Um tiroteio ocorreu em Joanesburgo, África do Sul, durante uma operação multidisciplinar envolvendo forças especiais e a unidade de mineração ilegal da Polícia Sul-Africana (SAPS), no subúrbio de Primrose, na cidade de Ekurhuleni (antiga Germiston), a cerca de 15 quilómetros a leste da capital mineira sul-africana.
O incidente aconteceu num local onde se situa o Luso África, uma das mais antigas coletividades portuguesas na África do Sul. A área tem sido afetada pela degradação de serviços e infraestruturas públicas, elevada criminalidade e atividades de mineração ilegal, prejudicando a comunidade lusa local.
Durante o tiroteio, os agentes da polícia atingiram seis suspeitos, desarmaram-nos e prenderam outro suspeito do sexo masculino que tentou fugir do local. Os suspeitos, com idades entre 27 e 33 anos, foram transportados para o hospital mais próximo para tratamento médico.
Além disso, foram apreendidas diversas armas, incluindo uma espingarda de calibre 12, armas automáticas de 9mm, e uma quantidade não especificada de munições. Os sete suspeitos detidos enfrentam acusações de posse de arma de fogo ilegal, munições reais e tentativa de homicídio.
Na África do Sul, a exploração mineira ilegal é comum, com mineiros conhecidos localmente como “zama zamas” trabalhando em numerosas minas desativadas e abandonadas, especialmente na zona urbana de Joanesburgo e arredores. Este setor está frequentemente associado à atividade de grupos criminosos organizados na África do Sul.
Para combater essa prática, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aprovou o destacamento de 3.300 efetivos do exército para impedir a exploração mineira ilegal em todo o país. A medida visa conduzir uma operação anticrime contra a mineração ilegal em todas as províncias, em conjunto com a Polícia Sul-Africana (SAPS).















