O presidente da Renamo, Ossufo Momade, vai continuar a residir na Serra da Gorongosa até que sejam dados firmes na integração dos guerrilheiros do seu partido, nas Forças de Defesa e segurança.

O partido diz que o líder não pode abandonar os seus homens “residuais” num futuro incerto. A Renamo condiciona a saída do presidente do partido, das matas de Gorongosa, à conclusão do processo de integração dos seus homens nas Forças de Defesa e Segurança.

A informação foi tornada público nesta quarta-feira, em Maputo, por Gania Mussagy, membro da Comissão Política da Renamo, em conferência de imprensa.

“A saída depende dos consensos porque nós não podemos abandonar os nossos homens de qualquer maneira. Ele vai sair só depois de traçarmos uma estratégia e sabermos que os nossos irmãos não estão abandonados”, disse Gania Mussagy.

Segundo Mussagy o partido espera que dentro de dois meses o processo de enquadramento dos seus homens armados nas forças armadas e polícia seja concluído, materializando o memorando assinado em Agosto entre o Presidente da República Filipe Nyusi, e o líder da Renamo.

“O trabalho está andando e nós trabalhámos muito com a ideia de que aquilo que se diz é o que se vai cumprir. Não gostamos de desconfiar daquilo que foi combinado”, explicou a fonte.

No entanto, Gania Mussagy considera que o Governo não está a respeitar os acordos assinados, dando como exemplo, as nomeações interinas dos seus homens para algumas posições de chefia nas Forças de Defesa e Segurança (FDS) que, segundo realçou, não está previsto no memorando assinado.

Até ao momento já foram nomeados para posições de chefia nas FDS, três oficiais dos 14 previstos no memorando, disse Mussagy.

Folha de Maputo