O Presidente norte-americano disse na segunda-feira 14, que o Irão estava a planear um ataque contra os Estados Unidos e ameaçou retaliar com uma agressão “mil vezes” mais forte.

Em duas publicações na rede social Twitter, Donald Trump pareceu reagir a um relatório publicado no sábado 12, pela revista Politico, que citava fontes dos serviços de informação dos EUA, no qual se afirmava que o Governo iraniano pretendia assassinar a embaixadora norte-americano na África do Sul, Lana Marks.

“De acordo com notícias da imprensa, o Irão pode estar a planear um assassínio, ou outro ataque, contra os Estados Unidos, em retaliação pela morte do líder terrorista (Qassem) Soleimani”, escreveu Trump.

“Qualquer ataque do Irão (…) contra os Estados Unidos resultará num ataque ao Irão que será mil vezes maior em magnitude!”, acrescentou.

De acordo com o artigo publicado pelo Politico, o suposto plano iraniano de assassinar Marks seria uma represália pela morte do general iraniano Qassem Soleimani num bombardeamento dos Estados Unidos em janeiro.

O Presidente norte-americano defendeu mais uma vez a decisão de matar Qassem Soleimani, afirmando que este “planeava um futuro ataque em que iria assassinar tropas americanas”, além de o responsabilizar por “mortes e sofrimentos durante muitos anos” como comandante da força de elite iraniana Al-Quds dos Guardas da Revolução.

Essa operação norte-americana gerou tensões entre Washington e Teerão no início do ano e, em julho, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Shamkhani, alertou que os EUA ainda seriam alvo uma vingança mais dura por terem matado o general.

No entanto, o Governo iraniano rejeitou agora, categoricamente, os rumores de que planeia assassinar o embaixador dos EUA, dizendo que se trata uma tentativa do Governo de Donald Trump de manchar a imagem do Irão.

Na segunda-feira 14, o Governo sul-africano disse ter tomado nota das informações que apontam para o suposto plano iraniano e garantiu que o assunto está “a receber a atenção necessária”.

A África do Sul, que mantém boas relações diplomáticas com o Irão, sublinhou o “dever de proteger integralmente todos os funcionários que estão ao serviço do país” na nação africana, de acordo com um comunicado.