Moçambique congratula o trabalho que está a ser desenvolvido pelo Centro de controlo de doenças da União Africana, no combate à covid-19.
É uma posição expressa no sábado (30), pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na II Cimeira da mesa dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana e presidentes em exercício das comunidades económicas regionais, que decorreu em formato virtual.
“ O trabalho deles sempre tem permitido salvar vidas, bem como providenciar informações estratégicas para que os nossos países possam prevenir, combater de forma eficaz e com eficiência, esta pandemia “, disse.
Carlos Agostinho do Rosário falava em representação do Presidente da República e Presidente em exercício da SADC, Filipe Nyusi.
A alfândega do aeroporto de Joanesburgo, na África do Sul, interceptou centenas de milhares de comprimidos de um tratamento parasitário que iria ser vendido como cura para a covid-19, anunciou, ne sábado (30), a polícia sul-africana.
De acordo com um comunicado das forças de segurança, estas apreenderam, ao longo das últimas duas semanas, “comprimidos que se suspeita serem ivermectina” no Aeroporto internacional de Joanesburgo, noticiou a agência France-Presse.
Seis suspeitos que viajaram a partir da Índia foram detidos e indiciados por transporte de medicamentos não declarados e importação de medicamentos sem licença.
De acordo com a polícia, os medicamentos apreendidos estão avaliados em seis milhões de rands.
“Os medicamentos não declarados, principalmente sob a forma de comprimidos, foram importados para venda e com a finalidade, alegadamente, de serem utilizados no tratamento da covid-19”, acrescentou a declaração citada pela agência francesa.
A ivermectina é um tratamento parasitário, regularmente utilizado contra a sarna, e um dos vários fármacos que desde o início da pandemia de covid-19, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, tem sido utilizado para combater os seus efeitos.
A procura por este tratamento aumentou recentemente, embora os cientistas não tenham provas suficientes para promover o fármaco como um tratamento eficaz da covid-19.
Durante esta semana, a autoridade sul-africana para os medicamentos e produtos de saúde aprovou, de forma provisória, a utilização controlada de ivermectina em seres humanos, revogando uma decisão de dezembro que bloqueava a importação do fármaco.
A ivermectina é utilizada para matar parasitas em animais e humanos e é usada de forma ampla na África subsaariana desde a década de 1990, em particular para tratar a oncocercose (cegueira dos rios).
Ainda que seja maioritariamente usada para fins veterinários na África do Sul, a sua utilização em seres humanos não é proibida.
A África do Sul é o país mais afectado no continente africano, contabilizado mais de 1,4 milhões de casos, incluindo 43.633 mortes, desde o início da pandemia.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.206.873 mortos resultantes de mais de 102 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Líderes africanos preparam para se encontrar, no próximo fim-de-semana, em cimeira da União Africana (UA). Com os casos de Covid-19 crescendo no continente, a 34ª reunião magna dos chefes de Estado e de Governo africanos terá lugar em formato virtual, posição também apoiada por Moçambique.
A decisão foi tomada, no sábado (30), durante a II Cimeira da Mesa dos Chefes de Estado e de Governo e Presidentes em Exercício das Comunidades Económicas Regionais, na qual Moçambique participou com uma delegação chefiada pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi.
Agostinho do Rosário justificou a posição do país sobre o assunto, com a apresentação do Centro de Controlo de Doenças da União Africana (Africa CDC) sobre a evolução da pandemia no continente, que teve lugar na abertura do evento, na qual se traça um quadro epidemiológico cada vez mais preocupante da evolução da Covid-19 na maioria dos países do continente.
“Face a este cenário, reiteramos a nossa opinião em torno da necessidade de equacionarmos a realização da próxima cimeira da União Africana em formato virtual como primeira opção e com uma agenda que se cinja aos aspectos cruciais e inadiáveis da nossa organização”, disse o primeiro-ministro moçambicano.
Por isso, Moçambique propôs também que a eleição da nova Comissão da União Africana (CUA) possa ser conduzida em formato virtual.
Carlos do Rosário vincou, porém, que a votação online deve estar estritamente condicionada à fiabilidade dos meios electrónicos. “Caso não haja consenso sobre esta opção, o Conselho Jurídico (da UA) deve ser chamado a dar a sua opinião sobre as implicações do adiamento das eleições”, disse.
A posição de Moçambique colheu apoio da maioria dos países. “Esta foi a grande decisão que foi tomada nesta cimeira que teve lugar hoje (sábado)”, disse o vice-ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, em conferência de imprensa, em Maputo, minutos após o término do evento.
A agenda da próxima Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, prevista para os dias 6 e 7 de Fevereiro corrente, inclui a eleição dos líderes da CUA, o presidente, vice-presidente e os seis comissários que compõem este órgão.
Segundo Manuel Gonçalves, a Covid-19, naturalmente, “será um tema incontornável, tendo em conta a actual situação”.
Participaram no evento de sábado, a África do Sul, na qualidade de presidente exercício da UA, os três vice-presidentes, nomeadamente o Mali, RD Congo e Quénia, bem como o Egipto, na qualidade de relator.
Também foram convidados os presidentes em exercício das Comunidades Económicas Regionais, e foi nesta qualidade que Moçambique participou como presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Residentes negros e latinos de Nova Iorque estão a ser vacinados contra a covid-19 em números muito inferiores aos brancos e asiáticos, reconheceu no domingo (31) o responsável municipal Bill de Blasio, prometendo alargar o acesso à vacina às diversas comunidades.
Os dados divulgados pelo departamento de Saúde demonstram que 48% dos residentes na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), que receberam pelo menos uma dose da vacina são brancos, número que excede largamente o terço da população da cidade que é branca e de origem não latina.
Os números da vacina estão incompletos porque 40% das pessoas que foram vacinadas na cidade não forneceram informação demográfica. No entanto, os números refletem os dados da vacinação de outras cidades e estados, com a comunidade negra em todos os locais a ser inoculada a taxas muito inferiores ao seu peso entre a população.
Apenas 11% das doses de vacinas entre os residentes de Nova Iorque foram atribuídas à população negra e 15% a latinos, apesar de os nova-iorquinos negros e latinos constituírem, respetivamente, 24% e 29% da população da cidade. A percentagem de doses de vacinas disponibilizada aos asiáticos, 15%, é semelhante à sua proporção entre a população da cidade (14%).
“Assistimos claramente a uma profunda disparidade que necessita ser corrigida de forma agressiva e criativa”, disse Bill de Blasio em declarações aos ‘media’. “Existe um profundo problema de descrença e relutância, em particular nas comunidades de cor”, frisou.
De Blasio disse que as medidas se destinam a aumentar as taxas de vacinação nas comunidades não brancas e incluem a simplificação do processo de aplicação e a tradução dos materiais em línguas adicionais.
A pandemia do novo coronavírus originou elevadas taxas de mortalidade entre a população negra e latina na cidade de Nova Iorque e em todo o país, e os receios de que os dados da vacinação demonstrassem uma semelhante disparidade pressionou de Blasio a divulgar os números, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).
“As estatísticas demográficas sobre a distribuição da vacina e que a cidade hoje finalmente divulgou após um longo atraso confirmam o que receávamos e esperávamos — que as pessoas e as comunidades de cor, atingidas desproporcionalmente pela pandemia, também foram desproporcionalmente prejudicadas num acesso equitativo à vacinação”, considerou numa declaração o advogado público Jumaane Williams.
O governador de Nova Iorque, Andrew Como, disse que um estudo sobre quem foi vacinado nesse estado será divulgado nos próximos dias, mas espera que esses números também demonstram disparidades raciais.
Cuomo assinalou ainda que o estado de Nova Iorque está a planear uma campanha para a promoção da vacina especificamente dirigida à população negra nova-iorquina.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Os EUA são o país com mais mortos e também com mais casos da covid-19 em todo o mundo.
Segundo a mais recente contagem independente da Universidade John Hopkins, que contabiliza mais de 26 milhões de casos no país, morreram, desde o início da pandemia, 440.221 pessoas devido à doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Morreu o investigador que desenvolveu o primeiro teste de saliva para despiste do vírus SARS-CoV-2. De acordo com o New York Times, Andrew Brooks morreu no passado dia 23 de janeiro, em Manhattan, aos 51 anos de idade.
A família indicou aos meios de comunicação social que a causa de morte foi ataque cardíaco.
O professor da Universidade Rutgers tornou-se mundialmente conhecido em abril de 2020 quando o regulador do medicamento (FDA) norte-americano deu aprovação de emergência à técnica de diagnóstico, que prometia mudar radicalmente a rapidez e segurança do processo de testagem.
“Ao invés de uma zaragatoa na nasofaringe ou na orofaringe, que é no colocada no nariz ou no fundo da garganta, apenas se tem que cuspir num tubo. Não requer a colheita por um profissional de saúde”, indicou Brooks, na altura, em entrevista.
Nos últimos dez meses, mais de quatro milhões destes testes foram utilizados nos Estados Unidos, continuando a ser uma das técnicas de diagnóstico mais fiáveis.
Phil Murphy, governador da Nova Jérsia, lamentou a morte do docente, através de comunicado, indicando que era “um dos heróis anónimos de estado”, uma pessoa que, “sem dúvida, salvou vidas”.
A terceira jornada foi rica em surpresas, desde o topo até a cauda da tabela classificativa, passando pelos resultados que tiveram lugar nos diversos campos que acolheram os jogos.
Desde já salta à vista a vitória da Associação Black Bulls, na deslocação a Quelimane, onde foi derrotar o Matchedje de Mocuba, no jogo entre estreantes, por duas bolas a uma. Desta vez não houve Ejaita, mas houve Melque, em dose dupla, aos seis e 26 minutos, a dar vantagem a turma da capital do país, antes de Radine reduzir, aos 77 minutos.
Uma golo que não foi suficiente para os “militares” perderem a batalha diante dos “touros”, que coloca o representante da Zambézia na zona da despromoção, apenas um lugar acima do lanterna vermelha, com apenas um ponto.
Já a Black Bulls mostra que não veio ao Moçambola para ser bombom da festa e já lidera, de forma isolada, com nove pontos, resultado das três vitórias em igual número de jogos. Diante do Ferroviário de Maputo, na próxima jornada, os “touros” terão o teste de fogo e da liderança.
TRIO VITORIOSO A ALCANÇAR A “LOCOMOTIVA” DE CHIVEVE
Na perseguição a Black Bulls estão agora quatro equipas, nomeadamente Incomáti de Xinavane, ENH de Vilankulo, Costa do Sol e Ferroviário da Beira.
Os “açucareiros” foram os maiores beneficiados nesta jornada, já que na recepção ao primodivisionário Ferroviário de Lichinga não deixaram seus créditos em mãos alheias e confirmaram a velha máxima “em nossa casa mandamos nós”. É que depois da vitória na jornada inaugural diante do Textáfrica, não tiveram dificuldades para ultrapassar o Ferroviário de Lichinga, com claros três golos sem resposta.
Já os “canarinhos” foram felizes num terreno onde não tem tido espaço para voar. Em Nampula alcançaram um voo que não era possível há mais de quatro anos, diante do Ferroviário de Nampula. Abel deu o salto que o “canário” precisava para somar os três pontos e colocar-se na posição mais próxima da liderança.
Com seis pontos cada uma das equipas, Costa do Sol e ENH de Vilankulo batem-se na próxima jornada, procurando desgrudar uma da outra.
Por seu turno, os “locomotivas” de Chiveve, que eram os anteriores co-líderes, viram-se alcançados pelo trio, depois da derrota sofrida na Matola, diante da Liga Desportiva de Maputo, por duas bolas a uma. Dilson colocou a turma de Aly Hassane a vencer, no início da partida, mas Dayo tratou de restabelecer o empate, aos 79 minutos e quando tudo parecia que empate estar encaminhado para o empate, foi Eládio a dar os primeiros três pardais a turma de Hanyane, que deixa a cauda e sobe à décima posição.
Uma análise realizada a carne suína congelada importada do Brasil deu positivo para o novo coronavírus responsável pela covid-19 em Zhejiang, uma província do leste da China, divulgou ontem (31) o regulador local.
Num comunicado, a Administração de Supervisão dos Mercados da cidade de Jinhua afirmou que a análise a um lote de carne suína importada do Brasil teve resultado positivo para a covid-19, na quinta-feira.
A carne, com um peso total de cerca de 16,3 toneladas, chegou ao porto de Xangai a 14 de janeiro, onde esteve em quarentena até 27 de janeiro.
Ao chegar a Jinhua, foi detetado novo coronavírus em duas amostras, uma do interior e outra do exterior das embalagens.
As autoridades isolaram o lote, desinfetaram o armazém e testaram 46 funcionários, tendo todos dado negativo. Ainda assim, 13 funcionários ficaram em isolamento, sob observação médica por terem tido um contacto próximo com a carne.
O lote foi enviado pela produtora alimentar brasileira BRF SA.
No final de novembro, a BRF anunciou que a China tinha autorizado um matadouro da empresa que processa carne suína e de frango em Lajeado, no Estado brasileiro de Rio Grande do Sul, a retomar as exportações para o mercado chinês, após uma suspensão devido a um surto de covid-19 entre o pessoal detetado em maio.
Este caso junta-se a vários outros ocorridos nos últimos meses.
Só em novembro, a China detetou o coronavírus em cinco lotes de carne congelada importada do Brasil, incluindo por três vezes em Wuhan, cidade do centro da China onde foram detetados os primeiros casos de covid-19.
A imprensa estatal chinesa tem também noticiado regularmente multas aplicadas a comerciantes que importaram, de forma ilegal, carne congelada vindo do Brasil.
O Governo chinês tem defendido os controlos anti-coronavírus de produtos importados que interromperam as importações de carne bovina, aves ou peixes oriundos do Brasil, Estados Unidos e vários países europeus.
A China respondeu por 56% das exportações brasileiras de carne suína em 2020, segundo dados do Ministério da Agricultura do Brasil.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O Brasil continua a ser o segundo país mais afetado a nível global, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 223.971 mortes entre 9.176.975 casos recenseados.
A EDM esclarece que o consumo de energia eléctrica nos semáforos em todos os municípios é facturado, havendo locais onde o sistema de facturamento é pré-pago, através dos contadores credelec e outros onde o sistema ainda é pós-pago. Os municípios fazem contra-força com a ameaça de cobrança de taxas pelo uso de espaço público para a implantação de postes e fios, assim como pela circulação, carregamento e descarregamento por parte de camiões da EDM na urbe, sem licença para o efeito.
“Nós entendemos, como sempre temos dito, há aqui uma guerra política na governação e que essa guerra política nós conhecemos o seu ponto de partida”, esta foi a reacção de Ossufo Ulane, chefe do gabinete do edil de Nampula, depois de duas semanas e meia com os semáforos inoperacionais em toda a cidade, no princípio do mês de Janeiro, porque a EDM decidiu instalar os contadores credelec para o facturamento pré-pago da energia que os mesmos consomem.
Em Nacala, foi o próprio edil, Raul Novinte, a esclarecer: “aqui em Nacala temos uma política em que os semáforos são administrados inteiramente pelo Conselho Municipal. Anualmente, a vereação dos Transportes, Comunicações e Vias Públicas aloca um valor de cerca de 600 mil meticais para pagar um determinado valor, mensalmente, à EDM de acordo com o nosso consumo. Também temos um técnico que tem estado em Nacala, constantemente, para reparar os semáforos avariados”.
No Chimoio, província de Manica, o vereador para área de Plano e Finanças, Julião Gueze, falou em nome da edilidade. “Para garantir o funcionamento normal dos semáforos o município tem um contrato com a Electricidade de Moçambique, no qual efectua a compra de kh/h regularmente, através dos serviços pré-pago”.
Quando o município de Nampula reagiu ao procedimento da EDM, a justificação dada foi de que os semáforos fazem parte da responsabilidade social daquela empresa pública, dando a entender que o consumo de energia para o seu funcionamento não deve ser facturado.
“Os semáforos fazem parte da responsabilidade social da EDM e a responsabilidade social do Município é a montagem e o abastecimento de energia é responsabilidade social da EDM”, disse Ossufo Ulane.
Duas semanas depois, a EDM, na voz de Alberto Banze, esclareceu que todo o consumo de energia é facturado, sem discriminação. “Todo o cliente que consome a energia eléctrica é facturado. Todos os semáforos têm contagem, em todo o país. Temos municípios que facturamos no regime pré-pago, temos municípios que facturamos em pós-pago, eles levam as facturas e pagam no final do mês”.
O artigo 44 do Regulamento que Estabelece Normas Referentes à Rede Nacional de Energia Eléctrica, aprovado pelo Decreto nr. 42/2005, de 29 de Novembro, determina que: o concessionário de distribuição deve construir, operar e manter sistemas de iluminação pública conforme solicitado, pelo Município ou órgão local do Estado, definindo as correspondentes condições comerciais, tal como estabelecido no contrato de concessão e legislação aplicável.
“Não só os semáforos devem ser pagos pelos municípios, assim como a própria iluminação pública que faz parte. É um processo que estamos a desencadear com os municípios, os distritos, com os órgãos locais do Estado que esta responsabilidade de iluminação pública e semáforos não é da EDM, de acordo com a lei”, concluiu Alberto Banze.
A Postura Municipal da Cidade de Nampula prevê no seu artigo 76 que sem licença do Conselho Municipal, e sob pena de multa de três salários mínimos, não é permitida a ocupação da via pública Na superfície, no espaço ou no subsolo, através de várias formas como“candeeiros, postes, anúncios ou quaisquer outros reclames” e o artigo 77 determina a cobrança de taxas para a concessão das referidas licenças.
Com esta realidade, tanto a EDM, como os Municípios ficam numa situação difícil de gerir se cada parte quiser fazer valer estritamente a lei geral e local. É provavelmente por isso que muitos municípios entram pela via de entendimentos locais, no sentido de cedência na cobrança de algumas taxas e assim consegue-se um ganho mútuo.
Depois de Calane da Silva ter perdido a vida, na sexta-feira (29), os restos mortais foram depositados na morgue do Hospital Geral de Mavalane. No sábado (30), foi dia do sepultamento, entretanto, antecedido por um cortejo fúnebre.
A urna contendo os restos mortais de Calane foram levadas pela manhã por uma viatura que, durante um percurso de quase 20 minutos, percorreu as avenidas FPLM, Acordos de Lusaka, Joaquim Chissano e a Avenida de Angola, com destino a Masjid Chadulia, a mesquita que acolheu o ritual religioso antes da ida ao cemitério.
Na Chadulia, familiares, amigos e colegas aguardavam pela chegada da urna fora da mesquita, em cumprimento às medidas de prevenção da COVID-19. Depois de cumprido o acto religioso, os restos mortais de Calane da Silva foram a enterrar no cemitério de Michafutene, na província de Maputo.
REACÇÕES
“Perdi um grande companheiro, o meu mano, o meu melhor amigo. Ele era um grande homem. Um homem excepcional. Com qualidades fantásticas. Como espirita, era muito humano”. Mário da Silva, irmão de Calane da Silva.
“Os escritores moçambicanos, as letras e a literatura moçambicana, estão em luto, porque perderam um dos grandes filhos desta pátria, Sempre foi uma pessoa muito alegre e muito amiga”. Carlos Paradona, secretário-geral da AEMO.
“Nós vamos guardar e engrandecer sempre a sua memória. Infelizmente, é o que nos resta: mais homenagens e ficamos com elas. Vamos todos juntos nessa. A dor não é só minha. Todos choram Calane”. Naguib, artista.
“Calane da Silva foi professor. E, portanto, muitos jornalistas que hoje trabalham em prol do desenvolvimento dessa profissão passaram pelas mãos de Calane. Portanto, ele deixa um legado extremamente importante”. Fernando Gonçalves, Jornalista.
“É verdade que toda vida que se perde é uma dor. Mas a do Calane é para mim uma enorme dor porque o conheci bastante. Ele tinha uma paixão pela palavra e pelo dizer a palavra. Eu adorava dizer poesia com ele”. Anabela Adrianopoulos, amiga de Calane da Silva.
Calane é uma figura incontornável da nossa história. Quer pela sua actividade nacionalista, muito antes da independência nacional, na clandestinidade. Ele é, sobretudo, um grande escritor. Um grande poeta e académico. Mário Mangazi, amigo de Calane da Silva.
Dois irmãos de sete e nove anos de idade morreram em circunstâncias não esclarecidas, semana finda, no distrito da Moamba, província de Maputo, após consumo de caju alegadamente envenenado. O hospital local não colheu amostras do produto para análises laboratoriais, mas suspeita que a intoxicação alimentar seja a causa da morte.
A morte aconteceu no bairro Chiondzuahanene, no interior da Tenga. Eugénio Alfeu perdeu os seus dois filhos num dia. Segundo as suas palavras, os miúdos ingeriram caju arrancado de uma das árvores da comunidade, que se suspeita que tenha sido tratada com remédio tradicional.
“Isto não é doença, foi veneno”, afirmou Eugénio Alfeu, para quem a barriga de um dos filhos estava inchada e para si tudo indicava que se tratava de alguma droga ingerida. O outro menino tirava espuma pela boca, prosseguiu o senhor.
Eclércia Bambo, mãe dos dois rapazes, viajou de Inhambane para Maputo a fim de participar do funeral dos filhos que não os via há algum tempo. “Ligaram-me para dizer que o meu filho faleceu. Quando cheguei o outro filho também estava morto”.
Muluki Momad e Naide Jiva, de oito e 10 anos de idade, são irmãos e amigos das crianças que pereceram. Sobreviveram, mas encontram-se doentes. O progenitor suspeita que houve tentativa de envenenamento. “O caso dos meus filhos é o mesmo que aconteceu com as crianças do vizinho. Eram amigos, brincavam juntos e consumiram o mesmo veneno”.
Um responsável do Centro de Saúde de Tenga disse, que as mortes podem ter sido causadas por uma intoxicação alimentar. “Apesar de que não conseguimos ter amostras” para determinar a causa da morte, o certo é que não se tratou de cólera nem malária.
Um total de 322.322 alunos da 10ª classe e 286.971 da 12ª classe são submetidos a exames finais, a partir de hoje em todo o país, após quatro meses de aulas, devido a restrições impostas para a prevenção do novo coronavírus.
Segundo a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), Gina Guibunda, que falava no sábado (30) em conferência de imprensa, as condições estão criadas para que o processo decorra sem sobressalto.
Entretanto, alguns estudantes poderão perder as provas devido às inundações e destruições provocadas pelo ciclone Eloise que desalojou centenas de pessoas e deixou danos em diversas escolas no centro do país.
“Os alunos que vivem em zonas afectadas pelas cheias e ciclone Eloise poderão fazer os testes posteriormente, desde que apresentem uma justificação pela ausência no dia marcado para o exame”, disse Gina Guibunda.
Por outro lado, os alunos deslocados por causa do terrorismo em Cabo Delgado deverão realizar as provas nas províncias de acolhimento.
O Liverpool venceu por 3-1 na visita ao West Ham, em jogo da 21.ª jornada, e aproveitou da melhor forma a derrota do Leicester para subir ao terceiro lugar da Liga inglesa de futebol.
A segunda vitória seguida dos ‘reds’ foi construída com três golos de elevada qualidade técnica, a começar pelo tento inaugural de Mohamed Salah, que abriu o marcador aos 57 minutos, com um remate em arco, dentro da área dos ‘hammers’ e rodeado de adversários.
O avançado egípcio, que não marcava para o campeonato desde 19 dezembro, ‘bisou’ aos 68 minutos, concluindo, com dois toques, um contra-ataque ‘desenhado’ por Trent Alexander-Arnold e Xherdan Shaqiri, antes de o holandês Giorginio Wijnaldum aumentar a contagem, aos 84, após uma excelente jogada de envolvimento coletivo.
O West Ham, quinto classificado, que procurava a quinta vitória seguida na prova, apenas conseguiu atenuar os números da derrota, com um golo do central Craig Dawson, aos 87 minutos.
O Liverpool subiu ao terceiro lugar da Premier League, com 40 pontos, mantendo-se a quatro do líder Manchester City (44) – que tem menos um jogo – e a apenas um do ‘vice’ Manchester United (41), que no sábado empatou 0-0 com o Arsenal.
Para esta ascensão dos campeões ingleses ao pódio contribuiu o Leicester (39 pontos), que caiu (3-1) na receção ao Leeds e acabou por ser ultrapassado pelos ‘reds’.
O futebolista argentino Lionel Messi anunciou no domingo (31) que vai processar o jornal espanhol El Mundo, que revelou os valores do contrato assinado com o FC Barcelona, que ascende a 555 milhões de euros por quatro épocas desportivas.
O valor, a cobrar entre 2017/18 e a temporada que finda em junho deste ano, transforma o vínculo entre o ‘astro’ argentino e os catalães no mais caro da história do desporto, batendo o de Patrick Mahomes com os Kansas City Chiefs de futebol americano, esse de 10 anos.
Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, os advogados do futebolista estudam agora “implicar aqueles que dentro do clube acederam ao contrato e o denunciaram” ao jornal.
Também o FC Barcelona respondeu à publicação, que detalhava ainda o valor por rubricas e por cada ano em vigor, ao negar categoricamente ter divulgado o contrato, também eles processando o periódico.
Sporting e Benfica protagonizam no domingo (31) o jogo ‘grande’ da 16.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que será antecedido pela receção do FC Porto ao Rio Ave e a visita do Sporting de Braga ao Moreirense.
O dérbi, em Alvalade (21:30), assume proporções quase decisivas para as ‘águias’, que ocupam o terceiro lugar, com 33 pontos, menos seis do que os ‘leões’ (39), que lideram o campeonato e ainda não averbaram qualquer desaire na prova.
Em caso de triunfo, o Sporting ‘cava’ um ‘fosso’ de nove pontos para o rival, deixando-o numa situação frágil, embora matematicamente ainda passível de recuperação. Caso o dérbi termine com um triunfo benfiquista, a diferença ficará reduzida a três pontos e a luta pelo topo será relançada, face à proximidade do FC Porto (35), mas também do Sporting de Braga (30 pontos).
Se os ‘verdes e brancos’ não poderão contar com o médio Palhinha, que viu o quinto amarelo no Bessa, os ‘encarnados’ continuam a sofrer os efeitos do surto do novo coronavírus que atingiu a equipa e estarão privados do técnico Jorge Jesus, que se encontra a recuperar da covid-19.
Antes, às 19:00, o FC Porto, segundo classificado, recebe o Rio Ave, num encontro que marcará a estreia do regressado Miguel Cardoso ao banco dos vila-condenses. Os ‘dragões’ vão procurar tirar dividendos do dérbi, sejam eles a aproximação à liderança ‘leonina’, a ‘fuga’ ao Benfica ou até ambos.
De ‘olho’ em Alvalade estará também o Sporting de Braga, que visita o Moreirense, a partir das 19:45. Os ‘arsenalistas’, que ocupam o quarto lugar, podem igualar provisoriamente o Benfica no terceiro posto, caso superem o duelo diante do vizinho minhoto.
O primeiro embate do dia inicia-se às 17:00 (hora continental), nos Açores, onde o Santa Clara, nono classificado, com 18 pontos, recebe o Belenenses SAD, que tem menos três.
Moçambique regista, anualmente, mais de dois mil casos de lepra, uma doença contagiosa mas ainda negligenciada. Ontem (31) foi Dia Mundial de Doenças Tropicais Negligenciadas e Luta Contra Lepra. A saúde alerta para o risco desta enfermidade.
A lepra é uma doença contagiosa e assola vários países do mundo, inclusive os mais desenvolvidos. Ela faz parte de doenças tropicais negligenciadas e afecta mais de mil milhões de pessoas em 149 países.
Apesar do conhecimento que se tem das medidas de prevenção, o tratamento para algumas doenças tropicais negligenciadas nem sempre chega aos mais pobres no mundo.
Em Moçambique há 49 distritos onde a lepra é endémica, principalmente na zona norte. Ano passado, 2.065 pacientes foram diagnosticados com a enfermidade. Raul Viriato, residente na cidade de Maputo, faz parte dessa estatística.
Ele tem lepra há um ano e enfrenta uma batalha para estar livre da doença. Raúl deverá medicar durante um ano. Mas como é que ele descobriu a enfermidade? Segundo contou, de repente a cor da sua pele mudou e o corpo ficou inchado, principalmente o rosto. “Levei muito tempo para ir ao centro de saúde”.
No dia em que Raúl decidiu procurar ajuda médica, foi internado na maior unidade sanitária do país. No começo da doença, “era difícil ficar perto das pessoas”, mas com o tratamento, o problema está a passar paulatinamente e já consegue ir ao serviço.
Nos últimos quatro anos, as doenças tropicais negligenciadas mais predominantes em Moçambique foram filaríase linfática, chistosomia e parasitose intestinais. Afectam a população com dificuldades de sobrevivência devido à falta de recursos, facto que impacta negativamente na economia e perpetua a pobreza.
A chefe do Departamento de Prevenção e Controle de Doenças na Direcção Nacional de Saúde, Marília Massangaie, disse que o sector precisa de mais investimentos para acelerar a mitigação deste problema no país.
“Queremos ver Moçambique livre dessas doenças até 2030 e penso que estamos a caminho disso”, mas “sentimos que precisamos de muito mais recursos para fazer face a estas doenças”, explicou a fonte, alertando que algumas doenças tropicais negligenciadas podem agravar enfermidades como a sida e a tuberculose, bem como torná-las mais letais.
O mundo debate-se com mais de 20 de doenças tropicais negligenciadas, entre elas a Sarna, as Lombrigas, Raiva, Doença do Sono, Tracoma e acima de dois milhões de pessoas estão em risco de contraí-las.
A questão dos testes no Moçambola 2021 sempre foi uma incógnita, desde quando foi anunciado o arranque da prova, em Dezembro do ano passado. As equipas estavam prontas, desportivamente, para atacar o campeonato nacional, mas financeiramente tinham muitas lacunas para responder a prova, até porque os jogos seriam a portas-fechadas, o que de certa forma criava défice financeiro nas 14 colectividades que disputam a prova.
E a questão dos testes da COVID-19 era o meio entrave, razão pela qual o Ministério da Saúde foi chamado a intervir, para dar o seu parecer em relação ao assunto. Mas a situação actual que se vive no país, com aumento do número de casos dia-pós-dia, fez com que o MISAU recuasse na intenção de garantir testes gratuitos aos clubes que disputam o Moçambola.
E para que a prova não parasse a meio, teve que se procurar outros caminhos para ultrapassar este dilema, tendo a Federação Moçambicana de Futebol se sentado à mesma mesa com a Liga Moçambicana de Futebol, a Secretaria de Estado do Desporto e o Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional da Saúde, na passada sexta-feira (29).
Do encontro, uma certeza: “vamos fazer os testes entre 48 a 72 horas antes do início de qualquer partida,” garantia dada por Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, que assim encontrou a solução para a testagem frequente aos actores do Moçambola 2021.
Feizal Sidat garantiu que a instituição que dirige vai disponibilizar um financiamento de 100 mil dólares para aquisição de testes rápidos aos atletas, equipas técnicas e todos intervenientes de cada partida do Moçambola. “A intervenção da FMF será financeira, isto é a federação vai assumir na totalidade os custos dos testes para as próximas 23 jornadas que ainda faltam. Vamos ter que assumi-la. Nós temos feito contactos com os nossos parceiros internacionais e provavelmente será entre 80 a 100 mil dólares americanos de investimento que a federação vai fazer, sabemos que os testes são caros, mas nós vamos fazer o lançamento de um concurso muito rápido e restrito para ver se conseguimos atenuar este assunto”, disse Sidat no final do referido encontro que aconteceu na sede da SED.
Entretanto, os testes serão feitos a todos actores do Moçambola na quarta e quinta jornadas e de forma aleatória nas jornadas seguintes até ao fim do Moçambola.
“Nas primeiras duas jornadas (4ª e 5ª jornada) vamos fazer testes a todos elementos envolvidos no Moçambola, desde árbitros, equipe técnica, jogadores, apanha-bolas e os responsáveis por uma partida de futebol, nas outras que se seguem vamos fazer testes aleatoriamente e serão entre 25 a 30 testes por cada jogo, tendo em conta que os custos são bastante elevados. Mas era pertinente que as duas primeiras jornadas fizéssemos testes a todos”, assegurou Sidat, que não deixou do lado a questão da responsabilidade que todos os actores devem ter, a partir de dentro de cada clube, para que a COVID-19 não seja motivo de preocupação no futebol moçambicano.
Sidat diz mesmo que “o que nós vamos fazer ênfase é que haja responsabilidade dentro do clube, saber que, se um atleta testar positivo, não deverá jogar, porque se ele jogar estará a perigar a saúde de todos os outros. Queremos que esta responsabilidade comece dentro do clube, a partir da direcção, dos médicos e, principalmente, do treinador”, como medida para evitar que surjam casos da COVID-19 no desporto, em particular no futebol.
O papa Francisco anunciou ontem (31) a comemoração de um Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrado anualmente pela Igreja Católica no quarto domingo de julho.
“Os avós são muitas vezes esquecidos”, disse o papa, que tem 84 anos, quando presidia à oração do Angelus no Palácio Apostólico do Vaticano.
E prosseguiu: “A velhice é uma dádiva”, disse Francisco.
“Os avós são um elo entre gerações, guardando e transmitindo aos jovens a experiência de vida e de fé”, acrescentou.
A partir de agora, o Dia Mundial dos Avós e Idosos será comemorado no quarto domingo do mês de julho.
O papa vai assim presidir à primeira missa no dia 25 de julho, quando se assinala este dia, tendo em conta as restrições impostas por causa da epidemia de covid-19, refere o Vaticano em comunicado.
África registou mais 622 mortes por covid-19 para um total de 90.454 óbitos, e 17.596 novos casos de infeção em 24 horas, segundo os mais recentes dados oficiais da pandemia no continente.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados é de 3.551.956 e o de recuperados nos 55 Estados-membros da organização em 24 horas foi de 18.725, para um total de 3.033.621 desde o início da pandemia.
Os dados estão atualizados até às 09:00 de Adis Abeba (06:00 em Lisboa), capital Etíope, onde está situada a sede do África CDC.
A África Austral continua como a região mais afetada, com 1.696.285 infetados e 48.613 mortos. A África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.449.236 casos e 43.951 mortes.
O Norte de África é a segunda zona mais afetada pela pandemia, com 1.084.904 infetados e 29.362 vítimas mortais.
A África Oriental contabiliza 360.222 infeções e 6.834 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infeções é de 322.994 e o de mortes ascende a 4.041. Na África Central, estão contabilizados 87.551 casos e 1.604 óbitos.
O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 9.263 mortes e 165.418 infetados, seguindo-se Marrocos, com 8.259 vítimas mortais e 470.691 casos.
Entre os seis países mais afetados estão também a Argélia, com 2.890 óbitos e 107.030 casos, a Etiópia, com 2.091 vítimas mortais e 137.021 infeções, e o Quénia, com 1.755 óbitos e 100.675 infetados.
Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Angola regista 464 óbitos e 19.789 casos de infeção, seguindo-se Moçambique (363 mortes e 37.705 casos), Cabo Verde (133 mortos e 13.981 casos), Guiné Equatorial (86 óbitos e 5.492 casos), Guiné-Bissau (45 mortos e 2.623 casos) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 1.256 casos de infeção).
O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Pelo menos três pessoas morreram no domingo (31) num ataque a um hotel no centro da capital da Somália, Mogadíscio, reivindicado pelo grupo islâmico radical Al-Shabab, segundo fontes de segurança somali.
“Até agora estão confirmadas as mortes de três pessoas: dois civis e um agente de segurança, mas o número de mortos pode ser mais elevado”, afirmou Mohamed Dahir, responsável da agência nacional de segurança da Somália, citado pela agência France-Presse (AFP), apontando que outros seis civis ficaram feridos.
Durante a tarde de ontem, um carro armadilhado explodiu em frente do hotel Afrik, em Mogadíscio, localizado perto do aeroporto da capital somali, tendo homens armados entrado no edifício e disparado tiros no interior.
De acordo com Dahir, há um perímetro estabelecido à volta do hotel numa operação que se prolonga há mais de cinco horas.
“Acreditamos que há três terroristas barricados numa sala no andar inferior do edifício principal, mas infelizmente ainda há civis presos no interior”, acrescentou.
De acordo com a AFP, foi registada uma outra explosão na capital, ao final da tarde, depois de um carro a alta velocidade ter atingido a entrada do hotel.
Num portal pró-Al-Shabab, o grupo, com ligações à Al-Qaida, reivindicou o ataque, publicando uma mensagem de que tinham membros “a participar numa operação em curso dentro do hotel Afrik”.
O Al-Shabab, que se opõe ao Governo federal da Somália, pretende a imposição da lei islâmica ‘sharia’, tendo feito vários ataques na região e no país, incluindo no vizinho Quénia.
Em 14 de outubro de 2017, o grupo explodiu um camião na capital somali e provocou a morte a mais de 500 pessoas.
O grupo extremista reclamou ainda ter planeado um ataque a um complexo de luxo na capital do Quénia, Nairobi, que matou 21 pessoas em janeiro de 2019.
Em março do mesmo ano, pelo menos 32 pessoas morreram durante um ataque com um camião-bomba em Mogadíscio.
Desde 1991 que a Somália vive num estado de guerra e caos, depois do autocrata Mohamed Siad Barre ter sido deposto, deixando o país sem governo e nas mãos de milícias islâmicas e de senhores da guerra.
O Exército de Myanmar (antiga Birmânia) declarou hoje o estado de emergência e assumiu o controlo do país durante um ano, após deter a chefe do Governo, Aung San Suu Kyi, informou um canal televisivo controlado por militares.
Numa declaração divulgada na cadeia de televisão do exército Myawaddy TV, os militares acusaram a comissão eleitoral do país de não ter posto cobro às “enormes irregularidades” que dizem ter existido nas legislativas de novembro, que o partido de Aung San Suu Kyi venceu por larga maioria.
Os militares evocaram ainda os poderes que lhes são atribuídos pela Constituição, redigida pelo Exército, permitindo-lhes assumir o controlo do país em caso de emergência nacional.
O vice-presidente Myint Swe, nomeado para o cargo pelos militares, graças à reserva prevista na Constituição, assume agora a presidência, enquanto o chefe das Forças Armadas, Min Aung Hlaing, será responsável por fiscalizar as autoridades, indicou o canal Myawaddy News.
O anúncio segue-se à detenção, horas antes, da chefe de facto do Governo birmanês, Aung San Suu Kyi, pelas Forças armadas birmanesas, segundo indicou o porta-voz do seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (LND).
“Fomos informados que ela está detida em Naypyidaw [a capital do país], supomos que o Exército está em vias de organizar um golpe de Estado”, indicou nessa altura Myo Nyunt.
A mesma fonte admitiu que outros responsáveis do partido também foram detidos.
Desde há várias semanas que os militares denunciam irregularidades nas legislativas de 08 de novembro, que a LND venceu por larga vantagem.
Estas detenções surgem num momento em que o parlamento eleito nas anteriores eleições se preparava para iniciar dentro de algumas horas a sua primeira sessão.
Os Estados Unidos exigiram já a libertação dos vários líderes detidos e ameaçaram reagir em caso de recusa.
“Os Estados Unidos opõem-se a qualquer tentativa de alterar os resultados das recentes eleições ou de impedir a transição democrática da Birmânia e agirão contra os responsáveis se estas medidas [detenções] não forem abandonadas”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em comunicado.
Os militares garantem ter recenseado milhões de casos de fraude, incluindo milhares de eleitores centenários ou menores.
No entanto, o Exército birmanês tinha afastado no sábado os rumores de um golpe militar que circulavam nos últimos dias, num comunicado em que afirmou a necessidade de “obedecer à Constituição”, e garantindo defendê-la.
“Visto que o Tatmadaw [nome do Exército birmanês] é uma associação armada, deve obedecer à Constituição. Os nossos soldados devem obedecer e respeitar a Constituição mais do que outras leis existentes”, afirmou a força militar.
No dia seguinte às eleições legislativas, o chefe do Exército birmanês, Min Aung Hlaing, afirmou, numa intervenção perante as Forças Armadas, que se deveria abolir a Constituição se a Carta Magna não for cumprida, o que foi interpretado como uma ameaça ao país, que esteve submetido a uma ditadura militar entre 1962 e 2011.
A Comissão Eleitoral de Myanmar negou que tenha existido qualquer fraude eleitoral nas eleições de novembro, ganhas pela LND, liderada por Aung San Suu Kyi, que obteve 83% dos 476 assentos parlamentares.
A delegação da União Europeia (UE) e várias embaixadas, incluindo a britânica, norte-americana, australiana e de vários países europeus, avisaram que reprovam “qualquer tentativa” para alterar os resultados eleitorais ou “impedir” a transição democrática.
As supostas irregularidades foram denunciadas em primeiro lugar pelo Partido da Solidariedade e de Desenvolvimento da União (USPD, na sigla em inglês), a antiga força política no poder, criada pela então Junta Militar antes de esta se dissolver.
O USDP foi o grande derrotado das eleições, ao obter apenas 33 lugares no parlamento, tendo recusado aceitar os resultados, chegando mesmo a pedir a realização de nova votação, desta vez organizada pelo Exército.
Os militares, responsáveis pela redação da atual Constituição, detêm um grande poder no país, tendo, à partida, garantidos 25% dos lugares no parlamento, bem como os influentes ministérios do Interior, das Fronteiras e da Defesa.
Em novembro de 2020, o Centro Carter — organização criada pelo antigo Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que enviou observadores às eleições –, emitiu um comunicado em que considerou as eleições livres e justas.
A vitória eleitoral de Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz 1991, demonstrou a sua grande popularidade em Myanmar, apesar da má reputação internacional pelas políticas contra a minoria rohingya, a quem é negada a cidadania e o voto, entre outros direitos.
Estas foram as segundas eleições legislativas desde 2011, o ano da dissolução da Junta Militar que se manteve no poder durante meio século no país.
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