Agências internacionais alertam que alterações climáticas estão por trás da pior seca em décadas, mas pedem medidas para melhorar o abastecimento de água. Camponeses comem o que encontraram: insetos, barro e até couro.
As pessoas vão à procura da água possível. Cavam buracos profundos no leito de um rio agora seco, onde o Mandrare costumava correr. Toda a região de Amboasary, no sul de Madagáscar, está a sofrer de fome. A Agro Action contabiliza cerca de 1,3 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar.
Desesperadas, as pessoas comem tudo o que encontraram: frutos de sabor amargo, raízes, ervas e folhas, gafanhotos e baratas, por vezes até barro e couro. Muitos venderam tudo o que tinham para conseguir algum dinheiro para comprar arroz ou batata-doce.
Mas Berengere Guais, que está em Madagáscar com os Médicos Sem Fronteiras, diz que o problema é mais vasto.
Aqueles que vivem em Madagáscar dificilmente podem escapar às dificuldades. Afinal, o estado insular no Oceano Índico é distante dos países vizinhos. A região enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos.















