O Presidente da República, Armando Guebuza, inaugurou hoje, no bairro de Zimpeto, arredores da cidade de Maputo, a capital de Moçambique, as novas instalações-sede do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ).
Trata de um edifício cuja construção, de raiz, custou cerca de 4,5 milhões de Euros, valor disponibilizado pela União Europeia (EU) em parceria com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), no âmbito da implementação do programa “Competir com Qualidade”.
O programa “Competir com Qualidade”, que permitiu a construção de um novo laboratório de metrologia, foi concebido pela Unido com o objectivo de apoiar, entre outras organizações, o INNOQ, na qualidade de veículo principal em termos de infra-estruturas de certificação de qualidade em Moçambique.
Segundo o director geral do INNOQ, Alfredo Sitoe, na área da sua jurisdição está a ser feito um investimento significativo no reequipamento do novo laboratório de metrologia, hoje inaugurado, que vai alargar as capacidades da instituição e acrescentar valências em outras áreas importantes.
As novas instalações, segundo Sitoe, estão equipadas com um laboratório destinado ao ensaio de produtos alimentares, uma parte para a verificação de instrumentos de medição e escritórios.
“Infra-estruturas de medição adequadas, lideradas por pessoal treinado e capaz, são essenciais para que os países possam realizar medições precisas”, reconheceu, o Coordenador Nacional do Projecto UNIDO, Ricardo de Sousa Velho.
Segundo a fonte, apesar de o Governo moçambicano estar cada vez mais a dar prioridade a promoção do crescimento económico inclusivo através do desenvolvimento de pequenas e medias empresas e da indústria, ainda enfrenta obstáculos para competir nos mercados internacionais devido a deficiências da infra-estrutura de qualidade e falta de reconhecimento internacional.
“Uma das necessidades básicas de um sistema de negociação é a metrologia, a prestação de medições fiáveis e precisas. Sem capacidade para determinar o comprimento, massa, volume, tempo e temperatura torna impossível a prática de um comércio justo e as normas para a protecção da saúde e bem-estar dos cidadãos deixam de ter efeito”, explicou.
O fortalecimento do sistema metrológico em Moçambique, segundo Velho, não só promove a confiança dos consumidores, como também protege as empresas contra a concorrência desleal e reduz as barreiras comerciais, ajudando o país a competir no sistema do comércio global.
O projecto “Competir com Qualidade” teve início em 2012 e tem o seu término agendado para 2015. Para além da área de infra-estruturas, está também a apoiar Moçambique na definição de políticas.

















