Pelo menos 75 pessoas perderam a vida num ataque com drones perpetrado por paramilitares numa mesquita localizada no campo de deslocados de Abu Chok, em Darfur, no norte do Sudão. A informação foi divulgada pelas autoridades locais.
Segundo a agência de notícias francesa France-Presse (AFP), que cita a unidade de emergência do campo de deslocados, um drone explosivo atingiu uma mesquita onde se encontravam reunidas dezenas de refugiados. “Os corpos foram retirados dos escombros da mesquita”, informou o grupo de emergência.
Este ataque ocorre num momento em que os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) intensificam a sua ofensiva para expulsar o exército da cidade de Al-Fashir, a capital do Darfur do Norte e a última grande cidade da região sob controle do exército regular, mais de dois anos após o início do conflito.
As forças armadas sudanesas não comentaram o incidente que ocorreu a poucos quilómetros de Al-Fashir, que está cercada pelas RSF há 18 meses. Um responsável das forças armadas, que pediu para não ser identificado devido à restrição de comunicação com a imprensa, afirmou à AFP que os paramilitares haviam “assumido o controlo total” do campo.
Cercada há mais de 500 dias, Al-Fashir alberga cerca de 260 mil civis, sendo que metade deles são crianças, segundo a ONU, que também alerta para a quase inexistência de ajuda humanitária na região.
A guerra no Sudão eclodiu a 15 de Abril de 2023 e já provocou a morte de dezenas de milhares de pessoas. O conflito começou entre o exército regular sudanês, liderado por Abdel Fattah al-Burhan, e as RSF, sob o comando de Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como ‘Hemeti’.
As autoridades educativas do distrito de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, anunciaram uma suspensão temporária das solicitações de transferência escolar para outros distritos.
Esta directriz foi emitida pelo Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), e surge como resposta ao aumento das requisições apresentadas por pais e responsáveis devido à crescente insegurança na região, caracterizada por frequentes ataques de grupos terroristas islamistas.
O comunicado revela que a instabilidade levou a um movimento significativo da população local em busca de áreas consideradas seguras, resultando num aumento expressivo das solicitações de transferência escolar para outras partes da província. O documento sublinha que as escolas poderão aceitar estas solicitações, mas deverão aguardar uma nova deliberação antes de proceder com o processo.
As autoridades distritais afirmam que esta medida visa garantir uma resposta coordenada face à actual situação do distrito, enquanto se avaliam estratégias mais seguras e eficazes para lidar com os desafios existentes.
O governo dos Estados Unidos anunciou que a ajuda externa prometida a Moçambique através da Millennium Challenge Corporation (MCC) será disponibilizada, apesar das apreensões sobre a possível destruição da MCC pela administração Trump, tal como ocorreu com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Segundo um comunicado divulgado pela Embaixada dos EUA em Maputo, “após uma revisão da ajuda externa, o Conselho de Directores da MCC reuniu-se em Agosto e recomendou que o Compacto para a Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique prosseguisse”.
Este pronunciamento destaca a confiança contínua na cooperação entre os Estados Unidos e Moçambique, sublinhando o compromisso de gerar resultados tangíveis para os dois povos.
A encarregada de negócios dos EUA, Abigail Dresser, afirmou que “a decisão de avançar com o Compacto demonstra o compromisso de ambos os países em construir um futuro mais sólido e próspero. Ao refinar o foco do programa, garantimos que o investimento americano cria oportunidades para os moçambicanos, promovendo ao mesmo tempo a estabilidade e o crescimento económico que beneficiam as nossas nações”.
O Compacto, conforme o comunicado, “está totalmente alinhado com as prioridades da política externa dos EUA e procura produzir benefícios concretos para os moçambicanos e americanos. Estas melhorias sublinham o compromisso do governo dos EUA com a responsabilidade, transparência e resultados mensuráveis, assegurando que o investimento dos contribuintes americanos promove uma prosperidade mútua”.
O Compacto tem estado em discussão há vários anos. O Compacto de Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique, sua designação completa, foi assinado em Washington a 23 de Setembro de 2023, e o valor total do investimento é estimado em 537 milhões de dólares americanos, com enfoque particular na província central da Zambézia.
Um documento da MCC de 2023 relativo ao Compacto destacou que “dois terços da população moçambicana reside ao longo da costa, que é afectada por ciclones frequentes e cada vez mais intensos, inundações e desastres naturais que sobrecarregam as redes de transporte locais, tanto agrícolas como de pequena e grande escala, bem como as oportunidades comunitárias e a coesão social”.
O Compacto visa enfrentar esses riscos multifacetados através de projetos que fortalecerão as economias locais dependentes da agricultura e da pesca, limitadas pela conectividade e acesso fiável.
O Compacto contempla três projectos: um relacionado com os meios de subsistência costeiros e a resiliência climática, outro sobre conectividade e transporte rural, e um terceiro dedicado à promoção de reformas e investimento em agricultura.
A MCC descreve-se como “uma agência governamental independente dos EUA que trabalha para reduzir a pobreza global através do crescimento económico”. No ano passado, houve receios de que o “Departamento de Eficiência Governamental” (DOGE) pretendesse fechar a MCC.
No entanto, na altura, o bilionário Elon Musk estava à frente do DOGE e, após perder a favor com Trump, isso poderá ter contribuído para a manutenção da MCC e do compacto moçambicano.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Contratação de Consultor(a) para Elaboração da Estratégia de Comunicação e Visibilidade do Programa WVL-ALIADAS Renovado. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Advocacia e Politicas. Saiba mais.
A Técnica PC, empresa especializada na reparação e venda de acessórios para laptops, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Eletrónica. Saiba mais.
Entre 2017 e 2020, os Estados Unidos deportaram 297 cidadãos portugueses, conforme revelado por um novo portal que acompanha as ordens de deportação emitidas no país desde 1895.
A informação foi divulgada pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), em parceria com a iniciativa Million Dollar Hoods, que lançou o portal Mapping Deportations.
Os dados obtidos indicam que o ano de 2019 foi o mais crítico, com 97 deportações de cidadãos portugueses registadas. Após a tomada de posse do presidente democrata Joe Biden, em Janeiro de 2020, o número de deportações caiu para 24.
Contudo, o máximo histórico de deportações de portugueses ocorreu em 2010, sob o governo do então presidente Barack Obama, com um total de 191 deportações.
Segundo o censo mais recente, realizado em 2020, existem oficialmente 1,45 milhões de pessoas de origem portuguesa a residir nos Estados Unidos. No último relatório dos Serviços de Imigração e Alfândegas dos EUA, foram repatriados 69 portugueses em 2024, um aumento de nove em relação ao ano anterior.
Em Fevereiro, o ex-secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, declarou na Assembleia da República que não existem números precisos sobre os portugueses em risco de deportação nos EUA. Ele mencionou que 360 cidadãos já ultrapassaram os 90 dias de permanência temporária permitidos pelo ‘visa waiver’ e que o Senado norte-americano identificou cerca de quatro mil pessoas fora do prazo de permanência.
Na mesma intervenção, Cesário informou que 24 portugueses se encontravam detidos nos Estados Unidos. Desde 1895, o portal Mapping Deportations aponta um total de 5.323 deportações de cidadãos portugueses.
Ahilan Arulanantham, co-director do Centro de Direito e Política de Imigração da UCLA, que lidera o projecto, afirmou que o mapeamento evidencia como o “racismo sistémico” influenciou as leis de imigração, sendo que 96% de todas as ordens de deportação foram dirigidas a países específicos.
A clínica privada DF Star, localizada em Brasília, onde o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi internado na noite de terça-feira após ter-se sentido mal, anunciou que o ex-chefe de Estado apresenta um problema renal.
Além disso, o diagnóstico indicou a presença de cancro de pele, que necessitará de “reavaliação periódica”.
Uma nota emitida pela clínica, duas horas após o primeiro boletim que recomendava observação, confirmou que Bolsonaro recebeu alta hospitalar e regressou a casa, onde se encontra sob prisão domiciliar. Segundo o novo boletim médico, o ex-presidente “apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa”.
No entanto, a clínica destacou que o laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo revelou a presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’ em duas das oito lesões removidas, o que implica a necessidade de acompanhamento clínico contínuo.
Bolsonaro está sob prisão domiciliar desde o início de Agosto e saiu pela primeira vez no domingo para realizar uma biópsia cutânea com o intuito de avaliar a possibilidade de cancro de pele. A DF Star indicou que, entre as oito amostras recolhidas, foram detectadas células cancerígenas em duas delas, o que requer vigilância médica para monitorar o avanço da doença.
Com 70 anos, o ex-presidente sentiu-se mal na terça-feira à tarde, levando à sua admissão na unidade médica, onde permaneceu sob observação. O boletim médico inicial da DF Star reportou um aumento do ritmo cardíaco e queda da pressão arterial, além de uma anemia persistente e alteração da função renal.
O filho de Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro, comentou que o pai sofreu vómitos e um “episódio grave” de crise de soluços, que o deixou “quase 10 segundos sem respirar”.
Jair Bolsonaro tem enfrentado vários problemas de saúde nos últimos anos, muitos dos quais resultam das sequelas da facada que sofreu durante um comício na campanha presidencial de 2018. Em Abril, foi submetido a uma longa operação para tratar uma obstrução intestinal, que o manteve internado durante três semanas.
Recentemente, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, num processo histórico que concluiu que conspirou para se manter no poder após a derrota eleitoral.
Um camião cisterna que transportava combustível despistou-se e capotou no município de Boane, na província de Maputo.
Após o despiste, o veículo incendiou-se, provocando explosões que alarmaram os habitantes da zona.
Apesar da gravidade do acidente, não foram registadas vítimas humanas. O Corpo de Salvação Pública encontra-se no local, a trabalhar arduamente para controlar as chamas e evitar que o fogo se alastre para áreas vizinhas.
Até ao momento, as autoridades não divulgaram informações sobre as causas do acidente nem sobre a quantidade de combustível derramado.
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que irá vetar qualquer proposta de amnistia destinada a Jair Bolsonaro, caso uma eventual proposta de lei seja aprovada no Congresso Nacional.
Durante uma entrevista exclusiva à BBC News Brasil e à BBC News, Lula fez questão de esclarecer a sua posição em relação a este tema, afirmando: “Se viesse para eu vetar, pode ficar certo de que eu vetaria. Pode ficar certo que eu vetaria.”
No entanto, o Presidente também destacou que não interferirá nas decisões do Congresso Nacional, reiterando que “não se mete numa coisa do Congresso Nacional”.
Milhares de cidadãos voltaram a realizar protestos junto à residência do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, manifestando a sua oposição às políticas governamentais em relação à ofensiva militar na Faixa de Gaza e à situação dos reféns nas mãos do Hamas.
Os protestos ganharam intensidade após a divulgação de informações alarmantes que sugerem que os reféns poderão ser utilizados como escudos humanos.
Os manifestantes expressaram a sua crescente preocupação com a possibilidade de que os reféns sejam feridos ou mortos durante os combates.
Uma familiar de Gali e Ziv Berman, dois reféns que continuam em Gaza, relatou: “Esta manhã levantei-me e senti uma explosão procedente de alguma zona situada a uma hora de distância da fronteira.” As suas palavras refletem o clima de apreensão e incerteza que permeia entre os familiares dos reféns e a sociedade em geral.
O Presidente da República, Daniel Chapo, revelou em Massingir, a requalificação do aeródromo local, uma iniciativa que visa torná-lo uma nova porta de entrada para turistas internacionais e um centro logístico para a exportação de produtos agrícolas e pecuários.
Durante o lançamento do projecto hoteleiro do grupo AMAN, no valor de 140 milhões de dólares, Chapo destacou a ambição de que, dentro de uma a duas décadas, o aeródromo esteja preparado para receber aeronaves como os Boeings. “Esta infra-estrutura irá dinamizar o turismo e abrir novas oportunidades comerciais para os nossos produtores,” afirmou.
A modernização do aeródromo é um passo importante na estratégia de transformar as províncias de Gaza e Inhambane em polos turísticos de excelência. O Presidente sublinhou a necessidade de um desenvolvimento sustentável que respeite a natureza, promovendo a conservação da biodiversidade e a valorização cultural.
No mesmo evento, o Chefe de Estado anunciou a implementação do corredor Mapinhane–Pafuri, que atravessa Massingir. Este corredor será crucial para estimular o turismo e integrar cadeias de valor nas áreas de agricultura, energia e hotelaria, com o envolvimento das comunidades locais no fornecimento de produtos orgânicos para o AMAN Karingani Hotel.
Chapo destacou a importância do turismo como um motor de diversificação económica, salientando que este sector pode gerar empregos para todas as classes sociais, promovendo o empoderamento de cidadãos, jovens e artesãos. “Estamos a desenvolver um modelo que coloca as pessoas no centro,” afirmou.
Os programas de formação em hotelaria e gestão ambiental já estão em marcha, com 23 jovens locais a participarem em estágios na África do Sul, e mais iniciativas semelhantes estão previstas para aumentar o número de profissionais qualificados.
O Presidente encerrou suas declarações reafirmando que o AMAN Karingani Hotel, com conclusão prevista para 2028, representa “um marco de transformação estrutural que posiciona Moçambique no circuito do turismo de luxo, com ênfase na inclusão e sustentabilidade, conquistando a confiança de investidores internacionais”.
A localidade de Nipacue, situada em Malema, enfrenta uma grave carência de serviços de saúde, com mais de 10 mil habitantes sem um centro de saúde funcional.
A construção da infra-estrutura, iniciada em Junho de 2022 e prevista para ser concluída em 2023, encontra-se paralisada, tendo atingido menos de 40% do progresso esperado. O Estado já desembolsou cerca de 23 milhões de meticais para o projecto, um valor que supera em 139% os 16,5 milhões inicialmente orçados.
A responsabilidade pela obra foi atribuída à construtora Vanil Construções, que, apesar de receber um reforço financeiro, abandonou os trabalhos sem concluir a construção. Esta situação levou o governador de Nampula, Eduardo Abdula, a ordenar uma auditoria técnica e financeira imediata do projecto.
Durante uma visita ao local, o governador expressou a sua indignação face ao estado da obra, qualificando-o como “desgastante e muito triste”. Abdula afirmou que “recebeu acima de 100% e não concluiu a obra. Isso é crime, não é só estranho”, reforçando a determinação de levar o caso à Procuradoria, onde já se encontra sob avaliação legal.
O governador sublinhou que o seu governo não tolerará práticas corruptas, afirmando que “o lugar do nhongo é na cadeia” e que não haverá espaço para irregularidades durante a sua governação. A sua prioridade imediata envolve a avaliação dos danos e a definição de soluções para reiniciar a construção do centro de saúde. Para tal, foi criada uma equipa composta por engenheiros de obras públicas e técnicos da Direcção Provincial da Saúde, encarregada de calcular os custos reais necessários para concluir a obra.
Abdula destacou a urgência da situação, uma vez que a ausência do centro de saúde agrava a vulnerabilidade da população local, especialmente com a aproximação da época das chuvas, que pode trazer consequências graves para as comunidades que carecem de assistência básica.
O governador também alertou que o caso de Nipacue não é único, revelando que existem outras empreitadas no sector da educação igualmente abandonadas, que serão sujeitas a inspecção.
Trabalhadores do projecto de exploração de areias no distrito de Chibuto, na província de Gaza, apresentaram uma série de denúncias sobre maus-tratos e condições de trabalho extenuantes.
As reclamações surgem após a alegação de que dois trabalhadores terão sido soterrados e arrastados pela água durante as actividades.
Um operário descreveu a situação crítica, afirmando: “Mortes descontroladas. A empresa não conseguiu remover aquela bomba, enquanto há três meses um chinês morreu puxado pela água. Um moçambicano não sobreviveu porque a areia compactada caiu sobre ele.” Outro trabalhador acrescentou que um colega foi enterrado no subterrâneo e que apenas foi encontrado no terceiro dia, levantando preocupações sobre a rapidez da resposta da empresa em casos de acidentes.
As queixas incluem jornadas exaustivas sem descanso, transporte precário, falta de alimentação e ausência de equipamentos de segurança, factores que, segundo os trabalhadores, aumentam o risco de acidentes. “Enfrentamos muitas dificuldades, como se estivéssemos numa mina com máquinas pesadas. A empresa Dingsheng não beneficia nenhum moçambicano; estamos a sofrer, a comer mal, sem alimentação e sem condições adequadas para trabalhar,” lamentou um dos trabalhadores.
Diante da alegada violação dos seus direitos, os operários exigem uma intervenção por parte das autoridades governamentais. “Apresentamos o assunto ao governo, mas ainda não houve resultado, pois não há entendimento sobre a situação,” afirmaram.
Em resposta às denúncias, a Delegação de Inspecção de Trabalho na província de Gaza comprometeu-se a investigar os alegados maus-tratos no projecto de exploração de areias de Chibuto, que actualmente emprega mais de 600 trabalhadores.
Um grupo de seis organizações humanitárias dedicadas à protecção dos direitos das crianças em Moçambique formalizou na capital, um memorando de entendimento com o objectivo de erradicar a violência contra menores.
As entidades envolvidas são a ChildFund International, Plan International, Save the Children International, SOS Children’s Villages, Terre des Hommes e World Vision International.
Esta iniciativa surge no âmbito da plataforma “Aliança Juntando Forças pelas Crianças”. Os signatários pretendem unir esforços para promover compromissos políticos renovados em defesa dos direitos da criança, alinhando-se aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Durante a cerimónia de assinatura, Ilaria Manuza, directora nacional da Save the Children, sublinhou que o evento simboliza não apenas a assinatura de um documento, mas a formalização de uma aliança comprometida com o futuro das crianças. “O nosso objectivo é erradicar a violência contra as crianças, proporcionando um futuro justo para todas. Esta aliança demonstra o poder da colaboração”, afirmou.
Harrisson Ruben, director nacional da ChildFund, salientou a importância de reflectir sobre o futuro que está a ser construído para as novas gerações, realçando que cada criança nascida hoje será influenciada pelo mundo que os adultos moldam. “Nenhuma organização consegue enfrentar estes desafios sozinha”, defendeu, citando um provérbio africano que preconiza a força da união.
Paolo Massaro, director da Terre des Hommes, reconheceu que a missão será um desafio, mas acredita que a união entre as organizações poderá resultar em “benefícios enormes”. Ele lembrou as palavras do fundador da sua organização, Edmond Kaiser, que defendia o compromisso de assistência a qualquer criança em situação de vulnerabilidade, sem discriminação.
Cyprian Chawatana, director interino da World Vision, constatou que a aliança surge num momento crítico, em que as crianças enfrentam diversos desafios, desde as crises climáticas a conflitos e pandemias, incluindo a elevada inflação. Ele enfatizou a necessidade de explorar modelos eficazes para criar um ambiente favorável à protecção dos direitos infantis.
Luís Paulo, director interino da Plan International, considerou a assinatura um marco significativo para a concretização dos objectivos comuns das organizações envolvidas. Referiu que, segundo dados do UNICEF, as crianças representam metade da população moçambicana e que, apesar dos atrasos na implementação da aliança, este é um momento propício para agir face à urgência dos desafios que as crianças enfrentam.
A aliança é particularmente relevante num contexto em que cerca de 77% das crianças em Moçambique vivem em situação de pobreza, conforme revela o relatório “Pobreza infantil multidimensional em Moçambique 2014/15-2022”, elaborado pelo UNICEF.
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza revelou que mais de 65.000 palestinianos perderam a vida na guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas.
Segundo a instituição, o número de mortos subiu para 65.062, enquanto 165.697 pessoas ficaram feridas desde o início do conflito, que iniciou após um ataque do Hamas a território israelita em 7 de Outubro de 2023.
A ofensiva militar israelita resultou na destruição de vastas áreas da Faixa de Gaza, desalojando cerca de 90% da população e provocando uma crise humanitária severa, com especialistas a alertarem para a fome no enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza, cujos números são considerados fidedignos pela ONU, não especificou quantos dos mortos eram civis ou militantes, mas indicou que mulheres e crianças representam cerca de metade das fatalidades.
Neste contexto, as tropas e tanques israelitas avançaram mais para o interior da cidade de Gaza, no segundo dia de uma ofensiva terrestre que tem sido amplamente condenada pela comunidade internacional. Milhares de palestinianos estão a fugir em massa da região, em busca de segurança.
O Exército israelita informou que as suas unidades aéreas e de artilharia atacaram a cidade mais de 150 vezes nos últimos dias, antes da chegada das tropas terrestres. Esses ataques resultaram na destruição de edifícios em áreas densamente povoadas, onde se encontram acampamentos de tendas que abrigam milhares de palestinianos. Israel alega que as estruturas atingidas estão a ser utilizadas pelo Hamas para monitorar as suas tropas.
Adicionalmente, Israel anunciou a abertura de um corredor humanitário no sul da cidade de Gaza, que estará disponível durante dois dias, com o objectivo de permitir a fuga de mais palestinianos da cidade.
Uma jovem de 18 anos quase foi linchada por uma multidão na cidade da Maxixe, província de Inhambane, após ser acusada de raptar uma criança de dois anos.
O incidente teve lugar na sequência do desaparecimento da menor, que esteve ausente por mais de uma semana.
Segundo informações veiculadas pela TV Miramar, a criança foi encontrada após denúncias de populares. A jovem, que estava acompanhada da menor, foi interceptada por um casal nas proximidades da sua residência.
A acusada afirmou que, juntamente com o seu parceiro, teria levado a criança para a localidade de Mabihal, no distrito de Massinga, com a intenção de apresentá-la à família. No entanto, a sogra da jovem desconfiou da situação e não permitiu que a nora ficasse com a criança. A jovem, por sua vez, regressou à Maxixe, onde ficou com a menor durante 11 dias.
Através de denúncias da comunidade, a jovem foi abordada pelas autoridades, que conseguiram evitar que fosse linchada por uma multidão enfurecida. A criança foi devolvida à mãe biológica e encontra-se em bom estado de saúde.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) assegurou que não existem provas que indiquem a entrega de cartas de condução a indivíduos que não tenham frequentado uma escola de condução.
A declaração foi feita em resposta a rumores que levantaram preocupações sobre possíveis irregularidades na concessão de licenças de condução.
Nelson Nunes, Presidente do Conselho de Administração do INATRO, esclareceu durante um workshop realizado em Maputo que a instituição está a realizar uma análise detalhada da situação. “Sem evidências concretas, não podemos afirmar com certeza se este tipo de prática tem ocorrido”, frisou Nunes.
Durante o evento, que teve como foco a segurança rodoviária, Nunes admitiu que já existem transportadores e automobilistas a exercer a actividade sem a licença adequada. “Hoje, apresentaremos oficialmente as medidas que serão implementadas a partir de agora, com o intuito de reforçar o plano de emergência em resposta à sinistralidade. Estas novas medidas visam garantir um efeito positivo na segurança rodoviária”, acrescentou.
O INATRO revelou ainda que anualmente emite mais de trezentas mil cartas de condução. No entanto, existem delegações que ainda mantêm em posse mais de duas mil cartas que não foram entregues aos respectivos titulares.
O workshop também servirá para que o INATRO avalie a situação do país dentro do contexto do observatório africano.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta grave indicando que os hospitais na Faixa de Gaza estão à beira do colapso devido à intensificação do conflito na região.
A situação agrava-se com as dificuldades enfrentadas pela OMS para transportar combustível, essencial para as operações hospitalares.
Tedros Adhanom, Director Geral da OMS, expressou a sua preocupação através das redes sociais, sublinhando que numerosos feridos e pessoas incapacitadas estão incapazes de alcançar locais seguros, colocando as suas vidas em risco. Ele destacou que os hospitais estão superlotados e a situação se aproxima de um ponto crítico, exacerbada pela violência crescente que bloqueia o acesso humanitário.
O Ministério da Saúde do governo de Gaza, sob liderança do Hamas, denunciou que o Exército israelita está a obstruir deliberadamente os esforços da OMS para transportar combustível para o norte do enclave, dificultando ainda mais a assistência médica.
Até ao momento, cerca de 3 mil doentes e acompanhantes foram evacuados dos hospitais de Gaza com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, numa tentativa de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde local.
A Electricidade de Moçambique (EDM) reportou um prejuízo superior a 300 milhões de meticais nos últimos quatro anos, resultado da vandalização de infraestruturas eléctricas.
Este dado foi apresentado por Salmata Insa, chefe do Departamento de Prevenção e Combate à Vandalização das Infraestruturas Eléctricas, durante um seminário que visa discutir soluções para um problema que afecta várias instituições prestadoras de serviços públicos.
Na sua intervenção, Salmata Insa destacou que os recursos gastos na reposição das infraestruturas danificadas poderiam ser melhor aplicados na melhoria e expansão da rede eléctrica em todo o país, contribuindo assim para um serviço mais eficaz e acessível à população.
A discussão encerra uma preocupação crescente sobre os impactos da vandalização nas operações da EDM e no fornecimento de electricidade em Moçambique.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, classifica a poluição em vários rios da província central de Manica como um desastre ambiental, atribuindo o problema à mineração descontrolada de ouro na região.
“Trabalharemos para pôr fim a este desastre. As autoridades provinciais já estão a tomar medidas, e se for necessário, paralisaremos todas as actividades mineiras. Faremos isso em defesa do ambiente e da saúde pública,” declarou Chapo durante a cerimónia de outorga do título de combatente da Luta de Libertação Nacional à antiga combatente Marina Pachinuapa, realizada na Universidade Púnguè.
O Presidente lembrou que foi o primeiro a abordar a questão da poluição dos rios durante um comício em Chimoio, alertando para os riscos que isso representa para a saúde pública. Como chefe de Estado, Chapo afirma que tem a responsabilidade de criar melhores condições de vida para os moçambicanos.
“Foi essa a razão pela qual levantei a questão da poluição dos rios resultante da actividade mineira na província de Manica. Estamos a trabalhar, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e com outras instituições, para combater este problema que coloca em perigo a vida humana e a fauna, bem como a actividade agrícola,” enfatizou.
O governante destacou o empenho do governo central e provincial em encontrar uma solução urgente. “Estamos prontos para tomar medidas severas. Se necessário, suspenderemos todas as actividades de mineração na província, em nome da protecção ambiental.”
O Presidente Chapo sublinhou ainda que é responsabilidade do governo restaurar a qualidade da água nos rios e garantir práticas de mineração sustentáveis, com o intuito de evitar a poluição e assegurar a saúde da população.
Os rios Révuè, Chicamba, Nhancuarara, Púnguè, entre outros, são os mais afectados pela exploração mineira na província de Manica. O mercúrio e o cianeto, utilizados na lavagem do solo para a extracção de ouro, têm contaminado as águas que alimentam a Albufeira de Chicamba, uma das principais fontes de água para Chimoio, Manica, bem como para a vila de Gondola e as localidades de Messica e Bandula.
Na província de Manica, operam actualmente 28 empresas de mineração, além de dezenas de associações de garimpeiros e mais de 10 mil garimpeiros individuais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
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