A empresa australiana Ellume retirou mais de dois milhões de autotestes de covid-19 nos Estados Unidos, devido a um risco acrescido de falsos positivos, informaram as autoridades de saúde norte-americanas.
A agência norte-americana de produtos alimentares e medicamentos (FDA, na sigla em inglês) disse que a Ellume recolheu 2,2 milhões de testes desde que foi detetado um problema de fabrico, no mês passado.
A farmacêutica norte-americana Pfizer iniciou no Brasil estudos clínicos do Paxlovid, um fármaco experimental em formato de pílula destinado ao tratamento contra a covid-19.
Resultados preliminares demonstraram que o medicamento em causa diminui em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos com risco de desenvolver a doença de forma grave e deve ser administrado logo após o aparecimento dos sintomas.
No Brasil, os estudos decorrem em 29 centros de investigação nas unidades federativas do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, segundo a Pfizer.
Em algumas cidades brasileiras, os estudos já começaram em outubro passado, mas em outras, como Campinas, começarão na quinta-feira.
Segundo a Pfizer, o Paxlovid deve ser ingerido duas vezes ao dia, por cinco dias, a partir do terceiro dia do surgimento de sintomas de covid-19. O tratamento com o Paxlovid também requer a ingestão de outro remédio, o Ritonavir.
O medicamento da Pfizer, conhecido como inibidor de protéase, é desenvolvido para bloquear uma enzima de que o vírus precisa para se multiplicar.
Segundo o presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla, os resultados que conferiram uma redução de 89% de hospitalizações “são uma verdadeira virada de jogo nos esforços globais para deter a devastação da pandemia”.
A Pfizer indicou ainda estar empenhada em fornecer o fármaco a um “preço acessível”.
Além do Brasil, os testes decorrem nos Estados Unidos, Hungria, Japão, Coreia do Sul, Malásia, México, Polónia, Porto Rico, Tailândia e Turquia.
Em números absolutos, o Brasil, com 610.036 mortos e 21,9 milhões de casos, continua a ser um dos três países mais afetados pela pandemia no mundo, juntamente com os Estados Unidos e com a Índia, apesar de a pandemia estar em queda no país desde junho.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano diz que não vai tolerar situações de fraude nos próximos exames finais a realizarem-se a partir de 25 de Novembro corrente, em todo o país.
Para isso, o sector anuncia ter reforçado, treinado e munido as equipas de inspecção com ferramentas que não permitem qualquer fuga das provas de exames, antes e durante o período de realização.
A Inspectora-Geral do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano explicou que a estratégia de combate a fraude académica envolve todo o processo de produção das provas dos exames, empacotamento, transporte, distribuição, realização e correcção.
Maria Azélia falava, esta quarta-feira, em Matutuíne, província de Maputo, no Seminário de harmonização de procedimentos de inspecção pedagógico administrativa e de gestão do património escolar.
Maria Azélia, apelou aos alunos inscritos para os exames finais, para se distanciarem de situações que propiciem a fraude académica.
A Amnistia Internacional denunciou que várias mulheres foram violadas e espancadas por rebeldes de Tigray, por vezes à frente dos filhos. Mas há relatos de violação dos direitos humanos também na capital etíope.
De acordo com o relatório divulgado pela Amnistia Internacional, várias mulheres foram violadas, roubadas e espancadas pelos rebeldes de Tigray durante um ataque a uma cidade da região de Amhara, em agosto.
A denúncia baseia-se em testemunhos que a organização de defesa dos direitos humanos reuniu. A Amnistia Internacional avançou que boa parte das vítimas sofre agora de problemas de saúde por causa da violência sofrida.
Também há relatos de violações dos direitos humanos em Adis Abeba. A Organização das Nações Unidas denunciou na terça-feira (09.11) que pelo menos 16 dos seus trabalhadores etíopes foram detidos na capital durante uma operação contra naturais da província de Tigray, no quadro do estado de emergência vigente no país.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, disse que a organização está a trabalhar com o Governo para libertar os funcionários, mas ainda aguarda explicações sobre as detenções. “Até ao momento, não nos foi dada qualquer explicação sobre o motivo da detenção destes funcionários. Restam 16 em detenção e seis foram libertados. Eles são de várias agências das Nações Unidas, são todos etíopes. É imperativo que sejam libertados”, frisou.
Na semana passada, o Governo do primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed decretou o estado de emergência durante seis meses face ao risco crescente dos rebeldes da Frente Popular de Libertação de Tigray (TPFL) e do Exército de Libertação de Oromo (OLA) conquistarem a capital, Adis Abeba.
Grupos de defesa dos direitos humanos denunciaram as medidas de exceção previstas no estado de emergência e acusaram o Governo de multiplicar as detenções arbitrárias sob pretexto de pertença à etnia Tigray.
O Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, na vizinha África do Sul, decidiu pela extradição do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, para os Estados Unidos da América.
A deliberação da juíza sul-africana Margaret Ruth, anunciada por videoconferência, reverte a do Governo sul-africano, que tinha autorizado a extradição de Chang para Moçambique
A sentença proferida ontem responde ao recurso interposto pela organização não-governamental moçambicana Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), a 3 de Agosto, solicitando a revisão da decisão do Ministro da Justiça sul-africano, Ronald Lamola, alegadamente porque se o caso fosse julgado em Moçambique, Chang não seria responsabilizado.
“Em resultado, ordeno, em primeiro lugar, que a decisão do segundo respondente (ministro da Justiça) a 23 de Agosto de 2021 para extraditar o primeiro respondente (Manuel Chang) para a República de Moçambique é declarada inconsistente com a Constituição da República da África do Sul, de 1996, e é inválida e nula”, declarou a juíza sul-africana Margaret Ruth.
“Em segundo lugar, a decisão do segundo respondente (ministro da Justiça) a 21 de Maio de 2019 é substituída pelo seguinte: o Sr. Manuel Chang deve ser entregue e extraditado para os Estados Unidos da América para ser julgado pelos seus supostos crimes, nos Estados Unidos da América, tal como está contido no pedido de extradição de 28 Janeiro de 2019”, concluiu a juíza.
Entretanto, o porta-voz do Ministério sul-africano da Justiça, Chrispin Phiri, disse: “O ministério estudará a sentença escrita assim que estiver disponível e comunicará um caminho a seguir no devido tempo”.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal treze (13) Supervisoras de Clubes de Raparigas. Saiba mais.
A JUSTAPAZ, uma organização não governamental sem fins lucrativos pretende contratar uma empresa para prestação de serviços gráficos e de serigrafia. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos e Administração. Saiba mais.
O Lycée Français International Gustave Eiffel, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Administrativo e Financeiro (Código DAF 2021). Saiba mais.
Duas pessoas foram detidas por tráfico de mais de 21 mil doses de droga no âmbito de uma investigação que levou à apreensão de cerca de 100 mil euros em numerário, na Póvoa de Varzim, informou esta quarta-feira a GNR.
Através do Comando Territorial do Porto e no âmbito de uma investigação que teve a duração de cerca de um ano e meio, foi dado na terça-feira cumprimento a quatro mandados de busca, uma domiciliária e três em viaturas, no concelho da Póvoa de Varzim, acrescenta a Guarda Nacional Republicana, em comunicado.
Nesta ação foram detidos um homem e uma mulher, de 37 e 35 anos, respetivamente.
Também foram apreendidas 16 900 doses de haxixe, 2275 doses de canábis, 2080 doses de cocaína, três viaturas, 96 400 euros em dinheiro, seis telemóveis, quatro balanças de precisão e diversa documentação.
A Alemanha reportou, nas últimas 24 horas, 39.676 novos casos de Covid-19 e 236 mortes associadas à doença, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Robert Koch.
Os dados elevam para 4.844.054 o número total de casos confirmados e 96.963 as vítimas mortais registadas na Alemanha desde o início da pandemia.
Até hoje, 4.415.900 pessoas já recuperaram da Covid-19 no país.
De acordo com o Instituto Robert Koch, a incidência situa-se agora em 232,1 por cada 100 mil habitantes.
Apesar de os dados serem alarmantes, a taxa de vacinação é agora particularmente alta entre idosos, o que leva os especialistas a acreditar que o sistema de saúde pode agora resistir melhor a esta nova onda de infeções.
Desde o início da campanha de vacinação na Alemanha, a 26 de dezembro de 2020, já foram administradas 113.339.981 doses. Atualmente, 69,7% da população recebeu pelo menos a primeira dose e 67,2% já estão totalmente vacinadas contra Covid-19.
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que se reunirá com a liderança do Partido Liberal (PL) para decidir esta semana se irá se filiar no partido para disputar a reeleição nas presidenciais de outubro de 2022.
Eleito Presidente em 2018 pelo Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro deixou a força partidária no final de 2019 quando anunciou que pretendia formar um partido próprio nomeado como Aliança pelo Brasil.
O Presidente brasileiro, porém, não conseguiu organizar o novo partido a tempo de disputar as eleições e tem negociado ingressar num partido já constituído para disputar a reeleição.
Ao longo de sua trajetória, Bolsonaro já foi filiado a oito partidos políticos.
O chefe de Estado ficou no PPR até 1995, quando este partido se uniu a outro e deu origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB).
Oito anos depois, o atual Presidente filiou-se no antigo Partido da Frente Liberal (PFL), que deu origem ao Democratas (DEM), mas ficou menos de quatro meses e voltou para o Partido Progressista (PP), nova denominação do PPB.
Em 2016, Jair Bolsonaro ingressou no Partido Social Cristão (PSC) e, por fim, em 2018 filiou-se no PSL, com que disputou e vendeu as eleições presidenciais do Brasil.
O Presidente também voltou a criticar hoje a juíza Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal (STF), que paralisou repasses de verbas do chamado orçamento secreto que garantiram apoio parlamentar ao seu Governo.
O chefe de estado brasileiro referiu-se a emendas parlamentares pagas com dinheiro público que alegadamente estaria a ser destinado por líderes partidos de centro no Congresso, entre eles o PP e o PL, para conseguir votos de parlamentares em favor de projetos de interesse do Governo.
Taxa de novos casos da doença a cada 100 mil habitantes em sete dias, usada para medir o estado da pandemia no país, fica acima de 200 pelo segundo dia consecutivo. Incidência mais que triplica em um mês.
Um dia após superar a marca de 200 pela primeira vez, a incidência de novos casos de covid-19 na Alemanha bateu um novo recorde nesta terça-feira (09/11). A taxa de infecções por 100 mil habitantes em sete dias chegou a 213,7, a maior desde o início da pandemia, segundo o Instituto Robert Koch (RKI), a agência alemã para controle e prevenção de doenças.
Na segunda-feira, a incidência havia ficado em 201,1, superando o recorde anterior de 197,6, registrado em 22 de dezembro de 2020, antes de a vacinação contra covid-19 começar na Alemanha.
Apesar de atualmente as vacinas estarem amplamente disponíveis para os alemães, os casos de covid-19 estão aumentando. Neste domingo, a incidência de sete dias, usada para medir o estado da pandemia no país, era de 191,5, e uma semana atrás, de 153,7. Há um mês, estava em 64,4.
O RKI também contabilizou 21.832 novos casos de covid-19 nesta terça, mais que o dobro dos 10.813 registrados uma semana atrás. Em 24 horas, 169 mortes relacionadas ao coronavírus foram computadas, frente a 81 uma semana antes. No total, mais de 4,8 milhões de casos de covid-19 e 96.727 mortes foram oficialmente registrados na Alemanha até agora.
Há grandes diferenças regionais na incidência da covid-19 no país. O estado da Saxônia registra atualmente a maior taxa de novos casos por 100 mil habitantes em sete dias (483,7), seguido da Turíngia (439,3). Na Saxônia, 57,2% da população está completamente vacinada contra a covid-19, e na Turíngia, 61,1% – índices menores do que o do país como um todo, de 67,2%.
Na Baviera, o terceiro estado com maior incidência de covid-19 (348), onde 65,1% estão vacinados, o governo local introduziu restrições mais severas à vida pública nos últimos dias. Os espaços públicos fechados podem ser acessados atualmente apenas por pessoas que foram vacinadas, estão recuperadas ou que possuem um teste de PCR negativo.
Um novo mercado informal surgiu na rua Barnabé, na cidade de Nampula. Trata-se de uma acção ilegal, responsabilizada a um grupo de vendedores recentemente retirado de vários pontos da cidade, pelo Conselho Municipal, por obstruírem a circulação de pessoas e viaturas.
Alguns dos vendedores disseram que a criação daquele mercado informal é uma clara resposta à insensibilidade do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, em arranjar espaço apropriado para a prática da actividade comercial, tal como foi prometido, na altura da sua retirada de outros pontos da cidade.
Juma Júlio, um dos vendedores de rua, disse estar ali porque, à semelhança de outros vendedores foi retirado pelo Conselho Municipal do lugar habitual.
Outro vendedor que disse estar satisfeito por estar a vender na rua Barnabé é Júnior Eliseu. Reconhece a má localização, mas afirma ser ali onde melhor vende os seus produtos, porque, alegadamente, há muita clientela.
Alguns munícipes pedem à edilidade para que se retirem os vendedores informais daquela rua, considerando que não é um lugar ideal para o exercício daquele tipo de negócio, além de ser uma zona de muita movimentação de viaturas.
Norberto Silva atirou a culpa ao município por, alegadamente, não estar interessado em fazer cumprir com rigor a postura camarária.
Entretanto, o director do gabinete de Comunicação e Imagem, no Conselho Municipal da Cidade de Nampula, disse que a edilidade tem conhecimento da existência do novo mercado informal naquela rua, e nos próximos dias tomará as devidas medidas com vista a retirar os vendedores que invadiram aquele espaço, violando a postura camarária.
Maior parte dos mercados construídos pelo Conselho Municipal da Cidade de Nampula estão abandonados, pois os vendedores exercem a sua actividade na rua onde, alegadamente há mais clientes.
Maputo comemora esta quarta-feira 134 anos de elevação à categoria de cidade sob fortes críticas ao presidente do município. Eneas Comiche não está a cumprir as promessas de melhorar os transportes e o saneamento.
No aniversário do município de Maputo, os munícipes não poupam críticas à edilidade liderada por Eneas Comiche por não cumprir as promessas eleitorais. Os munícipes esperam, até agora, pela melhoria das vias de acesso e dos transportes públicos.
Os munícipes também esperam pela melhoria das condições para a venda informal, saneamento do meio e das vias de acesso. Desde que o edil Eneas Comiche está no poder, há quase três anos, não efetuou obras de vulto.
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no uso das competências que lhe são conferidas pela alínea a) do número 2 do artigo 159 da Constituição da República exonerou através de Despacho Presidencial Amade Miquidade do cargo de Ministro do Interior.
Em despacho Presidencial separado, o Chefe do Estado moçambicano exonerou Adelaide Anchia Amurane do cargo de Ministro na Presidência para Assuntos da Casa Civil.
Vinte e uma pessoas sobreviveram ao desmoronamento de um edifício em Malatya, no leste da Turquia, na terça-feira, sem que tenham sido registadas quaisquer vítimas mortais no final das operações de resgate.
As operações de resgate e salvamento no edifício que ruiu em Malatya terminaram. Graças a Deus não há baixas”, escreveu hoje o ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, na rede social Twitter.
Pouco antes, o vice-ministro do Interior turco, Ismail Catakli, que se deslocou ao local, disse aos jornalistas que 13 pessoas tinham sido retiradas vivas dos escombros e outras oito tinham conseguido escapar por si próprias.
Cinco dos resgatados ainda estavam no hospital na terça-feira à noite, mas o seu prognóstico não era crítico, disse o governador da província de Malatya, Aydin Barus.
Barus disse no início da noite de terça-feira que dois dos retirados dos escombros tinham sido admitidos nos cuidados intensivos.
Uma câmara de videovigilância gravou o desastre, que ocorreu numa rua movimentada no centro de Malatya: um pequeno edifício ruiu subitamente, libertando uma enorme nuvem de poeira.
Mais de 260 elementos de equipas de resgate foram enviados para o local, de acordo com a Agência de Gestão de Catástrofes.
Quatro pessoas – o proprietário do edifício e três pessoas que realizaram as obras – foram detidas, disse o Ministério Público de Malatya em comunicado, na terça-feira à noite.
O edifício, localizado no centro da cidade, era constituído por um andar com várias lojas, incluindo um restaurante e um café, disse Enver Kiraz, presidente da secção local do partido da oposição CHP.
Alvo da ação era um conselheiro das Forças da Síria Democrática, explicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Pelo menos três pessoas morreram na terça-feira na sequência de um bombardeamento de um ‘drone’ turco contra a viatura onde viajavam na cidade de Qamishli, no nordeste da Síria, na fronteira com a Turquia, informaram as milícias curdo-sírias.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) explicou num comunicado que o alvo da ação era um conselheiro das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por curdos, cujo principal membro são as YPG, e um aliado chave de uma coligação internacional numa luta contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), liderada pelos Estados Unidos.
Dezesseis funcionários etíopes da ONU estão presos na Etiópia, enquanto outros seis foram libertados pelas autoridades, num momento em que a comunidade internacional tenta encerrar o conflito entre o governo e os rebeles da região do Tigré.
O porta-voz da ONU Stephane Dujarric declarou na terça-feira (9) que a organização trabalha “ativamente com o governo etíope para garantir a libertação imediata” dos funcionários detidos.
Os funcionários da ONU foram presos durante operações dirigidas contra pessoas da etnia tigré, no âmbito do estado de emergência em vigor neste país em guerra.
Os Estados Unidos condenaram as prisões por motivos étnicos na Etiópia. “O assédio e a detenção pelas forças de segurança com base na etnia são completamente inaceitáveis”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, a repórteres.
Na semana passada, o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed declarou estado de emergência de seis meses em meio a temores crescentes de que combatentes da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e grupos rebeldes do Exército de Libertação Oromo (OLA) avançariam em direção à capital, Adis Abeba.
Grupos de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, denunciaram as medidas de emergência, que permitem que qualquer pessoa suspeita de apoiar “grupos terroristas” seja revistada e detida sem um mandado, em particular membros do grupo étnico tigré.
Milhares de pessoas foram presas neste contexto desde a semana passada.
Este não é o primeiro incidente entre o governo de Abiy e a ONU. No final de setembro, o ministério etíope das Relações Exteriores expulsou sete importantes funcionários da ONU por suposta “ingerência”.
Desde novembro de 2020, o conflito entre o exército e os rebeldes do Tigré deixou milhares de mortos e causou o deslocamento forçado de dois milhões de pessoas.
Os esforços diplomáticos para acabar com esta guerra estão aumentando, assim como as notícias de atrocidades e fome que atingem a população.
Na terça-feira, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, pediu uma oportunidade à paz depois de visitar Mekele, capital do Tigré, no fim de semana.
Abiy Ahmed, Nobel da Paz em 2019, enviou tropas ao Tigré em novembro do ano passado para derrubar a TPLF, acusando-a de atacar bases militares.
Foi o primeiro ataque de um animal desta espécie em 30 anos na região.
Um turista francês ficou ferido ao ser atacado por um tubarão numa praia da cidade brasileira de Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo. De acordo com as autoridades municipais, e apesar ser comum nas praias da cidade a presença de tubarões de vários tipos, foi o primeiro ataque de um animal desta espécie em 30 anos na região.
O turista, de 59 anos, que costuma visitar frequentemente o Brasil e estava com a família, foi atacado pelo animal quando nadava na Praia do Lamberto a poucos metros da areia e ficou com ferimentos numa das pernas. Conseguiu no entanto nadar para terra e pedir ajuda, sendo levado imediatamente para o Hospital da Santa Casa de Ubatuba.
Depois do incidente, o turista e a família voltaram para França e, ainda segundo familiares, deverá passar por novos exames médicos esta quarta-feira. Nas redes sociais, a família criticou vivamente o atendimento dado ao ferido pelo hospital de Ubatuba, que, na opinião de quem acompanhou o turista, evidenciou não estar preparado para casos como este.
O ataque ocorreu no passado dia 3, mas só esta terça-feira foi confirmado. Inicialmente atribuiu-se o ataque a um animal não determinado, mas a análise de fotos e laudos dos ferimentos, só concluída agora, permitiu assegurar que foi um tubarão que atacou o turista.
Os ataques de tubarão são frequentes noutra região do Brasil, o Nordeste, principalmente nas praias da Grande Recife, a capital do estado de Pernambuco. Em pouco mais de 25 anos já foram registados na região metropolitana de Recife mais de 60 ataques de tubarão, que provocaram a morte a mais de duas dezenas de pessoas e as restantes com sequelas muito graves.
Países da Europa central e de leste estão a reforçar medidas de combate à pandemia de covid-19, perante uma quarta vaga, alimentada pela baixa taxa de vacinação, que elevou os índices de infeção e mortalidade a valores recorde.
Os especialistas atribuem a gravidade da situação à chegada do tempo frio e expansão da variante delta — mais contagiosa do que as estirpes anteriores — em população pouco imunizadas.
Os últimos dados da plataforma Our World in Data revelam uma correlação clara entre baixas taxas de vacinação e altas taxas de mortalidade na região, especialmente na parte sudeste da Europa.
A Bulgária, o país mais pobre da União Europeia, está na cauda em termos de imunização, com apenas 22,5% da população totalmente vacinada, e no topo em termos de mortalidade, com uma média diária de quase 23 mortes por milhão de habitantes.
A situação contrasta com países como a Espanha, onde cerca de 74% da população está duplamente vacinada e a taxa média diária de mortalidade é de 0,58 por milhão de habitantes.
Para impulsionar a vacinação, as autoridades sanitárias dos países mais atingidos adotaram novas restrições, especialmente para os não imunizados.
A Bulgária anunciou hoje um novo número recorde de mortes diárias devido à covid-19, com 334 óbitos nas últimas 24 horas.
Mais de 3.000 pessoas morreram de covid-19 só em outubro, sete vezes mais do que no mesmo mês do ano passado.
Com 723 pacientes com covid-19 internados nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), quando a capacidade máxima dessas unidades é estimada entre 750 e 800 camas, os hospitais búlgaros estão à beira do colapso.
Na Roménia, embora o número de infeções tenha diminuído 50% nos últimos dias para cerca de 10.000 casos por dia, a situação é crítica, com mais de 300 mortes por dia e cerca de 19.000 hospitalizados, 10% dos quais em unidades de cuidados intensivos (UCI).
Muitos hospitais continuam em rutura ou no limite das capacidades, o que obrigou à transferência de dezenas de pacientes para outros países e à suspensão de hospitalizações não urgentes.
Menos de um terço da população romena recebeu o esquema completo de uma das vacinas, o que faz do país o segundo menos vacinado na UE, à frente apenas da Bulgária.
Na Sérvia, que não é membro da UE, as mortes diárias aumentaram também nas últimas semanas, atingindo um novo pico no domingo, com 69 óbitos.
Um dos problemas neste país é que a taxa de imunização dos jovens, com idades entre os 18 e os 30 anos, é inferior a 25%.
Também na Croácia, Eslováquia, Repúlica Checa, Eslovénia e Hungria, com taxas de imunização entre 44% e 55%, os hospitais estão novamente a ser inundados por doentes com covid-19.
Na Eslováquia, com 5,4 milhões de habitantes, há mais de 2.100 hospitalizados, com uma taxa média acumulada de contágios diários em sete dias que supera os 700 casos por 100.000 habitantes, segundo dados oficiais.
Nos hospitais da Croácia, com 4,5 milhões de habitantes, que nas últimas horas registou 59 mortes, há 253 pacientes ligados a ventiladores, mais do dobro do que há um mês.
A Eslovénia, com dois milhões de habitantes, registou um pico de infeções diárias na semana passada, com mais de 4.500 infetados em 24 horas, e já ultrapassou a capacidade máxima das UCI em quase 200 pacientes.
A República Checa tem uma taxa média acumulada de 514 infeções diárias por 100.000 habitantes, mas devido ao processo de transmissão de poderes após as últimas eleições legislativas, ainda não foram introduzidas novas restrições.
No entanto, o Ministério da Saúde checo anunciou uma campanha para encorajar a vacinação, com imagens chocantes que mostram a situação dos doentes de covid-19 que morreram ou estão nas UCI depois de questionarem a utilidade das vacinas.
Na Hungria, onde a propagação do vírus continua a crescer, com uma média de 72 mortes diárias enquanto a vacinação estagnou nos 60% da população, o governo deu luz verde às empresas para exigirem a vacinação dos seus empregados.
Também na Áustria, onde há menos pessoas a morrer do que nos países vizinhos, mas a incidência e a pressão nos hospitais estão a aumentar, os esforços concentram-se em medidas para encorajar a vacinação, que até agora está nos 63%.
O Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, dirige hoje em Boane, província de Maputo, a cerimónia de Encerramento dos Cursos de Formação de Sargentos e Complementar de Formação de Sargentos.
A informação vem contida num comunicado da Presidência da República.
O agente foi julgado à revelia. Para além da pena atribuída pelo assassinato do jovem músico em 2013, o polícia terá ainda de pagar uma multa de 800 mil meticais.
Oito anos depois do assassinato de Max Love, o agente acusado de matar o músico foi condenado a 20 anos de prisão e a uma multa de 800 mil meticais (cerca de 11 mil euros). O réu continua em parte incerta. O julgamento foi feito à revelia.
A sentença foi lida na terça-feira (09.11) antes da hora marcada. Nem o Ministério Público, nem os familiares da vítima ou jornalistas estavam presentes. Saimon Macuiana, advogado da família, estranha tal cenário.
O cantor Max Love foi morto a tiro em novembro de 2013 por um agente da polícia de proteção de altas individualidades. O músico integrava uma caravana que celebrava a vitória eleitoral do edil, Manuel de Araújo, na autarquia de Quelimane. Na altura, Araújo pertencia ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Pensou-se que o processo tivesse sido arquivado, supostamente porque a vítima apoiava um membro da oposição. Depois de muita pressão social, o caso chegou ao tribunal. Mas o desfecho não agrada a “Brisa”, um amigo da vítima.
Ainda não é conhecido o motivo para a ausência da família durante a leitura da sentença.
A governadora da província do Niassa, Judite Massengele, lançou um desafio ao novo administrador do distrito de Ngaúma, Cássimo Abdo.
Massengele exortou Abdo a focar-se...
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O Ministério do Trabalho, Género e Acção Social revelou que, nos primeiros seis meses do corrente ano, foram colocados 11.716 trabalhadores moçambicanos no mercado...