Internacional Nicolás Maduro diz que pedirá prisão de ex-procuradora

Nicolás Maduro diz que pedirá prisão de ex-procuradora

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (22) que pedirá à Interpol a captura da ex-procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega, e de seu marido, o deputado chavista Germán Ferrer, que “fugiram” do país na sexta-feira passada. A informação é da EFE.

A Migração colombiana informou que Luisa Ortega, que fugiu do país através de Aruba e se transferiu dali à Colômbia, partiu hoje para o Brasil, mas ainda não se sabe se viajou junto com seu marido Germán Ferrer. Ela participa nesta quarta-feira (23) da 22ª Reunião Especializada de Ministérios Públicos do Mercosul, em Brasília, a convite da Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil.

Eu espero que estes delinquentes sejam entregues à justiça venezuelana para que se faça justiça em território e jurisdição da Venezuela”, disse Maduro, durante uma colectiva de imprensa com meios de comunicação nacionais e internacionais no Palácio de Miraflores.

O presidente venezuelano criticou que “o governo golpista do Brasil acolha estes foragidos da Justiça venezuelana, a ex-procuradora-geral e seu marido”, a quem acusou de ser “a chefe do cartel” do Ministério Público, em alusão às acusações que o oficialismo venezuelano fez contra Ferrer, a quem acusa de ter liderado uma suposta rede de extorsão.“Eles os estão acolhendo, diz-me com quem andas e te direi quem é”, comentou, após apontar que a ex-procuradora-geral se uniu também à oligarquia colombiana e que o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, “se converteu em protector desta rede de extorsão”.

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Maduro acrescentou que “seguramente” Ortega se transformará em “uma peça dos ataques do governo dos Estados Unidos” contra a Venezuela. “O que [ela] pode fazer contra nós, além de mentir?”, perguntou Maduro, que acusou a ex-procuradora e seu marido de terem se escondido atrás de uma “máscara chavista” enquanto chegavam a acordos com os EUA “para prejudicar a Venezuela”.

Luisa Ortega foi destituída do seu cargo no último dia 5 de agosto, em razão do que a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) denominou como “actos imorais”. Contra seu marido foi ditada uma ordem de captura depois dele ser acusado pela Constituinte e pelo novo procurador-geral, Tarek Saab, de ser parte de uma trama de extorsão que supostamente operava dentro do Ministério Público.

Metrópoles

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