Os Estados Unidos estão se preparando para indiciar o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, de acordo com fontes citadas pelo site CBS.
A acusação em questão está relacionada ao abate de dois aviões, ocorrido há 30 anos, quando as aeronaves operadas pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate foram derrubadas por caças MiG da Força Aérea de Cuba, resultando na morte de quatro tripulantes.
As autoridades dos EUA afirmam que os aviões foram abatidos em águas internacionais, enquanto Cuba defende que houve violação de seu espaço aéreo e actos de sabotagem. Na época dos eventos, Fidel Castro, irmão de Raúl e falecido em 2016, liderava o país, enquanto Raúl estava à frente das Forças Armadas.
O possível indiciamento de Raúl Castro, que actualmente tem 94 anos, ocorre em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e a ilha. Durante o governo Trump, houve um endurecimento dos embargos e restrições à venda de petróleo para Cuba, especialmente após a prisão de Nicolás Maduro, na Venezuela.
Na quarta-feira, o governo cubano anunciou uma grave crise de abastecimento, informando que o país está completamente sem combustível e diesel, o que provocou diversos apagões em todo o território.
Nesta quinta-feira, o chefe da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, realizou uma reunião com autoridades cubanas. Em nota oficial, o governo cubano afirmou que o encontro foi solicitado pelo governo dos EUA. As discussões, que ocorreram em Havana, giraram em torno das “relações bilaterais”, segurança e terrorismo, conforme relatado pelo ministro do Interior de Cuba, Lázaro Álvares Casas.















