O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) reafirmou o seu compromisso em promover a criação de redes organizadas de mulheres em Moçambique, visando incrementar a sua participação na gestão de bens públicos, na prevenção de conflitos e na consolidação da paz.
A afirmação foi realizada pelo director executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo, durante a 2.ª Conferência de Mulheres Religiosas, Académicas, Políticas e da Sociedade Civil, que decorreu na cidade da Beira, na província de Sofala.
Mulhovo sublinhou a importância do reforço da liderança feminina como um elemento crucial para transformar crises em oportunidades de desenvolvimento sustentável, assim como para fortalecer as respostas comunitárias face a conflitos e desastres naturais.
“São as mulheres que, em muitos casos, suportam o maior peso das crises, enfrentando deslocamento, insegurança, pobreza e riscos acrescidos de violência baseada no género. Contudo, também são as mulheres que lideram, que cuidam, que organizam, que mobilizam e que reconstruem”, declarou.
O director executivo defendeu que o papel das mulheres deve ser reconhecido não apenas como uma resposta à vulnerabilidade, mas como uma força activa na reconstrução social, na mediação comunitária e na promoção do diálogo.
Neste contexto, o responsável destacou iniciativas como o programa PROPAZ – Cultura para Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social – considerando-as instrumentos essenciais para fortalecer as infraestruturas locais de paz e criar espaços de mediação e prevenção de conflitos.
“Com a convergência de vozes da fé, da academia, da política e da sociedade civil, estamos a criar um ecossistema de solidariedade regional que ultrapassa fronteiras, permitindo que boas práticas da região da SADC sejam partilhadas e convertidas em políticas inclusivas”, enfatizou.
Mulhovo salientou ainda que a missão do IMD de consolidar a democracia multipartidária em Moçambique depende, necessariamente, da inclusão efectiva das mulheres nos diversos pilares da governação, da gestão de crises e dos processos de paz.
A Conferência reuniu participantes de Eswatini, África do Sul e Zâmbia, sublinhando a dimensão regional do debate em torno da liderança feminina em contextos de conflito e desastres naturais.















