Milhares de pessoas se reuniram na segunda-feira (18) em várias cidades chilenas para lembrar o segundo aniversário da convulsão social que levou à redação de uma nova Constituição, em um dia que terminou com saques e incidentes violentos envolvendo manifestantes encapuzados.
Barricadas, ataques a uma delegacia e saques a lojas em diferentes regiões do país mancharam o dia, marcado por grandes manifestações pacíficas. Segundo o balanço preliminar do governo, os incidentes deixaram cinco policiais feridos e levaram à prisão de 30 pessoas.
Em Santiago, cerca de 10 mil pessoas, segundo a polícia, manifestaram-se na Praça Itália, no centro, batizada pelos manifestantes de praça Dignidade, epicentro da convulsão social de outubro de 2019 que deixou mais de 30 mortos.
A Alameda, principal avenida da capital, foi fechada. Lojas e edifícios corporativos bloquearam suas entradas com cercas de metal, e duas das seis linhas do metrô suspenderam seus serviços.
As manifestações se prolongaram até a noite, com fogueiras em algumas ruas e na escadaria do Cerro Santa Lucía, um dos pontos turísticos da capital. Uma delegacia em Puente Alto, comuna de classe trabalhadora no sul de Santiago, foi atacada com pedras.
Como ocorreu desde a convulsão social de 18 de outubro de 2019, os manifestantes, jovens em sua maioria, repetiram palavras de ordem contra o governo direitista do presidente Sebastián Piñera, ao passar em frente ao palácio presidencial La Moneda, a dois quilômetros da Praça Itália.
Neste trajeto, grupos de encapuzados incendiaram barricadas, provocando a resposta das forças especiais da polícia, que tentou dispersá-los com bombas de gás lacrimogêneo e caminhões com jatos d’água, constataram jornalistas da AFP. Uma ótica e uma lanchonete foram saqueadas no centro de Santiago, segundo a imprensa local.
Diante de alguns tumultos e saques em várias províncias, o governo condenou a violência provocada “por um grupo de criminosos”, disse o ministro do Interior, Rodrigo Delgado, no palácio presidencial. “Testemunhamos nesta tarde uma manifestação em massa na Praça Itália, mas também vimos um conjunto de ações violentas não apenas no centro de Santiago”, observou. “Nada justifica essa violência e a condenamos. Somos muitos mais os que desejam viver em paz.”
Este segundo aniversário da “convulsão social” coincidiu com o início da redação da nova Constituição, um processo que, em novembro de 2019, conseguiu canalizar, pela via institucional, a revolta desatada nas ruas contra um modelo considerado injusto e o desejo de uma maioria dos 19 milhões de chilenos por um “novo pacto social”.
Durante os protestos, que duraram quatro meses até o aparecimento da pandemia de covid-19, em março de 2020, morreram 34 pessoas e mais de 460 sofreram lesões oculares pela ação da polícia.
A dura repressão dos protestos gerou críticas internacionais de violações dos direitos humanos contra o governo Piñera.
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, dirige hoje, 19 de Outubro, em Mbuzini, África do Sul, a cerimónia central alusiva ao 35º aniversário do acidente de aviação que vitimou o primeiro presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel e mais trinta e três membros da sua delegação.
O evento, que se realiza sob o lema 35 Anos da Tragédia de Mbuzini, Preservando o Legado de Samora Machel, marca a passagem de mais um aniversário da morte do Primeiro Presidente de Moçambique independente, ocorrido quando regressava de Mbala, na Zâmbia, em mais uma missão diplomática pela paz na região Austral do continente.
O evento contará igualmente com a presença do África do Sul, Cyril Ramaphosa, membros dos governos de Moçambique e da África do Sul, familiares das vitimas e sobreviventes da tragédia de Mbuzini, com destaque para a família Machel.
De referir no contexto da efeméride, foram realizadas de 14 a 18 de Outubro corrente, varias acções, com destaque para depoimentos sobre a vida e obra do Presidente Samora Machel, palestras, transmissão de documentários e exposição fotográfica.
Nesta deslocação, o Presidente Nyusi faz-se acompanhar pelas ministras dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo Ndlovu, da Cultura e Turismo, Edelvina Materrula, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.
Dezenas de manifestantes pró-militares no Sudão marcharam na segunda-feira (18.10), pelo terceiro dia consecutivo, na capital Cartum, exigindo a demissão do primeiro-ministro Abdalla Hamdok.
“Abaixo Hamdok!”, gritaram os manifestantes pró-militares, numa manifestação sem impedimentos por parte das forças de segurança.
O chefe do Governo, que reuniu na segunda-feira o seu gabinete para uma reunião “urgente”, classificou a agitação recente como a “pior e mais perigosa crise” desde a queda de Omar Al-Bashir.
Os manifestantes exigem a dissolução do Governo provisório pós-ditadura do país, que está atolado tanto em crises políticas como económicas.
Os protestos surgem à medida que a política sudanesa se afasta das divisões entre as fações que dirigem a transição desde a queda de Bashir, que foi expulso pelo exército em abril de 2019, face aos protestos em massa.
Os críticos alegam que os protestos estão a ser conduzidos por membros das forças militares e de segurança, e envolvem simpatizantes contrarrevolucionários com o antigo regime.
O Sudão é dirigido por um Conselho Soberano, um organismo militar-civil que supervisiona a transição até às eleições previstas para 2023, com o Governo liderado por Hamdok, um antigo economista da ONU. A principal fação civil apelou a um contraprotesto na quinta-feira.
Estão criadas as condições para o arranque, na próxima quarta-feira, da Terceira fase da Campanha de Vacinação em Massa contra a covid-19.
O ministro da Saúde, Armingo Tiago, apela aos abrangidos ao processo a aderirem em massa à campanha.
“Claramente que vamos começar em termos operacionais com as pessoas de maior idade e vamos baixar até aqueles de trinta anos. Queremos alertar e eventualmente recomendar a todas as pessoas que têm estas idades para que de forma ordeira e de acordo com as instruções do nosso sector, afluírem aos postos de vacinação e apanharem a vacina”, disse.
A Coreia do Norte disparou um míssil balístico, continuando uma série de testes iniciada há algumas semanas, anunciaram as forças armadas sul-coreanas.
De acordo com analistas, o lançamento poderá ter sido efetuado a partir de uma plataforma submersa ou mesmo de um submarino.
O “míssil balístico não identificado” foi lançado de Sinpo para o mar a leste da península coreana, de acordo com um comunicado do Estado-Maior Interarmas sul-coreano.
A Polícia Federal (PF) do Brasil deteve na segunda-feira um suspeito de financiar um esquema de tráfico de droga para a Europa através de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), informaram fontes policiais.
Os agentes federais cumpriram em Brasília um mandado de busca e apreensão e outro de prisão preventiva contra o suspeito, apontado como um dos líderes e financiador do esquema criminoso.
O homem foi detido no âmbito da 4.ª fase da Operação Quinta Coluna, com o objetivo de aprofundar as investigações acerca de uma associação criminosa responsável pelo transporte de estupefacientes em aeronaves da FAB.
A Etiópia lançou na segunda-feira (18) ataques aéreos contra a capital da região rebelde do Tigré, que resultaram na morte de pelo menos três pessoas, segundo fontes humanitárias e diplomáticas, informação que o governo chamou de “mentira total”.
Esta ofensiva marca o primeiro bombardeio conhecido na capital Tigré desde o início do conflito nesta região norte, há quase um ano. Mas aconteceram bombardeios em outras áreas da região insurgente.
Um responsável pelo Hospital Ayder, principal centro de saúde da cidade, Hayelom Kebede, relatou “três mortes”, segundo uma avaliação inicial e a chegada de “muitas vítimas”.
“Ataque aéreo agora em Mekele”, escreveu em uma mensagem de texto à AFP uma fonte de serviços humanitários que não revelou sua identidade. O ataque foi confirmado por outra fonte humanitária, duas diplomáticas e um porta-voz dos rebeldes.
O primeiro ataque aconteceu na periferia da cidade, perto de uma fábrica de cimento, de acordo com as fontes.
O segundo aconteceu perto do hotel Planet, antes utilizado pelos líderes da Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF), que governava a região.
Getachew Reda, porta-voz da TPLF, afirmou no Twitter que as forças federais tiveram como alvos “civis dentro e fora de Mekele”.
Contactado pela AFP, um oficial de comunicação do governo negou estas informações.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu cliente um (1) Representante de Vendas Van. Saiba mais.
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A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma empresa da industria mineira um (1) Consultor Cinturão Preto em Lean e 6 sigma na área de operações. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Distrital de Operações. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário Em Advocacia. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Regional de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
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Nenhuma das vacinas desenvolvidas pela Rússia recebeu ‘luz verde’ da Organização Mundial de Saúde, e vacinas como a da Pfizer/BioNTech podem permitir aos cidadãos russos viajarem sem entraves e com mais frequência pela Europa.
Muitos russos estão a viajar para a Sérvia para serem inoculados com vacinas contra a Covid-19 que não estão disponíveis na Rússia, uma vez que o país não aprovou o uso de qualquer vacina estrangeira. Por outro lado, nenhuma vacina desenvolvida na Rússia foi aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – a Sputnik V continua a aguardar pela aprovação, por exemplo.
Como tal, são muitos os russos que percorrem milhares de quilómetros para serem inoculados na Sérvia com doses de vacinas da Pfizer/BioNTech ou da AstraZeneca.
Menos entraves nas viagens para a Europa são apenas uma das razões para este ‘turismo de vacinas’.
A escolha da Sérvia deve-se ao facto de este país dos Balcãs ter assegurado muitas vacinas de diferentes fornecedores para o seu programa de vacinação. Em termos domésticos, o sucesso não tem sido o desejado, já que apenas cerca de 50% da população sérvia completou o processo de vacinação devido a forte sentimento antivacinas.
Mas são muitos os estrangeiros que viajam para a Sérvia para serem inoculados. Os dados oficiais indicam que cerca de 160 mil estrangeiros, a maioria das nações vizinhas dos Balcãs, recebeu a vacina contra a Covid-19 na Sérvia.
Este ‘turismo de vacinas’ tem sido bem encarado com agrado pelas agências de viagens russas e sérvias. Depois das nefastas consequências da pandemia para o negócio, agora pretendem lucrar com este novo tipo de turismo.
Mulher de 72 anos e o marido foram apanhados com malas de droga num cruzeiro em Lisboa.
Uma idosa inglesa, condenada em 2019 por ter sido apanhada a traficar cocaína, avaliada em um milhão de euros com o marido, de 74 anos, morreu na cadeia portuguesa onde estava a cumprir pena.
De acordo com o Mirror, Susan Clarke sofria de cancro da mama e acabou por não resistir à doença, morrendo na cadeia onde estava a cumprir oito anos de prisão, longe do marido. Os dois foram apanhados em Santa Apolónia, em Lisboa, em 2018. Embarcaram num cruzeiro que saiu de Inglaterra e parou em Santa Lucia, nas Caraíbas. Terá sido nessa altura que Roger, de 74 anos, recebeu quatro malas com um total nove quilos de cocaína.
Na altura do julgamento o antigo cozinheiro disse ter ido a uma plantação de fruta, para fechar um negócio para um amigo chamado Lee. As malas foram-lhe entregues para posterior venda e o casal negou saber que as mesmas tinham droga. A justificação não colheu frutos perante a juíza, que condenou cada um dos idosos a oito anos de prisão.
A mulher chegou a pedir transferência da Cadeia de Tires, onde estava presa, para a cadeia do Funchal, na Madeira, alegando que a prisão em que estava tinha uma infestação de baratas e ratos. O pedido não terá sido aceite.
O Ministério Público sustentou, durante todo o caso, que o casal utilizou pelo menos quatro cruzeiros, todos com viagens a terminar no Reino Unido, para traficarem droga, durante dois anos. Foi estimado que os dois terão recebido mais de 25 mil euros por cada viagem.
Milhares de pessoas manifestaram-se em Varsóvia contra a rejeição de migrantes praticada nas fronteiras da União Europeia, entre a Polónia e a Bielorrússia.
Desde agosto, milhares de migrantes, especialmente do Médio Oriente e de África, tentam cruzar a fronteira da Bielorrússia com a Polónia, enquanto este país os rejeita, escoltando-os de regresso para território bielorrusso, de acordo com a versão de organizações não governamentais (ONG).
Os manifestantes percorreram o centro da capital polaca, agitando cartazes com inscrições a criticar a postura do Governo face aos migrantes: “Parem a tortura na fronteira”, “Ninguém é ilegal” ou “Hoje à noite alguém vai congelar até à morte na fronteira”.
Desde o início do fluxo migratório na região, no início deste verão, sete pessoas já perderam a vida na fronteira oriental da União Europeia (UE).
Na quinta-feira, o parlamento polaco aprovou uma emenda à Lei de Estrangeiros que legaliza a prática da rejeição, mesmo em situações em que existem pedidos de asilo.
Muitas ONG têm criticado a Polónia por impor um estado de emergência na sua fronteira oriental, o que impede as organizações humanitárias de ajudar os migrantes e nega o acesso a todos os não residentes, incluindo jornalistas.
Os migrantes que chegam à Bielorrússia são encaminhados para as fronteiras da UE (com a Polónia, Letónia, Lituânia) e permanecem sob vigilância de guardas de fronteira bielorrussos e pelas autoridades polacas, lituanas ou letãs.
Há um mês, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) disse estar “preocupado com os relatos alarmantes” na fronteira polaca.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige, esta segunda-feira em Maputo, a abertura do 10ª Fórum da Parceria entre países Europeus e em Desenvolvimento para Ensaios Clínicos (EDCTP).
Segundo um comunicado da Presidência da República, o evento, que se realiza sob o lema “Equidade na Pesquisa em Saúde”, visa discutir soluções para doenças que afectam países em desenvolvimento, com destaque para a malária, tuberculose, entre outras.
No encontro, que juntará membros do governo, instituições de pesquisa e cientistas da área de saúde, serão apresentados resultados de desenvolvimento de soluções para medicamentos, vacinas e diagnóstico de doenças tropicais e também da covid-19.
Agências internacionais alertam que alterações climáticas estão por trás da pior seca em décadas, mas pedem medidas para melhorar o abastecimento de água. Camponeses comem o que encontraram: insetos, barro e até couro.
As pessoas vão à procura da água possível. Cavam buracos profundos no leito de um rio agora seco, onde o Mandrare costumava correr. Toda a região de Amboasary, no sul de Madagáscar, está a sofrer de fome. A Agro Action contabiliza cerca de 1,3 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar.
Desesperadas, as pessoas comem tudo o que encontraram: frutos de sabor amargo, raízes, ervas e folhas, gafanhotos e baratas, por vezes até barro e couro. Muitos venderam tudo o que tinham para conseguir algum dinheiro para comprar arroz ou batata-doce.
Mas Berengere Guais, que está em Madagáscar com os Médicos Sem Fronteiras, diz que o problema é mais vasto.
Aqueles que vivem em Madagáscar dificilmente podem escapar às dificuldades. Afinal, o estado insular no Oceano Índico é distante dos países vizinhos. A região enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos.
Milhares de salvadorenhos saíram em passeata no domingo em San Salvador contra as políticas do presidente Nayib Bukele, incluindo a legalização do bitcoin no país.
“Bitcoin, a fraude”, “Não à ditadura”, “A democracia não se negocia, defende-se”, “Basta de autoritarismo”, diziam cartazes exibidos pelos manifestantes. Organizações feministas, de defesa dos direitos humanos, ambientalistas e membros de partidos políticos participaram da passeata.
Em 7 de setembro, El Salvador se tornou o primeiro país a usar o bitcoin como moeda legal, o que, segundo o governo, ajudará a recuperar a economia estagnada, dolarizada há duas décadas.
Medardo Gonzalez, ex-secretário-geral da opositora Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), criticou uma disposição recente do Congresso, dominado por aliados do presidente, que aposentou os juízes com mais de 60 anos ou com 30 anos de serviço: “A independência judicial foi atacada, isso só é feito por um governo ditatorial, e não queremos isso em El Salvador.”
Já o coordenador da chamada Frente Sindical Salvadorenha (FESS), Wilfredo Berríos, disse que estavam nas ruas “para exigir do governo e dos deputados que a água não seja privatizada”.
Nayib Bukele minimizou a importância da passeata e denunciou no Twitter que alguns cidadãos que não participavam da mesma teriam sido agredidos por manifestantes.
As autoridades moçambicanas anunciaram que apreenderam 28 quilos de heroína em zonas controladas por grupos insurgentes em Cabo Delgado, indiciando a presença de redes de tráfico.
A droga fez parte de um total de 250 quilos de estupefacientes incinerados no sábado em Pemba, capital provincial, disse o porta-voz da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, Ângelo Sueta.
A província de Cabo Delgado é apontada por vários relatórios internacionais como um corredor de heroína oriunda da Ásia com destino, sobretudo, à Europa e EUA.
O Escritório das Nações Unidas para a Droga e Crime Organizado (UNODC) tem apontado mesmo o controlo do tráfico como uma das razões do conflito em Cabo Delgado.
A droga incinerada no sábado inclui ainda 24 quilos de cocaína apreendida no mar, ao largo de Pemba, 179 quilos de efedrina apreendida no bairro Cariaco, Pemba, e 22 quilos de cannabis. Em apenas um ano, as autoridades da justiça incineraram quase uma tonelada de droga em Cabo Delgado.
A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.
Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.
Myanmar (antiga Birmânia) vai libertar mais de cinco mil pessoas, detidas por protestar contra o golpe militar de fevereiro, anunciou hoje o líder da junta no poder.
Um total de 5.636 presos vão ser perdoados e libertados antes da festa de Thadingyut, que começa na terça-feira, disse o general birmanês Min Aung Hlaing, dias depois de ter sido excluído de participar na próxima cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), de 26 a 28 de outubro.
Por outro lado, as autoridades birmanesas rejeitaram os pedidos de envio de um representante especial da ASEAN para dialogar com todas as partes, incluindo com a ex-líder e prémio Nobel da paz Aung San Suu Kyi, de 76 anos, deposta pelos militares, em fevereiro.
Desde o golpe militar de 01 de fevereiro, o exército reprimiu violentamente as manifestações contra o regime, em ações que causaram mais de 1.100 civis e cerca de sete mil detidos, de acordo com uma organização não governamental Associação de Assistência aos Presos Políticos, que registou casos de tortura, violações e execuções extrajudiciais.
No final de junho, as autoridades libertaram mais de dois mil opositores do golpe militar, detidos em diferentes prisões do país, incluindo jornalistas locais que criticaram a repressão sangrenta da junta.
A Missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para Moçambique (SAMIM) vai destacar mais homens para Cabo Delgado, com vista a garantir que as áreas recuperadas não voltem a cair nas mãos dos terroristas.
O facto foi anunciado pelo chefe da missão, Mpho Molomo, em conferência de imprensa na última quinta-feira em Maputo, sem especificar números. Disse apenas que serão reforçadas forças de infantaria.
A SAMIM integra contingentes da África do Sul, Botswana, Angola, Lesotho e Tanzania, nas especialidades das forças terrestres, navais, aéreas, inteligência, que actuam em coordenação com as Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Apesar de não avançar os montantes, Mpho Molomo afirmou que as operações militares em Cabo Delgado têm “custos onerosos”, sobretudo agora que se prolongou o mandato, por mais três meses, contados a partir de hoje, data em que inicialmente deveria terminar a missão.
Jovens protestaram pela recondução do líder da oposição à presidência da UNITA. Membro do partido no Kwanza Norte diz que Samakuva vai reconduzir todos os secretários provinciais eleitos por Adalberto Costa Júnior.
Com o objetivo de defender o Estado Democrático de Direito, milhares de membros da sociedade civil e centenas de jovens afetos aos partidos União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Bloco Democrático e do projeto político PRA-JA Servir, congregados na plataforma Frente Patriótica Unida (FPU), realizaram este sábado (16.10) em Luanda uma marcha de repúdio à anulação do XIII Congresso da UNITA.
Adalberto Costa Júnior foi retirado da presidência da UNITA por decisão do Tribunal Constitucional angolano. A justificativa foi de irregularidades no congresso que o elegeu, em 2019.
Na cidade de Ndalatando, capital da província do Kwanza Norte, centenas de jovens marcharam nas ruas. “As organizações juvenis dos partidos políticos da oposição e da sociedade civil no Kwanza Norte decidiram realizar a marcha de repúdio para protestar contra as manobras do regime do MPLA que continua a subverter a ordem democrática do país”, afirmou Edvaldo Cabral, secretário provincial da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA) no Kwanza Norte.
O frágil governo do Haiti enfrentava uma nova crise no domingo, após o sequestro, na véspera, de um grupo de missionários e suas famílias, a maioria americanos, por uma quadrilha armada perto de Porto Príncipe.
O grupo de 15 a 17 pessoas, entre elas crianças e, segundo testemunhas, um canadense, foi sequestrado quando voltava de uma visita a um orfanato, informou uma fonte da segurança do país. Um número desconhecido de haitianos também foi sequestrado.
O orfanato fica a cerca de 30 quilômetros de Porto Príncipe, segundo uma fonte da segurança haitiana. Alguns membros da organização missionária, com base em Ohio, faziam sua primeira viagem ao Haiti, acrescentou.
Os missionários foram levados pelo grupo criminoso 400 Mawozo, que há meses realiza sequestros e roubos na zona localizada entre Porto Príncipe e a fronteira com a República Dominicana, assinalou a fonte.
O Departamento de Estado americano não deu detalhes sobre o sequestro. “O bem-estar e a segurança dos cidadãos americanos no exterior é uma das nossas principais prioridades no departamento. Sabemos dessa informação e não temos nada a acrescentar no momento”, comentou um porta-voz.
A quadrilha sequestrou vários veículos, incluindo ônibus cheios, nas estradas que controla, afetando tanto cidadãos do país quanto estrangeiros, que são capturados para o pagamento de resgates, muitas vezes de somas que superam a renda anual de um haitiano.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a grande maioria das mulheres sequestradas são estupradas.
Em abril, 10 pessoas – incluindo dois religiosos franceses – foram sequestradas pelo grupo 400 Mawozo na mesma região. Libertado após 20 dias de cativeiro, o padre Michel Briand disse então à AFP que seu grupo estava “no lugar errado, no momento errado”.
Valor corresponde ao número de corpos não reclamados nos últimos 17 anos, ao qual acrescem 67 nados-mortos.
Partem sozinhas, muitas delas sem nome. Não há pai, nem mãe, nem tio, nem avó, nem irmão, ninguém para o último adeus.
Desde 2004, só em Lisboa, 81 crianças de ambos os sexos morreram sem que o corpo tenha sido reclamado por familiares, amigos ou conhecidos, a que se juntam 67 nados-mortos – 148 no total.
Quatro pessoas, incluindo duas crianças e dois adultos, perderam a vida em um trágico acidente de viação ocorrido no último fim-de-semana na Ponta do...
Os transportadores do sector semi-colectivo de passageiros da região do Grande Maputo continuam a manifestar dúvidas em relação ao subsídio anunciado pelo Governo para...