Na passagem das últimas 24 horas, seiscentos cidadãos moçambicanos foram deportados da África do Sul, especificamente a partir da fronteira de Ressano Garcia, localizada na província de Maputo.
De acordo com informações prestadas pelas autoridades migratórias, esta operação decorreu sem qualquer ligação a actos xenófobos, sendo motivada pela permanência ilegal dos indivíduos no país vizinho.
Este grupo faz parte de um total de aproximadamente 1.600 pessoas deportadas desde o início do mês de Abril, das quais 1.478 são do sexo masculino. As províncias de Maputo, Gaza e Inhambane somam 74% do total de deportações.
Carmen Mazenga, porta-voz do Serviço Provincial de Migração em Maputo, assegurou que o processo está a ser conduzido em conformidade com os procedimentos legais estabelecidos, respeitando os direitos humanos, assim como a dignidade e integridade dos deportados. “Actualmente, estão em triagem no posto de travessia de Ressano Garcia cerca de 115 concidadãos que também foram deportados. Este processo é realizado com o rigor necessário, garantindo a identificação e o registo de todos os cidadãos, além da sensibilização para o retorno às suas províncias de origem”, afirmou Mazenga.
As autoridades reiteram o compromisso em conduzir estas operações de forma legal e humanitária, assegurando uma gestão adequada da migração na região.















