geórgia — conseguirem ambos uma vitória na terça-feira, os democratas passam a controlar a câmara alta do Congresso dos EUA, onde já controlam a Câmara de Representantes, dando maior margem à estratégia política do Presidente eleito, Joe Biden.
Mas basta que um dos dois candidatos republicanos, Kelly Loeffler e David Perdue, vença a corrida para que os conservadores mantenham o controlo do Senado, dificultando a vida ao futuro inquilino da Casa Branca.
Os democratas contam com o “efeito Biden“, para repetir o cenário que deu a vitória ao Presidente eleito neste estado do sul, apesar de Trump continuar a insistir que as eleições presidenciais foram “roubadas” pelos democratas e continuar a insistir em não admitir a derrota.
Os republicanos contam com a tradição de domínio dos conservadores e com a forte implantação do partido neste estado, acusando os candidatos democratas de terem uma agenda muito próxima da ala “socialista” do seu partido.
Roger Lumbala, actualmente deputado, liderou uma milícia acusada de ter cometido estupros, torturas, canibalismo e depredações.
O antigo líder de uma milícia rebelde da República Democrática do Congo (RDC) Roger Lumbala foi detido na França a 29 de Dezembro sob acusação de crimes de guerra, revelou o jornal “Le Monde” nesta segunda-feira, 4.
Lumbala, actualmente deputado, está na lista da Organização das Nações Unidas por participar em massacres de civis entre 2000 e 2003, em virtude da milícia por ele liderada na altura ter cometido estupros, torturas, canibalismo e depredações.
A actual Associação Congolesa pela Democracia Nacional (RCD-N, na sigla em francês), era uma milícia liderada por Lumbala que participou da Segunda Guerra da RDC entre 1998 e 2003 e no conflito de apoio ao Uganda, cujo Governo se opunha ao poder constituído da RDC.
O jornal escreve que Lumbala foi detido nas ruas de Paris após uma ordem do Escritório Central de Luta contra os Crimes contra a Humanidade.
Não há informações sobre o que ele fazia na França e o Governo da RDC ainda não se pronunciou.
Advogados do presidente do PAIGC anunciam conferência para terça-feira, 5, para reagir à decisão da PGR e da Interpol. O presidente do PAIGC, principal partido da oposição na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, confirmou à VOA, em conversa não gravada, a decisão da Interpol de rejeitar o mandado de captura internacional contra ele emitido pela Procuradoria-Geral da República e disse que irá reagir em breve.
Antes, afirmou o antigo primeiro-ministro guineense, residente há quase um ano em Portugal, os seus advogados darão uma conferência de imprensa amanhã, 5, em Bissau.
Na sexta-feira, 1 de janeiro, a secretária-geral da Interpol, através do Bureau Central Nacional, em Bissau, indeferiu a solicitação da publicação do pedido de aviso vermelho, feito a 12 de dezembro pelo Ministério Público (MP) da Guiné-Bissau, contra Domingos Simões Pereira, com acusações de “imputar ao Estado da Guiné-Bissau a intenção de desestabilizar a Guiné-Conacri”.
Numa resposta com data 29 de Dezembro e endereçada ao Ministério Público, o Bureau Central Nacional da Interpol informou estar “impossibilitado de emitir a notificação de aviso vermelho contra Domingos Simões Pereira porque as suas declarações foram apenas a reafirmação das acusações feitas por autoridades da Guiné-Conacri contra as autoridades da Guiné-Bissau”.
Em consequência dessa decisão, a rede mundial de polícias decidiu apagar todas as informações sobre Domingos Simões Pereira do seu banco de dados.
No passado dia 18 de dezembro, em comunicado a PGR informou ter emitido um mandado de captura internacional contra Simões Pereira no âmbito de um processo-crime que segue os trâmites legais naquela instituição judiciária, sem dar mais detalhes.
Numa reação, Simões Pereira disse à VOA estar “de consciência tranquila” por não ter cometido nenhum crime.
Recorde-se que nos fundamentos do MP para emissão do aviso vermelho, consta que Simões Pereira, através da sua página no Facebook, acusou o Estado da Guiné-Bissau de praticar actos com vista a desestabilizar a República da Guiné-Conacri.
Empresa Total que lidera o megaprojecto de gás natural liquefeito evacua 500 trabalhadores. A intensificação de ataques de insurgentes a três aldeias próximas da área onde está em curso o projecto Moçambique LNG, incluindo a península de Afungi, forçou a evacuação dos trabalhadores da Total, que lidera o megaprojecto de gás no distrito de Palma, cuja vila-sede está, desde sábado, 2, sob ameaça de invasão dos rebeldes, disseram à VOA várias fontes locais.
Ante os ataques, a Total tomou a decisão de evacuar cerca de 500 dos seus funcionários no dia 1, enquanto os insurgentes distribuíram panfletos em que dizem os moradores para saírem de Pemba porque vão atacar a cidade amanhã, 5.
As condições de segurança na província moçambicana de Cabo Delgado se deterioraram com a aproximação cada vez mais dos insurgentes, que protagonizaram uma série de ataques em aldeias muito próximas ao megaprojecto de gás, segundo relatos de moradores e trabalhadores locais.
“A situação ainda se mantém, desde ontem e hoje, a população está a sofrer, muitos estão a ir até Palma a pé, ainda não tivemos a situação regularizada, estamos numa crise”, disse à VOA um morador local, descrevendo o desespero da população.
Na noite de 1 de janeiro, os insurgentes abriram fogo contra contra membros da Força Tarefa Conjunta em Quitupo, quando estes tentavam investigar a presença dos rebeldes numa casa da aldeia.
Dois insurgentes foram mortos no tiroteio.
Entre os dias 30 de dezembro e 1 de janeiro, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) realizaram vários confrontos com os insurgentes na aldeia Monjane, onde 40 casas da população foram destruídas.
Os confrontos provocaram uma nova vaga de deslocados para Palma.
“O ataque não foi na área do reassentamento, foi perto de Quitupo, assaltaram uma das aldeias, mas com a intervenção das forças os insurgentes não conseguiram fazer aquilo que queriam”, aclarou um dos moradores duma aldeia próxima de Quitupo.
Uma das áreas mais seguras … até agora
Quitupo fica dentro da área do DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra) e a poucos quilómetros da vedação onde estão a ser implantados os megaprojectos de gás de Palma.
A zona era até agora tida como das mais seguras e onde muitos previam recorrer em casos da intensificação dos ataques.
“Quitupo abandonaram. Não estão a abandonar, já abandonaram”, disse outro morador, relatando a história de uma mulher que chegou nesta segunda-feira a Palma, após sobreviver três dias nas matas e cuja família já estava em luto.
Total evacua trabalhadores
Após a série de ataques, a Total, que lidera o megaprojecto de gás do distrito de Palma, tomou a decisão de evacuar cerca de 500 dos seus funcionários do Projecto de GNL em Afungi a 01 de Janeiro corrente.
“Assim estou em Afungi. Na verdade, ontem (sábado) foi evacuado um número grande de trabalhadores”, sobretudo os ligados à área de construção, disse um trabalhador na condição de anonimato.
Vários funcionários locais também foram convidados a permanecer em casa em Palma até novo aviso. Os subcontratados vinculados ao projeto de GNL receberam mandato discricionário para decidir se querem evacuar ou não, disse uma outra fonte.
Ameaça sob Palma
Durante a retirada dos insurgentes, após a sequência dos ataques, o grupo deixou folhetos nos quais avisam que Palma será atacada a 5 de janeiro de 2021 e aconselham a população a deixar a área.
“Quando cruzam com as pessoas estão a dizer ‘vocês estão a fugir para um determinado lugar, nós vamos chegar lá’”, disse outro morador.
“A guerra é de verdade, não é aquilo que ouvíamos falar Mute, Mocímboa da Praia, Pundanhar, não, a verdadeira guerra está aqui. Não há acesso para Palma, todas as vias estão bloqueadas, via marítima ou via terrestre não se passa, sentamos só”, disse um activista social, adiantando que a crise se tornou “viral” para os moradores de Palma.
Moçambique prevê arrancar com a vacinação contra o novo coronavírus a partir de julho deste ano, tendo já identificado os grupos prioritários, anunciou o ministro da Saúde.
“A previsão de chegada da vacina a Moçambique está entre os meses de maio e junho, o que quer dizer que a partir de julho ou finais de junho, num cenário mais otimista, começaríamos a vacinar”, disse o ministro da Saúde, Armindo Tiago, em entrevista à Rádio Moçambique.
Sem avançar quais são, Armindo Tiago disse que o Ministério da Saúde e o Governo já definiram os grupos prioritários, alertando que a vacina “não deve ser vista como algo que vai resolver todos os problemas”.
“Primeiro é preciso ter em conta que a vacina é uma medida complementar às providências atualmente em vigor contra a covid-19”, frisou.
Moçambique espera receber a vacina através do programa de vacinação da iniciativa Covax, lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que prevê distribuir, pelo menos, dois mil milhões de doses até ao final de 2021 de forma a imunizar 20% das pessoas mais vulneráveis em 91 países pobres, principalmente em África, na Ásia e na América Latina.
“Esta iniciativa vai permitir que possamos ter uma vacina segura, pré-qualificada pela OMS e que possa chegar ao país de forma gratuita”, explicou Armindo Tiago.
Segundo o ministro da Saúde, o país espera receber cerca de seis milhões de doses, que vão abranger 20% da população moçambicana, tendo já cumprido duas das várias etapas necessárias para receber a vacina.
“Já submetemos um plano de assistência técnica e também a chamada candidatura de acesso à vacina, na qual especificamos os grupos prioritários, quer dizer, os que vão ser os primeiros a ser imunizados”, disse.
Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, Moçambique registou um total de 19.309 casos positivos do novo coronavírus, dos quais 86% foram dados como recuperados.
O país contabiliza ainda 169 mortes devido à doença.
Um total de 326 agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram expulsos da corporação em 2020 por se terem envolvido em crimes, anunciou o comandante-geral, citado pela imprensa.
“A purificação das fileiras constitui uma arma fundamental para termos uma instituição pura e que não manche a sua boa imagem. Iremos continuar a purificar e expulsar os que não conseguem marchar connosco”, referiu o comandante-geral da PRM, Bernardino Rafael, citado hoje pelo diário Notícias.
Para o comandante-geral, os polícias, envolvidos, entre outros, em roubos e assalto à mão armada, estavam “proibidos de cometer delitos”, chamando a atenção para o “restrito respeito e amor à farda”.
“Fico triste quando aparecem ocorrências de crimes cometidos por agentes da PRM, quero que se mude este comportamento. A polícia não deve aumentar os índices de criminalidade”, reiterou.
Além de agentes expulsos, houve também 360 promovidos por terem feito um “bom trabalho”, aos quais o comandante-geral pediu que transmitissem boas práticas aos demais.
“Ensinem os colegas, sobretudo os que pretendem desviar os princípios que norteiam a corporação, para que sigam o vosso exemplo”, concluiu.
Em junho de 2020, o Tribunal Judicial da Província de Gaza, sul de Moçambique, condenou seis polícias da Unidade de Intervenção Rápida a penas de prisão entre três e 24 anos de cadeia pelo seu envolvimento no homicídio, em outubro de 2019, do observador eleitoral Anastácio Matavel.
Além da condenação dos polícias, em 2020 a corporação foi também marcada pela detenção de agentes acusados de balear mortalmente cidadãos, alegadamente por violação do estado de emergência.
Os casos mereceram repúdio por parte de organizações da sociedade civil, que pediram a responsabilização do Estado, como prevê a Constituição.
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