Internacional Militares foram suspensos por agredirem imigrantes em Portugal

Militares foram suspensos por agredirem imigrantes em Portugal

A ministra da Administração Interna suspendeu provisoriamente por 90 dias dois militares da GNR suspeitos de agredirem e sequestrarem imigrantes em Odemira, a que se juntam os outros cinco que já estavam suspensos de funções.

Segundo adiantou a fonte do Ministério da Administração Interna (MAI), a proposta da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) de suspensão provisória de funções por 90 dias e retirada de arma de serviço aos dois militares da GNR chegou ao MAI, e foi depois determinada por Francisca Van Dunem.

Estes dois militares da Guarda Nacional Republicana juntam-se aos outros cinco a quem a ministra da Administração Interna já tinha determinado a suspensão provisória de funções por 90 dias, que podem ser prorrogadas, depois da proposta da IGAI.

A mesma fonte precisou que esta medida cautelar de suspensão provisória de funções é determinada por ainda não estarem concluídos os processos disciplinares.

A 17 de dezembro, a IGAI abriu sete processos disciplinares aos militares da GNR suspeitos de agredir e sequestrar imigrantes em Odemira e instaurou um inquérito para apuramento de responsabilidades disciplinares do comandante do posto em que aqueles exerciam funções.

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Sete militares da Guarda Nacional Republicana são acusados de 33 crimes por alegadamente humilharem e torturarem imigrantes em Odemira, três destes elementos da GNR são reincidentes e já tinham sido condenados a penas suspensas por agressões a imigrantes em 2018.

A investigação teve origem em 2019, quando a Polícia Judiciária apreendeu os telemóveis de cinco militares suspeitos de maus-tratos a imigrantes em Odemira, tendo encontrado vídeos e imagens que deram origem a este novo processo.

No julgamento, cuja sentença foi lida em julho de 2020, além destes três elementos da GNR, foram também condenados dois outros militares, estando um deles a cumprir uma pena de seis anos.

A maioria dos 33 crimes de que os militares são acusados terão sido cometidos em coautoria material, tendo os restantes cinco sido alegadamente praticados em autoria material.

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