Internacional Africa Manifestantes exigem a demissão do primeiro-ministro no Sudão

Manifestantes exigem a demissão do primeiro-ministro no Sudão

Dezenas de manifestantes pró-militares no Sudão marcharam na segunda-feira (18.10), pelo terceiro dia consecutivo, na capital Cartum, exigindo a demissão do primeiro-ministro Abdalla Hamdok.

“Abaixo Hamdok!”, gritaram os manifestantes pró-militares, numa manifestação sem impedimentos por parte das forças de segurança.

O chefe do Governo, que reuniu na segunda-feira o seu gabinete para uma reunião “urgente”, classificou a agitação recente como a “pior e mais perigosa crise” desde a queda de Omar Al-Bashir.

Os manifestantes exigem a dissolução do Governo provisório pós-ditadura do país, que está atolado tanto em crises políticas como económicas.

Os protestos surgem à medida que a política sudanesa se afasta das divisões entre as fações que dirigem a transição desde a queda de Bashir, que foi expulso pelo exército em abril de 2019, face aos protestos em massa.

Os críticos alegam que os protestos estão a ser conduzidos por membros das forças militares e de segurança, e envolvem simpatizantes contrarrevolucionários com o antigo regime.

O Sudão é dirigido por um Conselho Soberano, um organismo militar-civil que supervisiona a transição até às eleições previstas para 2023, com o Governo liderado por Hamdok, um antigo economista da ONU. A principal fação civil apelou a um contraprotesto na quinta-feira.

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