As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciaram ontem (29), em comunicado, que os salários de janeiro vão ser pagos com atraso.
João Carlos Pó Jorge, diretor-geral da LAM, explicou que uma “queda nas receitas” colocou a transportadora aérea estatal “numa situação difícil de tesouraria”.
No documento divulgado, o diretor-geral da LAM pede desculpa pelo atraso no pagamento de salários e refere que a empresa está “a envidar esforços para manter os seus compromissos”.
Em regra, os salários são pagos até ao dia 30 de cada mês, o que ainda foi possível em dezembro.
“Queremos realçar que isso resultou do esforço e empenho de todos nós em manter uma operação segura e fiável”, referiu Pó Jorge.
Apesar de o documento distribuído à comunicação social não fazer referência à pandemia de covid-19, as restrições à circulação para limitar a propagação do novo coronavírus têm obrigado a reduzir voos, à semelhança do que acontece no resto do mundo.
“Foi preciso uma redução total do fluxo de caixa e de custos com alguns parceiros”, devido à pandemia, referiu o diretor-geral da LAM à revista de bordo da companhia no final do ano.
“Muitos contratos não permitem negociação, contudo fizemo-lo até ao limite e nalguns casos tivemos de os suspender”, sendo que, “ainda assim, não era suficiente: desfizemo-nos de alguns contratos de aluguer de aviões”, acrescentou.
Este mês o impacto da covid-19 foi a razão invocada pela LAM para não estender a operação entre Maputo e Lisboa iniciada já durante a pandemia em 2020.
O Benfica está nas meias-finais da Taça de Portugal, depois de, na noite de ontem (28), ter vencido, na Luz, o Belenenses SAD por três bolas sem resposta (3-0).
Sem Jorge Jesus, foi João de Deus a comandar a equipa a partir do banco e a vitória encarnada foi construída com golos de Darwin Núñez (34’), Rafa (39’) e Franco Cervi (73’).
Para discutir o acesso à final o Benfica terá pela frente o Estoril, da Liga 2, numa eliminatória a duas mãos.
O Banco de Moçambique (BM) perspectiva, para este ano, uma recuperação da actividade económica mais baixa.
Segundo o banco central, o reforço das medidas restritivas devido à aceleração da propagação da Covid-19, no início do ano, sobretudo nas áreas de lazer e restauração, combinado com o efeito negativo do conflito militar na zona norte, condicionando o fluxo normal de parte das actividades de implantação dos projectos de exploração do gás natural, são alguns dos elementos que levam a uma revisão em baixa das perspectivas económicas para 2021.
No seu Plano Económico e Social (PES) para o presente ano, aprovado pela Assembleia da República, o Governo projectou um crescimento da economia em 2.1%. Todavia, sem apresentar as novas previsões, o BM refere que a taxa deverá ser revista em baixa, associando os efeitos negativos já descritos aos choques climáticos.
Na quarta-feira (27), o Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO), esteve reunido em Maputo para avaliar os desenvolvimentos recentes da economia moçambicana.
No final do encontro, o BM emitiu um comunicado de imprensa através do qual a instituição financeira defende ser pertinente o aprofundamento de reformas estruturantes na economia, visando o fortalecimento das instituições, a melhoria do ambiente de negócios, a atracção de investimentos e a criação de empregos.
“A rápida propagação da Covid-19 desde o início do ano, o prolongamento dos conflitos militares e a ocorrência de calamidades naturais vão continuar a exigir um maior esforço financeiro do Estado, aumentando assim as preocupações quanto à postura fiscal em 2021”, aponta.
Desde o último CPMO, realizado em finais do ano passado, a dívida pública interna, excluindo contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou de 182.325 milhões de meticais para 183.819 milhões de meticais, segundo o banco.
“O mercado cambial regista pressão na procura de moeda estrangeira. O Metical continua a depreciar-se, reflectindo os elevados riscos e incertezas prevalecentes na economia doméstica e o fortalecimento do dólar norte-americano no mercado internacional. Entretanto, o saldo de reservas internacionais brutas incrementou para 4.086 milhões de dólares até 22 de Janeiro, o que permite cobrir mais de seis meses de importação de bens e serviços”, refere o Banco de Moçambique.
Os relatos que circulavam sobre uma “tentativa de envenenamento” através de uma carta, do Chefe do Estado da Tunísia, Kais Saied, foram confirmadas ontem pelo gabinete do Presidente.
Segundo o comunicado, citado pela agência Associated Press (AP), uma carta foi recebida na segunda-feira (25) de um “remetente desconhecido” e dirigida a Kais Saied.
Ontem, o gabinete do Presidente anunciou que a carta foi aberta pela principal assessora do Chefe do Estado que neste momento encontra-se internada no hospital militar da Tunísia.
“Ao abri-la, a assessora não encontrou nenhum documento escrito, mas a sua saúde deteriorou-se rapidamente. Ela subitamente sentiu-se fraca, quase perdeu a visão e teve uma enxaqueca”, relatou o documento, adiantando ainda que outro funcionário que estava na mesma sala sentiu-se também doente.
A carta foi enviada para análise num departamento especial do Ministério do Interior, indica a AP.
O porta-voz da procuradoria de Túnis, Mohsen Dali, disse que uma brigada especial das forças de segurança está a investigar o caso.
O comunicado do gabinete do Presidente afirma também que a decisão de não divulgar a informação no dia do incidente foi tomada “para evitar o pânico” entre a população.
A nota sublinha que Saied “não foi afectado” pela carta envenenada e estava com boa saúde.
O gabinete do Presidente da Tunísia, Kais Saied, anunciou ontem que o chefe de Estado foi vítima de uma “tentativa de envenenamento” através de uma carta, aberta pela sua principal assessora e que acabou por adoecer.
O anúncio confirmou relatos que circulavam sobre uma tentativa de envenenamento do Presidente Saied.
O comunicado, citado pela agência Associated Press (AP), refere que uma carta recebida na segunda-feira de um “remetente desconhecido” e dirigida a Saied foi para a mesa da principal assessora do Presidente, Nadia Akacha.
“Ao abri-la, a assessora não encontrou nenhum documento escrito, mas a sua saúde deteriorou-se rapidamente”, acrescenta a nota.
“Ela subitamente sentiu-se fraca, quase perdeu a visão e teve uma enxaqueca”, relatou o documento, adiantando ainda que outro funcionário que estava na mesma sala sentiu-se também doente.
A assessora foi internada no hospital militar da Tunísia e a carta foi enviada para análise num departamento especial do Ministério do Interior, indica a AP.
O porta-voz da procuradoria de Túnis, Mohsen Dali, disse que uma brigada especial das forças de segurança está a investigar o caso.
O comunicado do gabinete do Presidente afirma também que a decisão de não divulgar a informação no dia do incidente foi tomada “para evitar o pânico” entre a população.
A nota sublinha que Saied “não foi afetado” pela carta envenenada e estava com boa saúde.
KaisSaied, um ex-professor de direito e político, foi eleito para a Presidência da Tunísia em 2019.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário, para o Projecto KOICA. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Educação Inclusiva do Projecto TOFI. Saiba mais.
A Save The Children Intenational (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Governação e Direitos da Criança (CRG). Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Especialista em Parcerias Público-Privadas – Business Development –Incubadoras/ aceleradores de empresas. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assessor do Programa nos Centros de Excelência e nos Institutos de Referência. Saiba mais.
Fórum das Associações Moçambicana de Pessoas com Deficiência pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Direitos Humanos e Advocacia. Saiba mais.
Fórum das Associações Moçambicana de Pessoas com Deficiência pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Saúde Mental. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pedriatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Profissionais de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Profissionais de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Fórum das Associações Moçambicana de Pessoas com Deficiência pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Contabilidade – Estaiária. Saiba mais.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial da Rapariga Fora da Escola. Saiba mais.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Júnior para Componentes de Direitos Humanos. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Operador de Máquinas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
AIPDC Moçambique – Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade, é uma organização não-governamental Moçambicana, sem fins lucrativos; pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Supervisor/a de HIV Pediátrico. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), pretende recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Provincial de Ensino e Aprendizagem do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) um/a (1) Arquitecto Júnior (Ref:01/Arquitecto Júnior/01/Pemba/2021/AVSI. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma empresa que actua no ramo de Petróleos um (1) Jurista. Saiba mais.
A Agência de Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento (CAD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
A Agência de Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento (CAD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellsschaft fur Internationale Zusammenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Administrador(a) de Projecto. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellsschaft fur Internationale Zusammenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Administrador(a) de Projecto. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusamemenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assessor/a de Recursos Humanos. Saiba mais.
Feira da Juventude, mais conhecida por Mercado dos Bombeiros, situada num dos bairros do centro da cidade de Nampula, vai ser requalificada para a melhoria do ambiente das actividades comerciais ali desenvolvidas, numa iniciativa do proprietário do espaço, a Organização da Juventude Moçambicana (OJM).
Para dar lugar aos referidos trabalhos, cerca de 3000 comerciantes já foram notificados para abandonarem o local.
Sabe-se que uma parte considerável de proprietários das barracas instaladas nos “Bombeiros” exerce as suas actividades comerciais no local há mais de duas décadas e alguns têm o título de Direito do Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) dos espaços que ocupam.
Neste momento, os comerciantes, entre nacionais e estrangeiros, reivindicam os seus meios de sobrevivência, afirmando que caso saiam da Feira da Juventude não terão outra alternativa para sustentar as suas famílias.
Marta Feniasse, que há 17 anos vende neste mercado, disse ter-se admirado quando foi informada de que devia abandonar o local.
O local pertence à OJM, braço juvenil do partido Frelimo, que detém um DUAT há mais de quatro décadas. Na altura em que o município da cidade de Nampula estava sob a gestão do partido Frelimo, as receitas provenientes dos impostos dos que exerciam actividades na Feira da Juventude eram repartidas entre a autarquia e a OJM.
A partir da altura em que o município passou a ser gerido, primeiro, pelo MDM, através de Mahamudo Amurane, e depois pela Renamo, por Paulo Vahanle, esta divisão de receitas deixou de acontecer, por isso a OJM decidiu dar outro destino ao seu espaço.
Os comerciantes propõem uma negociação no sentido de se encontrar uma solução e admitem recorrer à Justiça, caso não haja “abertura por parte da OJM”.
“Estamos abertos para uma negociação. Se a OJM não aceitar, vamos levar o caso ao tribunal. Não vamos sair sem haver negociação”, disse Feniasse.
Entretanto, uma fonte sénior da OJM informou que o processo de requalificação da Feira da Juventude foi decidido ao nível central e a execução da actividade implica a “retirada provisória dos comerciantes, os quais poderão voltar a ocupar os seus lugares quando terminarem as obras que vão ter lugar e mediante os termos e condições”.
“As pessoas foram informadas que serão retiradas e só voltarão a ocupar os espaços depois da conclusão dos trabalhos de requalificação. A iniciativa visa criar condições para o exercício da actividade de forma organizada”, disse.
Há, no entanto, um impedimento ao arranque do projeto. Não satisfeita em ter no mercado já quatro carros elétricos, a Tesla está a trabalhar no desenvolvimento de mais dois veículos: a carrinha Cybertruck e o camião Semi. Porém, parece que a empresa de Elon Musk pretende dar início à construção de uma carrinha de carga.
Durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa, Musk indicou que o projeto é do interesse da Tesla mas, notou, que tal não é possível de momento, conta o Roadshow. O líder da Tesla justificou com a necessidade de conseguir mais células de bateria, o mesmo motivo usado para justificar a demora nas entregas do Semi.
Porém, é de esperar que assim que esta questão for eliminada, a Tesla estará pronta para dar início à construção de uma carrinha de carga.
Mais 24 postos administrativos de sete províncias terão, brevemente, obras com vista à sua ligação à rede nacional de energia eléctrica dentro dos esforços para a universalização do acesso ao recurso, a ser alcançada até 2030.
Trata-se de Impere, Kwekwe, Mavala, em Balama, e Mirate, em Montepuez, na província de Cabo Delgado; Mitande e Luciete, em Mandimba, Nairubi, em Majune, e Maiaca, distrito em Maua, no Niassa; bem como Calipo, em Mogovolas, Nihessiue, em Murrupula, Inteta, distrito de Nacarôa, Aube e Angoche, na província de Nampula.
Da lista consta também Tacuane, Munhamade, em Lugela, e Nabúri, em Pebane, na Zambézia, Chioco, em Changara, e Kazula, no distrito de Chiúta, Tete, Mulima, em Chemba, e Galinha, em Muanza, na província de Sofala.
A região Sul contempla Urrene, em Panda, Zinave, distrito de Mabote, e Pembe, em Homoíne, na província de Inhambane.
Para o efeito, a Electricidade de Moçambique (EDM) lançou, esta semana, concursos públicos para a electrificação, trabalhos que contemplam, no global, a montagem de 776 quilómetros de linhas de média tensão e 230 de baixa tensão, 116 postos de transformação e 3600 lâmpadas para iluminação pública.
Uma nota da empresa pública de electricidade garante que pelo menos 27 mil novos consumidores deverão ser ligados à rede como o culminar da electrificação dos 24 postos administrativos de sete províncias do país.
Os projectos de electrificação dos 24 postos administrativos estão agrupados em dois concursos. O primeiro, que encerra a 5 de Março, pretende seleccionar empreiteiros para 20 postos e o outro, cujo fecho será três dias depois, visa a ligação de Impire, Kwekwe, Mitande e Luciete.
O Governo estabeleceu para o presente mandato a electrificação de 135 postos administrativos que estavam ainda às escuras. Destes, 94 devem ser electrificados através da rede nacional de energia eléctrica e os restantes 41 por via de sistemas isolados, incluindo painéis solares.
Dos 94 entregues à EDM, 10 foram electrificados de 2019 ao ano passado, altura em que arrancaram obras de ligação de 13.
Província de Tete está a registar chuvas normais um pouco por todos os distritos e os caudais dos principais rios que atravessam a região como o Zambeze, Chire, Revúbue, Mazoe e Luenha ainda não atingiram os níveis de alerta para a segurança da população que vive nas zonas ribeirinhas.
O delegado do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) em Tete, Joaquim Curipa, disse que a actual situação é considerada calma, embora haja necessidade de tomada de medidas preventivas para qualquer fenómeno de desastre natural.
Entretanto, o Boletim Informativo da ARA-Zambeze indica que níveis hidrométricos na bacia do rio Zambeze registam oscilações com tendência a subir, devido aos escoamentos oriundos dos países vizinhos e às descargas da barragem da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa.
Assim, a direcção da ARA-Zambeze apela a todos os governos distritais, agentes económicos, utentes e beneficiários dos recursos hídricos das bacias hidrográficas dos rios Zambeze, Púnguè e Búzi e ao público em geral para a tomada de precaução, devendo retirar-se das zonas de risco a inundações e interditar a travessia dos rios.
Salienta que nos últimos tempos o período compreendido entre Outubro e Dezembro e Janeiro e Março a província de Tete tem vindo a sofrer ciclicamente de fenómenos de desastres, caracterizados por seca, chuvas fortes e ventos fortes, resultante de escassez e excesso das chuvas que afectam infra-estruturas sociais, deslocamento de pessoas e obstrução das vias de acesso e por consequência afecta a economia dos distritos propensos e vulneráveis à insegurança alimentar e nutricional.
É neste quadro que se toma como base na visão estratégica do Plano Director a prevenção, prontidão, mitigação, resposta e recuperação para evitar a perca de vidas humanas que resultem de desastres/calamidades.
“Neste momento não temos nenhum registo de alarme nos principais rios que atravessam a província, entretanto no terreno principalmente no baixo da bacia do Zambeze que engloba os distritos de Dòa e Mutarara os comités de gestão de desastres estão em prontidão para intervenção a qualquer eventualidade de ocorrência de riscos de desastres”, assegurou Joaquim Curipa.
Em relação à população em risco ao nível da província de Tete, de acordo com o Plano de Contingência da Época Seca, Chuvosa e Ciclónica 2020/21, cerca de 168.695 pessoas poderão eventualmente ser afectadas pela seca, 2982 por ventos fortes, 468 inundações localizadas, 10.363 por cheias na bacia hidrográfica do Zambeze, totalizando 182.508 pessoas em risco nos três cenários.
“No cômputo geral, há no seio das estruturas do componente no Comité de Gestão esforços multiformes para minorar o impacto dos eventos”, adiantou Joaquim Curipa.
Para o acompanhamento, monitoria integral e efectivo da estação chuvosa e ciclónica, uma vasta equipa constituída por técnicos e pessoal administrativo da Administração Regional do Rio Zambeze (ARA-Zambeze) está estacionada na sede da entidade na cidade de Tete e alguns nos distritos de Zumbu e Caia, respectivamente nas províncias de Tete e Sofala, para além de leitores e operadores de sistema de rádios de comunicação.
Para o caso específico da barragem da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, a gestão da albufeira é realizada em coordenação entre o Conselho de Administração da empresa HCB e a direcção da ARA-Zambeze, com a disponibilização em tempo útil dos dados hidrológicos das estações a montante e a jusante da Albufeira.
O secretário de Estado da Juventude e Emprego dirigiu na manhã de ontem (28), na cidade de Maputo, a cerimónia de abertura do primeiro Encontro Nacional de Planificação das Actividades do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), para o ano 2021. Oswaldo Petersburgo realçou que a juventude é um actor incontornável no processo de desenvolvimento socioeconómico do país.
Na sua locução, o secretário de Estado disse que quer juntar-se aos jovens que planificam para fazer o bem, embora, infelizmente, haja quem está a planificar para fazer o mal.
“Enquanto nós queremos planificar para fazer o bem, há quem está a planificar para fazer o mal e, às vezes, há pessoas que acarinham a esses que planificam para fazer o mal. É preciso não acarinhar o mal. É preciso ser duro com aqueles que estão a fazer mal aos moçambicanos, particularmente nesta componente do terrorismo”, destacou SEJE.
Para Petersburgo, todas as vozes têm que unir-se contra o terrorismo, começando pelos líderes jovens, nas suas zonas de origem, províncias e distritos.
“Temos que elevar a voz no combate ao terrorismo, desmobilizar aqueles que estão a aderir ao terrorismo. O sector produtivo está aí, está a precisar de jovens para cada vez mais produzir, e temos que mobilizar a juventude para o bem e não para o mal. Petersburgo sublinhou que as valências da juventude devem reflectir-se na capacidade de apresentar soluções aos desafios que o país enfrenta, hoje e amanhã. Moçambique clama por jovens proactivos. Não basta lamentar, lamentar, criticar, criticar, o importante é a juventude apresentar soluções, fazer acontecer coisas boas”, sublinhou SEJE.
Ainda na sua alocução, o Secretário de Estado apelou aos líderes juvenis a não se esquecerem dos jovens que estão na linha da frente em diferentes frentes de combate e prevenção da COVID-19.
“Aqui, queremos destacar e reconhecer os jovens médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, que dão de si, dão o seu melhor, para combate e prevenção da COVID-19. Estes jovens têm o nosso reconhecimento, têm a nossa valorização.
SEJE reafirmou e fez menção das palavras do Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, aquando da sua recente visita ao Hospital Central de Maputo, onde endereçou mensagens de conforto a estes jovens, que estão no dia-a-dia no combate e prevenção da COVID-19, sem esquecer-se daqueles jovens que estão na frente do combate ao terrorismo no teatro norte e centro do Pais, no processo de recuperação das calamidades naturais, bem como no sector produtivo.
“Reiteramos o nosso reconhecimento daqueles jovens que com incalculável amor à pátria e notável bravura se fazem presentes no teatro centro e norte garantindo a defesa da nossa soberania. Os nossos jovens que estão engajados nas forças de defesa e segurança permitem que outros jovens possam estudar com segurança, empreender com segurança, desenvolver a inovação, criar e produzir com segurança, praticar o voluntariado e a solidariedade em segurança”, destacou.
Durante a cerimónia de abertura do fórum de planificação reconheceu o papel do CNJ e felicitou a agremiação pela prática exemplar da democracia que manifestou-se recentemente pela realização da histórica Assembleia Geral Ordinária que marcou a transição e passagem de testemunho da direcção cessante para a nova direcção liderada pela Emília Chambal, Presidente daquele órgão.
Ciente das valências do movimento associativo juvenil para o desenvolvimento do país, o Secretário de Estado da Juventude e Emprego sublinhou que o Governo vai continuar a envidar esforços para o seu fortalecimento, através de assinaturas de contratos-programa com o CNJ, apoio institucional, legalização das associações juvenis, empoderamento da juventude através da Formação Profissional e financiamento ao empreendedorismo juvenil, entre outras iniciativas.
“Quando falamos do empoderamento da juventude, não só falamos, mas estamos a fazer. MEU KIT-MEU EMPREGO é exemplo. Estamos a dar Kits aos jovens e estão a gerar empregos para eles e para outros jovens. O financiamento do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ) já está aí a financiar em Cabo Delgado, na Zambézia, em Nampula e Sofala, e este ano vamos expandir para outras províncias”, reiterou.
O secretário de Estado da Juventude e Emprego também aproveitou a ocasião para lançar um apelo de solidariedade às vítimas do ciclone Eloise no país.
Oswaldo Petersburgo exortou igualmente aos jovens para criar um movimento de apoio visando dar conforto aos jovens afectados pelo ciclone Eloise.
A covid-19 pode alterar a qualidade dos espermatozoides em homens que contraíram a doença, dá conta uma análise desenvolvida pela Universidade de GieBen, na Alemanha, mas este trabalho ainda terá de ser corroborado por outro.
Uma equipa de investigadores desta instituição germânica analisou durante dois meses os espermatozoides de 84 homens, todos com menos de 40 anos, infetados com o SARS–CoV-2, a maioria dos quais com sintomatologia grave desenvolvida.
Em simultâneo, esta equipa também analisou os espermatozoides de 105 homens que não contraíram a doença.
No grupo de homens infetados, os marcadores de inflamação e de stress oxidativo nos espermatozoides eram duas vezes mais altos em comparação com o grupo de controlo, explicita o artigo publicado na revista científica Reproduction.
Os autores deste estudo também encontraram uma concentração de espermatozoides “significativamente mais baixa” nos homens contagiados.
“Estes resultados constituem uma primeira evidência experimental direta de que o sistema reprodutor masculino pode ser visado e afetado pela covid-19″, conclui a equipa de investigadores, podendo ser um indício de diminuição da fertilidade em homens.
Contudo, outros especialistas alertaram que este estudo precisa de corroboração, uma vez que é a primeira investigação do género e que a amostra era pequena.
“Os homens não devem ficar alarmados. De momento, não há evidências estabelecidas de que haja danos a longo prazo causados pela covid-19 nos espermatozoides ou ao potencial reprodutivo masculino”, disse a Alison Campbell, diretora de embriologia do grupo clínico Care Fertility.
Uma hipótese para os resultados observados pode também ser o tratamento utilizado, baseado em corticosteroides, antivirais e antirretrovirais. Há estudos, apontam os autores deste estudo, que provam a influência negativa destas terapêuticas na qualidade dos espermatozoides.
Cerca de 44% dos participantes incluídos no grupo de homens infetados foi tratado com corticosteroides, enquanto 69% receberam tratamento com antivirais.
“A febre, um dos sintomas mais comuns em pessoas que contraem a covid-19, também afeta a qualidade dos espermatozoides, independentemente da doença que está por detrás da febre”, observou Allan Pacey, especialista em fertilidade masculina da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.
O Conselho Autárquico da Beira, em Sofala, já está a limpar a cidade, dias depois do ciclone “Eloise”. Entretanto, são necessários 30 dias para remover todos os resíduos sólidos.
Devido a quantidades significativas de lixo, a autarquia está a usar máquinas torturadoras e mais de 20 camiões. Alguns equipamentos são de empresas privadas e instituições de caridade.
À semelhança do que aconteceu aquando do ciclone Idai, em todas as ruas da cidade da Beira é possível ver enormes quantidades de lixo. Dada a dificuldade em removê-lo com meios próprios, a edilidade criou várias equipas de trabalho nos 26 bairros da urbe.
“O Idai ensinou-nos que logo após um ciclone existem enormes quantidades de lixo por remover, daí que adquirimos, no ano passado, máquinas torturadoras por forma a tornar o processo de recolha menos oneroso. O que gastaríamos em 10 viagens para a remoção do lixo, fica reduzido a apenas uma. Ou seja, as máquinas torturam o lixo de tal forma que o mesmo reduz de tamanho em 10 vezes e pode ser usado como fertilizante”, explicou Daviz Simango, presidente do município da Beira.
Apesar das inúmeras equipas envolvidas na remoção de resíduos sólidos e da disponibilidade de mais de uma dezena de camiões, o Conselho Autárquico da Beira acredita que “só dentro de 30 dias conseguiremos remover todo o lixo provocado pelo ciclone”, de acordo com Daviz Simango.
O edil exortou aos beirenses para colaborarem neste processo, removendo atempadamente os resíduos sólidos nos seus quintais para locais já identificados, para evitar círculo rotativo na recolha.
Pelo menos 5.500 famílias afectadas pelo ciclone “Eloise” não recebem assistência do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres (INGD), no povoado de Save, no distrito de Machaze, em Manica, porque estão sitiadas.
As autoridades não têm acesso às vítimas, de acordo com a governadora da província de Manica, Francisca Tomás, devido às inundações em consequência do ciclone “Eloise” que fustigou Manica, Sofala, Zambézia e Inhambane, semana finda.
Porque as chuvas intensas inundaram o povoado de Save, as famílias estão impossibilitadas de sair da região. Francisca Tomás disse que às famílias falta um pouco de tudo, desde comida ao vestuário.
O acesso ao local só é possível através de meios aéreos, neste momento em mobilização pelo INGD, para fazer chegar víveres aos afectados, segundo a governadora da província de Manica. Pondera-se ainda recorrer a tractores para se chegar à zona. “Precisamos de transportar alimentos para Mazvissanga”.
Por sua vez, o vice-presidente do INGD, Belém Monteiro, assegurou que há alimentos para assistir aos necessitados e a preocupação, agora, está relacionada com a ausência de meios para se chegar ao local.
Em Manica, o ciclone “Eloise” fez-se sentir nos distritos de Gondola, Chimoio, Sussundenga, Macate, Mossurize e Machaze, onde também criou prejuízos na agricultura. Ao menos 800 mil hectares de culturas diversas são dados como perdidos.
Dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) em Nampula foram condenados ontem (28) a 30 anos de prisão por se ter provado o seu envolvimento na morte de um membro da Polícia Municipal em Julho do ano passado.
O Tribunal Judicial da Província de Nampula julgou provado o envolvimento de dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida no assassinato de um membro da Polícia Municipal de Nampula, na madrugada de 29 de Julho do ano passado, em plena vigência do estado de emergência nacional por conta da covid-19.
“O tribunal condenou os arguidos a 30 anos de prisão maior pelos factos que se sucederam, sendo certo que o baleamento que a vítima sofreu foi letal e provocou-lhe a morte. O filho deu ajuda ao pai, mas já sem condições, este veio perder a vida próximo à entrada do Hospital Central de Nampula. Os réus agiram numa atitude em que o tribunal encontrou os fundamentos e ficou provado o seu envolvimento”, disse César Fernando, juiz da causa, falando à imprensa.
Para além dos 30 anos de prisão, os condenados deverão pagar uma indemnização de 500 mil meticais à família do malogrado, que deixou viúva e quatro filhos.
A data dos factos, madrugada de 29 de Julho de 2020, os dois agentes da UIR terão abordado a vítima quando esta se fazia transportar na sua viatura na periferia da cidade de Nampula.
Depois da abordagem, a vítima terá se identificado, só que mesmo assim, os dois agentes entraram na residência e um deles apontou a arma no vidro pára-brisa, do lado do condutor onde o malogrado estava e disparou um tiro que o acertou no peito.
Na altura, toda a confusão foi porque a vítima estava na rua naquela hora, em pleno estado de emergência.
Ainda em Nampula, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, deteve um jovem em flagrante delito, quando estava a baldear 66 kg de droga na praia de Nacala, juntamente com cinco tanzanianos que conseguiram fugir de barco.
“Eles vinham com um barco pequeno que era para descarregar e tinham seus homens que iam levar o produto, só que como o efectivo deles era pouco precisavam de alguém para quando chegarem poderem ver que a margem é aqui para poderem entrar. Foi de noite, por volta da 01h00 de madrugada de domingo”, explicou o indiciado.
O SERNIC não descarta a hipótese de se tratar de grandes traficantes de droga que por causa da violência na costa de Cabo Delgado descem para a parte costeira de Nampula para o baldeamento de droga que depois segue por via rodoviária para Maputo e África do Sul.
“Os cinco são de nacionalidade tanzaniana. Então, presume-se que a droga esteja a vir de Tanzania e das investigações que fizemos, Nampula ou o distrito portuário não seria o destino, mas sim o corredor”, esclareceu Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC em Nampula.
Esta mini-bus foi apreendida pelo SERNIC e supõe-se que seria usada para o transporte dos 66 kg de heroína e Metanfetamina.
Cinquenta barracas de venda de produtos diversos foram devastadas por um incêndio de grandes proporções, na madrugada de ontem, no Mercado Central de Quelimane, província da Zambézia. As causas ainda são conhecidas. Pelo menos 300 vendedores estão desesperados.
Com um semblante triste, Hélia Albino, uma das vendeiras lesadas, não tinha ideia do que fazer para recomeçar a actividade comercial.
“Não sei como vou fazer” para retomar o negócio. Perdi tudo o que tinha para sustentar os meus sete filhos. O incêndio ocorreu de madrugada e não pude fazer nada para salvar a minha mercadoria”, disse a mulher, com lágrimas no canto do olho.
O corpo de salvação pública esteve no local, mas enfrentou dificuldades para debelar o fogo.
Manuel Cumaio, chefe da secção estatal no Serviço Nacional de Salvação Pública em Quelimane, alegou que o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) não tinha água suficiente para encher os camiões de combate aos incêndios, devido a uma avaria.
Por isso, foi necessário fazer 30 quilómetros para encontrar água, o que impossibilitou que houvesse “eficácia da nossa parte” para evitar que mais barracas fossem reduzidas a cinzas. “Queremos lamentar este facto, mas sem água por perto era impossível” controlar as chamas, de acordo com Manuel Cumaio.
Por sua vez, o FIPAG explicou que as acusações do corpo de salvação pública são infundadas. Faquira Massalo, diretor da instituição, disse que o abastecimento dos carros dos bombeiros acontece de manhã às 22 horas.
“Nesse período nós acreditamos que o corpo de salvação pública tinha reserva suficiente, até porque já tinham reabastecidos os tanques e não sabemos para onde levaram tanta água”, considerou o interlocutor.
Na União Europeia (UE) existem 92 milhões de pessoas em risco de pobreza, sobretudo mulheres, disse ontem (28) o relator especial da ONU sobre pobreza extrema e direitos humanos, Olivier De Schutter.
O especialista admitiu ainda que os planos que os governos europeus estão a preparar para receber de Bruxelas os fundos de recuperação possam não ter medidas suficientes para reverter a situação.
“Em 2010, a UE adotou um objetivo ambicioso de reduzir a pobreza em 20 milhões de pessoas até 2020. Fracassou (…) em grande medida porque o crescimento e a criação de emprego durante este período não beneficiaram pessoas com baixos níveis de educação ou com deficiência”, disse Schutter.
O relator especial das Nações Unidos falava hoje no Comité Económico e Social Europeu, onde apresentou as linhas gerais de um relatório que realizou sobre a situação atual da pobreza extrema na União.
Schutter indicou ter podido comprovar que “os planos de recuperação tiveram de ser improvisados devido ao sentido de urgência (…), tendo sobrado pouco tempo para consultas significativas aos agentes sociais e às organizações não-governamentais”, o que permitiria incorporar os seus pontos de vista.
“Assim, não há garantia de que os planos de recuperação que estão a ser preparados e que devem ser apresentados à Comissão Europeia até final de abril sejam instrumentos eficazes para combater a pobreza e reduzir as desigualdades”, disse, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
O especialista indicou a meta de reduzir em 50% o número de pessoas em risco de pobreza até 2030, adiantando que os Estados membros têm três grandes dificuldades para combater eficazmente a pobreza extrema: a evasão de impostos e o ‘dumping’ fiscal, a redução dos custos laborais e as metas de redução do défice definidas pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.
A evasão de impostos e o ‘dumping’ fiscal entre os 27 representa para vários Estados membros a “perda de significativas receitas públicas e torna muito difícil alcançar a justiça social”, enquanto a redução dos custos laborais “leva a uma situação em que o crescimento económico não beneficia muitos trabalhadores de baixos rendimentos”, argumentou Schutter.
A propósito, indicou existirem cerca de 20 milhões de pessoas com trabalho, mas em risco de pobreza por terem empregos precários.
Em relação ao Pacto de Estabilidade e Crescimento, Schutter apelou a que se aproveite a reflexão em curso na UE sobre o assunto para garantir que pelo menos 2% do produto interno bruto (PIB) dos países fique fora dos objetivos do défice e possa ser aplicado em despesa social.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Africana (UA) apelaram ontem (28) à Tanzânia para se juntar ao esforço continental para a imunização da sua população contra a covid-19, após o Presidente tanzaniano questionar a eficácia das vacinas.
“A Tanzânia é um país muito importante, faz parte da Comissão da União Africana. E, como outros países, a sua voz conta, mas penso que neste momento o que devemos fazer, como continente, é promover a união”, assinalou o diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (ÁfricaCDC), o virologista camaronês John Nkengasong, numa conferência de imprensa virtual.
“Se não combatermos [a pandemia] como um continente em conjunto, estaremos condenados”, acrescentou Nkengasong, citado pela agência noticiosa Efe.
Numa outra conferência de imprensa virtual, a diretora da OMS para África, MatshidisoMoeti, lançou um apelo específico à Tanzânia.
“África está numa encruzilhada”, disse Moeti, que pediu também às autoridades tanzanianas para partilharem os dados da doença no país com a OMS, números que a Tanzânia deixou de tornar públicos no final de abril.
Na quarta-feira, o Presidente tanzaniano, John Magufuli, mostrou-se com dúvidas quanto à eficácia das vacinas contra a covid-19, tendo acusado as pessoas vacinadas no estrangeiro de terem levado novas invasões para Moçambique, país vizinho.
“Se o homem branco fosse capaz de inventar vacinas, então as vacinas contra a sida já teriam sido trazidas, a tuberculose seria uma coisa do passado, as vacinas contra a malária e o cancro teriam sido encontradas”, disse então John Magufuli, durante um evento na sua cidade natal, Chato, no noroeste da Tanzânia.
No discurso, o Presidente da Tanzânia também sugeriu que as vacinas doadas são parte de uma conspiração para roubar a riqueza africana, dizendo: “Não pensem que são assim tão amados, a Tanzânia é rica, a África é rica, e toda a gente quer um bocado disso”.
Magufuli, que segundo o relato da agência Associated Press não apresentou quaisquer provas para sustentar o seu ceticismo, tem sido criticado por declarar que o novo coronavírus foi derrotado na Tanzânia e não atualizar os dados sobre infeções confirmadas desde meados do ano passado, mantendo o número em 509 — incluindo 21 mortes.
O Presidente Magufuli, no passado, disse aos tanzanianos para não implementarem medidas de distanciamento social e encorajou-os a usar ervas como remédios para tratar a doença, apesar de não haver provas sobre a sua eficácia, e também questionou a credibilidade dos testes doados ao país.
Alguns dos opositores da posição do Governo sobre a ideia de que não há covid-19 na Tanzânia foram presos e condenados.
Magufuli começou em outubro um segundo mandato de cinco anos numas eleições que os líderes da oposição consideraram que foi um “martírio da democracia”.
Segundo os dados mais recentes do ÁfricaCDC, o número de infetados neste continente desde o início da pandemia é de 3.494.117 e o de mortes 87.937.
O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da Áfricasubsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.176.000 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A covid-19 é uma doença respiratória causada por um coronavírusdetetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O novo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, indicou ter conversado com o Alto Representante para a Política Externa da União Europeia, Josep Borrell, sobre como “reparar e revitalizar” as relações transatlânticas, indica um comunicado do Departamento de Estado.
Segundo o documento, na conversa, Blinken e Borrell analisaram também a forma de “elevar o nível de ambição” das relações entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE).
“O secretário de Estado agradeceu ao Alto Representante a liderança da UE nos últimos anos e enfatizou o desejo dos Estados Unidos em trabalhar com o bloco comunitárioe com os Estados membros para encarar os desafios comuns, como a pandemia de covid-19, as alterações climáticas, o fluxo transatlântico de dados e a cooperação económica”, lê-se no comunicado.
Blinken foi confirmado como chefe da diplomacia dos Estados Unidos dias depois de o democrata Joe Biden, ter sido investido como Presidente.
As relações entre os Estados Unidos e a UE viveram dos piores momentos de tensão das últimas décadas com oanterior Presidente norte-americano, Donald Trump, com sanções comerciais incluídas, pondo em causa a tradicional aliança transatlântica.
Nas audiências de confirmação no Senado, Blinken, com experiência nas administrações de Bill Clinton (1993/2001) e de Barack Obama (2009/2017), defendeu que “a humildade e a confiança devem ser os dois lados da mesma moeda” nas relações com a Europa comunitária.
Os Estados Unidos afirmaram-se “indignados” com a anulação, pelo Supremo Tribunal paquistanês, da condenação à morte do extremista britânico de origem paquistanesa Ahmed Omar Saeed Sheikh, suspeito de assassinar em 2002 o jornalista norte-americano Daniel Pearl.
“Pedimos ao Governo paquistanês que considere rapidamente as suas opções legais, incluindo permitir que os Estados Unidos julguem Omar Sheikh pelo assassínio brutal de um cidadão e jornalista norte-americano”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, uma conferência de imprensa.
O Supremo Tribunal do Paquistão confirmou hoje a anulação da condenação à morte do extremista britânico de origem paquistanesa, abrindo a possibilidade da sua libertação imediata.
O Supremo considerou que Omar Sheikh não cometeu “qualquer delito relacionado com este processo”, disse à France-Presse, Mahmood Sheik, um dos advogados do acusado.
Em abril de 2020, o tribunal da província de Sindh, no sul do Paquistão, anulou a condenação à morte de Omar Sheikh, 47 anos, comutando a pena para sete anos de prisão pelo crime de sequestro.
A decisão foi criticada pelo Departamento de Estado norte-americano que considerou que a posição do tribunal foi uma “afronta às vítimas do terrorismo em todo o mundo”.
Outros três homens, SalmanSaquid, FahadNasim e Sheik Adil foram condenados em julho de 2002 a sentenças de prisão perpétua por terem reivindicado, através de correio eletrónico, o rapto do jornalista norte-americano, Daniel Pearl.
Os pais do jornalista recorreram da decisão, facto que manteve os quatro suspeitos detidos apesar do julgamento, que começou em dezembro, em que oi pedida a libertação dos homens.
Daniel Pearl, 38 anos, era correspondente do jornal norte-americanos Wall Street Journal quando desapareceu em Carachi a 23 de janeiro de 2002.
A decapitação do jornalista foi filmada em vídeo, tendo o registo sido enviado para o consulado dos Estados Unidos no sul do Paquistão.
De acordo com AsraNomani, antiga colega e amiga de Pearl, que dirigiu o inquérito, o paquistanêsKhaledCheickMohammed (KSM, de acordo com as inicias em inglês), que reclamou ter sido o “cérebro” dos atentados contra Nova Iorque de 2001, foi o executor do jornalista.
KSM, preso no Paquistão em 2003, foi enviado para a prisão norte-americana de Guantánamo, Cuba.
Um psicólogo que interrogou o preso afirmou que KSM lhe confessou ter decapitado o jornalista norte-americano.
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