Curiosas Casal finge morte súbita de bebé em autocarro para ocultar tortura

Casal finge morte súbita de bebé em autocarro para ocultar tortura

Um casal londrino foi considerado culpado de permitir a morte da filha de 16 meses, depois de terem sido divulgadas imagens de uma tentativa de esconder as agressões que levaram ao óbito.

https://www.youtube.com/watch?v=d_ujdcAl2bw&feature=youtu.be

Jeffey Wiltshire e Rosalin Baker foram ilibados por um tribunal inglês do crime de homicídio, mas considerados culpados de causar/permitir a morte da filha de 15 semanas, Imani, que a polícia diz ter sido torturada nos dias anteriores à morte, revela a imprensa britânica. Incorrem numa pena até 14 anos de prisão.

O caso ocorreu em Setembro na capital britânica e a tentativa de ocultação da morte ficou registada em imagens de videovigilância agora divulgadas. A 28 de Setembro, Rosalin entrou numa loja de conveniência com a bebé ao colo e cara tapada, confirmando-se agora que Imani já estava morta nesse momento.

Depois de sair da loja, a mulher entrou num autocarro para Stratford, no leste de Londres, despedindo-se com um beijo de Jeffrey, que lhe fez um sinal com a mão. Pegou no telemóvel e vinte minutos depois deu o alerta para o facto de a bebé não estar a respirar, fingindo que a criança teria sofrido uma doença súbita.

Apesar da situação, Rosalin manteve-se sempre calma, mesmo quando outros passageiros se mostraram bastante agitados e preocupados com o caso. Uma senhora que estava especialmente nervosa com a situação foi confundida com a mãe por outros passageiros, já que Baker se mantinha com o telemóvel na mão e aparentemente calma.

Transportada de ambulância para o hospital, Imani foi pronunciada morta. Mas o caso começava a mostrar contornos mais trágicos do que se poderia imaginar, já que os médicos descobriram que a estaria morta há mais de 24 horas.

A autópsia veio a determinar que a bebé morreu devido a um golpe na cabeça e que tinha 40 lesões no corpo, incluindo várias fracturas nas costelas.

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Confrontados com as provas, os pais negaram as acusações de maus-tratos. Mais tarde, Rosalin Baker culpou o namorado, que consumiria cocaína e heroína “todos os dias”, revela o jornal “Independent”.

O inspector-chefe da Scotland Yard Gary Holmes afirmou que a menina foi torturada e provavelmente terá sofrido dor nas últimas horas de vida, mas que o plano para esconder as verdadeiras causas de morte foi desmontado pela equipa médica. Aguarda-se agora decisão sobre a sentença a aplicar ao caso.

JN

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