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Estratégia de financiamento climático vai mobilizar mais de 37 mil milhões de dólares

O Governo moçambicano anunciou a aprovação da Estratégia Nacional de Financiamento Climático para o período de 2025 a 2034. 

O documento é uma iniciativa que visa estimular uma economia de baixo carbono e resistente às alterações climáticas no país.

A implementação da referida estratégia está orçada em 37,2 mil milhões de dólares, com previsão de execução nos próximos cinco anos, tendo como alvo a resiliência climática dos recursos humanos, físicos e naturais de Moçambique.

O porta-voz do executivo, Inocêncio Impissa, destacou à imprensa, após a 32ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, a necessidade de mobilizar recursos e fontes tanto internas como externas. Além disso, ressaltou a importância de fortalecer as instituições públicas e privadas.

Moçambique pretende tornar-se um modelo na mobilização e aplicação de investimentos para acções climáticas, orientando diversos sectores a aumentar a alocação de recursos financeiros e garantindo transparência na gestão desses fundos.

Impissa, que também ocupa o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, sublinhou que entre os objectivos da estratégia estão a definição de um modelo de governação inclusiva e a criação de um mecanismo de coordenação que favoreça o acesso ao financiamento climático, tendo em vista a inclusão de mulheres, jovens, crianças e grupos vulneráveis.

O governo também pretende reforçar o acesso aos mercados de carbono, através da criação de um regulamento específico, e fortalecer o sistema de monitoramento, registo e verificação de emissões. Adicionalmente, a elaboração de instrumentos-piloto de financiamento misto em sectores estratégicos e a estruturação de iniciativas de troca de dívida por acções climáticas são igualmente metas da nova estratégia.

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Moçambique figura entre os dez países mais vulneráveis às alterações climáticas, enfrentando regularmente desastres naturais como ciclones, cheias, secas e inundações, que resultam em severos impactos económicos e sociais.

Na mesma sessão, o governo aprovou o Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE), um documento de curto e médio prazo que visa responder aos desafios da atual conjuntura económica. Impissa indicou que o PRECE contempla um pacote de medidas estimado em 2,75 mil milhões de dólares, com 800 milhões destinados a fundos de apoio económico.

O porta-voz acrescentou que a execução do PRECE é vital para restaurar a confiança entre investidores e cidadãos moçambicanos, além de acelerar a recuperação económica e fomentar um ambiente favorável a investimentos. A previsão aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5 por cento para 2025, superando a estimativa inicial de 2,4 por cento, com uma expectativa total de crescimento de 6,3 por cento até ao final do período.

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