Há falsificação da carta de condução provisória

O Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER) está a trabalhar com as autoridades policiais no sentido de detectar os focos de falsificação das cartas de condução provisórias a proliferar no mercado em quantidades não especificadas visando requerentes incautos.

Edgar Gêmo, director-adjunto do INATTER, disse a propósito que se trata de uma falsificação que é usada para burlar o cidadão que chega a pensar que está na posse de uma carta de condução provisória (verdadeira) e chega a ficar à espera do dia para levantar o documento definitivo.

“Geralmente, descobrimos este tipo de casos quando os cidadãos burlados se dirigem ao nosso balcão para reclamar a carta definitiva que não existe em função da falta de cadastro nos nossos serviços. Estamos a falar de situações de burla que estão a ser protagonizadas por gente ainda desconhecida visando pessoas desprevenidas”, disse.

Segundo argumentou o nosso informador, tanto a carta de condução provisória, assim como a definitiva emitidas pela sua instituição são seguras, porque seguem um processo de tramitação com uma base de dados que começa nas escolas de condução e termina no INATTER.

“As condições de segurança podem ser verificadas em várias vertentes. Neste momento não temos detectadas situações de falsificação da carta de condução de modo que seja tal e qual a que produzimos aqui. Existem situações de cartas provisórias que circulam no mercado nacional que não têm autenticidade. Estamos a falar de situações em que os cidadãos fazem “scanner” e andam nas escolas a burlar os requerentes de cartas de condução”, disse Edgar Gêmo.

Questionado sobre se a proliferação destas cartas provisórias falseadas não tem a ver com a demora dos serviços na entrega da carta definitiva, Gêmo respondeu que o INATTER atrasou na entrega dos documentos definitivos e não a provisória.

“Atrasamos a entrega da carta definitiva, mas sempre entregamos a provisória. Nunca tivemos um espaço em que o cidadão habilita-se ou vem trocar e sai das nossas instalações sem documento nenhum”, disse.

Entretanto, segundo anotou, uma auditoria recente teria detectado situações de cartas verdadeiras que foram produzidos em processos fraudulentos e que já foram tomadas medidas que levaram até a demissão de alguns funcionários e outros expulsos.

“Já tivemos a oportunidade de abordar este assunto com a Imprensa. Esta carta de condução é segura de tal forma que é difícil ser falsificada. Há trabalhos que são feitos para que esta carta se mantenha com níveis de segurança que se pretende. Queremos assegurar que a situação está sob controlo”, disse.

O INATTER abriu recentemente as suas oficinas para mostrar aos jornalistas como são feitas as cartas de condução, incluindo o material usado que é importado dos Estados Unidos da América.

Porém, uma recente roptura de stocks dos materiais em causa, atribuída ao fornecedor que esteve em processo de reestruturação, acabou criando limitações na produção da carta de condução definitiva, situação que, no entanto, já foi resolvida e o INATTER está a produzir em função da capacidade instalada de 1600 documentos de condução por dia contra uma procura de 600 em todo o país.