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Segunda-feira, Agosto 31, 2026
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Vagas de emprego do dia 31 de Agosto de 2026

Foram publicadas hoje, dia 31 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Senior Specialist: M-Pesa Data & Analytics

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: M-Pesa Data & Analytics. Saiba mais.

2. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

3. Vaga para Superintendente de Parque de Pré-fabricados – MOF

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Superintendente de Parque de Pré-fabricados – MOF. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para WASH Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) WASH Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Corporate Brand, Reputation & Comms Manager

A AB InBev pretende recrutar um (1) Corporate Brand, Reputation & Comms Manager. Saiba mais.

3. Vaga para HSSE Officer

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) HSSE Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Finance Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Finance Officer. Saiba mais.

5. Vaga para Humanitarian Access and Safety Technical Officer

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Humanitarian Access and Safety Technical Officer. Saiba mais.

6. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

7. Vaga para Senior Structural Engineer

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Structural Engineer. Saiba mais.

8. Vaga para Finance Control Manager

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Finance Control Manager. Saiba mais.

9. Vaga para Project Director

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Project Director. Saiba mais.

10. Vaga para Chief Operating Officer

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Chief Operating Officer. Saiba mais.

11. Vaga para Regulatory & Compliance Lead

A McDermott International pretende recrutar um (1) Regulatory & Compliance Lead. Saiba mais.

12. Vaga para Administration Manager

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Administration Manager. Saiba mais.

13. Vaga para Gestor de Projecto

A N’weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

14. Vaga para Oficial de Monitoria, Avaliação & Aprendizagem

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação & Aprendizagem. Saiba mais.

15. Vaga para Consultoria

O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar uma (1) Empresa de Consultoria para Avaliação, Dimensionamento e Optimização da Infraestrutura de Conectividade de Internet e Segurança Digital do Ministério da Saúde. Saiba mais.

16. Vaga para Gestor de Projecto

A Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

17. Vaga para Assistente de Tecnologias da Informação e Comunicação

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Assistente de Tecnologias da Informação e Comunicação. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor de Recursos Humanos

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.

19. Vaga para Operator Administrator

A Eazi Access pretende recrutar um (1) Operator Administrator. Saiba mais.

20. Vaga para HR Administrator

A Eazi Access pretende recrutar um (1) HR Administrator. Saiba mais.

21. Vaga para Site Supervisor

A Eazi Access pretende recrutar um (1) Site Supervisor. Saiba mais.

Governo moçambicano vende Tmcel devido a dívidas bilionárias

Uma investigação recente revelou que as substanciais dívidas acumuladas pelo Estado moçambicano têm sido um factor determinante para a decisão de alienar a operadora de telecomunicações Tmcel.

Segundo as informações obtidas, o Governo enfrenta uma pressão financeira significativa, com passivos que ascendem a milhares de milhões de meticais.

A Tmcel, uma das principais fornecedoras de telecomunicações no país, tem enfrentado desafios financeiros que, conforme apurado, tornam a sua manutenção como uma questão complexa sob a actual conjuntura económica. O despacho governamental relativo à venda da empresa foi, assim, impulsionado pela urgência em estabilizar as finanças públicas e optimizar os recursos governamentais.

A investigação destaca que as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Governo são parte de um contexto mais amplo de instabilidade económica, que se agravou nos últimos anos, afectando severamente a capacidade operacional de diversas entidades estatais. O leilão da Tmcel surge, portanto, como uma estratégia para fortalecer o equilíbrio orçamental e permitir que o Executivo direccione esforços para áreas prioritárias do desenvolvimento nacional.

Os detalhes sobre o processo de venda e os potenciais compradores ainda não foram divulgados, mas a expectativa é de que o Governo avance rapidamente com a alienação, no intuito de mitigar os efeitos da crise económica que assola várias camadas da sociedade moçambicana.

Com esta decisão, espera-se que o Governo não apenas reduza o seu passivo, mas também reforce a confiança dos investidores no mercado moçambicano, posicionando-se de forma mais competitiva na arena económica regional.

Reabilitação da EN4 avança para garantir segurança e fluidez no trânsito

As obras de reabilitação e modernização da Estrada Nacional Número 4 (EN4) em Moçambique continuam a progredir de forma significativa, com o objectivo de reforçar a segurança rodoviária e garantir uma maior fluidez do tráfego neste importante corredor de transporte nacional.

Actualmente, os trabalhos estão a concentrar-se na reabilitação dos troços 16 e 17 da EN4. As intervenções previstas incluem a construção de uma nova via de ultrapassagem, bem como a fresagem e a substituição integral do pavimento existente.

Este projecto abrange uma área de grande importância económica, estendendo-se desde a fronteira de Ressano Garcia até ao Nó de Moamba e, posteriormente, ao Nó de Tchumene.

Com as melhorias em curso, espera-se que haja uma redução significativa nos congestionamentos de trânsito, facilitando o escoamento de mercadorias e pessoas, e beneficiando directamente automobilistas e operadores que utilizam frequentemente esta rota comercial estratégica.

Supermercado em Maputo é fechado por vender medicamentos ilegais e perigosos

Uma operação inspectiva levada a cabo pela Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME), em colaboração com a Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE), o Ministério Público (MP) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), resultou na apreensão de uma vasta gama de produtos farmacêuticos e de saúde não autorizados para comercialização em Moçambique.

A fiscalização foi realizada no Supermercado China City, localizado na cidade de Maputo.

Durante a operação, foram encontrados diferentes produtos, incluindo anabolizantes destinados ao aumento de ancas, glúteos, mamas e peito, produtos supostamente utilizados para estimular a ovulação, além de estimulantes sexuais, anti-hemorroidários, antimaláricos, géis, pomadas e cápsulas para clareamento da pele. Foram também apreendidos chás medicinais para emagrecimento e creatina, um suplemento ergogénico com finalidade de melhorar o desempenho muscular.

A fiscalização identificou, ainda, fitoterápicos e outros produtos de saúde que contêm princípios activos com acção medicinal, cuja comercialização requer um conjunto específico de registos e autorizações por parte da autoridade reguladora.

A ANARME sublinhou a descoberta de diversos produtos sem rótulos, assim como vários rolos de rótulos armazenados no local, indicando a possível realização do processo de rotulagem no próprio estabelecimento. Para além disso, foi verificado que o supermercado não possuía o alvará necessário para a venda de produtos farmacêuticos.

Como consequência da operação, foi imposta ao estabelecimento uma multa equivalente a 400 salários mínimos da Função Pública, sem prejuízo de outras medidas administrativas ou legais que possam resultar das investigações em curso. A ANARME reafirmou o seu compromisso na fiscalização rigorosa da comercialização de produtos de saúde e medicinais em Moçambique.

Vacina Lenacapavir contra HIV ganha adesão entre jovens em Maputo

Pelo menos 17 unidades sanitárias na cidade de Maputo já estão a administrar a vacina Lenacapavir, destinada à prevenção do HIV, com registo de uma adesão crescente entre os jovens.

Esta iniciativa surge como resposta ao aumento preocupante de novas infecções, especialmente entre adolescentes e jovens nos últimos anos.

A Profilaxia Pré-Exposição Injectável (PrEp) é a abordagem adoptada, sendo indicada para pessoas em risco de contrair a infecção. Esta vacina é administrada duas vezes ao ano, o que representa uma alternativa mais prática para os pacientes. A confirmação da adesão ao programa foi feita pela vereadora municipal de Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, durante a visita de uma delegação de parlamentares da Alemanha e Luxemburgo, que se deslocou ao Centro de Saúde de Xipamanine para avaliar a eficácia do imunizante.

Alice de Abreu salientou que a escolha por este método profiláctico se deve à redução no número de deslocações necessárias dos pacientes às unidades de saúde. “Esperamos pela continuidade da adopção deste método de prevenção flexível, com o apoio dos parceiros e organizações da sociedade civil, dentro das instituições de ensino e na comunidade em geral”, afirmou a vereadora.

Esta iniciativa representa um avanço significativo para a saúde pública em Moçambique, particularmente na luta contra o HIV entre os jovens.

Moçambicanos denunciam expropriação na África do Sul

Um crescente número de cidadãos moçambicanos está a reportar casos de expropriação de bens na África do Sul, levantando preocupações sobre a xenofobia que afecta a comunidade estrangeira naquele país.

As denúncias surgem em um contexto de tensões sociais que têm caracterizado as relações entre cidadãos sul-africanos e imigrantes.

Os relatos indicam que muitos moçambicanos, que emigraram em busca de melhores oportunidades, têm sido alvo de ataques violentos e desapossados dos seus pertences. Várias organizações da sociedade civil, empenhadas na defesa dos direitos humanos, têm expressado a sua preocupação com a situação, apelando às autoridades sul-africanas para que adoptem medidas mais eficazes no combate à xenofobia.

Na última semana, um grupo de moçambicanos residentes na África do Sul organizou uma manifestação pacífica para exigir protecção e respeito pelos seus direitos. Os manifestantes destacaram que a expropriação de bens e agressões físicas tornaram-se uma realidade alarmante, afectando não só a sua segurança, mas também o seu sustento diário.

As autoridades moçambicanas têm acompanhado a situação com preocupação e incentivado os cidadãos a reportarem qualquer incidente de violência ou abuso. O governo apela ao diálogo entre comunidades para promover a convivência pacífica e a tolerância.

A comunidade moçambicana na diáspora continua a enfrentar desafios significativos, enquanto muitos esperam que mudanças políticas e sociais na África do Sul possam garantir um ambiente mais seguro e inclusivo para todos os residentes.

Moçambique aposta na energia solar para levar electricidade às zonas rurais

Moçambique está a intensificar os seus esforços na adopção da energia solar como uma solução para a exclusão energética que afecta várias comunidades afastadas da rede eléctrica. 

Este impulso é acompanhado pela busca de novas parcerias, financiamento e investimento no continente africano, com o objectivo de acelerar a expansão de soluções solares e promover um desenvolvimento económico sustentável.

Actualmente, a estratégia está a ser debatida durante a 8.ª Reunião do Comité Regional da Aliança Solar Internacional (ISA) para África, que decorre no Zimbabué, reunindo representantes de diversos governos, missões diplomáticas e instituições do sector energético. O Fundo de Energia (FUNAE) está a participar neste encontro, onde explora oportunidades de cooperação, troca de experiências e identificação de mecanismos para financiar projectos de energia solar, com especial atenção às comunidades sem acesso à rede eléctrica nacional.

A delegação moçambicana é composta por Edson Uamusse, Administrador do Pelouro de Suporte do FUNAE, e Damião Namuera, representante do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME). A reunião ocorre num contexto em que muitos países africanos buscam acelerar a transição para fontes de energia limpa e ampliar o acesso à electricidade.

Entre os objectivos discutidos, destacam-se o aumento da capacidade de geração solar no continente para 200 gigawatts até 2030 e 1000 gigawatts até 2050. Para Moçambique, onde muitas comunidades rurais estão ainda fora da rede eléctrica, a expansão de soluções solares é vista como uma forma eficaz de levar electricidade a áreas remotas, sem depender inteiramente da extensão da rede convencional.

A implementação das metas continentais exige agora a transformação em projectos concretos, que sejam financeiramente sustentáveis e que produzem um impacto positivo nas comunidades. Um dos temas principais em discussão é a solarização do sector agrícola, considerada uma ferramenta para aumentar a produtividade e melhorar a segurança alimentar. A energia solar pode facilitar o funcionamento de sistemas de irrigação e equipamentos de processamento, diminuindo a dependência de fontes de energia mais onerosas ou difíceis de acessar nas áreas rurais.

A reunião também aborda a expansão de soluções de energia solar nos telhados, apresentadas como uma oportunidade para fomentar investimento privado e diversificar a produção de eletricidade. Para Moçambique, esta abordagem poderá permitir a implementação de novos modelos de negócios no setor energético, envolvendo a colaboração entre empresas privadas, instituições públicas e comunidades na produção e uso da energia solar.

Apesar do vasto potencial solar de África, a realização dos projectos depende de uma sólida mobilização de recursos financeiros e da criação de mecanismos que minimizem os riscos para os investidores. Deste modo, a integração de programas e iniciativas de financiamento está entre os principais tópicos na agenda da reunião, visando acelerar a preparação e a implementação de projectos.

Por fim, a participação de Moçambique na reunião da ISA alinha-se com os esforços nacionais para melhorar o acesso à electricidade, criar oportunidades de geração de rendimento e promover um desenvolvimento sustentável nas comunidades que ainda não estão ligadas à rede eléctrica.

O encontro no Zimbabué representa, portanto, uma oportunidade crucial para Moçambique na procura de parcerias e soluções que visem acelerar a electrificação rural, aproveitando uma fonte de energia abundante no continente.

Nova lei garante proteções a trabalhadores de plataformas digitais em Moçambique

A recente revisão da Lei do Trabalho em Moçambique introduziu importantes medidas de protecção para os trabalhadores que actuam em plataformas digitais.

Esta mudança legislativa, que visa regular a crescente economia digital no país, foi aprovada pela Assembleia da República e promete garantir melhores condições laborais para os profissionais deste sector.

Com esta nova legislação, os trabalhadores de plataformas digitais, como entregadores e motoristas de aplicações, passam a ter acesso a direitos fundamentais, incluindo remuneração mínima, seguro de saúde e protecção em caso de acidentes de trabalho. Estas medidas visam responder às dificuldades enfrentadas por estes trabalhadores, que, até então, operavam sem a devida regulamentação e amparo legal.

O Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, durante a apresentação da nova lei, afirmou que a iniciativa é um passo significativo rumo à formalização deste tipo de trabalho em Moçambique. Esta mudança é uma resposta directa à necessidade de garantir a dignidade dos trabalhadores e promover um ambiente laboral justo e seguro.

A nova legislação estabelece também a obrigação das plataformas digitais de registar os seus trabalhadores, bem como de disponibilizar informações claras sobre as condições de trabalho e remuneração. Os especialistas do sector laboral consideram que esta abordagem poderá contribuir para uma maior transparência nas relações de trabalho e evitar abusos por parte das empresas.

As entidades sindicais e organizações da sociedade civil, que têm lutado por melhorias nas condições dos trabalhadores de plataformas, acolheram com satisfação a aprovação da lei. Acreditam que este é um avanço significativo no reconhecimento dos direitos laborais no contexto da economia digital em Moçambique.

Esta reforma legislativa representa uma adaptação do quadro jurídico às novas realidades do mercado de trabalho e estabelece um precedente importante para a protecção dos trabalhadores na era digital.

Conselho de Lichinga veta marcha do MDM por causa de visita presidencial

O Conselho Municipal de Lichinga anunciou, a sua decisão de não autorizar a realização da marcha agendada pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade. A decisão prende-se com a coincidência da manifestação com a visita presidencial programada para os próximos dias na região.

A deliberação foi comunicada em conferência de imprensa pelo presidente do Conselho Municipal, que justificou a decisão com a necessidade de garantir a segurança pública e a ordem na cidade durante a visita do Chefe de Estado. A autarquia realçou que a concentração de forças de segurança e a logística envolvida no evento presidencial impossibilitam a realização da marcha do MDM, uma vez que poderia gerar situações de conflito ou perturbar a normalidade do evento oficial.

O MDM, por sua vez, manifestou a sua insatisfação com a decisão, argumentando que a marcha decorre do direito à liberdade de expressão e reunião consagrado na Constituição da República de Moçambique. Em declaração à imprensa, líderes do partido afirmaram que continuarão a lutar pelos seus direitos democráticos e exigiram que a administração municipal reverta a sua posição.

A situação gerou reacções diversas entre os cidadãos de Lichinga, que se dividem entre os que apoiam a decisão da autarquia e os que defendem o direito à manifestação pacífica. A segurança na cidade será reforçada nas datas previstas, de modo a garantir a tranquilidade durante a visita do presidente.

O desfecho deste impasse político e social permanece em aberto, com a possibilidade de novos diálogos entre as partes envolvidas.

Crise migratória em Ceuta gera protestos e confrontos

Centenas de manifestantes bloquearam o acesso de um camião da Cruz Vermelha, carregado de alimentos, a uma praia onde se encontram concentrados migrantes ilegais, numa ação que durou mais de duas horas. 

O protesto teve como objectivo exigir ao Governo uma solução para a crise que afecta esta cidade autónoma espanhola.

Os participantes no protesto expressaram o seu descontentamento através de gritos de “Desta estrada não nos moverão”, sublinhando a preocupação com uma situação que, segundo afirmaram, tem condicionado a vida diária dos moradores e gerado um sentimento crescente de insegurança. Apesar da presença policial, a manifestação decorreu pacificamente, com os manifestantes a manterem a sua posição.

Durante a concentração, também foram ouvidas críticas à Cruz Vermelha espanhola, com apelos para que a organização não seja apoiada por atender migrantes ilegais em vários pontos da cidade. Os manifestantes reivindicaram o direito dos habitantes de Ceuta a recuperar a normalidade e questionaram a falta de soluções para descongestionar a cidade, quase um mês após a entrada maciça de imigrantes, que ocorreu a 30 de julho.

Uma participante do protesto, citada pela agência EFE, expressou a necessidade de retomar a rotina familiar, afirmando que muitas famílias vivem com “medo” e “ansiedade”. Outra manifestante enfatizou que as necessidades dos residentes de Ceuta também devem ser atendidas, assinalando que “há muita gente de Ceuta a passar dificuldades”.

O protesto incluiu ainda críticas à permanência dos migrantes na praia El Trampolín e pedidos para serem transferidos para fora de Ceuta, sempre segundo os procedimentos legais.

A Polícia pediu aos manifestantes que permitissem a passagem do veículo da Cruz Vermelha, que finalmente conseguiu continuar o seu percurso. Nesta mesma tarde, novos distúrbios ocorreram na praia de Benítez, onde habitantes de Ceuta intervieram em acampamentos de migrantes, provocando danos e queimando pertences.

Os manifestantes também exibiram uma bandeira gigante de Espanha e dirigiram-se para a praia El Trampolín, onde é realizada a distribuição de alimentos. Esta onda de protestos, que se estende por vários dias, sucede à criação, esta semana, de um comando único pelo Governo espanhol, destinado a coordenar a resposta à crise migratória, uma alternativa já solicitada pela população desde o início da situação.

Na terça-feira, tornou-se conhecida a intenção do Executivo espanhol de habilitar locais para concentrar temporariamente os migrantes que permanecerem na via pública, facilitando a sua identificação e triagem.

Ceuta, localizada no extremo norte de Marrocos e região com cerca de 83.000 habitantes, representa uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa. Desde o final de julho, as autoridades estimam que cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade em apenas 24 horas, resultando na morte de pelo menos 82 indivíduos durante tentativas de atravessar o mar a nado. Actualmente, ainda não existem dados precisos sobre o número de migrantes que permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontarem até 8.000 imigrantes ilegais.

Nepal contabiliza 469 mortos e mais de 1.500 desaparecidos após fortes inundações

As autoridades nepalesas confirmaram, esta manhã, que o número de vítimas mortais em consequência das severas inundações no país subiu para 469.

Este dado foi noticiado pela agência estatal chinesa Xinhua e representa uma tragédia em curso, à medida que mais de 1500 pessoas permanecem desaparecidas.

O impacto das cheias é alarmante, com cerca de 3500 pessoas a serem alojadas em locais temporários, enquanto um lago artificial, formado pelas chuvas torrenciais, encontra-se em risco elevado de desbordar, o que poderá resultar em novas enxurradas.

As previsões meteorológicas indicam que as chuvas persistentes podem provocar a adição de cerca de três milhões de metros cúbicos de água ao lago nos próximos três dias, um volume equivalente a cerca de 1200 piscinas olímpicas. As populações das áreas afectadas foram instadas a deslocar-se para locais seguros em antecipação a possíveis novas cheias.

A Comissão Europeia anunciou a mobilização de um milhão de euros para apoiar as vítimas das inundações. Os fundos destinam-se a fornecer cuidados urgentes de saúde, alimentação e abrigo àqueles que perderam tudo nas cheias.

Em cenários políticos, em Portugal, José Luís Carneiro, líder do Partido Socialista (PS), expressou a intenção de alcançar uma percentagem próxima de 35% nas sondagens antes de considerar avançar para as próximas eleições. A cúpula socialista enxerga esta margem como a linha de segurança necessária para um eventual ato eleitoral. Esta situação surge em um contexto onde o PS se prepara para negociações cruciais com o governo relacionadas ao Orçamento do Estado para 2027.

O líder socialista reiterou a importância de um acordo prévio com o Partido Social Democrata (PSD) sobre questões significativas da revisão constitucional, visando a viabilização do documento. Carvalho também busca recuperar parte dos votos perdidos nas últimas legislativas, numa altura marcada por intensas interacções políticas.

Na Universidade de Verão do PSD, as declarações de figuras proeminentes como João Soares, antigo ministro socialista, geraram reações. Soares defendeu José Luís Carneiro, considerou inadequadas comparações do líder do PS com André Ventura do Chega e discorreu sobre a importância do PS no contexto democrático português.

Enquanto isso, o Primeiro-ministro português, Luís Montenegro, manifestou a sua esperança de um entendimento nacional sobre as reformas da Segurança Social antes das futuras eleições. Contudo, reiterou que não estão previstas alterações na presente legislatura.

Em desporto, o Benfica garantiu a sua presença na Liga Europa após vencer o Aarhus por 3-1 na Dinamarca, com destaque para a performance de Prestianni, que marcou dois gols. O Sporting de Braga também conseguiu assegurar-se na fase de liga da Liga Conferência de Futebol, ao empatar sem gols com o Austria, beneficiando do resultado da primeira mão.

Por outro lado, as equipas portuguesas de futebol, como o Futebol Clube do Porto e o Sporting, conheceram os seus adversários nas competições europeias. O Porto enfrentará equipas da Premier League, como o Manchester City e o Liverpool, enquanto o Sporting terá desafios marcantes, incluindo um confronto com o Barcelona.

A situação em Moçambique, tal como em outras partes do mundo, continua a exigir atenção e solidariedade, e esforços internacionais estão em curso para mitigar os efeitos das catástrofes naturais e apoiar os afectados.

Vagas de emprego do dia 28 de Agosto de 2026

Foram publicadas hoje, dia 28 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para WASH Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) WASH Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Corporate Brand, Reputation & Comms Manager

A AB InBev pretende recrutar um (1) Corporate Brand, Reputation & Comms Manager. Saiba mais.

3. Vaga para HSAga Khan Academy MaputoSE Officer

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) HSSE Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Finance Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Finance Officer. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Humanitarian Access and Safety Technical Officer

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Humanitarian Access and Safety Technical Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

3. Vaga para Senior Structural Engineer

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Structural Engineer. Saiba mais.

4. Vaga para Finance Control Manager

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Finance Control Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Executive Associate

A UNICEF pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

6. Vaga para Project Director

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Project Director. Saiba mais.

7. Vaga para Chief Operating Officer

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Chief Operating Officer. Saiba mais.

8. Vaga para Regulatory & Compliance Lead

A McDermott International pretende recrutar um (1) Regulatory & Compliance Lead. Saiba mais.

9. Vaga para Partnerships Specialist

A UNOPS pretende recrutar um (1) Partnerships Specialist. Saiba mais.

10. Vaga para Administration Manager

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Administration Manager. Saiba mais.

11. Vaga para Gestor de Projecto

A N’weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

12. Vaga para Safeguarding Associate Field Manager

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Safeguarding Associate Field Manager. Saiba mais.

13. Vaga para Network Developer

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Network Developer. Saiba mais.

14. Vaga para Technical Manager Terminals

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Technical Manager Terminals. Saiba mais.

15. Vaga para Purchasing Manager

O Minor Hotels pretende recrutar um (1) Purchasing Manager. Saiba mais.

16. Vaga para Operations Lead (Senior Manager)

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Operations Lead (Senior Manager). Saiba mais.

17. Vaga para Transport Analyst

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Transport Analyst. Saiba mais.

18. Vaga para Principal Project Engineer (Eng)

A McDermott International, Ltd pretende recrutar um (1) Principal Project Engineer (Eng). Saiba mais.

19. Vaga para Administrador de Vendas

A DHL pretende recrutar um (1) Administrador de Vendas. Saiba mais.

20. Vaga para Field Manager

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Field Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Oficial de Monitoria, Avaliação & Aprendizagem

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação & Aprendizagem. Saiba mais.

22. Vaga para Consultoria

O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar uma (1) Empresa de Consultoria para Avaliação, Dimensionamento e Optimização da Infraestrutura de Conectividade de Internet e Segurança Digital do Ministério da Saúde. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor de Projecto

A Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

24. Vaga para Assistente de Tecnologias da Informação e Comunicação

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Assistente de Tecnologias da Informação e Comunicação. Saiba mais.

25. Vaga para Gestor de Recursos Humanos

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.

26. Vaga para Operator Administrator

A Eazi Access pretende recrutar um (1) Operator Administrator. Saiba mais.

27. Vaga para HR Administrator

A Eazi Access pretende recrutar um (1) HR Administrator. Saiba mais.

28. Vaga para Site Supervisor

A Eazi Access pretende recrutar um (1) Site Supervisor. Saiba mais.

29. Vaga para Gestor Comercial Sénior — Carteira Empresas (Crédito, Seguros e Contabilidade)

A EKITALCI pretende recrutar um (1) Gestor Comercial Sénior — Carteira Empresas (Crédito, Seguros e Contabilidade). Saiba mais.

Alfândega sul-africana apreende 300 kg de cocaína em voo de São Paulo

As autoridades alfandegárias da África do Sul anunciaram a apreensão de mais de trezentos quilos de cocaína, na terça-feira, no Aeroporto Internacional OR Tambo, durante uma operação coordenada.

A substância, proveniente de um voo de São Paulo, Brasil, está avaliada em cerca de 167 milhões de rands, o que corresponde a mais de 670 milhões de meticais.

Até ao presente momento, não foram registadas detenções relacionadas com este caso. O Serviço de Receitas da África do Sul (SARS) divulgou que a operação teve lugar em três locais estratégicos: na descarga de bagagens da aeronave, na inspecção de bagagens de passageiros que chegaram ao aeroporto e na inspecção de carga.

Durante a fiscalização na zona de chegadas internacionais, os agentes alfandegários detectaram duas malas que continham 75 tabletes de cocaína, num total de 83,10 quilogramas. Posteriormente, a cadela farejadora de narcóticos do SARS, chamada Lagertha, sinalizou quatro caixas de carga não declarada, também provenientes do mesmo voo. A análise dessas caixas revelou a existência de mais 250 quilogramas de cocaína. Importa referir que tanto a droga encontrada na bagagem como na carga ostentava a mesma marca: “Air”.

O caso foi formalmente entregue à Polícia da África do Sul para investigação criminal, com peritos forenses já a proceder à recolha de provas no local.

Esta acção faz parte dos esforços contínuos do SARS para combater o tráfico de substâncias ilícitas e outras mercadorias proibidas nas fronteiras do país.

Poluição marinha agrava crise da pesca na cidade de Maputo

A crescente acumulação de plásticos e resíduos domésticos no mar está a colocar em risco os ecossistemas marinhos e a comprometer a qualidade da água, impactando directamente a actividade pesqueira.

A alerta é de investigadores, tanto a nível nacional como internacional, que têm sublinhado a urgência de uma mudança de atitudes e comportamentos, dada a ameaça que o descarte inadequado de resíduos representa para a saúde pública e o meio ambiente.

Em conversas com pescadores e vendedores de peixe na cidade de Maputo, a redução significativa na captura de peixe nos últimos anos foi uma preocupação comum. Muitos deles acreditam que a poluição marinha e os efeitos das mudanças climáticas estão a contribuir para esta diminuição alarmante.

Na praia da Costa do Sol, vários pescadores relatam a experiência de encontrar lixo, como garrafas plásticas e pratos descartáveis, quando lançam as suas redes ao mar. Maurício Cumbane, um pescador com 37 anos de experiência, expressou a sua preocupação em relação às alterações que tem observado no mar nos últimos tempos. “Antes, apanhávamos peixe e camarão nas proximidades, mas agora somos obrigados a ir até ao alto-mar, o que aumenta os nossos custos”, afirma.

Cumbane destaca ainda que, para espécies como o “magumba” e o camarão, antigamente conseguia capturar até dez caixas de peixe, porém, actualmente, as redes trazem frequentementente mais lixo do que pescado. Ao questionarmos o que fazem com os resíduos, Cumbane evidenciou a falta de infraestruturas adequadas: “Não existem recipientes apropriados para o lixo, por isso acabamos por deixá-lo no mar. Quando a água está muito turva, preferimos não sair para o mar, pois isso representa um risco para a saúde”.

Ele também menciona que algumas zonas já foram abandonadas devido à grave poluição. Nos arredores da Ilha da Inhaca, por exemplo, existem locais onde é impossível lançar as redes por causa dos resíduos. Em 2023, a comunidade enfrentou uma situação crítica de escassez de peixe, uma vez que a pesca tornou-se insustentável.

A situação levanta preocupações sérias sobre o futuro da pesca em Maputo e os riscos que a poluição marinha representa para as comunidades que dependem deste recurso para a sua subsistência.

INGD ajuda quase duas mil famílias afectadas por cheias em Maputo

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) anunciou que está a proporcionar assistência a quase duas mil famílias que foram severamente afectadas pelas cheias que assolam a cidade de Maputo. 

A informação foi tornado pública numa conferência de imprensa realizada na manhã de quarta-feira, onde foram detalhados os esforços em curso para mitigar o impacto das inundações.

As cheias, que resultaram das chuvas intensas que têm sido registadas na região, provocaram o deslocamento forçado de muitas pessoas, além de danos significativos em infraestruturas e propriedades. O INGD mobilizou equipas de socorro que estão a distribuir alimentos, bens de primeira necessidade e suprimentos médicos às populações afectadas.

Segundo o INGD, a situação nas comunidades ribeirinhas é alarmante, com várias áreas a serem incapazes de suportar o volume de água acumulada. As autoridades locais têm trabalhado em conjunto com o INGD para avaliar os danos e planear uma resposta adequada, visando garantir a segurança e o bem-estar das famílias em situações críticas.

O governo moçambicano apela à solidariedade da população e de organizações não governamentais para apoiar as vítimas das cheias, reiterando que a colaboração de todos é essencial para superar esta adversidade.

As acções de assistência continuam em curso, com o propósito de minimizar os efeitos devastadores que estes fenómenos climáticos têm causado na vida de milhares de cidadãos.

Meta paga 14 bilhões de euros para encerrar processo sobre dependência em jovens

A Meta, empresa-mãe do Facebook e Instagram, anunciou um acordo no valor de mais de 14 mil milhões de euros para encerrar um processo judicial movido por 29 estados norte-americanos.

As autoridades acusavam a companhia de desenvolver os seus produtos de forma a criar dependência em crianças e jovens.

Segundo informações divulgadas pelo Financial Times, a Meta concordou em pagar 16,68 mil milhões de dólares (cerca de 14,3 mil milhões de euros) para pôr fim ao litígio que já se encontrava em tribunal na Califórnia. Este valor representa um marco significativo no conflito legal entre a empresa e os estados envolvidos.

No âmbito deste acordo, a Meta compromete-se a implementar limites diários e bloqueios nocturnos para regular o uso das suas plataformas por menores. Além disso, a empresa irá reforçar as ferramentas digitais que visam proteger as crianças e adolescentes nas redes sociais, assegurando que os pais tenham maior controle sobre o conteúdo consumido pelos seus filhos.

Importa salientar que, embora a Meta tenha concordado em pagar esta quantia, o Financial Times sublinha que o acordo não implica qualquer admissão de responsabilidade ou comportamento inadequado por parte da empresa.

Irão e Omã retomam negociações para criar corredor seguro no Estreito de Ormuz

As negociações entre o Irão e Omã para a criação de um novo corredor temporário no estreito de Ormuz foram reiniciadas, conforme reportado pela agência Reuters. 

Este desenvolvimento emerge num contexto de significativa redução no tráfego naval na zona, com apenas cinco navios a passarem pelo estreito no dia anterior, um número que contrasta com a média de cerca de 15 embarcações diárias registadas nos últimos tempos.

A crise no estreito, uma das principais rotas comerciais do mundo, permanece sem solução. Na terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e de Omã reuniram-se para discutir a proposta de um corredor seguro. O chefe da diplomacia omanita, Badr Al-Busaidi, afirmou nas redes sociais que existe a expectativa de que um anúncio sobre o corredor temporário seja feito em breve.

No entanto, o discurso de Al-Busaidi sugere que a gestão futura do estreito e uma solução definitiva ainda carecem de definição. Conversas técnicas estão programadas para o desenvolvimento de um acordo a longo prazo.

A incerteza sobre a abertura do estreito teve um impacto directo nos preços do petróleo. Os contractos de petróleo Brent para entrega em Outubro caíram para aproximadamente 86 dólares por barril, representando uma diminuição de 2,17% em relação ao dia anterior. O petróleo do Mar do Norte registou uma descida de 3,89%, situando-se nos 88 dólares, marcando a segunda sessão consecutiva em desaceleração.

No âmbito militar, o Irão anunciou uma mudança na sua doutrina, conforme indicado pelo porta-voz do seu exército. O Irão pretende adoptar uma postura mais ofensiva, preparando-se para um potencial conflito no futuro. O porta-voz, Mohammad Akramini, assinalou que esta nova abordagem implicará acções preventivas e a modernização das tácticas e equipamentos, vislumbrando o alvo de infraestruturas energéticas nas eventuais retaliações contra ataques ao território iraniano.

Por outro lado, nos Estados Unidos, Donald Trump fez saber que enviou ao Congresso um acordo de cooperação em energia nuclear civil assinado com a Arábia Saudita. Contudo, Trump estipulou que o avanço deste acordo está condicionado à adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão, uma exigência que se destina à formalização de um Estado palestiniano. Fontes próximas à família real saudita reiteraram que a posição de Riade permanece inalterada, condicionando relações diplomáticas a um Estado palestiniano independente com Jerusalém Oriental como sua capital.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou ser impossível chegar a um acordo com o Irão, referindo-se aos líderes iranianos de forma negativa. Em declarações recentes, Netanyahu destacou a improbabilidade de um acordo diplomático, mencionando acções militares e o reforço do bloqueio contra o Irão como as alternativas discutidas em encontros recentes com Donald Trump. A tensão continua a crescer, com Tel Aviv a ameaçar represálias em resposta a qualquer ataque iraniano.

A situação no estreito de Ormuz e as dinâmicas de poder na região permanecem em constante evolução, à medida que os governos tentam navegar os complexos desafios políticos e económicos.

Professor detido por homicídio de menor de 12 anos na Zambézia

Um educador do distrito de Namarrói encontra-se sob custódia policial, sob a acusação de homicídio de um menor de 12 anos. 

O incidente foi confirmado pelo comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), Dinis Mendonça, que revelou que o professor foi detido juntamente com outro indivíduo, sob a alegação de terem agredido fisicamente a vítima, que acabou por falecer em decorrência dos ferimentos.

Os dois envolvidos no caso mantêm a sua inocência, negando qualquer participação na morte do menor. A polícia continua a investigar as circunstâncias que levaram a este trágico acontecimento.

Ex-director da LAM enfrenta 31 acusações criminais

O antigo director das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) encontra-se no centro de um processo judicial que o acusa de ter cometido 31 crimes durante o desempenho das suas funções. 

As acusações variam desde corrupção até gestão danosa, levantando sérias preocupações sobre a transparência nas operações da companhia aérea nacional.

Informações obtidas revelam que o caso está a ser tratado pelas autoridades competentes, que já iniciaram investigações aprofundadas. O ex-director, cuja identidade ainda não foi divulgada, é acusado de ter causado significativos prejuízos financeiros à LAM, numa altura em que a empresa enfrenta dificuldades económicas e operacionais.

A Procuradoria Geral da República de Moçambique emitiu um comunicado oficial, no qual confirma que o processo está em curso e que a justiça será feita em conformidade com a lei. As investigações incluem a análise de documentos e contractos que poderão ter sido manipulados em benefício pessoal do ex-dirigente.

A situação levanta igualmente questionamentos sobre a gestão da LAM nos últimos anos e a necessidade de reformas profundas no sector da aviação civil. As autoridades afirmam que irão continuar a monitorar a situação e a esclarecer todos os factos relacionados com o caso.

O caso tem atraído a atenção do público, que aguarda o desenrolar dos acontecimentos e a eventual responsabilização dos envolvidos. A LAM, como principal transportadora aérea de Moçambique, desempenha um papel crucial na conectividade do país, e a integridade da sua gestão é fundamental para a confiança dos cidadãos e investidores.

Governador visita sobreviventes de acidente em Nacala que deixou 11 mortos

O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, deslocou-se ao Hospital Distrital de Nacala, com o intuito de manifestar solidariedade e conforto aos sobreviventes do grave acidente de viação ocorrido no último domingo, na Estrada Nacional Número 12 (N12), na localidade de Nacala-à-Velha. Este sinistro resultou na morte de 11 pessoas e deixou vários feridos.

Durante a sua visita, o governador tomou conhecimento do estado de saúde dos sobreviventes e reiterou a importância de assegurar a assistência necessária durante o período de recuperação. Esta deslocação aconteceu sob orientação do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, que pediu ao governante que transmitisse uma mensagem de apoio às famílias afectadas pela tragédia e acompanhasse a situação dos feridos ainda internados.

Naquele momento, uma das famílias com vítimas hospitalizadas recebeu alimentos para facilitar a sua permanência no hospital enquanto os tratamentos decorrem. O Gabinete da Esposa do Governador da Província de Nampula também contribuiu com a entrega de diversos produtos alimentares ao Hospital Distrital de Nacala, com vista a reforçar a dieta dos pacientes.

O acidente, que teve lugar nas proximidades da Barragem de Nacala, envolveu duas viaturas e causou não apenas a perda de vidas, mas também feridos em estado grave e danos materiais significativos.

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