Diezani Alison-Madueke, ex-ministra do Petróleo da Nigéria, foi apresentada a tribunal em Londres, acusada de viver uma vida de luxo financiada por subornos recebidos durante o seu tempo no governo.
A mulher, de 65 anos, é acusada de ter utilizado dinheiro ilícito para sustentar um estilo de vida opulento no Reino Unido, incluindo a habitação em propriedades multimilionárias, viagens em jactos particulares e a utilização de um carro com motorista.
Alison-Madueke, que ocupou o cargo de ministra entre 2011 e 2015 sob a presidência de Goodluck Jonathan, enfrenta acusações de fraude e uso inadequado de fundos públicos. O julgamento começou na quarta-feira, e a ex-ministra é acusada de ter acumulado uma série de gastos luxuosos, incluindo compras que totalizam mais de dois milhões de euros nos prestigiados armazéns Harrods.
Segundo a BBC, Alison-Madueke gastou esses valores utilizando cartões de pagamento pertencentes ao empresário nigeriano Kolawole Aluko, bem como o cartão de débito da sua empresa, a Tenka Limited. Durante o processo, o procurador britânico afirmou que “o suborno e a corrupção prejudicam o bom funcionamento do mercado global” e enfatizou a necessidade de combater práticas corruptas para evitar que se alastrem para outros países.
Além disso, a ex-ministra é acusada de ter aceitado subornos de cinco indivíduos com funções relevantes em grandes empresas petrolíferas, que buscavam acesso a contractos governamentais. Alison-Madueke nega todas as acusações que lhe foram impostas e continua a recorrer à justiça na defesa da sua inocência. A sua ligação à OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também é mencionada nas alegações, sublinhando a grandeza do seu cargo e a gravidade das acusações.














