Internacional Mundo Tribunal militar ordena detenção de fotógrafo que cobriu protestos na Venezuela

Tribunal militar ordena detenção de fotógrafo que cobriu protestos na Venezuela

Um tribunal militar venezuelano condenou a prisão um fotógrafo que em 2017 fotografou várias manifestações antirregime na cidade de Maracay, Estado de Arágua (100 quilómetros a oeste de Caracas), acusou um sindicato de jornalistas.

O tribunal militar ordenou privar de liberdade o fotógrafo Héctor Pedroza, detido por fazer imagens de protestos antigovernamentais em Maracay”, denunciou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), através do Twitter.

Segundo o SNTP, a ordem de detenção foi dada na segunda-feira e o fotojornalista “foi acusado de instigação à rebelião e terrorismo”, tendo ficado preso em Ramo Verde, uma prisão militar nas proximidades de Caracas.

Héctor Pedroza foi detido a 26 de Dezembro, na sua residência, por funcionários do Comando Nacional Antiextorsão e Sequestro (Conas), em Arágua, e, segundo a imprensa venezuelana, é um novo preso político do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Segundo o diário El Carabobeño, a detenção está ainda relacionada com a sua participação, como actor, no filme “Muerte Suspendida” (2015), inspirada num caso real de um empresário português que foi sequestrado por desconhecidos e resgatado pela polícia venezuelana após um mês de cativeiro.

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“Muerte Suspendida” foi produzida e protagonizada pelo ex-polícia rebelde Óscar Pérez, que morreu na última segunda-feira, durante uma operação policial para a sua captura, em El Junquito, nas proximidades de Caracas.

Na operação, segundo as autoridades venezuelanas, sete pessoas morreram, entre as quais dois polícias. Um dos mortos, que apoiava as forças de segurança, segundo a imprensa venezuelana, liderava um grupo de “colectivos” (motociclistas armados afectos ao regime).

O ex-inspector Óscar Pérez era acusado de, em Junho de 2017, ter usado um helicóptero do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária), para disparar vários tiros contra a sede do Ministério do Interior e Justiça e arremessado quatro granadas contra o Supremo Tribunal de Justiça, que não causaram vítimas.

Era também acusado de, a 18 de dezembro último, ter liderado um grupo de 49 homens que assaltou um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), de onde roubaram armas e munições e manietaram vários oficiais, em Laguneta de La Montaña, a sul de Caracas.

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