Organizações da sociedade civil moçambicana condenaram veementemente o assassinato de Celina Muiambo, morta a facada na Matola Rio, e a subsequente soltura do seu marido, o principal suspeito do crime, após o pagamento de uma caução de 100 mil meticais.
Celina foi assassinada há cerca de uma semana e o seu corpo foi encontrado numa lixeira. O marido, inicialmente detido como principal suspeito, foi libertado após pagar a caução, o que gerou indignação e revolta na comunidade.
Mais de 50 organizações da sociedade civil se reuniram na Cidade de Maputo para repudiar a soltura do indiciado, mesmo após a sua confissão do crime.
“E a vida da nossa companheira que se foi? Mais uma vez, o Estado moçambicano provou não se importar com a vida humana, especialmente com a das mulheres, reafirmando que a cultura de impunidade está instalada na nossa sociedade e nas instituições”, disse Dalila Macuacua, membro de uma organização da sociedade civil.
Apesar da recondução do indiciado às celas, a sociedade civil exige uma investigação profunda por parte do Conselho Superior de Magistratura Judicial para confirmar se não houve corrupção ou má prática judicial na sua libertação.
“Que haja a devida investigação, por parte do Conselho Superior de Magistratura Judicial para confirmar se não houve corrupção ou má prática judicial para a libertação de alguém”, disse a activista Quitéria Guirengane.
Celina deixa um filho menor.















