17.5 C
Matola
Sexta-feira, Julho 24, 2026
Site Página 1169

Trump anuncia novos advogados para liderar defesa no processo de destituição

O ex-presidente norte-americano Donald Trump anunciou no domingo (31) novos advogados para liderar a defesa no processo de destituição, agendado para 9 de fevereiro, um dia depois de vários causídicos terem abandonado o caso.

Em comunicado, Trump anunciou que os advogados David Schoen e Bruce Castor vão passar a dirigir a sua equipa de defesa.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), Bruce Castor, antigo procurador na Pensilvânia, foi criticado pela decisão de não acusar o ator e apresentador norte-americano Bill Cosby num caso de abuso sexual.

Schoen, conhecido comentador televisivo em assuntos jurídicos, fez carreira na defesa em processos crime a nível federal, incluindo processos de “colarinhos brancos e outros casos complexos”, de acordo com a nota.

Os dois causídicos são da opinião que a destituição é inconstitucional, segundo o comunicado.

O anúncio surge um dia depois de cinco advogados de Trump abandonarem a equipa do milionário norte-americano, incluindo Butch Bowers e Deborah Barbier, na sequência de divergências sobre a direção do caso, indicou no sábado a CNN, que citou fonte anónimas.

A cadeia de televisão norte-americana indicou que Trump pretendia que os advogados continuassem a defender a tese da existência de uma fraude maciça nas eleições presidenciais, ao invés de se concentrarem na legalidade de um processo contra um Presidente que já não se encontra em funções.

O processo de Donald Trump por “incitação à insurreição”, na sequência da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro, por apoiantes do ex-presidente, deve começar em 9 de fevereiro.

Para fazer avançar o processo, é necessária uma maioria de dois terços, ou seja, 67 senadores, mas apenas cinco senadores republicanos afirmaram, até agora, estarem prontos a apoiar os 50 senadores democratas a favor da destituição.
Caso seja condenado o Senado poderá impedir Trump de voltar a assumir a presidência no futuro, ditando o fim da sua carreira política.

Putin assina prolongamento de tratado de armas nucleares com EUA

O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou ontem (29) a prorrogação do tratado russo-americano New START, para a limitação de armas nucleares, após o entendimento alcançado ‘in extremis’ por Moscovo e Washington.

“Vladimir Putin assinou a lei federal da ratificação do acordo para a extensão do tratado entre a Rússia e os Estados Unidos sobre medidas para reduzir e limitar as armas ofensivas estratégicas”, anunciou ontem o Kremlin, num comunicado.

A prorrogação por cinco anos, até 2026, do acordo que expirava em 05 de fevereiro, já tinha sido aprovada pelo Parlamento russo por unanimidade, na quarta-feira.

Putin disse esta semana que a extensão do tratado New START foi “um passo na direção certa”, mas admitiu que a segurança global continua ameaçada por causa das crescentes tensões internacionais.

O New START é o mais recente, e único em vigor, acordo bilateral deste tipo, que regula o controlo de armas destas duas potências nucleares mundiais.

O seu prolongamento cria a esperança de uma melhoria no diálogo entre Washington e Moscovo, uma semana após a chegada à Casa Branca de Joe Biden, ainda que os dois países já tenham avisado que permanecem firmes nos seus interesses nacionais.

O tratado vai expirar em 05 de fevereiro e é o último acordo remanescente que limita as armas nucleares dos EUA e da Rússia, depois de ter sido assinado, em 2010, pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, e pelo Presidente russo, Dmitri Medvedev, para limitar cada país a instalar um máximo de 1.550 ogivas nucleares e restringir a 800 o número de aviões bombardeiros com capacidade de lançar mísseis nucleares.

Durante a campanha presidencial para as eleições de 03 de novembro do ano passado nos EUA, Joe Biden disse ser favorável à extensão do New START, até que seja encontrada uma nova solução, depois de o seu antecessor, o republicano Donald Trump, ter procurado uma substituição para este acordo, incluindo a China nas suas negociações, o que Pequim rejeitou.

Na passada semana, o secretário-geral da NATO, Jen Stoltenberg, tinha pedido aos dois países para se entenderem à volta do atual tratado New START, acrescentando que um entendimento com a China deve ser tentado mais tarde.

Guterres defende mandato do CS para forças de paz

O Secretario Geral das Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defendeu na quinta-feira (28) que as forças africanas de implementação da paz, inclusive futuras colaborações multinacionais, merecem financiamento estabelecido e mandatos do Conselho de Segurança (CS).

Guterres declarou, no seu discurso de prioridades para 2021 na Assembleia Geral da ONU, que Moçambique e outras áreas em África são fonte de grande preocupação ao nível da paz.

“Na região do Sahel, Chade, República Democrática do Congo e Moçambique vemos o terrorismo aumentar na ausência de segurança e na incapacidade de lidar com causas de raízes económicas, climáticas e sociais”.

De seguida, em conferência de imprensa, António Guterres disse, em resposta à Lusa, que acredita com confiança que as operações de imposição da paz em África, que incluem o contra-terrorismo deverão receber financiamento determinado e um mandato no CS ao abrigo do Capítulo Sétimo da Carta das Nações Unidas, em resoluções que se tornam obrigatórias e vinculativas.

“Essas forças africanas deviam ser capazes de funcionar com um mandato forte – Capítulo Sétimo do Conselho de Segurança da ONU – e com financiamento previsível, nomeadamente com contribuições fixas”, defendeu.

Em esclarecimentos à Lusa, António Guterres recorreu ao exemplo de missões existentes em África como as forças G5 Sahel, a Missão da União Africana na Somália ou a força multinacional no Chade e outras forças que ainda podem ser criadas.

“Se olharmos para G5 Sahel ou Lago Chade, estas operações não têm mandato ao abrigo do Capítulo Sétimo e têm financiamento baseado em contribuições voluntárias, o que cria um nível de incerteza, que não permite que haja uma plataforma de segurança eficaz para lidar com problemas de terrorismo nessas áreas”, afirmou Guterres.

Assim, o secretário-geral pretende que a comunidade internacional reconheça que as missões de paz em África devem ser suportadas com um mandato pelo Conselho de Segurança e devem ter acesso a “todos os recursos e equipamentos necessários”.

“Locomotivas” cruzam-sem em Maputo e estreantes testam-se em Quelimane

Os Ferroviários de Maputo e de Nacala defrontam-se hoje, em Maputo, em partida que abre a terceira jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, o Moçambola 2021. Trata-se de um jogo que terá um misto de irmandade, mas também de vingança, tratando-se de equipas com o mesmo patrocinador, mas que esquecem que são irmãos.

Ou seja, apesar de serem filhos do mesmo pai, a irmandade é colocada de lado dentro das quatro linhas e cada um dos Ferroviários busca alcançar os três pontos para começar a fazer as contas à vida nesta prova, tendo em conta que a mesma é curta e três equipas vão descer de divisão. Mas há um aspecto: em 2018 a “locomotiva” de Nacala impediu a de Maputo de chegar a estação, numa luta titânica que travava com a União Desportiva de Songo, sendo que o nulo em Nacala tirou essa possibilidade a turma da capital do país.

Repetir a proeza da 2019, quando venceu em Maputo por duas bolas sem resposta, será o principal objectivo da turma treinada por Daúde Razaque, que se mostra confiante, até porque está em vantagem por não ter perdido na prova, mas encontrará um Ferroviário de Nacala que nunca saboreou a vitória diante do seu mano de Maputo.

Este é um embate ainda sem prognóstico certo, até porque o Moçambola iniciou a pouco e quase todas equipas buscam o ritmo competitivo em plena competição. O jogo terá transmissão na Stv Notícias, no sábado.

No mesmo dia, a ENH de Vilankulo quer regressar às vitórias, quando defrontar o lanterna vermelha, Textáfrica, no Alto Macassa. Aliás, quer repetir a proeza da abertura do Moçambola e sair com os três pontos. Mas os “fabris” do Planalto já não querem perder pontos e, por isso, vão fazer de tudo para somar, pelo menos, um ponto nesta deslocação.

Recenseamento militar a bom ritmo no Niassa

A Província do Niassa recenseou mais de cinco mil jovens desde o arranque do recenseamento militar, há três semanas.

Os números representam um aumento comparativamente a igual período do ano anterior, em que a província tinha inscrito mais de quatro mil e oitocentos jovens.

O chefe da repartição de recrutamento geral no Centro provincial de Recrutamento e Mobilização no Niassa, Mbuana Binar, apontou o “aumento da consciência patriótica” por parte dos jovens e as campanhas de sensibilização realizadas pela instituição, como estando na origem do incremento.

Os distritos de Cuamba, Mecanhelas, Lago, Marrupa e Nipepe são os que mais jovens recensearam.

Binar apela todos os jovens nascidos em 2003 e nos anos anteriores, e que não tenham recenseado, para se dirigir aos postos de recenseamento para exercer o seu direito de cidadania.

Para o presente ano Niassa tem como meta recensear 15.000 jovens.

Inundações poderão afectar cerca de 30 mil pessoas na Província de Gaza

Mais de 30 mil pessoas poderão ser afectadas por inundações nas próximas 48 horas em cinco distritos da província meridional de Gaza, alertou na sexta-feira (29) a delegação do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), nesta província.

Trata-se dos habitantes dos distritos de Chókwè, Guijá, Chibuto, Xai-Xai e Limpopo que estão na eminência de sofrer uma segunda vaga de inundações devido ao transbordo do rio Limpopo.

Segundo o delegado do INGD em Gaza, Manuel Machaieie, citado hoje pela AIM, a subida dos caudais do rio Limpopo resulta da chuva intensa provocada pela passagem do ciclone Eloise no Zimbabwe e África do Sul.

Por isso, o INGD alerta a população que vive nas zonas propensas a inundações, residentes nestes distritos, para se retirarem de modo a evitar a perda de vidas humanas e materiais.

“Gostaríamos de apelar as nossas comunidades para se retirarem das zonas muito baixas, estamos a dizer das zonas de risco”, disse Machaieie. “Retirarem os bens e os equipamentos agrícolas, incluindo motobombas, pois vezes sem conta se perdem”.

No caso de famílias com casas em zonas seguras, Machaieie recomenda para que evitem as zonas baixas.

Recomenda ainda para que prestem atenção as orientações divulgadas pelas autoridades, incluindo dos Comités de Gestão de Riscos de Desastres.

“Apelamos para que não sejamos resistentes para aquilo que é a recomendação dos comités e fazendo isso estaremos a evitar o impacto negativo das calamidades”, disse.

Clubes dos provinciais ainda não aderiram ao licenciamento

O ano 2020 terminou com muitas conquistas para a Federação Moçambicana de Futebol, mas também com desafios que foram deixados para este ano 2021.

Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, falou dessas conquistas e desafios que a sua instituição foi tendo ao longo do último trimestre do ano passado, na habitual conferência de imprensa que vem realizando de três em três meses, desde que ocupa a cadeira máxima do organismo que tutela o futebol moçambicano.

Dentre as conquistas que conseguiu alcançar no último trimestre de 2020, Feizal Sidat destacou dois deles como os mais importantes, nomeadamente o facto de ter conseguido viabilizar o Moçambola 2021, depois de muitos adiamentos e sucessivos encontros que não davam em nada. Mas um dos encontros, o mais importante, que teve lugar na sede da Secretaria de Estado do Desporto, acabou viabilizando a prova, com uma mão da Federação Moçambicana de futebol, que injectou algum valor para que a prova pudesse acontecer.

Mas também a conquista dos Mambinhas, no torneio da Cosafa, em que afastou selecções renomadas do futebol da região, casos da África do Sul, Zâmbia e Namíbia, para conseguir o primeiro título internacional de selecções de futebol para o país, em provas oficiais.

Feizal Sidat considerou este feito o maior de todos, até porque, para ele, nem a própria organização da Cosafa estaria a espera que Moçambique conquistasse a prova.

Além destas conquistas, muitas outras foram mencionadas, nomeadamente o facto de ter conseguido liquidar em cerca de 70% as dívidas da FMF para com outras instituições, os encontros permanentes que o organismo manteve com outras instituições, casos das associações provinciais, Liga Moçambicana de Futebol, SED, Cosafa, CAF e FIFA, mas também por ter conseguido oferecer a algumas dessas instituições condições condignas para que possam exercer suas actividades, casos das associações da cidade de Maputo, de Gaza e Inhambane, que tem sedes próprias e cedidas pela FMF.

Os desafios passam por continuar a trilhar o mesmo caminho, por forma a garantir que o futebol moçambicano possa crescer ainda mais.

Nigéria pede apoio de Moçambique para candidatura ao cargo de Comissário na UA

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, recebeu na sexta-feira (29) em Maputo, o pedido formal de apoio de Moçambique para a candidatura da Nigéria para o cargo de Comissário para assuntos de política, paz e segurança na União Africana (UA).

Carlos Agostinho do Rosário recebeu a mensagem do Presidente da Nigéria, numa audiência concedida ao seu enviado especial, o ministro nigeriano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Geofrrey Onyeama.

No final do encontro, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Manuel Gonçalves, sublinhou que a mensagem é endereçada ao Presidente de Moçambique.

“ As eleições vão ter lugar no decurso da próxima Cimeira da União Africana de 6 e 7 de Fevereiro próximo. Eles vinham solicitar apoio de Moçambique, mas também vinham ver se Moçambique pode mobilizar apoio a nível da SADC. Na sequência disso, o Primeiro-Ministro tomou nota do pedido e vai fazer as considerações devidas, no devido momento”, disse.

Secretaria de Estado do Desporto propõe medidas restritivas adicionais

A Secretaria de Estado do Desporto vai propor ao Presidente da República, Filipe Nyusi, medidas restritivas adicionais para algumas áreas ligadas ao Desporto.

O secretário de Estado do desporto, Carlos Gilberto Mendes, diz que uma das áreas poderá ser o desporto recreativo que, à escala nacional, movimenta centenas de jovens e adultos de ambos os sexos, sem observância das medidas de prevenção.

Gilberto Mendes assegurou que vai propor as medidas ao Chefe do estado, para a autorização da sua implementação, com vista a salvaguardar a vida dos praticantes das diversas modalidades no país.

Segundo o secretário de Estado do Desporto, algumas modalidades podem esperar até que se tenha a certeza de que a pandemia do novo coronavírus não constitui perigo para os seus praticantes.

OMS alerta para “risco real” de vacinas poderem “exacerbar desigualdades”

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, na sexta-feira (29), para o “risco real” de as vacinas para a covid-19 poderem “exacerbar as desigualdades” no mundo, acentuando que o “nacionalismo das vacinas” é uma “atitude auto-destruidora”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus falava na habitual videoconferência de imprensa transmitida da sede da organização, em Genebra, na Suíça.

Segundo o dirigente da OMS, a pandemia da covid-19 “explorou e expôs as desigualdades no mundo”, mas existe “um risco real de que as vacinas possam exacerbar essas desigualdades”, quando os mais pobres são preteridos a favor dos mais ricos no acesso às vacinas.

Para Tedros Adhanom Ghebreyesus, o “nacionalismo das vacinas pode atingir objectivos políticos de curto prazo, mas é uma atitude auto-destruidora”.
“As vacinas são um recurso limitado, temos de usá-las da maneira mais eficaz, mais equitativa possível. Se o fizermos, podemos salvar vidas”, afirmou, realçando que a pandemia não acaba “se não acabar em todo o mundo”.

Aos governos dos países, o director-geral da OMS voltou a pedir para que priorizem a vacinação dos profissionais de saúde e dos idosos, em maior risco de infecção, e partilhem as “doses em excesso” com o mecanismo de distribuição global Covax, co-promovido pela OMS para fazer chegar as vacinas aos países mais pobres.

Tedros Adhanom Ghebreyesus lamentou que os profissionais de saúde, na “linha da frente” no combate à pandemia, estejam “frequentemente sub-protegidos”, apesar de “sobrexpostos” ao coronavírus da covid-19.

“Precisam de vacinas, agora!”, enfatizou, acrescentando que uma pessoa deve esperar “a sua vez” para ser vacinada se não é de “alto risco”.

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 2.191.865 mortos resultantes de mais de 101 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Luto: Morreu Calane da Silva jornalista, poeta, escritor e académico

Morreu, na sexta-feira (29) em Maputo, aos 76 anos de idade, vítima de doença, o poeta, escritor, declamador, jornalista e académico, Raúl Calane da Silva.

O secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), Carlos Roque, que confirmou a informação, disse que a obra de Calane da Silva constitui um legado da literatura moçambicana.

“A literatura e a cultura moçambicana estão de luto. Sabemos que nas últimas semanas Calane da Silva estava internado no Hospital da Polana- Caniço. É nesse Hospital que na tarde de hoje, a morte lhe chamou. Nesse sentido, a AEMO apresenta as sentidas condolências à família enlutada e assegura que a obra do poeta não morrerá, a obra do poeta constitui um legado da literatura e da cultura moçambicana”, disse.

De seu nome completo, Raul Alves Calane da Silva, coordenou a Gazeta Artes e Letras da Revista Tempo, em 1985. Trabalhou na delegação da Lusa em Maputo, na Televisão Experimental de Moçambique (TVE), 1987, no diário Notícias e ainda no semanário Domingo,

Leccionou na Escola de Jornalismo de Maputo, Escola Portuguesa de Moçambique e na Universidade Pedagógica (UP). Foi membro da direcção da Associação dos Escritores Moçambicanos e ocupou ainda o cargo de director do Centro Cultural Brasil – Moçambique.

Publicou várias obras literárias, nomeadamente em prosa e poesia, autor do “Xicandarinha na lenha do Mundo “ e dos “ Meninos da Malanga” entre outras obras, bem como trabalhos científicos na área em que tinha doutoramento – Linguística Portuguesa, no ramo de Lexicologia.

1º Ministro participa na II Cimeira da União Africana em representação do PR

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, participa, este sábado, em representação do Presidente da República de Moçambique e Presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, na segunda Cimeira da Mesa dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana e Presidentes em exercício das Comunidades Económicas Regionais.

A Cimeira, que irá decorrer no formato virtual, visa consciencializar e decidir sobre as modalidades da realização da 34ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da União Africana agendada para os dias 6 e 7 de Fevereiro de 2021, bem como debruçar-se em torno das recomendações do Centro Africano de Controlo de Doenças, sobre a situação da prevalência da pandemia da Covid-19.

Uma nota recebida na nossa redacção refere que a delegação moçambicana, chefiada pelo Primeiro-Ministro, integra o ministro da Saúde, Armindo Tiago, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, o embaixador designado junto à União Africana, Alfredo Nuvunga, entre outros quadros.

Cinco mortos em acidente de helicóptero em Cuba

Pelo menos cinco pessoas morreram na sexta-feira, em Cuba, num acidente de helicóptero, no leste da ilha, anunciou o Ministério das Forças Armadas cubano.

O helicóptero “despenhou-se contra uma colina”, entre a província de Holguin e a baía de Guantanamo, e “as cinco pessoas a bordo morreram”, indicou o Ministério numa declaração.

Uma comissão do Ministério está a “investigar as causas do acidente”, acrescentou.

Gripe aviária está na origem da morte de 750 pelicanos no Senegal

A gripe aviária causou a morte de pelo menos 750 pelicanos no grande parque ornitológico de Djoudj, no norte do Senegal, de acordo com os resultados dos testes revelados ontem (29) pelas autoridades senegalesas.

“Recebemos os resultados das análises. É, de facto, gripe aviária tipo A H5N1, portanto gripe aviária“, disse o coronel Bocar Thiamdiretor-geral dos parques nacionais, à agência de notícias AFP.

A informação foi confirmada pelo ministro do Ambiente, Abdou Karim Sall, na rádio privada RFM.

Pelo menos 750 pelicanos – 740 jovens e 10 adultos – foram encontrados mortos em 23 de janeiro no Parque Nacional de Aves Djoudj, o que levou ao seu encerramento ao público, indicou o Ministério Ambiente na quarta-feira.

Um dos responsáveis do parque havia descartado a gripe aviária, pois, segundo a autoridade, não afetaria espécies que se alimentam de peixes como os pelicanos. Análises aprofundadas realizadas para o Ministério da Pecuária afirmaram o contrário.

As carcaças e resíduos de pelicanos mortos foram imediatamente destruídos e o acesso ao parque proibido ao público- “Mas “teremos que fortalecer as medidas” para evitar a propagação da doença, disse Thiam à AFP.

O Senegal abateu mais de 40.000 aves no início do ano após o surgimento no final de 2020 de um surto numa quinta privada em Thiès (oeste), onde cerca de 60.000 aves morreram nas semanas anteriores, de acordo com o ministério da Pecuária. Segundo as autoridades, esse surto já está extinto.

O Senegal, desde 2005, após a epidemia mundial da gripe aviária, encerrou as suas fronteiras aos produtos avícolas para evitar a contaminação, mas não conseguiu evitar o contrabando de países vizinhos, segundo as autoridades.

O vírus da gripe aviária também se está a espalhar em vários países europeus, incluindo a França, onde mais de dois milhões de animais de criação, principalmente patos, foram abatidos em dezembro na tentativa de conter a sua disseminação.

O Parque Djoudj, perto de Saint-Louis, é uma das principais atrações do Senegal para os entusiastas do turismo verde. Existem quase 400 espécies de pássaros, ou mais de três milhões de indivíduos.

Covid-19: Trabalhadores agrícolas moçambicanos impedidos de voltar à África do Sul

Trabalhadores agrícolas moçambicanos estão impedidos de voltar à atividade na África do Sul, depois de as autoridades sul-africanas terem decidido suspender o tipo de visto concedido ao grupo, no âmbito do combate à covid-19, indicou hoje o Governo moçambicano.

Isaura Muianga, da Delegação do Ministério do Trabalho de Moçambique na África do Sul, disse à emissora pública Rádio Moçambique que os trabalhadores agrícolas foram surpreendidos com uma proibição de entrada na África do Sul pela migração deste país no dia 22, tendo sido informados que o impedimento vai continuar até ao dia 15 de fevereiro.

Os visados voltaram a Moçambique para as festas de fim de ano.

Isaura Muianga avançou que “os serviços migratórios sul-africanos dizem que foram orientados” para recusarem o visto de 12 meses, que cobre os trabalhadores agrícolas, devendo a medida prolongar-se até à reavaliação da situação, no dia 15 de fevereiro.

Muianga lamentou o facto de as autoridades sul-africanas não terem avisado Moçambique sobre a entrada em vigor da medida, apanhando desprevenidos os trabalhadores moçambicanos que trabalham em explorações agrícolas.

A fonte da Delegação do Ministério do Trabalho disse que ainda não foi feito um levantamento do número de trabalhadores impedidos de voltar à África do Sul, mas assegurou que estão registados nos dados oficiais pouco mais de 10 mil moçambicanos nas explorações agrícolas do país vizinho.

Além de trabalhadores agrícolas, Moçambique conta com milhares de trabalhadores nas minas na África do Sul e tantos outros no comércio informal neste país.

A África do Sul é o país do continente africano mais atingido pela pandemia de covid-19, com 1.447.798 casos e 43.105 mortes, e vive em confinamento severo devido à escalada da doença, impondo restrições drásticas nas viagens para dentro e fora do país.

Moçambique contabiliza 347 óbitos e um total de 35.833 casos, dos quais 63% estão dados como recuperados.

Covid-19: PR moçambicano pede esforço contínuo da SADC face a nova vaga

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, lançou na sexta-feira (29), um apelo na qualidade de presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para que todos os países da região continuem a envidar esforços para travar a covid-19.

“Nas primeiras duas semanas de janeiro, o número total de novos casos situou-se em 346.010, o que corresponde a 22% do número total de casos registados desde o início da pandemia na região”, refere, numa mensagem publicada no portal da SADC.

Segundo Nyusi, “há uma preocupação crescente de que as infeções sejam causadas em parte por uma nova variante do coronavírus”, mais facilmente transmissível.

Perante esta nova vaga, os sistemas de saúde “estão a atingir rapidamente o limite das suas capacidades, esperando-se que a situação se agrave a curto prazo “, alerta.

O presidente da SADC, em regime de rotatividade, lança um apelo a todos para que continuem a “envidar esforços para travar as elevadas taxas de infeção e de mortalidade”.

“Só juntos e colaborando teremos a resiliência e a capacidade de superar esta pandemia “, acrescentou.

Como uma nota positiva, Filipe Nyusi destaca que, nos últimos meses, várias vacinas “receberam aprovações regulamentares nalguns países, bem como a pré-qualificação da Organização Mundial de Saúde (OMS)”.

“Neste sentido, recomendamos que o Comité de Ministros da Saúde da SADC defina uma estratégia de colaboração regional forte e mobilize recursos coletivos para aquisição urgente da vacina para distribuição”, por todos os cidadãos, “estabelecendo prioridades de acordo com o nível de risco”.

A África Austral continua como a região mais afetada do continente, com 1.676.885 infetados e 47.573 mortos, segundo os mais recentes dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

Só a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.447.798 casos e 43.105 mortes.

Porto da Beira com 46% de aumento de carga manuseada em 2020

O porto da Beira, no centro de Moçambique, aumentou em 46% o volume de carga manuseada em 2020, para cerca de 3,1 milhões de toneladas, um desempenho influenciado pela subida das importações de fertilizantes, foi ontem (29) anunciado.

“O acentuado crescimento de volumes de tráfego no Terminal de Carga Geral deve-se ao aumento de importações de fertilizantes”, avançou uma nota da Cornelder, empresa concessionária do porto.

Sem especificar números, a Cornelder referiu que as encomendas de fertilizantes do Zimbabué e Maláui tiveram maior impacto no crescimento de carga manuseada no ano passado pelo porto da Beira.

As compras no exterior de clínquer, matéria-prima usada no fabrico de cimento, por parte de Moçambique, também impulsionaram os resultados que o porto alcançou em 2020.

Contrariando essa prestação positiva, o número de contentores movimentados pelo porto da Beira ano caiu 1,7% para 255.459 contentores, contra 259.938 em 2019.

A redução deveu-se à queda de tráfego marítimo e à paralisação de indústrias, devido à pandemia de covid-19.

“Contribuiu igualmente para esta redução de volumes o decréscimo registado na exportação de madeira e importação de diversos bens”, assinalou o comunicado da Cornelder.

Para este ano, a concessionária do porto da Beira assegura a continuação do plano de investimento, principalmente na abertura de mais canais de acesso à infraestrutura, para permitir a sua utilização por mais navios de grande calado.

“Vamos também expandir os parques de armazenagem, tanto do terminal de contentores como de carga geral, investir na aquisição de equipamentos de manuseamento modernos e introduzir novos sistemas operativos de gestão”, acrescentou.

Devido à sua localização no oceano Índico, os portos moçambicanos são o único acesso a rotas marítimas para os países vizinhos encravados no interior do continente.

ONG contesta expulsão de jornalista britânico de Moçambique

O Instituto para a Comunicação Social da África Austral (Misa Moçambique), organização de defesa da liberdade de imprensa, contestou na sexta-feira (29) a expulsão de um jornalista britânico, Tom Bowker, de Moçambique, repudiando a decisão das autoridades.

Tom Bowker edita o portal por subscrição Zitamar News, escrito em inglês, que acompanha a atualidade moçambicana, em especial na área económica, e que no último ano ganhou notoriedade pela cobertura da insurgência armada em Cabo Delgado, norte do país.

“De particular preocupação é o facto de a decisão ter sido tomada de forma arbitrária, sem seguimento dos procedimentos legais”, tendo sido dada a conhecer ao visado “por via oral, sem qualquer documento oficial escrito”, referiu o Misa em comunicado.

A ordem para deixar o país com a família foi transmitida numa reunião para a qual Bowker foi convocado na segunda-feira pelo Serviço Nacional de Migração (Senami), confirmaram à Lusa fontes próximas do processo.

O Misa considerou que “independentemente dos méritos do caso, impunha-se o dever de as autoridades governamentais provarem a matéria acusatória em fórum próprio, assim como ao visado deveria ser reservado o direito à defesa”.

A organização não-governamental de defesa da liberdade de imprensa acrescentou que o processo foi conduzido “sem transparência e profissionalismo”, dando a ideia de que “se estejam a usar as instituições do Estado para a movimentação de expedientes políticos de manifesta ilegalidade”.

O Gabinete de Informação (Gabinfo), entidade estatal que superintende a área de comunicação social, emitiu também hoje um comunicado sobre o caso, descrevendo “irregularidades” que o levaram a solicitar “a devolução do cartão de acreditação como jornalista estrangeiro” a Bowker, “com as devidas consequências legais”.

O Gabinfo considerou que, do ponto de vista de registo documental, o portal Zitamar “é inexistente, tanto na Inglaterra, assim como em Moçambique”, acrescentando ficar por provar a ligação entre este e a firma com o mesmo nome em solo britânico.

“A Zitamar News é uma publicação ‘online’ baseada em Maputo, especializada em serviços de informação sobre Moçambique, cujos conteúdos são geridos e veiculados por Thomas Andrew Bowker, a partir de Maputo”, mas sem “elementos de legalidade” que a enquadrem “como um órgão de comunicação social nacional” ou como “uma agência internacional de notícias”, concluiu.

Apesar das tentativas, a Lusa não conseguiu obter esclarecimentos adicionais sobre o caso por parte do Senami.

Contactado pela Lusa, o jornalista visado escusou-se a prestar declarações.

Ataques: Governo diz haver “enfraquecimento” dos grupos rebeldes

O ministro da Defesa de Moçambique considerou haver “enfraquecimento” dos grupos rebeldes em Cabo Delgado e encorajou Forças de Defesa e Segurança a “continuarem a apertar o cerco”.

O ministro da Defesa de Moçambique considerou hoje haver um “enfraquecimento” dos grupos rebeldes em Cabo Delgado (norte) e encorajou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a “continuarem a apertar o cerco” à insurgência armada.

Segundo Jaime Neto, os grupos que há três anos protagonizam ataques armados no norte de Moçambique “estão a ter muitas perdas”, o que leva ao seu “enfraquecimento”.

“Nós encorajamos os homens e mulheres que estão no teatro operacional norte a continuarem a apertar o cerco porque só assim é que poderemos tranquilizar o nosso povo”, disse.

Jaime Neto falava durante o lançamento de uma revista científica sobre defesa e segurança, no Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza, em Maputo.

O governante apontou como objetivo permitir que, “a breve trecho”, a população deslocada possa regressar às suas terras e “continuar com as suas atividades do dia-a-dia”.

A violência armada em Cabo Delgado está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

Algumas das incursões de insurgentes passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

Além de Cabo Delgado, o ministro referiu ainda que os ataques armados na região centro do país, protagonizados pela Junta Militar, uma dissidência da antiga guerrilha da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), “reduziram-se significativamente” face às investidas das FDS.

Reduziu-se “significativamente” o número de ataques junto às estradas nacionais n.º 1 e n.º 6, porque “as Forças de Defesa e Segurança estão permanentemente lá e em perseguição ao inimigo, no caso, a Junta Militar da Renamo”, declarou o governante.

Os ataques da Junta, liderada por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha da Renamo, já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas desde agosto de 2019.

O grupo contesta a liderança do partido e as condições para a desmobilização decorrentes do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado a 06 de agosto de 2019 entre o Governo e a Renamo.

Covid-19: Mais nove mortos e 1.275 infetados em Moçambique

Moçambique registou mais nove mortes devido à covid-19, subindo o número de óbitos para 356, e outras 1.275 foram infetadas, nas últimas 24 horas, anunciou ontem (29) o Ministério da Saúde.

Todos os óbitos anunciados são de pessoas de nacionalidade moçambicana, com idades entre 38 e 74 anos, indicou um boletim de atualização de dados da covid-19.

O documento referiu ainda que o total acumulado de pessoas infetadas no país subiu para 37.108 e, destas, 63% são dadas como recuperadas, havendo ainda outras 262 internadas (80% na cidade de Maputo).

Em Moçambique há 13.239 casos ativos, a maioria na cidade de Maputo (7.000).

Desde o anúncio do primeiro caso em março, Moçambique testou cumulativamente 338.927 casos suspeitos, dos quais 4.576 nas últimas 24 horas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.191.865 mortos resultantes de mais de 101 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

África registou nas últimas 24 horas mais 1.056 mortes por covid-19 para um total de 88.993 óbitos, e 20.930 novos casos de infeção, segundo os últimos dados oficiais da pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados é de 3.515.047 e o de recuperados nos 55 Estados-membros da organização nas últimas 24 horas foi de 13.555, para um total de 2.990.890 desde o início da pandemia.

A África Austral continua como a região mais afetada, com 1.676.885 infetados e 47.573 mortos. Só a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.447.798 casos e 43.105 mortes.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Últimas Notícias Hoje

Julgamento de Nicolás Maduro nos EUA marcado para Junho de 2027

O julgamento do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos, está agendado para começar em 1º de Junho de 2027. A data...

Cabo Delgado: Supostos terroristas raptam duas pessoas em Muidumbe

Populares da aldeia de Mapate, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, relataram ontem o rapto de duas pessoas por supostos terroristas durante...

Crise de combustíveis paralisa transporte público em Montepuez

O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros em resposta à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo...

Interpol descobre falsa delegacia da Polícia Federal na África

Uma delegacia falsa da Polícia Federal (PF) brasileira foi descoberta em Essuatíni, no sul da África, durante uma operação internacional coordenada pela Interpol, focada...