A mensagem apresentada durante as celebrações eucarísticas na noite de Sábado e ontem, serviram de apelo aos dirigentes políticos nacionais para optarem por vias pacificas para solucionar todos os diferendos que minam o desenvolvimento do país.

De acordo com o Bispo Auxiliar de Maputo, Dom João Carlos, que falava nas celebrações da aparição da Nossa Senhora, todas as diferenças que opõem os moçambicanos devem encontrar soluções baseadas no diálogo e no entendimento entre os opositores.

A celebração iniciou com a realização da via-sacra, caracterizada por leituras da Bíblia que descrevem as etapas da morte de Jesus Cristo e pela celebração eucarística. Foi nessa ocasião em que Dom João Carlos deixou a mensagem de paz e o papel que os fiéis da igreja católica devem desempenhar na sua disseminação.

Depois disso seguiu-se a habitual procissão transportando a imagem da Nossa Senhora, acto que decorreu debaixo dos pingos de chuva e das baixas temperaturas que se faziam sentir na vila municipal de Namaacha.

Nota negativa para a organização está relacionada com o facto de durante a celebração eucarística de sábado terem sido registados problemas no sistema de som, o que fez com quem os crentes não acompanhassem os primeiros momentos da missa.

Moçambicanos devem defender o diálogo e a paz – defende bispo auxiliar de Maputo, Dom João Carlos

A presente peregrinação, que decorreu sob o lema “Com Maria testemunhemos a nossa fé, praticando a caridade”, contou com a participação de perto de 40 mil crentes provenientes das 42 paroquias da Arquidiocese de Maputo.

O Secretário da Arquidiocese de Maputo, Teodósio Tovela, afirmou que durante as celebrações não houve registo de actos que manchassem a cerimónia e todas as instituições que se disponibilizaram a apoiar estiveram presentes.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Maputo, Emídio Mabutana, afirmou que não foi registada nenhuma ocorrência que pudesse manchar as celebrações das aparições de Maria em Fátima.

Afirmou ainda que a tranquilidade pode ter resultado do facto de a PRM ter enviado para a vila de Namaacha todas as seis especialidades da corporação, que ajudaram a controlar e a manter o ambiente de tranquilidade.

Informações da delegação distrital da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) indicam que entre a manhã de sexta-feira e a de ontem(domingo) foram atendidas pouco mais de 900 pessoas, das 7.500 que se deslocaram ao Santuário a pé. Das 900, apenas dez foram transferidas para o Hospital Distrital da Namaacha, tendo mais tarde recebido alta. Uns queixavam-se de dores de cabeça, outros de cansaço, dores das pernas e outras doenças consideradas ligeiras.

Jornal Noticias