Pela primeira vez em séculos, a celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, um dos locais mais sagrados da fé cristã, foi interrompida por autoridades israelenses, que impediram a entrada das principais lideranças cristãs.
A decisão foi tomada em meio à escalada militar no Oriente Médio e gerou uma reacção imediata do Vaticano e de governos europeus, que consideraram o episódio uma afronta à liberdade religiosa e um “precedente grave”.
O patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o responsável pelos franciscanos na Terra Santa, Francesco Ielpo, foram barrados pela polícia israelense ao tentarem acessar a Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a tradicional missa do Domingo de Ramos.
Em um comunicado conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa destacaram que esta foi a primeira vez, em séculos, que líderes da Igreja foram impedidos de realizar a celebração no local, ressaltando o impacto directo do conflito sobre práticas religiosas milenares na região.
O incidente ocorre em um momento particularmente simbólico no calendário cristão, evidenciando as tensões existentes e suas consequências nas liberdades religiosas dentro de um contexto de crescente violência.
















