Internacional Trump acusa ex-director do FBI de ceder informação classificada aos media

Trump acusa ex-director do FBI de ceder informação classificada aos media

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou na segunda-feira o ex-director da polícia federal norte-americana (FBI) James Comey de ter cometido um acto “muito ilegal” ao ter dado informações classificadas a meios de comunicação social.

“James Comey deu informação classificada aos media. Isso é muito ilegal”, escreveu Trump na sua conta pessoal na rede de mensagens online Twitter, utilizando mais uma vez letras maiúsculas para expressar uma opinião.

Esta declaração de Trump surge depois de o jornal online The Hill ter publicado uma reportagem sobre as notas pessoais escritas por James Comey, então ainda na qualidade de director do FBI, durante as conversas privadas que manteve com o Presidente norte-americano.

Segundo o jornal, que cita funcionários não identificados conhecedores do conteúdo das notas pessoais de Comey, mais de metade dos memorandos contém informação classificada.

Comey foi demitido de forma repentina, a 09 de maio, numa altura em que estava a supervisionar uma investigação sobre os alegados contactos mantidos entre a campanha de Trump e a Rússia durante a corrida às presidenciais nos Estados Unidos.

No início de junho, James Comey foi ouvido no Comité dos Serviços de Inteligência do Senado (câmara alta do Congresso norte-americano), que também está a conduzir uma investigação sobre o dossiê russo.

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Durante a audição, Comey explicou que tinha partilhado com um amigo algumas das suas notas pessoais e que tinha pedido a esse mesmo amigo para fornecer os conteúdos à imprensa, depois de Donald Trump ter ameaçado divulgar gravações das conversas privadas entre os dois.

Semanas depois de ter feito tal ameaça, Trump admitiu que não tinha na sua posse registos das conversas com Comey, mas sem nunca desmentir a eventual existência de gravações.

Numa declaração escrita divulgada na véspera da audição, Comey confirmou, entre outros aspectos, que Donald Trump se pediu para abandonar a investigação sobre Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional envolvido no caso da alegada ingerência russa nas presidenciais de Novembro de 2016.

A investigação sobre a eventual interferência de Moscovo está agora nas mãos de outro ex-director do FBI, Robert Mueller, que foi nomeado procurador especial para supervisionar este dossiê.

JN

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