A polícia de Hong Kong deteve hoje o chefe de redação e outros quatro responsáveis do jornal Apple Daily, por suspeita de conspiração com forças estrangeiras, ao abrigo da lei de segurança nacional, informaram os ‘media’ locais.
A polícia disse que cinco responsáveis, incluindo quatro homens e uma mulher, entre os 47 e 63 anos, foram detidos por conluio com um país estrangeiro ou com elementos externos para pôr em perigo a segurança nacional, violando o Artigo 29 da lei, noticiou o South China Morning Post (SCMP).
“Notícias publicadas no jornal alegadamente constituíram uma ofensa à lei de segurança nacional”, disse uma fonte policial ao SCMP.
Mais de 200 agentes entraram nas instalações do jornal para efetuarem uma busca com um mandado judicial. Em seguida, bloquearam as entradas e saídas do edifício, solicitando ao mesmo tempo a todo o pessoal que se registasse antes de entrar nas instalações.
O jornal tem assumido o seu apoio ao movimento pró-democracia. Esta é a segunda busca no Apple Daily em menos de um ano.
Biden e Putin reunidos em Villa La Grande, Genebra
16/6/2021 REUTERS/Kevin Lamarque
Os presidentes norte-americano, Joe Biden, e russo, Vladimir Putin, se reúnem pela primeira vez desde que Biden assumiu o cargo com profundas divergências e baixas expectativas de qualquer avanço.
Ambos disseram que esperam que as conversas em uma vila à beira do lago em Genebra possam levar a relações mais estáveis e previsíveis, embora permaneçam em desacordo sobre tudo, de controle de armas e ciber-hacking a interferências em eleições e a Ucrânia.
As relações tem se deteriorado há anos, principalmente com a anexação da Crimeia pela Ucrânia em 2014, a intervenção na Síria em 2015 e as acusações dos EUA – negadas por Moscou – de interferência nas eleições de 2016 que levaram Donald Trump à Casa Branca.
Elas pioraram ainda mais em março quando Biden disse que achava que Putin era um “matador”, levando a Rússia a convocar seu embaixador em Washington para consultas. Os Estados Unidos chamaram de volta o seu próprio embaixador em abril.
A autoridade sênior dos EUA disse que o país buscaria áreas “em que trabalhar juntos possa avançar nossos interesses nacionais e tornar o mundo um lugar mais seguro”.
Os atletas nacionais Kurt Couto e Creve Machava, dos 400 metros com barreiras, falharam os mínimos que lhes permitiriam garantir uma vaga nos jogos Olímpicos de Tóquio que se avizinham.
Kurt que esteve na África do Sul na competição “Meeting” da Pretória, até conseguiu o segundo lugar na prova com o tempo de 48.93 segundos.
Por sua vez, Creve Machava esteve em Alemanha, no campeonato da Bavaria onde conseguiu o terceiro lugar com o tempo de 48.93 segundos.
Os atletas moçambicanos tem mais uma chance para alcançar os 48.90 segundos, nos torneios do “Meeting” de Potchefstroom em Joanesburgo, e de Regensburg, na Alemanha, nos dias 26 e 27 do mês corrente.
“O conflito continuou a crescer no primeiro semestre de 2021, impulsionando deslocações generalizadas e uma crise humanitária em rápido desenvolvimento”, alerta o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) num resumo publicado na terça-feira.
O conflito em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, continua a agravar-se, alertam as Nações Unidas no mais recente ponto de situação, que faz um balanço da primeira metade do ano e alerta para subfinanciamento crítico.
O número de pessoas deslocadas internamente pela violência “aumentou de 172.000 em abril de 2020 para mais de 732.000 pessoas até ao final de abril de 2021” – um terço das quais já teve de fugir de onde estava mais do que uma vez.
Depois do ataque a Palma, em 24 de março, e “após confrontos em todo o distrito”, o total de deslocados só daquela área ascende a 68.000 pessoas.
Casal, de 56 e 60 anos, aproveitava o facto de viver num num local ermo e rodeado de vegetação para plantar, secar e embalar canábis.
GNR deteve, na quarta-feira, um casal de 56 e 60 anos por tráfico de estupefacientes e desmantelou uma estuda de canábis, no concelho de Mirandela.
Na sequência de uma investigação pelo crime de tráfico de estupefacientes, que durava há cerca de um ano, os militares deram cumprimento a dois mandados de busca, uma domiciliária e uma em viatura, culminando na detenção do casal, refere a autoridade em comunicado.
No seguimento da ação foram apreendidas 43 plantas de canábis; duas balanças de precisão; uma arma de fogo artesanal; uma catana; um sabre; um bastão com pregos; uma arma de pesca submarina; sete armas brancas; 50 cartuchos de calibre 12; duas armas de ar comprimido; um telemóvel; um tablet e cinco pen drives.
A GNR detalha que o casal, que residia num local ermo e rodeado de vegetação, aproveitava a localização da residência para, de forma dissimulada, plantar, secar e embalar canábis.
Os detidos serão presentes ao Tribunal Judicial de Mirandela esta quinta-feira, dia 17 de junho, para aplicação de medidas de coação.
A aviação israelense atacou posições do Hamas na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (16), um dia após balões incendiários terem sido lançados do território palestino para o sul de Israel, nos primeiros grandes incidentes desde o cessar-fogo de maio.
Os ataques aéreos israelenses são os primeiros desde que o novo governo liderado pelo ex-ministro da Defesa Naftali Bennett assumiu o poder no domingo passado, encerrando mais de 12 anos de governo ininterrupto de Benjamin Netanyahu.
Neste contexto, o rei do Marrocos, Mohamed VI, enviou nesta quarta-feira (16) suas “cordiais felicitações” a Bennett, mais de seis meses após a retomada das relações diplomáticas entre os dois países.
Essa mensagem foi enviada no mesmo dia em que se esperava a chegada de uma delegação palestina do Hamas ao reino, liderada pelo seu chefe político Ismail Haniyeh.
Mohamed VI também destacou para Bennett “a determinação do Reino do Marrocos em prosseguir com seu papel (…) a favo de uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”, segundo um comunicado oficial.
O País registou, nas últimas 24 horas, 113 novas infecções pelo vírus. Há, também, registo de mais 62 recuperados e dois óbitos devido à pandemia do COVID-19.“Dos novos casos reportados, 111 são de nacionalidade moçambicana, um é estrangeiro e um é de nacionalidade ainda por identificar; 59 do sexo feminino (52.2%) e 54 do sexo masculino (47.8%). Todos os novos casos resultam de transmissão local”, refere o Ministério da Saúde.
A província de Tete registou o maior número de infectados com 66 casos, seguida pela cidade de Maputo com 30 casos. Com estes dados, o país soma 71.764 casos positivos registados, dos quais 71.395 são de transmissão local e 369 importados.
Nas últimas 24 horas, duas pessoas perderam a batalha contra a COVID-19. “Lamentamos a notificação de dois óbitos em pacientes infectados pelo novo Coronavírus, ambos do sexo masculino e de nacionalidade moçambicana, de 42 e 58 anos de idade”, lê-se na nota do MISAU.
As autoridades de Saúde anunciaram, também, mais oito novos internamentos e quatro altas hospitalares. Neste momento, o país tem 917 casos activos e 844 óbitos devido ao novo Coronavírus.
Algumas crianças com necessidades especiais na província moçambicana de Inhambane são abandonadas. Mas mesmo aquelas que contam com a família carecem de cuidados adequados. Governo justifica com falta de recursos.
Apesar de não existir uma base de dados, é aparente que centenas de crianças com necessidades especiais na província de Inhambane não têm recebido apoio do Governo ou outras entidades.
Também há mulheres que abandonam os filhos quando estes nascem com problemas de saúde.
A acusação no julgamento na Costa do Marfim do ex-primeiro-ministro Guillaume Soro, acusado de conspirar para derrubar o governo, pediu na quarta-feira prisão perpétua para o acusado.
No final de um julgamento no tribunal penal de Abidjan, iniciado em 19 de maio, o procurador Richard Adou justificou o pedido de prisão perpétua para o ex-primeiro-ministro e ex-líder rebelde, julgado à revelia tal como cinco dos seus apoiantes, com o facto de Soro “colocar em risco a segurança nacional”.
Soro e 19 dos seus apoiantes são acusados de “conspiração”, “tentativa de ataque à autoridade do Estado” bem como “divulgação e publicação de notícias falsas que desacreditam as instituições e o seu funcionamento, tendo resultado num atentado à moral das populações”.
A acusação sustenta que Soro tentou fomentar uma “insurreição civil e militar” destinada a derrubar o poder quando regressou ao país africano, em dezembro de 2019, dez meses antes das eleições presidenciais que deram novo mandato a Alassane Ouattara.
A acusação pediu ainda 20 anos de prisão para Souleymane Kamagaté, ex-chefe de protocolo de Guillaume Soro, para Affoussy Bamba, seu advogado e ex-ministro, e para Toure Moussa, ex-diretor de comunicação do chefe de governo.
Dezassete meses de prisão por “perturbação da ordem pública” foram pedidos pela acusação para sete soldados, para o ex-ministro Alain Lobognon, e para Simon Soro, o irmão mais novo de Guillaume Soro.
A NAFAMO MÍDIA, uma agência de comunicação e produtora de vídeo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal (1) Motion Designer (M/F) para Maputo. Saiba mais.
A EUROTRESA LDA, que se dedica a actividade de transporte de mercadoria, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.
O Fundo Para o Fomento de Habitação – HENAN GOUJI Imobiliária, Lda, (FFH-HNGJ, LDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente Imobiliário. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder De Género, Juventude E Dinâmica Social. Saiba mais.
Mulher desapareceu e não há registo das crianças. Na semana passada, um casal de Pretória, na África do Sul, alegava ter batido o recorde mundial de número de filhos nascidos num único parto, ao ter dado as boas-vindas, alegadamente, a dez bebés.
Uma semana depois, o pai das crianças diz acreditar que tudo não passou de uma mentira, alegando que foi enganado pela namorada.
Em declarações à imprensa do seu país, Tebogo Tsotetsi anunciou que a mulher tinha dado à luz, aos sete meses e sete dias de gestação, a sete meninos e três meninas. Todos estariam bem de saúde embora, devido às restrições da Covid-19, o homem ainda não tivesse estado com os filhos.
Na altura, recorde-se, o casal reclamava o título de recorde mundial, embora as autoridades de saúde afirmassem que não tinham ainda dados que pudessem comprovar a situação.
Uma semana depois, e sem conseguir entrar em contacto com a mulher, que se acredita ter fugido, Tebogo acredita que foi vítima de um “embuste”. A família do homem emitiu um comunicado onde pede desculpas pelas informações veiculadas e onde refere que a falta de provas relativamente ao nascimento das crianças e o desaparecimento repentino da mulher levam a crer que tudo não passou de uma mentira.
Sabe-se que foi emitido um alerta para o desaparecimento de uma pessoa, e as autoridades apelam para que as pessoas deixem de doar dinheiro ao casal através de uma conta que tinha sido criada para ajudá-lo na criação dos bebés.
A portuguesa Galp Energia não vai investir em centrais onshore em Moçambique, até que as autoridades garantam “segurança e estabilidade social”, o que poderá ainda demorar algum tempo. Mais um revés nos projetos de gás.
A empresa portuguesa tem uma participação de 10% no consórcio de exploração e gás natural da Área 4, na bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, liderado pela petrolífera italiana Eni e pela americana ExxonMobil.
Este é mais um revés na esperança de Moçambique desenvolver um importante projeto de gás natural liquefeito (GNL) nos próximos anos, depois da multinacional francesa Total ter anunciado a suspensão do seu próprio projeto de GNL em abril, também por motivos de segurança.
Ataques de insurgentes na região de Cabo Delgado, perto do projeto de gás natural liquefeito do Rovuma, no valor de 30 mil milhões de dólares, forçaram centenas de milhares de pessoas a fugir da área.
A Ministra da Justiça, assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Mateus Kida, efectua hoje, a partir das 10h00, uma visita de trabalho ao Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres (EPEM) de Ndlavela, localizada na província de Maputo.
A visita enquadra-se no âmbito da informação divulgada numa conferência de imprensa, pelo Centro de Integridade Pública.
O infecciologista venezuelano Júlio Castro, instou terça-feira a população da Venezuela a manter e reforçar as medidas preventivas da covid-19, alertando que a pandemia está “no ponto mais alto”.
Estamos em um pico alto e sustentado. A notícia não é boa e [o pico] não vai cair”, disse o médico especialista aos jornalistas.
Júlio Castro, que também é assessor da oposição para a área da saúde, alertou que há clínicas venezuelanas sem material para fazer os testes PCR.
Por outro lado, alertou que se registaram casos em que as pessoas foram infetadas nas filas para serem vacinadas contra a covid-19, que diz estarem a decorrer de maneira desordenada no país.
“Podemos passar de uma segunda para uma terceira onda, porque ao ter poucas pessoas vacinadas, há incentivos naturais para aumentar a transmissão e [para que] a pandemia cresça. Isso é o que provavelmente vai passar na Venezuela, no segundo semestre do ano”, disse o médico.
O apelo do médico teve lugar no mesmo dia em que a Monitor Saúde (organização que reúne profissionais da saúde) alertou que os centros de saúde de vários estados venezuelanos estão colapsando.
“Queremos advertir que os casos da covid-19 estão a aumentar. A curva parece acelerar-se e alguns estados do país começam a apresentar um colapso nos centros de saúde”, alertou, através da rede social Twitter.
Entretanto, a imprensa local noticiou na terça-feira de queixas de várias pessoas que foram convocadas para se dirigirem aos centros de vacinação e depois de passarem várias horas numa fila foram informadas de que as vacinas acabaram.
“De repente disseram-nos que fossemos para casa porque as vacinas terminaram, mas convocaram as pessoas”, explicou Thays Suárez aos jornalistas, lamentando que os idosos passem horas ao sol, chuva, e com fome, junto do Hotel Alba Caracas, um dos centros de vacinação locais.
Nas últimas 24 horas, a Venezuela registou 1.233 novos casos e 20 mortes.
Domingo, a organização não-governamental Médicos Unidos da Venezuela (MUV) alertou que “não há controlo” da vacinação, do número de mortes e da situação dos hospitais.
“É cada vez mais evidente que não há controlo da informação. Não há controlo da morbilidade. Não há controlo de óbitos. Não há controlo do que acontece nos hospitais e não há controlo da vacinação. Este é um alerta. A pandemia na Venezuela está fora de controlo”, avançou a MUV na sua conta no Twitter.
O Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental (ONG) moçambicana, denunciou uma rede de exploração sexual em que guardas prisionais forçam mulheres reclusas a sair de uma cadeia de Maputo para se prostituírem.“O que esperamos é que depois desta investigação seja possível ao Ministério Público identificar as pessoas envolvidas e que sejam responsabilizadas, para parar com esta exploração condenável e hedionda”, disse Borges Nhamire, membro do CIP.
Aquele responsável falava em conferência de imprensa durante a apresentação da investigação da ONG levada a cabo no Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo (EPEMM), mais conhecida por Cadeia Feminina de Ndlavela.
O CIP defende a criação urgente de uma “comissão de inquérito independente integrando diferentes órgãos e instituições do Estado, incluindo o Ministério Público, a Assembleia da República e organizações de defesa dos direitos humanos” para averiguar o caso.
A comissão deve ainda produzir “recomendações para a proteção das reclusas deste estabelecimento prisional e dos demais espalhados pelo país”.
O EPEMM acolhia em 2019 um total de 125 reclusas, distribuídas por oito celas, com capacidade para 20 pessoas cada.
“A exploração sexual das reclusas é um negócio lucrativo”, refere o relatório do CIP, segundo o qual “as reclusas são tratadas como uma mercadoria e têm um preço” só ao alcance de pessoas com algumas posses em Maputo.
“Pombinhas”, “coelhinhas” são alguns dos termos usados pelos guardas prisionais para se referir às mulheres durante a negociação com os clientes: acerta-se o dia, o local do encontro e o preço – os guardas podem receber cerca de 40 a 400 euros por cada reclusa entregue.
“Embora seja mais comum as reclusas saírem a noite e aos fins-de-semana ou feriados, algumas chegam a ser retiradas em plena luz do dia e no meio da semana”, relata o CIP, cujos investigadores se fizeram passar por clientes durante seis meses, chegando a receber mensagens convidativas por parte de guardas a anunciar a chegada de novas prisioneiras.
Os encontros marcados pelo CIP serviram para conversar com as reclusas: “algumas saem três a quatro vezes por semana para manter relações sexuais com pessoas que dizem desconhecer”, lê-se no relatório.
Inventam-se justificações para saírem da cadeia – por exemplo, uma ida ao hospital – sendo que até chegarem à rua as reclusas “deparam-se com guardas e chefes de permanência”.
“Não há interpelação das reclusas em movimento sem autorização. O esquema envolve várias hierarquias de chefias, desde o chefe de cela, o oficial de permanência até aos guardas que ficam nas torres de vigilância”, nota o CIP.
Uma das reclusas ouvida pelo CIP relatou que, além da prostituição forçada, foi “violada por carcereiros” e relatou ter sido “espancada por ter recusado manter relações sexuais com um oficial de permanência”, o que a levou ao hospital – situação semelhante às relatadas por mais mulheres.
Outra reclusa disse que nem todas integram a rede clandestina de prostituição, “somente as mais vulneráveis”, porque “aquelas que têm apoio das famílias não aceitam, não precisam disso”, referiu ao CIP.
No caso dela, mãe solteira e órfã de pai e mãe, disse que acabou por ceder à pressão e usa parte do dinheiro que recebe das pessoas com quem mantém relações – dinheiro que escapa às mãos dos guardas – “para suprir as suas necessidades e ajudar as filhas”.
Quando um dos investigadores quis remarcar um encontro, a reclusa respondeu: “Isso não depende de mim”, explicando que cabe aos guardas decidir as reclusas que saem, quando e com quem.
Noutro testemunho, uma prisioneira disse já ter tentado o suicídio, ao ser obrigada “a manter relações sexuais com mais de três pessoas estranhas por dia”.
“Quero sair, estou cansada. Já tentei suicidar-me, mas quando penso no sofrimento da minha filha e da minha mãe, desisto”, relatou a reclusa, mãe de uma criança de sete anos.
Quatro mulheres que estiveram a cumprir penas de prisão no EPEMM e que já estão em liberdade falaram também da rede e uma delas destacou um dilema: “Se tu não aceitas, ficas na lista negra”, explicando que as mulheres que se recusam a prostituir-se são maltratadas pelos guardas.
A investigação do CIP refere que “algumas reclusas que já tinham tentado denunciar os abusos foram barbaramente agredidas. A agressão desencoraja outras reclusas a fazerem a denúncia”.
De forma regular, as reclusas “recebem visitas de diferentes congregações religiosas, da inspeção da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de outras pessoas de boa vontade, mas, mesmo assim, não encontram espaço para denunciar os horrores por que passam na cadeia”.
“Vivíamos sempre vigiadas. Os guardas estão sempre por perto”, relatou uma das ex-reclusas.
Segundo o CIP, “investigações similares devem ser conduzidas pelas autoridades noutros estabelecimentos prisionais onde estão encarceradas mulheres para apurar se não ocorrem situações similares às de Ndlavela”, conclui o relatório.
Sete profissionais, acusados por governantes angolanos de crimes de injúria e difamação, acusam o Estado de os querer silenciar antes das eleições gerais de 2022.
Os jornalistas protestaram na terça-feira (15.06) junto às instalações da Procuradoria-Geral da República, em Luanda.
Um dos manifestantes, Coque Mukuta, considera que os processos contra jornalistas independentes são uma forma de os tentar intimidar a pouco mais de um ano das eleições gerais, agendadas para 2022.
“Estamos na fase pré-eleitoral e, nesta altura, a maior preocupação [do Estado] é instigar medo na população. Se até os jornalistas deixam de poder falar, toda a sociedade fica inibida de se expressar”, refere o diretor da página de notícias “O Decreto” e correspondente da rádio “Voz da América”.
Mariano Brás (jornal “O Crime”), Escrivão José (jornal “Hora H)”, Lucas Fenguele (“Clube-K”), Carlos Alberto (portal “A Denúncia”), Jorge Neto e Liberato Furtado juntaram-se a Coque Mukuta no protesto na terça-feira.
Muitos deles dizem ter sido alvo de mais de dez processos judiciais, por denunciar casos de corrupção nas instituições do Estado. Algumas das acusações remontam à governação do ex-Presidente José Eduardo dos Santos. Outras são mais recentes.
O magnata do cinema norte-americano Harvey Weinstein irá responder perante a Justiça da Califórnia a novas acusações de crimes sexuais, segundo decisão judicial.
Encerrando uma disputa legal prolongada pela pandemia de Covid-19, um juiz de Nova Iorque, Kenneth Case, aprovou na terça-feira a extradição de Weinstein para a Califórnia, negando o pedido do seu advogado para que fosse mantido numa prisão estadual perto de Buffalo, onde cumpre uma pena de 23 anos por violação.
Os advogados de Weinstein deverão recorrer da decisão, segundo a agência AP.
As autoridades californianas planeiam assumir a custódia de Weinstein no final de junho ou início de julho.
Weinstein enfrenta 11 acusações de crimes sexuais na Califórnia envolvendo cinco mulheres, decorrentes de supostas agressões em Los Angeles e Beverly Hills, de 2004 a 2013.
Os promotores de Los Angeles acusaram Weinstein pela primeira vez em janeiro de 2020, quando o seu processo em Nova Iorque estava a começar.
Em abril, mais de um ano depois da condenação de Harvey Weinstein por violação, os advogados do antigo produtor cinematográfico exigiram um novo julgamento, alegando que o anterior foi condicionado pelo movimento #MeToo.
A equipa de advogados do antigo produtor norte-americano disse que o juiz James Burke, que condenou o magnata de Hollywood a 23 anos de prisão, impediu que este fosse julgado de forma justa.
Weinstein, de 69 anos, foi condenado em fevereiro de 2020 de violar uma produtora televisiva e cinematográfica, em 2006, e uma atriz, em 2013.
Reunido na sua 20ª sessão ordinária, o Conselho de Ministros apreciou e aprovou, ontem (15) o decreto que aprova a extinção do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER), criando, no seu lugar, o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO).
O INATRO é um instituto público de categoria A, dotado de autonomia jurídica, administrativa, financeira e patrimonial, cujo objectivo é “regular, fiscalizar e supervisionar as actividades desenvolvidas no ramo rodoviário para satisfazer as necessidade de mobilidade das pessoas e bens, com garantia de qualidade e segurança”, esclareceu Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros.
Na mesma sessão, o Executivo aprovou o decreto que cria a zona de estância de turismo integrado de Macaneta, no distrito de Marracuene, província de Maputo, em regime de zona económica especial.
Numa área de 542.93 hectares, a zona de turismo de Macaneta vai potencializar a actividade económica naquela região, aumentando a demanda de investimentos e a procura para a prática do turismo. Com esta decisão, o Governo espera potencializar o turismo no geral, com especial enfoque na praia de Macaneta, contribuindo para tornar Moçambique num destino turístico de excelência.
A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) diz que os terroristas em Cabo Delgado estão a perseguir e a assassinar os seus membros e simpatizantes.
A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) diz que membros e simpatizantes do partido estão a ser perseguidos e assassinados pelos terroristas na província nortenha de Cabo Delgado.
A denúncia foi feita na terça-feira (15.06) por Luciano de Castro, primeiro secretário do comité provincial da FRELIMO na província de Nampula, durante um encontro com militantes do partido.
“Lá [em Cabo Delgado], onde assassinam as pessoas, se dizem que são da FRELIMO e do Governo, são degolados e, se você não sabe pronunciar algumas palavras árabes, é degolado”, denunciou.
O dirigente não avançou detalhes sobre quantos membros do partido foram mortos pelos terroristas em Cabo Delgado. Mais de 2.800 pessoas morreram desde o início dos ataques na província, em 2017.
A decisão do governo de Joe Biden de suspender novas explorações de petróleo e gás em terras federais foi bloqueada por um juiz no Estado do Luisiana, que ordenou o recomeço das operações de ‘leasing’ para este efeito.
A decisão, tomada na terça-feira, tem efeito imediato no Golfo do México e no Estado do Alasca.
A decisão do juiz Terry Doughty foi tomada na sequência de uma queixa apresentada, em março, pelo procurador-geral do Luisiana, Jeff Landry, e representantes de outros 12 Estados.
Os 13 Estados argumentaram que a decisão do governo federal tinha sido tomada antes de terminado o período de discussão pública e outros procedimentos burocráticos requeridos antes daquela decisão poder ser tomada.
A moratória tinha sido imposta depois de o presidente democrata ter assinado, em 27 de janeiro, várias ordens executivas para combater as alterações climáticas.
À queixa, apresentada em março, os advogados do governo responderam que a discussão pública não se aplica à moratória, que os leilões para o ‘leasing’ não são exigidos por lei e que o Departamento do Interior tem uma grande latitude para as suas decisões relativas ao ‘leasing’ das terras federais.
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