Por Eduardo Cesar Soares Filho

O ex presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva está em pré-campanha eleitoral pelo país, a população brasileira vai eleger um novo presidente no mês de outubro desse ano. Após o golpe político que destituiu a presidente Dilma Rousseff vários partidos de esquerda têm sofrido perseguição no Brasil. Inclusive seu ônibus foi alvo de um ataque terrorista a tiros no estado do Paraná, esse ataque foi proveniente de grupos políticos extremistas existentes no país, principalmente latifundiários.

A perseguição não é somente ideológica, se estende a grupos e bandeiras ligadas aos direitos humanos, integração racial e sindicalismo, que são atacadas com frequência. Muitas vezes esses ataques provem de grupos políticos conservadores, latifundiários, empresários, e saudosista a ditadura militar criminosa que ocorreu no Brasil durante 1964 e 1985. Atualmente o que acontece no Brasil se assemelha a uma “ditadura transparente”, como muitos dizem “ditadura da mídia”, as grandes emissoras noticiam geração de emprego, avanços sociais, desenvolvimento da produção, entre outras notícias mentirosas.

Esses avanços anunciados pelo governo e a grande mídia brasileira não e visível para grande parte da população que continua desempregada, com condições sub-humanas de saúde, moradia, saneamento básico e sem acesso de educação de qualidade. As reformas realizadas pelo governo brasileiro somente visam aumentar impostos, diminuir direitos trabalhistas e previdenciários da população. Grande parte desses direitos foram conquistados pela classe trabalhadora brasileira com muita luta e resistência popular.

A ditadura da mídia que ocorre no Brasil anuncia a condenação sem provas de pessoas ligadas a grupos políticos contrários ou críticos ao governo atual, auxilia na defesa de crimes cometidos por pessoas ligadas ao grupo político responsável pelo golpe que culminou no impeachment da ex presidente Dilma, e não noticia os crimes ocorridos contra minorias como por exemplo moradores da periferia, movimentos ligados a terra, sindicatos, gêneros, indígenas, religiões de matrizes africanas, e negros.