A campanha eleitoral para a segunda volta da eleição intercalar par a presidência do Conselho Municipal de Nampula, está a decorrer num clima de acusações.

A Renamo diz que o candidato da Frelimo está a usar espaços públicos para campanha, enquanto Frelimo refuta as acusações e afirma que membros da Renamo destruíram material de propaganda eleitoral.

O porta-voz do candidato da Renamo, Ossufo Ulane, acusou o candidato da Frelimo de usar espaços públicos para fazer campanha e apresentou como exemplo a escola de Muegane, palco de uma reunião com professores.

Para além disso Ulane disse, sem avançar números, que há na cidade de Nampula eleitores provenientes de outros distritos para votar no candidato da Frelimo.

“Também há idosos que foram ameaçados de corte da pensão do Instituto de Segurança Social caso não votarem no candidato da Frelimo”, denunciou.

Aquele dirigente da Renamo ainda revelou que essas irregularidades vão manchar a eleição do dia 14.

Entretanto, o partido garante que a sua máquina de fiscalização da votação está preparada e em casos de alguma irregularidade não vai se responsabilizar por aquilo que acontecer.

Por seu lado, a Frelimo nega as acusações e diz que em caso de alguma irregularidade, a Renamo deve devem dirigir-se ao órgão competente.

A porta-voz do candidato da Frelimo, Lucinda Malema, referiu que o seu partido conhece a lei e a respeita e diz que a Renamo não tem fundamento.

A Frelimo desafia também a Renamo a apresentar a lista das pessoas vindas de outros distritos e dos idosos ameados de perder a sua pensão caso não votarem em Amisse Cololo.

Entretanto, um militante da Frelimo, Sérgio Manuel, acusou ontem membros da Renamo de queimarem a bandeira do seu partido na zona de Natikiri.

Recorde-se que, no primeiro dia da campanha eleitoral, um membro da Renamo foi detido por ter destruído panfletos eleitorais do candidato da Frelimo, mas já foi solto.

A Comissão Nacional de Eleições informou, entretanto, que a Renamo não apresentou qualquer queixa das irregularidades.

Daniel Ramos, presidente da Comissão Provincial de Eleições, deu a conhecer que o material da votação já se encontra na cidade de Nampula e que decorre a credenciação dos participantes.

VOA