Gunter Uwents, de 37 anos, admitiu ter assassinado a sua professora primária após 30 anos, com 101 facadas, por se sentir “humilhado” pela mesma.
Preso a 13 de Março, o belga confessou ter sofrido um trauma devido ao comportamento da professora, Maria Verlinden, de 59 anos, que, décadas antes, o teria deixado “infeliz”.
“Quando levantava a mão, ela apontava sempre para outra criança – nunca para mim. Fez-me muito infeliz”, disse, segundo o jornal belga Het Nieuwsblad. Uwents reforçou junto das autoridades ter sido “intimidado, humilhado e menosprezado” pelos colegas, e ignorado pela professora.
Em Novembro de 2020, Uwents decidiu visitar a professora, na vila Noorderwijk, perto de Antuérpia, com a intenção de ter “uma boa conversa” e fazê-la ver que não o tinha tratado bem em criança. Contudo, perante a reação de Verlinden, que se riu e o encarou como “um idiota”, perdeu o controlo e esfaqueou-a 101 vezes.
Maria terá sido perseguida pela casa e, na cozinha, foi atacada pelo seu antigo estudante, descrito por conhecidos como uma pessoa muito tímida, diz o meio de comunicação belga.
Apesar das dezenas de amostras de ADN, o culpado não foi encontrado durante 16 meses, tendo o marido de Verlinden, cristã devota conhecida pelo seu trabalho junto das pessoas em situação de sem-abrigo, apelado à ajuda de possíveis testemunhas. As autoridades descartaram também tratar-se de um assalto violento, já que a mala de Maria, com dinheiro no interior, estava junto ao seu corpo, na mesa de jantar.
Segundo o mesmo jornal, Uwents não planeava assassinar a professora, afirmando não ter levado consigo a arma do crime, que, por sua vez, ainda não foi recuperada. O homem admitiu ser o autor do crime a um amigo, em março do ano passado, que alertou a polícia.
Lut Verlinden, irmã da vítima que também foi professora de Uwents, disse ao Het Nieuwsblad que todos ficaram “confusos” com o sucedido.
“Contactei todos os antigos colegas de Gunter, e ninguém se lembra de um incidente entre ele e Maria”, assegurou, realçando que o homem sempre foi “quieto e introvertido”. “Os seus pais são muito bons católicos. Sinto muito por eles, porque receio que nunca mais ousarão sair à rua em Noorderwijk.”
Uwents foi presente a um juiz na terça-feira, 15 de Março, aguardando a sentença em prisão preventiva.















