O candidato do PT, Fernando Haddad, acusou na quinta-feira o rival de extrema-direita Jair Bolsonaro de criar uma “organização criminosa” para influenciar o resultado das presidenciais brasileiras através do envio em massa de mensagens falsas através das redes sociais.

A acusação do candidato de esquerda surge depois de o jornal ‘Folha de São Paulo’ revelar, na sua edição de ontem, que empresas que apoiam Bolsonaro compraram pacotes de “disparo em massa de mensagens falsas através do WhatsApp” contra Haddad e o Partido dos Trabalhadores e de apoio ao candidato de extrema-direita. Nalguns casos, o custo dos pacotes ascende aos 12 milhões de reais (2,8 milhões de euros).

O jornal adianta ainda que as empresas envolvidas contrataram uma “grande operação” de difusão de mensagens falsas na próxima semana, antes da segunda volta das presidenciais.

Segundo a Folha, a prática é ilegal, uma vez que equivale a uma doação empresarial encapotada à campanha de Bolsonaro, e, no limite, pode levar à anulação da sua candidatura.

“O jornal comprova que o meu adversário Jair Bolsonaro criou uma organização criminosa de empresários que, mediante ‘caixa dois’, dinheiro sujo, patrocina o envio de mensagens mentirosas”, acusou Haddad, garantindo que o rival “vai ter de responder por isso”.

CM