O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai pedir ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, para pressionar a Rússia a regressar à mesa de negociações no conflito da Ucrânia, anunciou, ontem, a Presidência francesa.
Macron e Xi Jinping vão reunir-se hoje, na ilha indonésia de Bali, à margem da Cimeira do G20, o grupo das economias mais desenvolvidas e emergentes, que decorre até amanhã.
Segundo a Presidência francesa, Macron dirá a Xi que o in-teresse mútuo “é pressionar a Rússia a regressar à mesa das negociações e a respeitar o direito internacional”.
Macron tentará convencer Jinping assim como o Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, com quem se encontrará amanhã, que a “continuação da guerra não é uma coisa boa, mesmo do seu ponto de vista”, acrescentou o Eliseu (Presidência francesa), citado pela agência francesa AFP.
A China e a Índia não condenaram a ofensiva da Rússia na Ucrânia lançada a 24 de Fevereiro, e continuam relutantes, tal como países do Sul, incluindo a Indonésia, em criticar Moscovo.
Uma fonte da Presidência francesa disse à AFP que o objetivo “é uma pressão contínua em círculos concêntricos sobre a Rússia” e não deixar que os outros “digam que o problema não é seu”.
O alto funcionário do Eliseu, que a agência francesa não identificou, admitiu que não haverá uma declaração final da Cimeira a condenar a guerra na Ucrânia por oposição da Rússia.
A Rússia será representada na Cimeira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, devido à ausência do líder russo, Vladimir Putin, justificada por razões de agenda e a necessidade de permanecer na Rússia.
Alguns dos líderes do G20, incluindo Joe Biden, participaram na Cimeira da Ásia Oriental no domingo, em Phnom Penh, que terminou sem um comunicado conjunto por a Rússia se ter oposto aos termos das referências à guerra na Ucrânia.
“Os Estados Unidos e os seus aliados insistem numa linguagem absolutamente inaceitável em relação à situação na Ucrânia”, justificou Lavrov no final da Cimeira na capital do Camboja.

















