A Justiça da Bolívia voltou a solicitar a prisão do ex-presidente Evo Morales, que enfrenta um julgamento por abuso sexual infantil. A ordem foi emitida pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) boliviano na segunda-feira (11).
O juiz Carlos Oblitas fundamentou o pedido após Morales não comparecer a uma audiência marcada no tribunal de Tarija. Segundo a defesa do ex-mandatário, a ausência se deveu a falhas na notificação da audiência, e os advogados argumentam ainda que Morales é alvo de “perseguição política”.
Desde 2020, Morales está sob investigação por acusações de estupro e tráfico de pessoas. As apurações indicam que, durante seu mandato presidencial, ele teria estuprado e engravidado uma menina de 15 anos.
Este não é o primeiro pedido de prisão contra o ex-presidente, que já enfrentou situações semelhantes por não atender a compromissos judiciais relacionados ao caso. Considerado foragido, Morales reside em local desconhecido na província de Chapare desde 2024, onde conta com o apoio de seguidores.
As autoridades continuam a acompanhar a situação, enquanto a oposição e sectores da sociedade civil demandam uma resposta judicial contundente frente às graves acusações.
















