O Presidente da República, Armando Guebuza, promoveu quatro oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) de coronel para brigadeiro, incluindo um antigo guerrilheiro da Renamo, hoje principal partido da oposição.
O principal partido da oposição tem acusado o Governo de estar a passar à reserva oficiais oriundos da antiga guerrilha, como forma de promover o controlo do exército moçambicano por oficiais oriundos do partido no poder, a Frelimo.
Um comunicado da Presidência moçambicana indica que subiu à patente de brigadeiro Messias André Niposso, que integrou as FADM por indicação da Renamo, na sequência do Acordo Geral de Paz (AGP), assinado em 1992 entre a antiga guerrilha e o Governo moçambicano, para acabar com 16 anos de guerra civil.
Messias André Niposso é actualmente comandante adjunto dos reservistas das FADM, uma unidade recentemente criada para congregar oficiais que passam à reserva.
Ao abrigo do AGP, os ramos das FADM devem ter um comando partilhado por oficiais do exército governamental e da antiga guerrilha.
Anastácio Barrassa Zaqueu, Freitas Norte e Carlos Paradona Rufino Roque, que combateram pelo exército, também foram promovidos a coronel.
















